Questões de Vestibular Comentadas sobre português
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Dada a regência do verbo principal do segmento “a quem elas pudessem interessar” (l.6), estaria igualmente correta a seguinte estrutura: a quem pudesse interessar-se por elas.
O segmento “a quem quer entrar” (l.2-3) poderia ser corretamente substituído por àqueles que desejam lançar-se.
No trecho “a partir do surgimento da ópera, na Itália do século XVI” (l.6-7), o emprego da vírgula é obrigatório para se informar que a ópera é oriunda da Itália.
Considerando os aspectos estéticos envolvidos na produção da narrativa no Brasil, verifica-se, no Romance de 30, que:
No fragmento destacado, a narrativa é em primeira pessoa, recurso que caracteriza o chamado Romance de 30, em que o narrador procurava retratar com fidelidade mazelas e tensões sociais
Conforme se depreende do último parágrafo do fragmento selecionado, a diferença entre Deus e o lobisomem é estabelecida pela concepção de realidade experimentada pelo narrador.
No fragmento apresentado, o ambiente natural é descrito predominantemente de dois modos: a partir de um lugar real, com espaço definido, onde se vive; e a partir do temor do narrador, conduzido pelo encanto das histórias e por sua memória.
No período “Pintavam o lobisomem com uma realidade tão da terra que era o mesmo que eu ter visto” (l.39-41), a primeira oração expressa, em linguagem figurada, a causa do fato expresso na oração seguinte.
No contexto em que foi empregado, o segmento “Os bois que morriam” (l.23) corresponde a um subconjunto de bois do conjunto de bois do ambiente descrito e, portanto, nele, não se incluem os bois mortos no abate.
No trecho “quando passava pelos sombrios recantos dos lobisomens, era assoviando ou cantando alto” (l.20-21), a expressão verbal é marca da sintaxe da língua falada
Crendices populares constituem o cerne da narrativa de José Lins do Rêgo, como evidenciado no fragmento apresentado, o que permite afirmar que o ciclo da cana-de-açúcar tal como representado no Romance de 30 deriva de relações fantasiosas e afetivas, e não de referências reais.
Considerando o processo coesivo e o contexto da narrativa, verifica-se que, no trecho “partir para cima dele” (l.7), a referência do pronome é a expressão “O cavalo” (l.6), precisão coesiva que é ratificada pelo emprego da palavra “animais” no trecho “E o lobisomem bebia sangue também dos animais” (l.12).
Sem prejudicar o ritmo da narrativa e a precisão e clareza do fato descrito, José Lins do Rêgo poderia ter optado pela colocação da expressão adverbial “na mata” (l.3) após o substantivo “encontro” (l.2), desde que não a isolasse por vírgulas.
Na acepção em que foi empregado, o adjetivo “simples” (l.7) não poderia estar posposto ao substantivo que ele modifica, tal como se verifica na colocação do adjetivo grande na expressão grande homem.
Dada a ausência de vírgula após o vocábulo “cidadãos” (l.7), depreende-se que qualquer cidadão poderia ser convocado aleatoriamente para jantar com um imperador romano, estratégia que aliviava a solidão dos monarcas.
Com as devidas alterações de letra inicial minúscula e maiúscula, a expressão “no século XVIII” (l.2), poderia iniciar, desde que seguida de vírgula, o primeiro período do texto, sem que se alterasse o sentido do texto.
No primeiro período do texto, o verbo está elíptico nas duas orações subordinadas, as quais estabelecem relação de comparação com a oração que inicia o período
O tom prosaico do poema de Paulo Leminski é uma das marcas da consolidação do projeto de poesia moderna no contexto literário brasileiro
Na linguagem empregada na primeira estrofe do poema Ângelus, predomina a personificação.
