Questões de Vestibular Comentadas sobre português
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As vozes do homem
Naquele momento de angústia,
o homem não sabia se era o mau ou o bom ladrão.
E quando a mais amarga das estrelas o oprimia demais,
eis que a sua boca ia dizendo:
eu sou anjo.
E os pés do homem: nós somos asas.
E as mãos: nós somos asas.
E a testa do homem: eu sou a lei.
E os braços: nós somos cetros.
E o peito: eu sou o escudo.
E as pernas: nós somos as colunas.
E a palavra do homem: eu sou o Verbo.
E o espírito do homem: eu sou o Verbo.
E o cérebro: eu sou o guia.
E o estômago: eu sou o alimento.
E se repetiram depois as acusações milenárias.
E todas as alianças se desfizeram de súbito.
E todas as maldições ressoaram tremendas.
E as espadas de fogo interceptaram o caminho da
[árvore da vida.
E as mãos abarcaram o pescoço do homem:
nós te abarcaremos.
[...]
(LIMA, Jorge de. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2006. p. 94.)
(BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix , 1989.)
As vozes do homem
Naquele momento de angústia,
o homem não sabia se era o mau ou o bom ladrão.
E quando a mais amarga das estrelas o oprimia demais,
eis que a sua boca ia dizendo:
eu sou anjo.
E os pés do homem: nós somos asas.
E as mãos: nós somos asas.
E a testa do homem: eu sou a lei.
E os braços: nós somos cetros.
E o peito: eu sou o escudo.
E as pernas: nós somos as colunas.
E a palavra do homem: eu sou o Verbo.
E o espírito do homem: eu sou o Verbo.
E o cérebro: eu sou o guia.
E o estômago: eu sou o alimento.
E se repetiram depois as acusações milenárias.
E todas as alianças se desfizeram de súbito.
E todas as maldições ressoaram tremendas.
E as espadas de fogo interceptaram o caminho da
[árvore da vida.
E as mãos abarcaram o pescoço do homem:
nós te abarcaremos.
[...]
(LIMA, Jorge de. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2006. p. 94.)
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. Tempo de absoluta depuração. Tempo em que não se diz mais: meu amor. Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram. E as mãos tecem apenas o rude trabalho. E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás. Ficaste sozinho, a luz apagou-se, Mas na sombra teus olhos resplandecem enormes. És todo certeza, já não sabes sofrer. E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice? Teus ombros suportam o mundo E ele não pesa mais que a mão de uma criança. As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios Provam apenas que a vida prossegue E nem todos se libertaram ainda. Alguns, achando bárbaro o espetáculo, Prefeririam (os delicados) morrer. Chegou um tempo em que não adianta morrer. Chegou um tempo em que a vida é uma ordem. A vida apenas, sem mistificação.
O poema acima integra a obra Sentimento do Mundo, de Carlos Drummond de Andrade. Considerando-o como um todo, NÃO é correto afirmar que é um poema
O texto acima integra a obra Til, de José de Alencar. Das alternativas abaixo, indique a que contém informação que NÃO corresponde às características do trecho citado.
Cidade Maravilhosa
Cidade maravilhosa
Cheia de encantos mil
Cidade maravilhosa Coração do meu Brasil
Berço do samba e de lindas canções
Que vivem n’alma da gente
És o altar dos nossos corações
Que cantam alegremente
(...)
André Filho e silva sobreira, 1935
rio 40 graus Rio 40 graus
Rio 40 graus
Cidade maravilha
Purgatório da beleza
E do caos
(...)
O Rio é uma cidade
De cidades misturadas
O Rio é uma cidade
De cidades camufladas
Com governos misturados
Camuflados, paralelos
Sorrateiros
Ocultando comandos...
(...)
Gatilho de disket
Marcação pagode, funk
De gatilho marcação
De samba-lance
Com batuque digital
Na sub-uzi musical
De batucada digital
(...)
Fernanda Abreu, 1992
letras.mus.brAs letras das canções Cidade maravilhosa, de 1935, e Rio 40 graus, de 1992, parecem não retratar a mesma cidade.
As diferentes percepções do Rio de Janeiro, retratadas em cada letra, podem ser associadas, respectivamente, às ideias de:

Adaptado de Folha de São Paulo, 11/01/2015.
Todo abacate é verde. O Incrível Hulk é verde. O Incrível Hulk é um abacate. (l. 22)
Todo argumento pode se tornar um sofisma: um raciocínio errado ou inadequado que nos leva a conclusões falsas ou improcedentes. O último parágrafo do texto é um exemplo de sofisma, considerando que, da constatação de que todo abacate é verde, não se pode deduzir que só os abacates têm cor verde.
Esse é o tipo de sofisma que adota o seguinte procedimento:

Adaptado de Folha de São Paulo, 11/01/2015.
Todo abacate é verde. O Incrível Hulk é verde. O Incrível Hulk é um abacate. (l. 22)
Este parágrafo indica como o leitor deve ler todos os anteriores.
Segundo essa indicação, os argumentos apresentados pelo cronista devem ser compreendidos como:

Adaptado de Folha de São Paulo, 11/01/2015.
A organização do silogismo sintetiza a estrutura do próprio método dedutivo, que se encontra melhor apresentada em:

Adaptado de Folha de São Paulo, 11/01/2015.
O subtítulo do texto sugere uma explicação para o título.
Essa explicação é melhor compreendida pela associação entre:

Adaptado de O Dia, 21/03/2015.
No segundo parágrafo, o emprego de certa estrutura encaminha a reflexão do leitor para os disfarces que a linguagem permite.
Essa estrutura é caracterizada principalmente por:

Adaptado de O Dia, 21/03/2015.
O exemplo em que o humor é produzido por meio da superposição entre um eufemismo e uma comparação entre elementos distintos é:

Adaptado de O Dia, 21/03/2015.
Esse recurso constitui um argumento de:

Adaptado de O Dia, 21/03/2015.
Na crônica, o autor enfatiza o aspecto negativo dos eufemismos, que serviriam para distorcer a realidade.
De acordo com o autor, o eufemismo camufla a desigualdade social no seguinte exemplo:

Folha de São Paulo, 15/06/2013.
O personagem presente no último quadrinho é um ácaro, um ser microscópico. Suas falas têm relação direta com seu tamanho. No contexto, é possível compreender a imagem do personagem omo uma metonímia.
Essa metonímia representa algo que se define como:

Folha de São Paulo, 15/06/2013.
No último quadrinho, formula-se uma analogia moral, quando se sugere que não é possível ver tudo o que acontece à frente dos olhos.
A partir dessa analogia, pode-se chegar à seguinte conclusão:

Folha de São Paulo, 15/06/2013.
As ausências da moldura e da imagem são recursos gráficos que contribuem para o sentido do texto.
A relação entre esses recursos gráficos e a mensagem contida no terceiro quadrinho possui um sentido de:

Por meio da generalização, pode-se atribuir um determinado conjunto de traços que não se relacionam apenas com o que está sendo nomeado.
O melhor exemplo desse procedimento de generalização está presente em:

O verbete citado apresenta uma definição poética para o termo “escuridão".
Essa afirmativa pode ser justificada pelo fato de a autora do verbete ter optado por:

Na definição acima, o trecho sublinhado contém duas comparações implícitas, que têm como referência o mundo dos adultos.
Essas comparações são feitas por meio do seguinte recurso: