Questões de Vestibular Comentadas sobre português
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(Paulo M. Buss. Folha de S. Paulo).
(Paulo M. Buss. Folha de S. Paulo).
1) Se cada pessoa, entre aquelas bem informadas, procurassem adotar um padrão comportamental favorável à sua saúde, daria, com certeza, uma contribuição para que tivéssemos uma população mais saudável. 2) Para se melhorar realmente as condições de saúde de uma população, é necessário adotar mudanças profundas dos padrões econômicos no interior destas sociedades. 3) Na maior parte do tempo de suas vidas, a maioria das pessoas são saudáveis. 4) Sempre houveram padrões alimentares, ou de atividade física que tiveram grande influência sobre a saúde da comunidade. Os cientistas tem razão quando afirmam isso. 5) Nenhum dos pesquisadores ou cientistas discordam de que a sáude é uma questão intersetorial.
Estão corretas:
(Paulo M. Buss. Folha de S. Paulo).
(Paulo M. Buss. Folha de S. Paulo).
(Paulo M. Buss. Folha de S. Paulo).
Quando eu era criança, adorava contos de fada. (...) Também amava filmes da Disney. Todos tinham final feliz; como não amar? (...) Quando cresci um pouco, passei dos filmes da Disney para as histórias dos Irmãos Grimm. (...) Fiquei horrorizada ao saber que as versões originais de muitos dos meus filmes prediletos tinham detalhes horríveis, que a Disney deixou de fora.
(...)
A Bela e a Fera
É bastante fiel ao original, mas o filme deixa UM detalhe infeliz de fora. No que acredita-se ser a primeira versão da história (de Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve), Belle tem duas irmãs más. A Fera permite que Belle vá para sua casa, desde que retorne em uma semana. As irmãs com ciúme da vida luxuosa de Belle tentam convencê-la a ficar mais tempo, na esperança de que a Fera, furiosa, a coma viva na volta. Argh.
(...)
Enrolados
Na versão dos Irmãos Grimm, Rapunzel engravida do príncipe antes de eles fugirem, e a bruxa descobre tudo. A bruxa corta o cabelo de Rapunzel e a joga no meio da floresta. Quando o príncipe aparece, ela joga os cabelos de Rapunzel pela janela para enganá-lo e diz que ele nunca mais vai ver a amada. Desesperado, ele pula pela janela e cai num monte de espinhos, que o deixam cego. Ele sai perambulando sem rumo. Rapunzel dá à luz gêmeos. Ele acaba encontrando Rapunzel pela voz. As lágrimas dela restauram a visão do príncipe, eles voltam para o reino e vivem felizes para sempre.
(...)
O Rei Leão
Ah, você não sabia que O Rei Leão é uma adaptação de Hamlet, de Shakespeare? Pois é. Um irmão invejoso mata o rei, o filho descobre e quer vingança. Rosencrantz e Guildenstern, quero dizer, Timão e Pumba, o distraem. Mas, finalmente, o filho mata o irmão invejoso.
Adaptado do original publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.
Zoë Triska - HuffPost Brasil - segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Quando eu era criança, adorava contos de fada. (...) Também amava filmes da Disney. Todos tinham final feliz; como não amar? (...) Quando cresci um pouco, passei dos filmes da Disney para as histórias dos Irmãos Grimm. (...) Fiquei horrorizada ao saber que as versões originais de muitos dos meus filmes prediletos tinham detalhes horríveis, que a Disney deixou de fora.
(...)
A Bela e a Fera
É bastante fiel ao original, mas o filme deixa UM detalhe infeliz de fora. No que acredita-se ser a primeira versão da história (de Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve), Belle tem duas irmãs más. A Fera permite que Belle vá para sua casa, desde que retorne em uma semana. As irmãs com ciúme da vida luxuosa de Belle tentam convencê-la a ficar mais tempo, na esperança de que a Fera, furiosa, a coma viva na volta. Argh.
(...)
Enrolados
Na versão dos Irmãos Grimm, Rapunzel engravida do príncipe antes de eles fugirem, e a bruxa descobre tudo. A bruxa corta o cabelo de Rapunzel e a joga no meio da floresta. Quando o príncipe aparece, ela joga os cabelos de Rapunzel pela janela para enganá-lo e diz que ele nunca mais vai ver a amada. Desesperado, ele pula pela janela e cai num monte de espinhos, que o deixam cego. Ele sai perambulando sem rumo. Rapunzel dá à luz gêmeos. Ele acaba encontrando Rapunzel pela voz. As lágrimas dela restauram a visão do príncipe, eles voltam para o reino e vivem felizes para sempre.
(...)
O Rei Leão
Ah, você não sabia que O Rei Leão é uma adaptação de Hamlet, de Shakespeare? Pois é. Um irmão invejoso mata o rei, o filho descobre e quer vingança. Rosencrantz e Guildenstern, quero dizer, Timão e Pumba, o distraem. Mas, finalmente, o filho mata o irmão invejoso.
Adaptado do original publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.
Zoë Triska - HuffPost Brasil - segunda-feira, 26 de setembro de 2016
A bola
Muito antes de o Brasil ter-se tornado campeão mundial de futebol, nossos antepassados já faziam as suas “peladas”. Só que não eram como as de hoje. O futebol veio muito depois, com suas regras criadas pelos ingleses.
Mas a bola, ou pelota, ou balão, ou “menina”, ou “redonda”, como dizem os locutores de futebol, já era usada desde a pré-história. É mencionada nos livros mais antigos e nas mais antigas gravuras. Homero e outros escritores da antiga Grécia nos contam que o jogo de bola era considerado importante para dar maior elasticidade e graça ao corpo. São encontradas referências sobre jogos de bola entre os egípcios e mesmo entre os hebreus, que pouco se dedicavam ao atletismo.
Os antigos romanos não eram também muito apreciadores de esportes. Gostavam de assistir às lutas dos gladiadores, é verdade, mas só de assistir: não participavam. Pois, mesmo entre eles, os jogos de bola eram muito difundidos.
Antigas bolas também não eram como as de hoje. As primeiras eram feitas de pedaços de couro costurados e “recheadas” dos mais diversos materiais. A menor delas, a harpastum, era uma bola muito dura e socada de penas. As maiores, as follis, eram cheias de ar, feitas de bexigas de animais, muito parecidas com as bolas atuais.
(Adaptado de: Manual do Escoteiro Mirim. São Paulo: Nova Cultura, 1985. p. 45-46.)
No fragmento: “A menor das bolas, a harpastum, era uma bola muito dura e socada de penas.”
Assinale a alternativa em que o termo substitui a palavra negritada, mantendo o sentido.
A bola
Muito antes de o Brasil ter-se tornado campeão mundial de futebol, nossos antepassados já faziam as suas “peladas”. Só que não eram como as de hoje. O futebol veio muito depois, com suas regras criadas pelos ingleses.
Mas a bola, ou pelota, ou balão, ou “menina”, ou “redonda”, como dizem os locutores de futebol, já era usada desde a pré-história. É mencionada nos livros mais antigos e nas mais antigas gravuras. Homero e outros escritores da antiga Grécia nos contam que o jogo de bola era considerado importante para dar maior elasticidade e graça ao corpo. São encontradas referências sobre jogos de bola entre os egípcios e mesmo entre os hebreus, que pouco se dedicavam ao atletismo.
Os antigos romanos não eram também muito apreciadores de esportes. Gostavam de assistir às lutas dos gladiadores, é verdade, mas só de assistir: não participavam. Pois, mesmo entre eles, os jogos de bola eram muito difundidos.
Antigas bolas também não eram como as de hoje. As primeiras eram feitas de pedaços de couro costurados e “recheadas” dos mais diversos materiais. A menor delas, a harpastum, era uma bola muito dura e socada de penas. As maiores, as follis, eram cheias de ar, feitas de bexigas de animais, muito parecidas com as bolas atuais.
(Adaptado de: Manual do Escoteiro Mirim. São Paulo: Nova Cultura, 1985. p. 45-46.)
Em relação ao texto, considere as afirmativas a seguir.
I) No primeiro parágrafo, a palavra peladas está entre aspas porque está empregada com sentido metafórico.
II) No terceiro parágrafo, a regência do verbo assistir está incorreta, pois não admite preposição no sentido de ver/presenciar.
III) No terceiro parágrafo, o termo difundidos foi empregado no sentido de conhecidos ou propagados.
Está(ão) correta(s) apenas:
A bola
Muito antes de o Brasil ter-se tornado campeão mundial de futebol, nossos antepassados já faziam as suas “peladas”. Só que não eram como as de hoje. O futebol veio muito depois, com suas regras criadas pelos ingleses.
Mas a bola, ou pelota, ou balão, ou “menina”, ou “redonda”, como dizem os locutores de futebol, já era usada desde a pré-história. É mencionada nos livros mais antigos e nas mais antigas gravuras. Homero e outros escritores da antiga Grécia nos contam que o jogo de bola era considerado importante para dar maior elasticidade e graça ao corpo. São encontradas referências sobre jogos de bola entre os egípcios e mesmo entre os hebreus, que pouco se dedicavam ao atletismo.
Os antigos romanos não eram também muito apreciadores de esportes. Gostavam de assistir às lutas dos gladiadores, é verdade, mas só de assistir: não participavam. Pois, mesmo entre eles, os jogos de bola eram muito difundidos.
Antigas bolas também não eram como as de hoje. As primeiras eram feitas de pedaços de couro costurados e “recheadas” dos mais diversos materiais. A menor delas, a harpastum, era uma bola muito dura e socada de penas. As maiores, as follis, eram cheias de ar, feitas de bexigas de animais, muito parecidas com as bolas atuais.
(Adaptado de: Manual do Escoteiro Mirim. São Paulo: Nova Cultura, 1985. p. 45-46.)
De maneira simples, pode-se dizer que a intertextualidade é a criação de um texto a partir de outro, já existente. Utilizando essa informação, assinale a alternativa que registra o texto com o qual o quadrinho abaixo dialoga.

Nosso dia vai chegar, Teremos nossa vez. Não é pedir demais: Quero justiça, Quero trabalhar em paz. Não é muito o que lhe peço – Eu quero um trabalho honesto Em vez de escravidão.
Deve haver algum lugar Onde o mais forte Não consegue escravizar Quem não tem chance.
De onde vem a indiferença Temperada a ferro e fogo? (...)
O texto demonstra o engajamento, a inserção dos autores nos movimentos e lutas sociais, porque:
2) A condenação aos ......................... é o primeiro passo para uma sociedade mais igualitária. ( I ) previlégios – ( II ) privilégios
3) Não adianta .............................. melhores condições de vida se não nos empenhamos em mudar nossa rotina. ( I ) reivindicar – ( II ) renvindicar
4) Enquanto os candidatos se ......................... em desastrosa campanha, os eleitores não saíam da indiferença. ( I ) digladiavam – ( II ) degladiavam
Assinale a alternativa que contém a sequência correta, respectivamente.
Considere o texto abaixo.
As Memórias do cárcere, de Graciliano Ramos, são um paradigma do que se pode chamar literatura de testemunho: nem pura ficção, nem pura historiografia. O fundo histórico é o da ditadura Vargas, mas o testemunho vive e elabora-se numa zona de fronteira: ao percorrer essas memórias somos levados tanto a reconstituir a fisionomia e os gestos de alguns companheiros de prisão de Graciliano, entre os quais líderes comunistas, como a contemplar a metamorfose dessa matéria objetiva em uma prosa una e única − a palavra do narrador.
(Adaptado de: BOSI, Alfredo. Literatura e resistência. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 222.)
Considere o texto abaixo, linhas iniciais do conto “Atualidades francesas”.
No meio da noite é acordado bruscamente. É o pai que, apavorado, o sacode violentamente.
− Prenderam o Tiago, Leo! Você tem de fugir.
Atarantado, senta na cama e começa a explicar: Tiago é militante, ele não; só tomou parte em manifestações estudantis, coisas inócuas; o pai, porém, não quer saber de nada; já telefonou a um amigo, já falou com o advogado, já decidiu: o filho tem de sair do país. Imediatamente. Leo não discute. Arruma depressa suas coisas. De madrugada embarca no Colossus, com destino à França. Em Paris, aloja-se num precário hotel do Quartier Latin. Espera voltar breve, tão logo se desfaçam os temores e as apreensões. Mas não voltará breve. Seis anos se passarão; o pai morrerá e logo depois a mãe; sem parentes, sem amigos, ele já não terá motivos para retornar.
(SCLIAR, Moacyr. Contos reunidos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 50)
Considere o texto abaixo, linhas iniciais do conto “Atualidades francesas”.
No meio da noite é acordado bruscamente. É o pai que, apavorado, o sacode violentamente.
− Prenderam o Tiago, Leo! Você tem de fugir.
Atarantado, senta na cama e começa a explicar: Tiago é militante, ele não; só tomou parte em manifestações estudantis, coisas inócuas; o pai, porém, não quer saber de nada; já telefonou a um amigo, já falou com o advogado, já decidiu: o filho tem de sair do país. Imediatamente. Leo não discute. Arruma depressa suas coisas. De madrugada embarca no Colossus, com destino à França. Em Paris, aloja-se num precário hotel do Quartier Latin. Espera voltar breve, tão logo se desfaçam os temores e as apreensões. Mas não voltará breve. Seis anos se passarão; o pai morrerá e logo depois a mãe; sem parentes, sem amigos, ele já não terá motivos para retornar.
(SCLIAR, Moacyr. Contos reunidos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 50)
O Cárcere das Almas
AH! Toda alma num cárcere anda presa, Soluçando nas trevas, entre as grades Do calabouço olhando imensidades. Mares, estrelas, tardes, natureza.
Tudo se veste de uma igual grandeza Quando a alma, entre grilhões as liberdades Sonha e, sonhando, as imortalidades Rasga no etéreo Espaço da Pureza.
Ó almas presas, mudas e funéreas Nas prisões colossais e abandonadas Da Dor no calabouço, atroz, funéreo
Nesses silêncios solitários, graves, Que chaveiro do Céu possui as chaves Para abrir-vos as portas do mistério?!
SOUSA, João Cruz e. Poesia por Tasso de Silva. 2. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1960. p. 73.
Texto B
Corpo no cerco os quatro pontos do globo os quatro cantos do céu as quatro esquinas do quarto o corpo todo travado no olhar cicatrizado
nas mãos as chaves oxi(sol)dadas onde as portas (de sair aonde ?) onde o norte só desnorte mais a leste, sem oeste
os meus membros quatro exatos quatro minhas as paredes cerco do corpo no quarto meu corpo cortado em quatro
CUNHA, Helena Parente. Corpo no cerco. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1978. p. 20-21.
Considerando-se os poemas em questão, a análise sem respaldo encontra-se em
O largo seria apenas isso não fosse a mulher que vem tropeçando muito, talvez bêbada ou uma epiléptica, quase a alcançar a escadaria do pátio da igreja. Cai, estremecendo, em silêncio. — Misericórdia! Exclamo, já a correr, aproximando-me. E, mal me debruço para acudi-la, não tenho dúvida de que está morrendo. Dois ou três minutos de vida, no máximo. [...] Há a bolsa de couro, no chão, ao lado do corpo. Usada, gasta, suja. Aí, junto aos pés, é como uma parte do corpo que deve guardar os pertences da mulher. [...] a mulher no calçamento, morta, indiferente ao mundo.”
FILHO, Adonias. Um corpo sem nome. O Largo da Palma. Rio de Janeiro: Bertrand, Brasil, 2005. p. 73-74.
Fragmento 2
O que se espera, pelo mais certo das coisas, é que faleçam os avós antes dos netos, e que sejamos sepultados por nossos filhos. Do contrário, toda tristeza se multiplica pelo peso das nossas dores. Este sentimento me abrasava em gelo naquele exato instante, quando senti as palavras pontiagudas do médico, no momento da maior aflição: — Sinto muito, acabamos de perdê-lo. Eu o havia perdido antes mesmo de sua morte. Isso era o doloroso: não poder confortá-lo e amparar-me em seus últimos hálitos. Mas como pôde meu pai morrer assim, longe de nossos olhos e palavras, atrelado ao mundo por tentáculos de monitores? Era um jeito completamente contrário aos nossos sentimentos. [...] Era inglória a morte de meu pai, ele não a desejava assim. E isso era um peso, só agora eu o media. Ele sempre dizia não temer sua hora em sua justa vez, que se fosse dignamente ao lado dos seus, como parte de nossas vidas, como era o certo em seus bons tempos, sem as salvações por apenas uns dias e horas.
FONSECA, Aleilton. O desterro dos mortos: contos. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2001. p. 91-92.
Considerando-se os fragmentos dos textos no contexto das obras O Largo da Palma e O desterro dos mortos, marque V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas, as afirmações sobre elas.
( ) Os fragmentos destacados apresentam identidade temática na medida em que abordam questões como abandono e solidão na momento da morte. ( ) A moça que morre no Largo da Palma ilustra bem um drama existencial: o anonimato de uma morte solitária. ( ) O filho que perde o pai se dá conta da solidão a que são condenados os doentes terminais em hospitais, sem a presença reconfortante de parentes e amigos. ( ) Tanto a moça que morre na Palma como o pai que morre deixando o filho saudoso representam o anonimato social, seres que morrem sem ter contribuído na construção do tecido social. ( ) As narrativas ilustram bem os problemas ligados à contemporaneidade que ocorrem como consequência dos avanços tecnológicos.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
AMADO, Jorge. A Morte e a Morte de Quincas Berro d’Água. 42. ed. Rio de Janeiro: Record. p. 45-47.
Considerando-se o trecho destacado no contexto da obra, a forma verbal “restaurara”, em “restaurara Joaquim Soares da Cunha”, pode ser entendida como