Questões de Vestibular Comentadas sobre português
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A QUESTÃO REFERE-SE À OBRA “O ALIENISTA”, DE MACHADO DE ASSIS.
No início do capítulo I, o médico Simão Bacamarte explica que se casou com D. Evarista porque ela “estava assim apta para dar-lhe filhos robustos, sãos e inteligentes”, mas logo em seguida observa que ela “não lhe deu filhos robustos nem mofinos”.
As duas informações do personagem anunciam para o leitor o seguinte tom predominante da
narrativa:
A QUESTÃO REFERE-SE À OBRA “O ALIENISTA”, DE MACHADO DE ASSIS.
Ao final do texto “Violência e psiquiatria” (ℓ. 19-21), David Cooper introduz um comentário a respeito da fronteira entre sanidade e loucura.
Esse comentário dialoga com questão fundamental de “O alienista”, apresentada no seguinte
trecho:
O ensaio do médico David Cooper, publicado em 1967, e “O alienista”, de 1882, questionam a psiquiatria com argumentos semelhantes, embora com tipos de textos distintos.
Esses textos possuem os seguintes traços que os distinguem, respectivamente:
David Cooper dirige uma crítica à psiquiatria quando esta define saúde como ausência de doença e, desse modo, acaba por não definir adequadamente a própria doença mental.
Essa forma de definição incorre em um sofisma conhecido como:
a violência em psiquiatria é sobretudo a violência da psiquiatria. (ℓ. 6-7)
A relação entre “violência” e “psiquiatria” é destacada pelos dois termos sublinhados, que expressam, respectivamente, as noções de:
Está 100% estabelecido que esses genes não têm nenhuma influência sobre qualquer traço comportamental ou intelectual. (ℓ. 37-38)
Para introduzir a frase acima, mantendo a coerência com a que a precede, pode ser utilizada a seguinte expressão:
• Homo sapiens europaeus: branco, sério, forte;
• Homo sapiens asiaticus: amarelo, melancólico, avaro;
• Homo sapiens afer: negro, impassível, preguiçoso;
• Homo sapiens americanus: vermelho, mal-humorado, violento. (ℓ. 21-24)
Comparando as quatro categorias apresentadas pelo naturalista sueco Carl Linnaeus, a perspectiva adotada em sua classificação pode ser definida como:
O terceiro parágrafo contém uma conclusão acerca dos resultados do experimento descrito nos dois parágrafos anteriores.
Essa conclusão se baseia no seguinte posicionamento do autor:
Por exemplo, “A busca pela compreensão cósmica” é uma das aulas, na qual apresento a evolução dos modelos que temos do universo. (ℓ. 23-24)
No trecho, a forma verbal sublinhada expressa uma ação que se caracteriza como:
Tempo Rei
Não me iludo
Tudo permanecerá do jeito
Que tem sido
Transcorrendo, transformando
Tempo e espaço navegando todos os sentidos
(...)
Tempo Rei, ó Tempo Rei, ó Tempo Rei
Transformai as velhas formas do viver
Ensinai-me, ó Pai, o que eu ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo, socorrei
Pensamento, mesmo fundamento singular
Do ser humano, de um momento para o outro
Poderá não mais fundar nem gregos nem baianos
Mães zelosas, pais corujas
Vejam como as águas de repente ficam sujas
Não se iludam, não me iludo
Tudo agora mesmo pode estar por um segundo
Tempo Rei, ó Tempo Rei, ó Tempo Rei
(...)
GILBERTO GIL
letras.com.br
O tempo, além de relacionado aos fenômenos naturais, é também condicionador das vidas humanas.
Na letra da canção de Gilberto Gil, a dimensão do tempo histórico destacada é denominada:
A questão é referente à obra A dança dos cabelos, de Carlos Herculano Lopes.
Leia o seguinte excerto:
“Assentada neste banco onde a empregada me trouxe o jantar e após a sobremesa uma garrafa de café, estou com os olhos no azul da serra e no sol que nele se abriga, nessa estranha hora em que o silêncio é cortado apenas pelo berro de uma rês ou pelo cruzar de uma ave, e em que faço mais um cigarro, sem, no entanto, livrar-me dos latejos que em fincadas sucessivas voltam às minhas pernas e doem como as antigas lembranças de minha infância.”
LOPES, Carlos Herculano. A dança dos cabelos. Rio de
Janeiro: Record, 2017.
Leia o seguinte excerto:
“Às vezes, estando ocupada na cozinha ou em outros afazeres, como remendar as calças que Antônio usava no campo, ou passando algum dos seus ternos para as reuniões políticas, ou da maçonaria, ou ainda respondendo às cartas que os empregados recebiam dos parentes em São Paulo, ou fazendo as quitandas que nunca faltaram aqui em casa, assim como o café com leite que ainda tomamos antes de deitar, ou seja lá o que for, que nem sempre eu percebia a ausência de minha filha.”
LOPES, Carlos Herculano. A dança dos cabelos. Rio de Janeiro: Record, 2017.
Considerando esse excerto da obra e o contexto de toda a narrativa, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I. As personagens femininas possuem alto poder de reflexão, uma vez que levam uma vida tranquila, o que propicia a atividade reflexiva.
II. As mulheres da narrativa sofrem constantemente dos abusos de um contexto patriarcal, o que pode contribuir para a formação de comportamentos contrários à moral convencional.
III. Os homens da narrativa possuem práticas abusivas que levam à falta de atividade reflexiva por parte das mulheres, uma vez que estas são forçadas ao trabalho contínuo, vetando a possibilidade de um pensamento acerca do mundo que as circunda.
V. Há a preocupação de uma das personagens, de nome Isaura, em perder as terras que, segundo ela, foram conquistadas com o suor de seus familiares de gerações passadas.
V. O estupro é uma prática recorrente na
narrativa.
A questão é referente à obra A dança dos cabelos, de Carlos Herculano Lopes.
Leia o seguinte excerto:
“Assentada neste banco onde a empregada me trouxe o jantar e após a sobremesa uma garrafa de café, estou com os olhos no azul da serra e no sol que nele se abriga, nessa estranha hora em que o silêncio é cortado apenas pelo berro de uma rês ou pelo cruzar de uma ave, e em que faço mais um cigarro, sem, no entanto, livrar-me dos latejos que em fincadas sucessivas voltam às minhas pernas e doem como as antigas lembranças de minha infância.”
LOPES, Carlos Herculano. A dança dos cabelos. Rio de
Janeiro: Record, 2017.
A questão é referente à obra A dança dos cabelos, de Carlos Herculano Lopes.
Leia o seguinte excerto:
“Assentada neste banco onde a empregada me trouxe o jantar e após a sobremesa uma garrafa de café, estou com os olhos no azul da serra e no sol que nele se abriga, nessa estranha hora em que o silêncio é cortado apenas pelo berro de uma rês ou pelo cruzar de uma ave, e em que faço mais um cigarro, sem, no entanto, livrar-me dos latejos que em fincadas sucessivas voltam às minhas pernas e doem como as antigas lembranças de minha infância.”
LOPES, Carlos Herculano. A dança dos cabelos. Rio de
Janeiro: Record, 2017.
A questão refere-se à obra As melhores histórias de Fernando Sabino.
O texto a seguir é um excerto da crônica O caso do charuto.
E o ascensorista inflexível. Que o homem guardasse o charuto no bolso, engolisse o charuto, fizesse o que melhor lhe parecesse. Sem o quê, ele não subiria. Distraído pelos próprios argumentos, o homem, em vez de se desfazer do charuto, tirou dele uma baforada. Foi o bastante para generalizar-se a confusão. A senhora do Bronx resolveu intervir, alegando raivosamente que ela não tinha nada com aquela história e queria subir. O panamenho, como se estivesse no mundo da lua, perguntava em vão e em mau inglês em que andar era o Consulado do Panamá. O gordinho gritava que aquilo era um desaforo etc. etc. E o elevador parado. O dono do charuto levou-o novamente à boca, para ter as mãos livres e poder se explicar, provocando indignação geral. Então o gordinho, fora de si, estendeu o braço para com uma tapa derrubar o charuto, resolvendo assim a questão. Acontece, porém, que seu gesto foi mal calculado e o que ele deu foi um bofetão na cara do homem. O charuto saltou no ar largando brasa para cima do panamenho, que até então não entendia coisa nenhuma.
SABINO, Fernando. As melhores histórias de Fernando Sabino. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010. p. 61.
Com base na leitura da obra As melhores histórias de Fernando Sabino, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. Algumas tramas se passam em Nova Iorque e há referências a espaços artísticos, bares, restaurantes e artistas que são famosos no contexto estadunidense.
II. Por vezes, tem-se nas narrativas uma perspectiva, da parte do narrador, perpassada pelo preconceito racial. Isso se faz notar de maneira explícita na crônica Albertine Disparue, por meio da caracterização da personagem Albertina, a qual é funcionária do narrador.
III. O recurso da ironia não é uma constância na obra.
IV. Por causa da linguagem leve, divertida e acessível presente nas crônicas, as reflexões profundas ficam em segundo plano. Tal característica é comum no gênero crônica.
V. Muitas das crônicas presentes na obra apresentam processos intertextuais, seja por meio da evocação direta e indireta de textos literários, seja por meio da alusão ou citação do nome de outros autores da literatura, dentre eles Marcel Proust.
A questão refere-se à obra As melhores histórias de Fernando Sabino.
O texto a seguir é um excerto da crônica O caso do charuto.
E o ascensorista inflexível. Que o homem guardasse o charuto no bolso, engolisse o charuto, fizesse o que melhor lhe parecesse. Sem o quê, ele não subiria. Distraído pelos próprios argumentos, o homem, em vez de se desfazer do charuto, tirou dele uma baforada. Foi o bastante para generalizar-se a confusão. A senhora do Bronx resolveu intervir, alegando raivosamente que ela não tinha nada com aquela história e queria subir. O panamenho, como se estivesse no mundo da lua, perguntava em vão e em mau inglês em que andar era o Consulado do Panamá. O gordinho gritava que aquilo era um desaforo etc. etc. E o elevador parado. O dono do charuto levou-o novamente à boca, para ter as mãos livres e poder se explicar, provocando indignação geral. Então o gordinho, fora de si, estendeu o braço para com uma tapa derrubar o charuto, resolvendo assim a questão. Acontece, porém, que seu gesto foi mal calculado e o que ele deu foi um bofetão na cara do homem. O charuto saltou no ar largando brasa para cima do panamenho, que até então não entendia coisa nenhuma.
SABINO, Fernando. As melhores histórias de Fernando Sabino. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010. p. 61.
Leia o início da crônica Fantasmas de Minas:
“Tão logo Scliar soube que eu pretendia passar o carnaval em Ouro Preto e não conseguira hotel, amavelmente ofereceu-me sua casa. É uma linda casa, informou com ar matreiro. Tão matreiro que dava até para desconfiar. Mas eu já ouvira falar na casa, [...]”.
SABINO, Fernando. As melhores histórias de Fernando Sabino. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010. p. 147.
Tendo como base o restante dessa crônica, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Ao longo da crônica, especialmente em sua última parte, há alusões a locais históricos de Minas Gerais e de seus “fantasmas”. O narrador percorre algumas cidades até chegar a Belo Horizonte, cidade na qual o fantasma é ele próprio.
( ) Pode-se afirmar que essa crônica, com uma linguagem permeada por traços de oralidade, consegue ir a fundo no sentimento humano. Isso se dá de maneira mais evidente na narrativa a partir de quando o narrador vai embora de Ouro Preto e passa a apresentar uma linguagem carregada de lirismo.
( ) O narrador em primeira pessoa corrobora para a aproximação do leitor para com a matéria narrada.
A questão refere-se à obra As melhores histórias de Fernando Sabino.
O texto a seguir é um excerto da crônica O caso do charuto.
E o ascensorista inflexível. Que o homem guardasse o charuto no bolso, engolisse o charuto, fizesse o que melhor lhe parecesse. Sem o quê, ele não subiria. Distraído pelos próprios argumentos, o homem, em vez de se desfazer do charuto, tirou dele uma baforada. Foi o bastante para generalizar-se a confusão. A senhora do Bronx resolveu intervir, alegando raivosamente que ela não tinha nada com aquela história e queria subir. O panamenho, como se estivesse no mundo da lua, perguntava em vão e em mau inglês em que andar era o Consulado do Panamá. O gordinho gritava que aquilo era um desaforo etc. etc. E o elevador parado. O dono do charuto levou-o novamente à boca, para ter as mãos livres e poder se explicar, provocando indignação geral. Então o gordinho, fora de si, estendeu o braço para com uma tapa derrubar o charuto, resolvendo assim a questão. Acontece, porém, que seu gesto foi mal calculado e o que ele deu foi um bofetão na cara do homem. O charuto saltou no ar largando brasa para cima do panamenho, que até então não entendia coisa nenhuma.
SABINO, Fernando. As melhores histórias de Fernando Sabino. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010. p. 61.
Texto 3
“ALIEN INTERVIEW” (Entrevista com um alienígena)
No momento em que o ser alienígena tinha sido devolvido à base eu já tinha passado várias horas com ela. Como já referi, o Sr. Cavitt me disse para ficar com a extraterrestre, já que eu era a única pessoa entre nós que poderia compreendê-la e manter comunicação telepaticamente. Eu não pude compreender e entender a minha capacidade de me “comunicar” telepaticamente com o ser extraterrestre. Eu nunca antes havia tido experiência com comunicação telepática com alguém.
A comunicação não-verbal que eu experimentei era como a compreensão que se tem quando uma criança ou um cão está tentando fazer você entender alguma coisa, mas muito, muito mais direta e poderosa! Mesmo que não houvesse falado “palavras”, ou comunicação através de sinais, a intenção dos pensamentos eram inconfundíveis para mim. Percebi mais tarde que, apesar de eu receber o pensamento, eu necessariamente não interpretava o seu significado exatamente.
[...]
Disponível em:<http://www.bibliotecapleyades.net/vida_alien/alieninterview/alieninterview.htm) >. Acesso em 10 nov.
Assinale a alternativa correta a respeito
do Texto 3 e de seus elementos
linguísticos.


