Questões de Vestibular Sobre português
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No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item.
A ideia de evitar o emprego do verbo “consumir” em
contextos associados à cultura se baseia no fato de o
conteúdo semântico desse verbo estar, atualmente, vinculado
a uma ótica contrária à concepção de cultura como algo que
as pessoas deveriam apreciar e desfrutar.
Considerando o fragmento de texto precedente e os múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue o item a seguir.
Considerando o período de pronunciamento do referido
discurso, é possível considerar que a marginalização
mencionada já se encontra superada.
A partir da leitura desse fragmento da crônica de Machado de Assis, publicada em 1876, julgue o item.
O narrador estabelece uma contradição ao defender que o
“grito do Ipiranga” é “mais sumário, mais bonito e mais
genérico”, e, ao mesmo tempo, reconhecer que esse grito
possa não ter ocorrido de fato.
A partir da leitura desse fragmento da crônica de Machado de Assis, publicada em 1876, julgue o item.
No texto, o fato de o narrador considerar a Independência do
Brasil uma “criança” justifica-se pelas controvérsias que
envolvem o relato de como ela teria sido proclamada.
Na tarde em que o príncipe dom Pedro e sua guarda de
honra chegaram às margens do Ipiranga naquele célebre dia 7 de
setembro de 1822, o Brasil era majoritariamente negro e africano,
o maior território escravista da América naquele início do século
XIX, cuja rotina era pautada pelo chicote e pela violência contra
os cativos. O novo país independente nascia empanturrado de
escravidão. E assim permaneceria até quase o final do século
XIX. Homens e mulheres escravizados perfaziam mais de um
terço do total da população. Os indígenas, a esta altura já
dizimados por guerras, doenças e invasão de seus territórios,
sequer apareciam nas estatísticas.
Laurentino Gomes. Escravidão (Volume III). Rio de Janeiro:
Globo Livros, 2022 (com adaptações).
Com base na leitura do texto anterior, julgue o item que se segue, concernentes ao período de surgimento do Brasil como Estado-nação.
Infere-se do texto referido que, superada a hegemonia da
economia açucareira nordestina (séculos XVI e XVII) e da
mineração (século XVIII), a população escrava do Brasil
encontrava-se reduzida e concentrada em algumas porções
do território.
Na tarde em que o príncipe dom Pedro e sua guarda de
honra chegaram às margens do Ipiranga naquele célebre dia 7 de
setembro de 1822, o Brasil era majoritariamente negro e africano,
o maior território escravista da América naquele início do século
XIX, cuja rotina era pautada pelo chicote e pela violência contra
os cativos. O novo país independente nascia empanturrado de
escravidão. E assim permaneceria até quase o final do século
XIX. Homens e mulheres escravizados perfaziam mais de um
terço do total da população. Os indígenas, a esta altura já
dizimados por guerras, doenças e invasão de seus territórios,
sequer apareciam nas estatísticas.
Laurentino Gomes. Escravidão (Volume III). Rio de Janeiro:
Globo Livros, 2022 (com adaptações).
Com base na leitura do texto anterior, julgue o item que se segue, concernentes ao período de surgimento do Brasil como Estado-nação.
O texto de Laurentino Gomes sugere que, no Brasil colonial
e no império, as populações originárias foram preservadas,
até como forma de poupar o colonizador e a monarquia de
guerras dispendiosas e de alto risco, portanto, diferentemente
do que ocorreu nas demais colônias americanas, não houve
genocídio indígena no Brasil.

Considerando a obra artística representada na imagem precedente, o fragmento de texto extraído da obra de Carolina Maria de Jesus, publicada em 1961, bem como as características e a repercussão da produção literária dessa autora, julgue o item a seguir.
O relato datado de 7 de setembro de 1960, no qual a data
nacional é referida apenas como um “feriado”, revela o
distanciamento da narradora, uma trabalhadora, em relação
ao sentimento cívico criado em torno da comemoração da
Independência do Brasil.
Essa mulher carregou a história de todas as guerras do país num só ventre. (cap. 37)
O sentido de “humanidade”, criticado no texto de Ailton Krenak, é chave para a compreensão de um contexto de extrema violência, como o narrado no fragmento.
Nesse contexto de colonização, o corpo feminino está associado à imagem de:
Ruínas de uma família. A Lu, a desejada, partiu para os braços de outro com véu e grinalda. A Ju, a enganada, está loucamente apaixonada por um velho português cheio de dinheiro. A Saly, a apetecida, enfeitiçou o padre italiano que até deixou a batina só por amor a ela. A Mauá, a amada, ama outro alguém. (cap. 43)
A repetição de estruturas nos dois trechos citados aponta para as condições de vida das mulheres, que passam de uma postura passiva a um comportamento ativo.
Essa transformação é marcada pela alternância entre os seguintes elementos:
Em relação a essa diversidade, na representação cultural de Moçambique, cada uma dessas mulheres pode ser compreendida pela seguinte figura de linguagem:
Não mais terei aquele espelho onde se refletia a imagem daquilo que fui, do que não sou e nunca mais voltarei a ser. (cap. 38)
Assim como em outros textos literários, o “espelho” é um objeto que assume função simbólica na construção da narrativa em Niketche.
Em relação a Rami, narradora e personagem principal, essa função é de:
O fragmento do capítulo 4 que exemplifica apenas o tipo textual narrativo é:
A escrita do romance é bastante marcada por frases mais breves, que se aproximam da oralidade. Entre essas frases, mesmo sem a presença de conectores, é possível recuperar relações de sentido.
No fragmento citado, entre a primeira frase e a segunda, e entre a segunda e a terceira, identificam-se, respectivamente, relações de:
Ideias para adiar o fim do mundo


Esse questionamento deve-se principalmente ao fato de o sentido dessa palavra poder ser associado, na perspectiva de Krenak, à ideia de:
Disponível em https://incrivel.club/admiracao-fotografia/. Adaptado. Com base na peça publicitária da Anistia Internacional, é correto afirmar que
“É indispensável romper com todas as diplomacias nocivas, mandar pro diabo qualquer forma de hipocrisia, suprimir as políticas literárias e conquistar uma profunda sinceridade pra com os outros e pra consigo mesmo. A convicção dessa urgência foi pra mim a melhor conquista até hoje do movimento que chamam de ‘modernismo’. Foi ela que nos permitiu a intuição de que carecemos, sob pena de morte, de procurar uma arte de expressão nacional”.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. O lado oposto e outros lados, 1926.
II.
“Trazendo de países distantes nossas formas de convívio, nossas instituições, nossas ideias, e timbrando em manter tudo isso em ambiente muitas vezes desfavorável e hostil, somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra”.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil, 1936.
Os dois excertos do historiador e crítico literário Sérgio Buarque de Holanda salientam que a cultura brasileira somente completará a sua formação quando
CARVALHO-NETO, Paulo de. Meu tio Atahualpa. Rio de Janeiro: Salamandra, 1978.
A expressão “índio sacana”, presente no texto, faz referência a:
Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro
Belchior. “Sujeito de sorte”.
Leia as seguintes afirmações a respeito da letra da música:
I - Os adjuntos adverbiais temporais remetem a um contraste entre passado e presente, o que reforça o caráter metafórico do texto.
II - A locução “apesar de” contribui para a expressão de um sentimento inesperado em relação ao sentido de “muito moço”.
III – As formas verbais “morri” e “morro”, embora se refiram a momentos distintos, apresentam sentido denotativo.
Está correto o que se afirma em: