Questões de Vestibular Sobre português

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Q1362868 Português
TEXTO
A economia precisa parar de crescer

Serge Latouche


(Texto Adaptado. Revista Galileu. São Paulo: Globo, jun. 2013, p. 82.)

Vocabulário:
Desmesura
(linha 21): que não tem medida.
Frugal (linha 56): aquilo que é moderado, simples.
De acordo com o texto, é correto afirmar que

a palavra “até”, em “vem a crise e até o pânico” (linhas 31-32), cumpre a função de indicar inclusão.
Alternativas
Q1362867 Português
TEXTO
A economia precisa parar de crescer

Serge Latouche


(Texto Adaptado. Revista Galileu. São Paulo: Globo, jun. 2013, p. 82.)

Vocabulário:
Desmesura
(linha 21): que não tem medida.
Frugal (linha 56): aquilo que é moderado, simples.
De acordo com o texto, é correto afirmar que

“a”, em “seríamos capazes de desencadear uma dinâmica rumo a uma sociedade autônoma” (linhas 46-48), é um pronome pessoal oblíquo e desempenha a função de objeto direto.
Alternativas
Q1362866 Português
TEXTO
A economia precisa parar de crescer

Serge Latouche


(Texto Adaptado. Revista Galileu. São Paulo: Globo, jun. 2013, p. 82.)

Vocabulário:
Desmesura
(linha 21): que não tem medida.
Frugal (linha 56): aquilo que é moderado, simples.
De acordo com o texto, é correto afirmar que

a palavra grifada, em “o Ocidente moderno o transformou em sua religião” (linhas 7-8), é um elemento coesivo que retoma a palavra “crescimento” (linha 7), cuja função morfossintática é de objeto direto.
Alternativas
Q1362865 Português
TEXTO
A economia precisa parar de crescer

Serge Latouche


(Texto Adaptado. Revista Galileu. São Paulo: Globo, jun. 2013, p. 82.)

Vocabulário:
Desmesura
(linha 21): que não tem medida.
Frugal (linha 56): aquilo que é moderado, simples.
Assinale a alternativa correta, de acordo com o texto.

Para Latouche, o modelo econômico ideal de uma sociedade é aquele que seria proposto depois da queda da civilização humana.
Alternativas
Q1362864 Português
TEXTO
A economia precisa parar de crescer

Serge Latouche


(Texto Adaptado. Revista Galileu. São Paulo: Globo, jun. 2013, p. 82.)

Vocabulário:
Desmesura
(linha 21): que não tem medida.
Frugal (linha 56): aquilo que é moderado, simples.
Assinale a alternativa correta, de acordo com o texto.

Ao afirmar que “a proposta do decrescimento não é a de um crescimento negativo” (linhas 34-35), Latouche propõe um novo modelo de economia.
Alternativas
Q1362863 Português
TEXTO
A economia precisa parar de crescer

Serge Latouche


(Texto Adaptado. Revista Galileu. São Paulo: Globo, jun. 2013, p. 82.)

Vocabulário:
Desmesura
(linha 21): que não tem medida.
Frugal (linha 56): aquilo que é moderado, simples.
Assinale a alternativa correta, de acordo com o texto.

A economia no Ocidente moderno, de acordo com as linhas 17-21, objetiva a sustentabilidade, para que a sociedade seja durável, o que implica deixar de lado qualquer restrição.
Alternativas
Q1362862 Português
TEXTO
A economia precisa parar de crescer

Serge Latouche


(Texto Adaptado. Revista Galileu. São Paulo: Globo, jun. 2013, p. 82.)

Vocabulário:
Desmesura
(linha 21): que não tem medida.
Frugal (linha 56): aquilo que é moderado, simples.
Assinale a alternativa correta, de acordo com o texto.

O lucro caminha satisfatoriamente ao lado da preservação do meio ambiente e, consequentemente, conforme o autor, é saudável para a humanidade.
Alternativas
Q1362861 Português
TEXTO
A economia precisa parar de crescer

Serge Latouche


(Texto Adaptado. Revista Galileu. São Paulo: Globo, jun. 2013, p. 82.)

Vocabulário:
Desmesura
(linha 21): que não tem medida.
Frugal (linha 56): aquilo que é moderado, simples.
Assinale a alternativa correta, de acordo com o texto.

De acordo com Serge Latouche, autor do texto, a nossa sociedade enaltece um modelo econômico que prima pela falta de limites. Segundo esse modelo, os capitalistas visam tão somente à obtenção do lucro.
Alternativas
Q1362660 Português
Assinale o que for correto em relação ao poeta Cláudio Manuel da Costa e ao poema abaixo.

XXVIII
Faz a imaginação de um bem amado,
Que nele se transforme o peito amante;
Daqui vem, que a minha alma delirante
Se não distingue já do meu cuidado.

Nesta doce loucura arrebatado
Anarda cuido ver, bem que distante;
Mas ao passo, que a busco, neste instante
Me vejo no meu mal desenganado.

Pois se Anarda em mim vive, e eu nela vivo,
E por força da ideia me converto
Na bela causa do meu fogo ativo;

Como nas tristes lágrimas, que verto,
Ao querer contrastar seu gênio esquivo,
Tão longe dela estou, e estou tão perto.
(COSTA, Cláudio Manuel da. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2000, p. 57.) 
O sofrimento por amor é marca dos poemas de Cláudio Manuel da Costa. Há sempre um eu poético descrente na possibilidade de ser feliz no mundo físico e que busca se livrar do conflito por meio da evasão para dentro de si mesmo (como é o caso do poema) e por meio da volta à infância, época em que não há conflitos internos.
Alternativas
Q1362659 Português
Assinale o que for correto em relação ao poeta Cláudio Manuel da Costa e ao poema abaixo.

XXVIII
Faz a imaginação de um bem amado,
Que nele se transforme o peito amante;
Daqui vem, que a minha alma delirante
Se não distingue já do meu cuidado.

Nesta doce loucura arrebatado
Anarda cuido ver, bem que distante;
Mas ao passo, que a busco, neste instante
Me vejo no meu mal desenganado.

Pois se Anarda em mim vive, e eu nela vivo,
E por força da ideia me converto
Na bela causa do meu fogo ativo;

Como nas tristes lágrimas, que verto,
Ao querer contrastar seu gênio esquivo,
Tão longe dela estou, e estou tão perto.
(COSTA, Cláudio Manuel da. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2000, p. 57.) 
O soneto pertence à fase barroca de Cláudio Manuel da Costa e expressa o conflito interno vivido pelo eu poético, ao mesmo tempo dividido entre o mundo real e o mundo ideal. O verso final expressa os delírios e os exageros sentimentais do Barroco.
Alternativas
Q1362658 Português
Assinale o que for correto em relação ao poeta Cláudio Manuel da Costa e ao poema abaixo.

XXVIII
Faz a imaginação de um bem amado,
Que nele se transforme o peito amante;
Daqui vem, que a minha alma delirante
Se não distingue já do meu cuidado.

Nesta doce loucura arrebatado
Anarda cuido ver, bem que distante;
Mas ao passo, que a busco, neste instante
Me vejo no meu mal desenganado.

Pois se Anarda em mim vive, e eu nela vivo,
E por força da ideia me converto
Na bela causa do meu fogo ativo;

Como nas tristes lágrimas, que verto,
Ao querer contrastar seu gênio esquivo,
Tão longe dela estou, e estou tão perto.
(COSTA, Cláudio Manuel da. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2000, p. 57.) 
A primeira estrofe é composta por hipérbatos (inversão sintática dos elementos do texto). Em ordem sintática convencional, os dois primeiros versos seriam “A imaginação de um bem amado faz que o peito amante se transforme nele [bem amado]”.
Alternativas
Q1362657 Português
Assinale o que for correto em relação ao poeta Cláudio Manuel da Costa e ao poema abaixo.

XXVIII
Faz a imaginação de um bem amado,
Que nele se transforme o peito amante;
Daqui vem, que a minha alma delirante
Se não distingue já do meu cuidado.

Nesta doce loucura arrebatado
Anarda cuido ver, bem que distante;
Mas ao passo, que a busco, neste instante
Me vejo no meu mal desenganado.

Pois se Anarda em mim vive, e eu nela vivo,
E por força da ideia me converto
Na bela causa do meu fogo ativo;

Como nas tristes lágrimas, que verto,
Ao querer contrastar seu gênio esquivo,
Tão longe dela estou, e estou tão perto.
(COSTA, Cláudio Manuel da. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2000, p. 57.) 
O poema é um soneto, composição textual que tem quatro estrofes e quatorze versos. As rimas apresentam o seguinte esquema: abba/abba/cdc/dcd. A medida rígida do soneto requer o trabalho racional com a linguagem e com a exposição dos sentimentos.
Alternativas
Q1362656 Português
Assinale o que for correto em relação ao poeta Cláudio Manuel da Costa e ao poema abaixo.

XXVIII
Faz a imaginação de um bem amado,
Que nele se transforme o peito amante;
Daqui vem, que a minha alma delirante
Se não distingue já do meu cuidado.

Nesta doce loucura arrebatado
Anarda cuido ver, bem que distante;
Mas ao passo, que a busco, neste instante
Me vejo no meu mal desenganado.

Pois se Anarda em mim vive, e eu nela vivo,
E por força da ideia me converto
Na bela causa do meu fogo ativo;

Como nas tristes lágrimas, que verto,
Ao querer contrastar seu gênio esquivo,
Tão longe dela estou, e estou tão perto.
(COSTA, Cláudio Manuel da. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2000, p. 57.) 
A primeira estrofe mostra que o eu poético sente como se ele e a amada fossem um só ser. A união entre o eu e a amada expressa a ruptura árcade com o mundo racional e mostra a entrada no universo onírico e surreal, onde a lógica deixa de fazer sentido.
Alternativas
Q1362655 Português
Assinale o que for correto em relação ao fragmento de Marília de Dirceu e ao seu autor, Tomás Antonio Gonzaga.

Lira XIV
[...]
Com os anos, Marília, o gosto falta,
E se entorpece o corpo já cansado:
Triste, o velho cordeiro está deitado,
E o leve filho, sempre alegre, salta.
        A mesma formosura
É dote que só goza a mocidade:
Rugam-se as faces, o cabelo alveja,
          Mal chega a longa idade.
Que havemos de esperar, Marília bela?
Que vão passando os florescentes dias?
As glórias que vêm tarde, já vêm frias;
E pode enfim mudar-se a nossa estrela.
            Ah! não, minha Marília,
Aproveite-se o tempo, antes que faça
O estrago de roubar ao corpo as forças,
             E ao semblante a graça!
(GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São Paulo: Martin Claret, 2009, p.47-48.)
A leitura do fragmento revela dois momentos na exposição dos sentimentos do eu poético. No primeiro, assume um tom mais racional, equilibrado e expõe, de modo geral, a passagem do tempo; no segundo, há uma exposição maior das emoções do eu poético, observada, principalmente, pelo emprego de interrogações, pela forma verbal em 1.ª pessoa do plural (“havemos”) e pelo uso de pronomes pessoais como “nossa”, em “nossa estrela”, e “minha”, em “minha Marília”, elementos formais que apontam para a representação de sentimentos pessoais.
Alternativas
Q1362654 Português
Assinale o que for correto em relação ao fragmento de Marília de Dirceu e ao seu autor, Tomás Antonio Gonzaga.

Lira XIV
[...]
Com os anos, Marília, o gosto falta,
E se entorpece o corpo já cansado:
Triste, o velho cordeiro está deitado,
E o leve filho, sempre alegre, salta.
        A mesma formosura
É dote que só goza a mocidade:
Rugam-se as faces, o cabelo alveja,
          Mal chega a longa idade.
Que havemos de esperar, Marília bela?
Que vão passando os florescentes dias?
As glórias que vêm tarde, já vêm frias;
E pode enfim mudar-se a nossa estrela.
            Ah! não, minha Marília,
Aproveite-se o tempo, antes que faça
O estrago de roubar ao corpo as forças,
             E ao semblante a graça!
(GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São Paulo: Martin Claret, 2009, p.47-48.)
As convenções árcades manifestam-se no fragmento pela evocação do mundo pastoril e pela delegação poética, recurso que consiste em transferir a manifestação do eu a um pastor, homem rústico que encobre o poeta, indivíduo civilizado e distante da vida no campo.
Alternativas
Q1362653 Português
Assinale o que for correto em relação ao fragmento de Marília de Dirceu e ao seu autor, Tomás Antonio Gonzaga.

Lira XIV
[...]
Com os anos, Marília, o gosto falta,
E se entorpece o corpo já cansado:
Triste, o velho cordeiro está deitado,
E o leve filho, sempre alegre, salta.
        A mesma formosura
É dote que só goza a mocidade:
Rugam-se as faces, o cabelo alveja,
          Mal chega a longa idade.
Que havemos de esperar, Marília bela?
Que vão passando os florescentes dias?
As glórias que vêm tarde, já vêm frias;
E pode enfim mudar-se a nossa estrela.
            Ah! não, minha Marília,
Aproveite-se o tempo, antes que faça
O estrago de roubar ao corpo as forças,
             E ao semblante a graça!
(GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São Paulo: Martin Claret, 2009, p.47-48.)
Com versos distribuídos com regularidade métrica, em oitavas, rimas abbacded, nas duas estrofes, o fragmento aborda o esquema de pensamento carpe diem, a partir do qual o pastor, ciente da passagem do tempo e da consequente brevidade da vida, convida a amada a aproveitar o momento presente.
Alternativas
Q1362652 Português
Assinale o que for correto em relação ao fragmento de Marília de Dirceu e ao seu autor, Tomás Antonio Gonzaga.

Lira XIV
[...]
Com os anos, Marília, o gosto falta,
E se entorpece o corpo já cansado:
Triste, o velho cordeiro está deitado,
E o leve filho, sempre alegre, salta.
        A mesma formosura
É dote que só goza a mocidade:
Rugam-se as faces, o cabelo alveja,
          Mal chega a longa idade.
Que havemos de esperar, Marília bela?
Que vão passando os florescentes dias?
As glórias que vêm tarde, já vêm frias;
E pode enfim mudar-se a nossa estrela.
            Ah! não, minha Marília,
Aproveite-se o tempo, antes que faça
O estrago de roubar ao corpo as forças,
             E ao semblante a graça!
(GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São Paulo: Martin Claret, 2009, p.47-48.)
Embora a simplicidade seja uma característica importante do Arcadismo, no fragmento acima transcrito, isso não ocorre, pois o eu poético discute com a amada a brevidade da vida, utilizando-se de recursos que resultam em linguagem mais elaborada, especialmente com emprego de figuras como a antítese, observada nos versos “Rugam-se as faces, o cabelo alveja,/ Mal chega a longa idade”. O processo de composição traduz o tom erótico e sensual do poema.
Alternativas
Q1362651 Português
Assinale o que for correto em relação ao fragmento de Marília de Dirceu e ao seu autor, Tomás Antonio Gonzaga.

Lira XIV
[...]
Com os anos, Marília, o gosto falta,
E se entorpece o corpo já cansado:
Triste, o velho cordeiro está deitado,
E o leve filho, sempre alegre, salta.
        A mesma formosura
É dote que só goza a mocidade:
Rugam-se as faces, o cabelo alveja,
          Mal chega a longa idade.
Que havemos de esperar, Marília bela?
Que vão passando os florescentes dias?
As glórias que vêm tarde, já vêm frias;
E pode enfim mudar-se a nossa estrela.
            Ah! não, minha Marília,
Aproveite-se o tempo, antes que faça
O estrago de roubar ao corpo as forças,
             E ao semblante a graça!
(GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São Paulo: Martin Claret, 2009, p.47-48.)
O fragmento de Marília de Dirceu expressa um momento artístico no qual os poetas buscavam a simplicidade na poesia, abolindo as inutilidades, ideia preconizada pelo esquema de pensamento do Arcadismo, denominado inutilia truncat.
Alternativas
Q1362650 Português
Assinale o que for correto em relação ao poeta Gregório de Matos e ao poema abaixo.

A OUTRA FREIRA QUE SATIRIZANDO A DELGADA FISIONOMIA DO POETA LHE CHAMOU DE PICA-FLOR.

DÉCIMA
Se Pica-flor me chamais,
Pica-flor aceito ser,
mas resta agora saber,
se no nome, que me dais,
meteis a flor, que guardais
no passarinho melhor!
se me dais este favor,
sendo só de mim o Pica,
e o mais vosso, claro fica,
que fico então Pica-flor.
(MATOS, Gregório de. Antologia. Porto Alegre: L&PM, 2009, p. 137-138.)
A “décima” é um tipo de composição com dez versos e que apresenta rimas livres. Até Gregório de Matos, a décima era exclusivamente destinada à poesia religiosa. Ao se apropriar da décima para ridicularizar a freira, o poeta mostra uma de suas principais características: renovar a arte literária e exaltar a sensualidade feminina.
Alternativas
Q1362649 Português
Assinale o que for correto em relação ao poeta Gregório de Matos e ao poema abaixo.

A OUTRA FREIRA QUE SATIRIZANDO A DELGADA FISIONOMIA DO POETA LHE CHAMOU DE PICA-FLOR.

DÉCIMA
Se Pica-flor me chamais,
Pica-flor aceito ser,
mas resta agora saber,
se no nome, que me dais,
meteis a flor, que guardais
no passarinho melhor!
se me dais este favor,
sendo só de mim o Pica,
e o mais vosso, claro fica,
que fico então Pica-flor.
(MATOS, Gregório de. Antologia. Porto Alegre: L&PM, 2009, p. 137-138.)
Apesar da grosseria com que ataca a freira, o poema antecipa os motivos árcades quando faz a exaltação do passarinho e da flor. A alegria e os elementos bucólicos revelam, na composição do poema, a integração entre o ser humano e a natureza, própria do Arcadismo.
Alternativas
Respostas
7801: C
7802: E
7803: C
7804: E
7805: C
7806: E
7807: E
7808: C
7809: E
7810: E
7811: C
7812: C
7813: E
7814: C
7815: C
7816: C
7817: E
7818: C
7819: E
7820: E