Questões de Vestibular Sobre português
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Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço
A caminho do mar
Moça do corpo dourado
Do sol de lpanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar
Ah, por que estou tão sozinho?
Ah, por que tudo é tão triste?
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha
Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor
(www.viniciusdemoraes.com.br)
A alternativa que traz destacado um predicativo do sujeito é:
Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço
A caminho do mar
Moça do corpo dourado
Do sol de lpanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar
Ah, por que estou tão sozinho?
Ah, por que tudo é tão triste?
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha
Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor
(www.viniciusdemoraes.com.br)
Discreta, e formosíssima Maria,
Enquanto estamos vendo a qualquer hora
Em tuas faces a rosada Aurora,
Em teus olhos, e boca o Sol, e o dia:
Enquanto com gentil descortesia
O ar, que fresco Adônis te namora,
Te espalha a rica trança voadora,
Quando vem passear-te pela fria:
Goza, goza da flor da mocidade,
Que o tempo trota a toda ligeireza,
E imprime em toda a flor sua pisada
Oh não aguardes, que a madura idade
Te converta em flor, essa beleza
Em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada.
(www.itaucultural.org.br)
A partir das ideias suscitadas pelo texto, assinale a opção correta.
No segundo período do texto, as relações semânticas e sintáticas na estrutura com verbo causativo — “O objetivo da comunicação humana é nos fazer esquecer" (l.4 e 5) — evidenciam que, segundo o autor do texto, a função da comunicação é escamotear a insignificância da existência humana.
O autor do texto estabelece uma relação de causa e efeito entre o fato de se experimentar a solidão da existência, representada, no texto, pela metáfora “uma cela solitária" (l.7) e o fato de a sociedade humana criar um mundo artificial, codificado.
A ação implacável da censura imposta pelo regime militar impediu que os artistas cênicos brasileiros levassem aos palcos espetáculos relevantes no período citado no texto.
Entre os recursos linguísticos utilizados no trecho apresentado, destacam-se: a forma como se inicia o relato, semelhante à do tradicional início de narrativas ficcionais, como evidenciam o emprego do pretérito imperfeito associado ao retardamento da apresentação do fato principal — “o editorial com o título: Basta!" —, e as citações, que atualizam o passado.
Os editoriais citados no texto expressam o fato de João Goulart, meses antes do golpe de Estado que o derrubou, ter perdido o apoio de consideráveis parcelas da sociedade brasileira, o que pode explicar, pelo menos em parte, a ausência de resistência ao ato de força que sepultou o regime democrático estabelecido na Constituição de 1946.
No trecho “Chegou ao limite final a capacidade de tolerá-lo por mais tempo" (l.10 e 11), a redundância no emprego do adjetivo “final" e da expressão “por mais tempo" está associada à presença da função emotiva da linguagem, visto que se trata de trecho opinativo.
Construído na ordem inversa, o segundo período do texto é iniciado por dois adjuntos adverbiais de lugar seguidos de um adjunto adverbial de tempo.
O emprego da vírgula após os vocábulos “segunda" (l.5) e “terceira" (l.5) assinala a elipse da forma verbal “ocorreu" (l.4).
O emprego do conector “mas" (l.11) evidencia que, segundo o autor do texto, é possível que, em manifestações populares vigorosas, a ordem e a paz sejam transgredidas.
No trecho “Se, num caso, um presidente se matou e, no outro, matou-se a democracia" (l.6 a 8), caso fosse alterada, em cada uma das orações, a posição do sujeito em relação ao verbo, o teor da informação mudaria.
O trecho “golpe militar apresentado como Revolução" (l.3) é um índice do atributo “farsa" (l.5), que, segundo o autor do texto, caracteriza o fato histórico de 1964 no Brasil.
Depreende-se do texto que o caráter espontâneo, pacífico e entusiasmado da manifestação popular que eletrizou o país quando foi aprovada a Emenda Dante de Oliveira, em 1984, repetiu-se, praticamente sem alteração, nas recentes manifestações de rua no país, iniciadas em junho de 2013.
A oração “e o último não se despedirá da vida sem a presença deles" (l.3 e 4) expressa um eufemismo.
No Brasil do início do século XX, a mais importante cidade, o Rio de Janeiro, sofria com doenças como febre amarela, malária e varíola. O trabalho do sanitarista Osvaldo Cruz envolveu a derrubada de cortiços e barracos, o que fez crescer a tensão social, que se agravou ante a decisão governamental de tornar obrigatória a vacinação contra a varíola.
O texto informa que, por serem vírus, os agentes da AIDS e da SARS rompem a barreira biológica entre animais racionais e irracionais, o que impede o controle de sua disseminação pelos serviços de vigilância sanitária.
Y. E. Shimabukuro, T. Krug, J. R. dos Santos, E. M. Novo e J. R. L. Yi. O incêndio visto do espaço. In: Revista Ciência Hoje, dez./1999 (com adaptações).
Considerando o texto acima, julgue o próximo item.
Se captadas por satélites artificiais do ponto de vista vertical e a grande distância, as imagens da Terra possibilitam o monitoramento de áreas de grande extensão.