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Questões de Vestibular Sobre português

Questões Discursivas

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Ano: 2014 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2014 - CEDERJ - Vestibular - 01 |
Q582646 Português
Texto 1

                  As gravatas de Mário Quintana (não basta saber uma língua para entendê-la)

      Como é que uma pessoa se comunica com a outra? Como fazemos para transmitir ideias?

      A resposta parece bastante óbvia: transmitimos ideias usando a língua. Assim, se vou passando na rua e vejo um avestruz (digamos que seja uma rua muito peculiar, onde o tráfego de avestruzes é intenso), digo ao meu amigo: Olha, lá vai um avestruz. Com isso, transmito determinada informação ao meu amigo; em outras palavras, passo para a mente de outra pessoa uma ideia que estava originalmente em minha mente.

      Para isso, evidentemente, é preciso que as duas pessoas em questão conheçam a mesma língua, que ambas chamem aquele animal desajeitado de avestruz; que ambas saibam utilizar os verbos olhar e ir, e assim por diante. Uma vez isso arranjado, as duas pessoas se entenderão. Para que as pessoas se entendam, é necessário – e suficiente – que falem a mesma língua.

      É isso mesmo? Veremos que não. Na verdade, para que se dê a compreensão, mesmo em nível bastante elementar, é necessário que as pessoas tenham muito mais em comum que simplesmente uma língua. Precisam ter em comum um grande número de informações, precisam pertencer a meios culturais semelhantes, precisam mesmo ter, até certo ponto, crenças comuns. Sem isso, a língua simplesmente deixa de funcionar enquanto instrumento de comunicação. Na verdade, a comunicação linguística é um processo bastante precário; depende de tantos fatores que falham com muita frequência, para desânimo de muitos que ficam gemendo Por que é que ele não me entendeu?

      O problema é que o que a língua exprime é apenas uma parte do que se quer transmitir. Geralmente, se pensa no processo de comunicação como uma rua de mão única: a informação passa do falante para o ouvinte (ou do autor para o leitor). Se fosse assim, a estrutura linguística teria de ser suficiente para veicular a mensagem, porque, afinal de contas, a única coisa que o emissor realmente produz é um conjunto de sons (ou de riscos no papel), organizados de acordo com as regras da língua. Mesmo isso, como vimos, depende de alguma coisa por parte do receptor, a saber, o conhecimento das palavras e das regras da língua; mas poderia ser só isso, e as coisas seriam muito mais simples – e, também, talvez os seres humanos se entendessem melhor. (...)

     O significado de uma frase não é simples função de seus elementos constitutivos, mas depende ainda da informação extralinguística. Ou ainda (e aqui me oponho às crenças de boa parte de meus colegas linguistas), uma frase fora de contexto não tem, a rigor, significado.

     Vamos ver o exemplo: seja o sintagma as gravatas de Mário Quintana. Que significa isso? E, em especial, que tipo de relação exprime a preposição de? Evidentemente, de exprime “posse", e o sintagma equivale a as gravatas pertencem a Mário Quintana. Pode parecer, então, que computamos o significado do sintagma simplesmente juntando o significado das palavras: as gravatas + de + Mário Quintana.

      Mas ainda aqui isso é só a primeira impressão. Digamos que o sintagma fosse as gravatas de Pierre Cardin; agora, para alguém que sabe quem é Pierre Cardin, a relação expressa pela preposição de já não precisa ser de posse. Na verdade, é mais provável que se entenda como “autoria", isto é, as gravatas criadas por Pierre Cardin.

      Ora, a preposição é a mesma nos dois casos. De onde vem essa diferença de significado? Simplesmente do que sabemos sobre Mário Quintana (um poeta) e sobre Pierre Cardin (um estilista de moda). Se dissermos os poemas de Mário Quintana, a preposição já não exprimirá posse, mas autoria – porque, já que Mário Quintana é um poeta, é plausível que se fale dos poemas de sua autoria; além do mais, em geral, não se pensa em poemas como tendo possuidor.

      Se a situação é essa, não faz sentido perguntar se o significado da preposição de é de posse ou autoria. Será posse ou autoria segundo o que soubermos dos diversos objetos ou pessoas mencionadas: se se trata de um objeto possuível, como uma gravata, ou não possuível, como um poema; e se se trata de um poeta ou de um costureiro.

                             (PERINI, Mário A. Sofrendo a gramática. São Paulo: Ática, 2000, páginas 57-60.)
A ideia central do texto está resumida no seguinte fragmento:
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2014 - CEDERJ - Vestibular |
Q582570 Português

                   

No enunciado “Em todo o caso, se houver diferença, não deve ser grande, mês a mais ou mês a menos” (linhas 15-17), a conjunção sublinhada configura uma relação de
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2014 - CEDERJ - Vestibular |
Q582569 Português

                   

A correlação é um importante recurso coesivo. Assinale a alternativa que apresenta enunciados organizados em estruturas de correlação (ou correlativas):
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2014 - CEDERJ - Vestibular |
Q582568 Português

                   

O adjetivo “convencionais” − em “Para falar com franqueza, o número de anos assim positivo e a data de São Pedro são convencionais” − sugere que:
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2014 - CEDERJ - Vestibular |
Q582567 Português

                   

Leia o fragmento seguinte para responder à questão:

“Para falar com franqueza, o número de anos assim positivo e a data de São Pedro são convencionais: adoto-os porque estão no livro de assentamentos de batizados da freguesia.” (linhas 8-11)

O emprego de dois-pontos no fragmento acima indica:

Alternativas
Ano: 2014 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2014 - CEDERJ - Vestibular |
Q582566 Português

                   

O texto corresponde a uma autodescrição de Paulo Honório, protagonista de São Bernardo, romance de Graciliano Ramos. São elementos linguísticos que caracterizam uma sequência autodescritiva:
Alternativas
Q545817 Português

Sabia que era aquela a sua amada, por quem esperara desde sempre e que por muitos anos buscara em cada mulher, na mais terrível e dolorosa busca. (l. 15-16)

Neste trecho, existe um contraste que busca acentuar o seguinte traço relativo à mulher amada:

Alternativas
Q545816 Português
Uma metáfora pode ser construída pela combinação entre elementos abstratos e concretos. No texto, um exemplo de metáfora que se constrói por esse tipo de combinação é:
Alternativas
Q545815 Português

nada poderia evitar a reincidência daquela cena tantas vezes contada na história do amor, que é a história do mundo. (l. 2-4)

O trecho sublinhado reformula uma expressão anterior. Essa reformulação explicita a seguinte relação de sentido:

Alternativas
Q545814 Português

A hipérbole é uma figura empregada na crônica de Vinícius de Morais para caracterizar o estado de ânimo do personagem.

Essa figura está exemplificada em:

Alternativas
Q545813 Português

No íntimo, preferia não tê-lo feito; (l. 2)

Embora seja narrada em terceira pessoa, a crônica apresenta ao leitor as sensações do personagem, por meio de termos que remetem à intimidade, como exemplificado acima.

Dois outros termos, empregados pelo narrador, que remetem ao universo interior do personagem são:

Alternativas
Q545812 Português

isso vai crescer mimada, (l. 4) isso daí quando começa a andar é um inferno, (l. 5-6)

Os trechos acima são exemplos de pontos de vista negativos acerca da menina.

Esses pontos de vista são reforçados pelo uso do pronome isso, porque ele associa a criança a uma ideia de:

Alternativas
Q545811 Português

vai ter que voltar antes de meia-noite, o seu irmão é diferente, menino é outra coisa, (l. 18-19) O fragmento reproduz falas que apontam uma diferença entre meninos e meninas.

Essa diferença se verifica em relação ao seguinte aspecto:

Alternativas
Q545810 Português

O uso da expressão “é menina”, tanto para começar quanto para finalizar o texto, adquire também um valor simbólico, pelo significado que assume no contexto.

No contexto, esse recurso provoca um entendimento de:

Alternativas
Q545809 Português

A crônica de Gregorio Duvivier é construída em um único parágrafo com uma única frase. Essa frase começa e termina pela mesma expressão: é menina.

Em termos denotativos, a menina, referida no final do texto, pode ser compreendida como:

Alternativas
Q545808 Português

A última estrofe apresenta imagens relacionadas à família.

Em relação ao conjunto do texto, a figuração do casal com seus filhos pequenos remete à ideia de:

Alternativas
Q545807 Português

a gente gostaria de ver nossos problemas resolvidos por decreto (v. 3-5)

A expressão sublinhada tem sentido figurado que, no contexto, corresponde a: 

Alternativas
Q545806 Português
O poeta emprega dois termos diferentes para se aproximar do leitor: a gente (v. 3) e nossos (v. 4). O emprego de tais termos produz, em relação à percepção de mundo, o sentido de:
Alternativas
Q545805 Português

no fundo, no fundo, bem lá no fundo, (v. 1-2)

Nesses versos iniciais do poema, a repetição de palavras e o emprego do vocábulo “bem” produzem um efeito de:

Alternativas
Q545804 Português

Diante do estranhamento de um dos personagens no primeiro quadrinho, o outro explica a própria fala no segundo quadrinho.

Essa explicação configura um recurso conhecido como:

Alternativas
Respostas
7381: B
7382: B
7383: A
7384: D
7385: C
7386: B
7387: D
7388: B
7389: B
7390: D
7391: A
7392: B
7393: D
7394: B
7395: A
7396: C
7397: A
7398: C
7399: A
7400: D