Questões de Vestibular Sobre português
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Cidade Maravilhosa
Cidade maravilhosa
Cheia de encantos mil
Cidade maravilhosa Coração do meu Brasil
Berço do samba e de lindas canções
Que vivem n’alma da gente
És o altar dos nossos corações
Que cantam alegremente
(...)
André Filho e silva sobreira, 1935
rio 40 graus Rio 40 graus
Rio 40 graus
Cidade maravilha
Purgatório da beleza
E do caos
(...)
O Rio é uma cidade
De cidades misturadas
O Rio é uma cidade
De cidades camufladas
Com governos misturados
Camuflados, paralelos
Sorrateiros
Ocultando comandos...
(...)
Gatilho de disket
Marcação pagode, funk
De gatilho marcação
De samba-lance
Com batuque digital
Na sub-uzi musical
De batucada digital
(...)
Fernanda Abreu, 1992
letras.mus.brAs letras das canções Cidade maravilhosa, de 1935, e Rio 40 graus, de 1992, parecem não retratar a mesma cidade.
As diferentes percepções do Rio de Janeiro, retratadas em cada letra, podem ser associadas, respectivamente, às ideias de:

Adaptado de Folha de São Paulo, 11/01/2015.
Todo abacate é verde. O Incrível Hulk é verde. O Incrível Hulk é um abacate. (l. 22)
Todo argumento pode se tornar um sofisma: um raciocínio errado ou inadequado que nos leva a conclusões falsas ou improcedentes. O último parágrafo do texto é um exemplo de sofisma, considerando que, da constatação de que todo abacate é verde, não se pode deduzir que só os abacates têm cor verde.
Esse é o tipo de sofisma que adota o seguinte procedimento:

Adaptado de Folha de São Paulo, 11/01/2015.
Todo abacate é verde. O Incrível Hulk é verde. O Incrível Hulk é um abacate. (l. 22)
Este parágrafo indica como o leitor deve ler todos os anteriores.
Segundo essa indicação, os argumentos apresentados pelo cronista devem ser compreendidos como:

Adaptado de Folha de São Paulo, 11/01/2015.
A organização do silogismo sintetiza a estrutura do próprio método dedutivo, que se encontra melhor apresentada em:

Adaptado de Folha de São Paulo, 11/01/2015.
O subtítulo do texto sugere uma explicação para o título.
Essa explicação é melhor compreendida pela associação entre:

Adaptado de O Dia, 21/03/2015.
No segundo parágrafo, o emprego de certa estrutura encaminha a reflexão do leitor para os disfarces que a linguagem permite.
Essa estrutura é caracterizada principalmente por:

Adaptado de O Dia, 21/03/2015.
O exemplo em que o humor é produzido por meio da superposição entre um eufemismo e uma comparação entre elementos distintos é:

Adaptado de O Dia, 21/03/2015.
Esse recurso constitui um argumento de:

Adaptado de O Dia, 21/03/2015.
Na crônica, o autor enfatiza o aspecto negativo dos eufemismos, que serviriam para distorcer a realidade.
De acordo com o autor, o eufemismo camufla a desigualdade social no seguinte exemplo:

Folha de São Paulo, 15/06/2013.
O personagem presente no último quadrinho é um ácaro, um ser microscópico. Suas falas têm relação direta com seu tamanho. No contexto, é possível compreender a imagem do personagem omo uma metonímia.
Essa metonímia representa algo que se define como:

Folha de São Paulo, 15/06/2013.
No último quadrinho, formula-se uma analogia moral, quando se sugere que não é possível ver tudo o que acontece à frente dos olhos.
A partir dessa analogia, pode-se chegar à seguinte conclusão:

Folha de São Paulo, 15/06/2013.
As ausências da moldura e da imagem são recursos gráficos que contribuem para o sentido do texto.
A relação entre esses recursos gráficos e a mensagem contida no terceiro quadrinho possui um sentido de:

Por meio da generalização, pode-se atribuir um determinado conjunto de traços que não se relacionam apenas com o que está sendo nomeado.
O melhor exemplo desse procedimento de generalização está presente em:

O verbete citado apresenta uma definição poética para o termo “escuridão".
Essa afirmativa pode ser justificada pelo fato de a autora do verbete ter optado por:

Na definição acima, o trecho sublinhado contém duas comparações implícitas, que têm como referência o mundo dos adultos.
Essas comparações são feitas por meio do seguinte recurso:

Uma afirmação paradoxal contém alguma contradição interna.
Um exemplo de afirmação paradoxal é identificado em:

Adultos e crianças, embora usando a mesma linguagem, não veem e não descrevem o mundo da mesma maneira.
Com base no conteúdo desse fragmento, pode-se concluir que qualquer descrição da realidade apresenta a seguinte característica:
Não tenho, obviamente, a intenção de aborrecer o leitor com minhas manias. Aliás, se dependesse de mim, só
escreveria crônicas divertidas em vez de resmungos, graçolas. Mas é que sofro de manias e uma delas é de chatear-
me com certas expressões, que vão se tornando comuns e que me parecem erradas. Está bem, está bem, já sei que
não existem erros no uso do idioma, pelos menos, essa é a opinião dos linguistas, e a última coisa que quero é ser
considerado por eles um sujeito ultrapassado e ranheta. Mas que posso fazer? Se o cara, referindo-se à semana em
que estamos, diz "essa" em vez de "esta", tenho vontade de lhe mostrar a língua. (...)
Como disse, não estou querendo encher a paciência dos leitores, mas já repararam como alguns comentaristas
de futebol usam certos verbos? Sabemos que o futebol tem um universo verbal próprio, bastante pitoresco, aliás,
contra o qual nada tenho a opor, muito pelo contrário. Acho até divertido quando o pessoal se refere a "essa" bola.
Nunca dizem, por exemplo, "ele podia ter chutado a bola" e, sim, ter chutado "essa" bola. O jogador nunca "perdeu a
bola" e, sim, "perdeu o domínio". São modos de falar muito pitorescos. O que me incomoda, porém, é quando dizem
"Ronaldo machucou". Machucou o que? O pé, o tornozelo? Não, querem dizer que ele "se machucou", mas
decretaram o fim do modo reflexivo do verbo machucar. (...)
Mas ao folhear um volume de Machado de Assis, deparo-me com a seguinte expressão: "A família Batista foi
aposentada em casa de Santos". Como aposentada na casa? Mas logo percebo que ele se refere aos aposentos que
constituem uma casa, ou seja, a família Batista passou a ocupar um aposento da casa de Santos e, por isso, ficou
"aposentada" ali. Descubro que a acepção atual é que é metafórica e decorrente daquela. E aí minhas convicções de
patrulheiro vernacular começam a esvair-se.
Ferreira Gullar, Folha de S. Paulo, 15.06.08
Outro fato muito importante
E também interessante
É a linguagem de lá
Baile lá no morro é fandango
Nome de carro é carango
Discussão é bafafá
Briga de uns e outros
Dizem que é burburim
Velório no morro é gurufim
Erro lá no morro chamam de vacilação
Grupo do cachorro em dinheiro é um cão
Papagaio é rádio, Grinfa é mulher
Nome de otário é Zé Mané.
Faixa 3. Chico Buarque de Mangueira. BMG, 1998.
A letra dessa canção demonstra que uma língua varia
Maria do Socorro
Suas pernas torneadas
Pelas ladeiras do morro
Ela vai no baile funk
De shortinho, top e gorro
É afim do zé galinha
Mas namora o zé cachorro (...).
Disponível em: http://www.maria-rita.com/blog/index.php/audios-samba- meu/maria-do-socorro/. Acesso em 01.08.14.
O motivo que leva a personagem a ter as pernas torneadas sugere que