Questões de Vestibular Sobre português
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O BEIJO – TEXTO I

(LAERTE. O Beijo. Folha de S. Paulo, São Paulo, 3 nov. 2007. Folha Ilustrada, E11)
O BEIJO – TEXTO II
Quem é que não gosta de um beijo, daqueles de tirar o fôlego e que faz o coração bater mais forte? Com certeza, esses segundinhos (ou minutinhos) arrebatadores já fizeram você esquecer o resto do mundo. O beijo, que aparenta ser um ato simples, é responsável por uma avalanche de sentimentos e reações no organismo humano. E sem essa manifestação de carinho é impossível namorar ou amar alguém de verdade.
(O Beijo. Disponível em:<http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=4591& ReturnCatID=763> . Acesso em: 05/11/2007.)
Comparando-se os dois textos, pode-se afirmar que
Não deixe sua cachorrinha entrar na minha casa de novo. Ela está cheia de pulgas.
(http://goo.gl/5QjHy. Acesso: 08/11/2012. Adaptado.)
Há ambiguidade nessa frase porque
Um samba no Bixiga
(Adoniran Barbosa)
Domingo nós fumo num samba no Bixiga
Na rua major, na casa do Nicola
À mezza notte o'clock
Saiu uma baita duma briga
Era só pizza que avuava junto com as brachola
Na hora "h" se enfiemo debaixo da mesa
Fiquemo ali, que beleza, vendo o Nicola brigá
Dali a pouco escutemo a patrulha chegá
E o sargento Oliveira falá:
“Num tem importância.
Foi chamada as ambulância.
Carma, pessoal.
A situação aqui está muito cínica.
Os mais pior vai pras Clínica”.
(http://goo.gl/na7dJ. Acesso: 24/12/2012. Adaptado.)
Para que a fala do sargento Oliveira seja apropriada à sua imagem social e ao seu papel na situação em questão, ela deve ser formulada do seguinte modo:
Considere as seguintes frases:
1. Saímos de casa ................................ amanheceu.
2. Compraremos o apartamento ............................. vendermos o carro.
3. Prefiro não me envolver ................................. concorde com a decisão tomada.
4. Não assinamos o contrato .............................. discordávamos de algumas cláusulas.
As lacunas das frases devem ser preenchidas, respectivamente, pelas palavras
Esta música é um samba de Adoniran Barbosa e menciona o Brás, um bairro situado na cidade de São Paulo.
O Arnesto nos convidou pra um samba, ele mora no Brás
Nós fumos não encontremos ninguém
Nós voltermos com uma baita de uma reiva
Da outra vez nós num vai mais
No outro dia encontremo com o Arnesto
Que pediu desculpas mais nós não aceitemos
Isso não se faz, Arnesto, nós não se importa
Mas você devia ter ponhado um recado na porta
Um recado assim ói: “Ói, turma, num deu pra esperá
A duvido que isso, num faz mar, num tem importância,
Assinado em cruz porque não sei escrever”.
(http://goo.gl/QXibH. Acesso: 01/11/2012. Adaptado.)
Considerando que a nossa forma de falar, além de ser determinada pela situação
comunicativa em que estamos inseridos, pode representar nossa origem sociocultural, o
locutor do texto é representado por um
Seja Feliz
(Marisa Monte)
Tão longa a estrada
Tão longa a sina
Tão curta a vida
Tão largo o céu
Tão largo o mar
Tão curta a vida
Curta a vida
(http://letras.mus.br/marisa-monte/1982242/. Acesso: 07/02/2013. Adaptado.)
No último verso, a palavra “curta” tem um sentido diferente do ocorrido no terceiro e sexto versos, pois esse novo sentido expressa que a vida

(http://eduardoabril.blogspot.com. Acesso: 28/03/2010.)
O fato de as palavras “imtulho” e “aria” estarem escritas de forma diferente da padrão indica a
ETC
Estou sozinho, estou triste, etc.
Quem virá com a nova brisa que penetra
Pelas frestas do meu ninho
Quem insiste em anunciar-se no desejo
Quem tanto não vejo ainda
Quem pessoa secreta
Vem, te chamo
Vem, etc.
(Caetano Veloso)
Sobre o uso do “etc” nesse texto, por tratar-se de uma expressão bastante corriqueira, é correto dizer que
Leia o texto:
Desolado com a possibilidade de extinção da língua portuguesa, deputado apresenta projeto de lei com o objetivo de proibir o uso de palavras de outros idiomas em meios de comunicação, nomes comerciais, documentos oficiais, etc. [...] A identidade das línguas não se esconde nos vocabulários, mas na maneira como eles se articulam. Seus segredos estão em palavras que a maioria dos mortais relega a segundo plano como artigos, preposições, conjunções, ou em processos relacionais como regências, concordâncias, flexões, declinações, sintaxes. Enquanto os fanáticos por computadores conjugarem o anglicismo “escanear” como se fosse “escaneio, escaneias, escaneia...” tudo está bem: estão apenas repetindo processos que nos deram palavras preciosas como “desolado” ou “parlamento”... – a última , um caso particularmente interessante, por nos fornecer uma palavra latina por tabela, sua raiz é latina, mas sua existência se deve aos ingleses. No dia em que começarmos a lidar com respeitáveis palavras de ascendência diretamente romana como “falar” em termos de “eu fala, tu fala, ele fala, nós fala”, aí talvez seja o momento de profetizar a agonia da “última flor de Lácio” [...] O simples fato de determinada comunidade usar ou não determinada expressão contém significado que jamais poderá ser traduzido por outra palavra. Voltando ao nosso apaixonado por computadores, se ele começar a disparar verbos como “escanear”, “printar”, deletar ou congêneres, saberemos de sua condição de info-fanático. Ninguém precisará nos dizer isso. Além de nos informar que vai imprimir ou apagar algo, ele está nos dizendo, também, que se quiser pode estourar o disco rígido de nosso computador sem que notemos. Quando um executivo fala em personal banking, ele não se refere apenas à relação personalizada que a informática permite entre ele e seu banco, informa-nos, também, sobre a tribo à qual pertence [...] A lei contém, portanto, elemento limitador da expressão. Quando pretende se impor a meios de comunicação, o problema torna-se mais grave. Além da redução quantitativa de informações que permite à comunidade, realiza, também, uma redução qualitativa: estabelece que certas categorias de informações simplesmente não podem ser transmitidas. Antigamente isso se chamava censura. (Texto adaptado de: AVELAR, Marcelo Castilho. O idioma está acima do controle das leis. Estado de Minas, Belo Horizonte, 17 set. 2000. Espetáculo/Opinião, p.4.)
O dois-pontos usado no fragmento “[...] tudo está bem: estão apenas repetindo processos que nos deram palavras preciosas [...]” dá idéia de ________ e pode ser substituído por ________.
Completa corretamente as lacunas:
( ) A leitura do texto leva ao pressuposto de que as conquistas tecnológicas suscitaram mudanças nem sempre benéficas no comportamento humano. ( ) O azáfama da vida atual impossibilita, não raro, o ser humano de destinar um tempo para analisar se suas ações estão de acordo com os padrões morais. ( ) A ética profissional só se efetivará se houver ética pessoal e inexiste sem responsabilidade, o que sempre dá espaço a questionamentos e discussões democráticas. ( ) A adoção de um comportamento ético gera benefícios não só para a categoria profissional da qual a pessoa faz parte formalmente, mas também para a sociedade em geral. ( ) A realização profissional do indivíduo — infere-se — está vinculada aos deveres profissionais que ele assume ao optar por determinada profissão e tem ligações estreitas com a prudência e a solidariedade.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
Quanto aos recursos da língua usados no texto, Identifique com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas.
( ) A forma verbal “acredita” (l. 1) está no singular, concordando com “maioria” (l. 1), mas poderia ter aparecido no plural, concordando com “pessoas” (l. 1).
( ) A vírgula que isola o termo “Atualmente” (l. 7) foi usada pela mesma razão da que está destacando a expressão “Numa região rica em recursos hídricos” (l. 29).
( ) A oração “que, pelo menos, 90% da energia elétrica consumida em suas cidades venha de fontes limpas, como as hidrelétricas.” (l. 30-32) tem valor adjetivo.
( ) A forma verbal “Há” (l. 34), se substituída por sua correspondente do verbo existir, preservando-se a correspondência modo-temporal, não sofre nenhuma alteração.
( ) Os adjetivos “poluente” (l. 42) e “cara” (l. 42), se deslocados para antes do substantivo que qualificam, não alteram o sentido do contexto em que estão inseridos.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para
baixo, é a
( ) Toquinho: “Será que no futuro/ haverá flores?/ Será que os peixes vão estar no mar?/ Será que os arco-íris terão cores?/E os passarinho vão poder voar?” (Herdeiros do futuro). ( ) João Lopes da Silva: “As matas ardem em/ Grandes queimadas/ Construindo estradas que/ Nos levarão a nada/ Eu sinto pena da passarinhada/ E dos índios que/ Não podem lutar” (Blindagem). ( ) Luiz Gonzaga: “ Rios correndo/ As cachoeiras tão zoando/ Terra moiada/ Mato verde, que riqueza/ E a asa branca/ Tarde canta, que beleza/ Ai, ai, o povo alegre/ Mas alegre a natureza”. (A Volta da Asa Branca). ( ) Beto Guedes e Ronaldo Bastos: “O sal da terra / És o mais bonito dos planetas/ Tão te maltratando por dinheiro/ Tu que és a nave nossa irmã/ Canta, leva a tua vida em harmonia/ E nos alimenta com teus frutos, tu que és do homem a maçã” (O Sal da Terra). ( ) Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco: “Mas como é lindo ver depois por entre o mato/ Deslizar calmo regato transparente como um véu/ No leito azul de suas águas murmurando/ E por sua vez roubando as estrelas lá do céu” (Luar do Sertão).
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a



