Questões de Vestibular Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1401739 Português

TEXTO I


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Disponível em: www2.recife.pe.gov.br. Acesso em: 16 ago. 2015.


TEXTO II

“O melhor instrumento é o corpo, o resto é consequência disso”. Foi assim que o músico Naná Vasconcelos, um dos maiores percussionistas do mundo, começou sua oficina de iniciação em percussão na comunidade quilombola de Marinhos, distrito de Brumadinho. Durante a tarde, crianças e jovens do projeto desenvolvido pelo Inhotim puderam conversar com o artista e descobrir novas formas de fazer música.

VASCONCELOS, N. Naná Vasconcelos em Brumadinho. Disponível em: www.inhotim.org.br. Acesso em: 5 jul. 2015 (adaptado).


O artista pernambucano Naná Vasconcelos utilizou a arte para fortalecer a musicalidade afro-brasileira na comunidade de Brumadinho (MG). Essa ação preserva um patrimônio artístico, por privilegiar o contato entre o participante da oficina e

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Q1401738 Português

Educação e esporte: poderosas ferramentas de inclusão social

As práticas esportivas como metas dos projetos sociais têm se constituído como método para o desenvolvimento da cidadania e vêm dando certo em todo o país. Afinal, não é de hoje que se escuta falar de crianças e adolescentes que mudam suas vidas e tornam-se verdadeiramente cidadãos de “bem” após participar de projetos sociais. Os efeitos são sentidos no dia a dia, com crianças e adolescentes mais concentrados nas aulas, disciplinados e, principalmente, fora das ruas. O esporte aliado à educação é uma poderosa arma na área da proteção social e no resgate de crianças e jovens em situação de risco.

Disponível em: http://elo.com.br. Acesso em: 9 set. 2013 (adaptado).


No texto, observa-se o valor da dimensão social do esporte, cuja importância maior é

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Q1401737 Português

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Instituto Inhotim. Disponível em: www.ebc.com.br. Acesso em: 20 ago. 2015.


O Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), é um museu a céu aberto, que convida o espectador à experiência de fruição por meio do(a)

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Q1401736 Português

O tempo voa e as atividades são muitas. A vida moderna impõe um cotidiano apressado e desregrado que interfere no modo de viver das pessoas. A falta de tempo não deixa espaço para uma alimentação saudável. As brincadeiras de rua e as atividades físicas cederam lugar para a televisão, para o videogame ou para o computador. Nas últimas décadas, esses hábitos sedentários geraram muitos problemas de saúde associados à má alimentação e ao estresse, como a depressão, o diabetes, a hipertensão, entre outras doenças. Por sua vez, a indústria farmacêutica segue desenvolvendo novos medicamentos para tratar doenças que poderiam ter sido evitadas simplesmente adotando modos de vida mais saudáveis.

ANVISA. A informação é o melhor remédio. Brasília: Anvisa, 2008 (adaptado).


O texto ressalta a necessidade de combate ao sedentarismo através do(a)

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Q1401732 Português

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DOEDERLEN, J. O livro dos ressignificados. São Paulo: Parábola, 2017 (adaptado).


Tradicionalmente, os textos possuem estrutura e função características, mas, eventualmente, assumem uma função social inesperada, como no exemplo acima, que se trata de um(a)

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Q1401731 Português

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Jornal do Commercio, 17 fev. 2008 (adaptado).


A linguagem pode adquirir diferentes formas, a depender das intenções das pessoas que a utilizam. Nesse anúncio publicitário, o objetivo da empresa construtora é

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Q1401730 Português

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Disponível em: www.dentalpress.com.br. Acesso em: 19 jul. 2014 (adaptado).


O cartaz da campanha publicitária destaca o tráfico internacional de mulheres ao combinar a

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Q1401606 Português

Em sua inocência, os pequenos realmente acreditam que os bonecos voam, dirigem, lutam, derrotam os inimigos, são seus amiguinhos. São formados novos consumidores insaciáveis, que vão crescer consumidores insaciáveis. Certas propagandas induzem à crença de que a aquisição de bens de consumo contribui para melhor aceitação da criança no meio em que vive. O brinquedo deixou de ter valor pelo seu uso e passou a ser desejado como objeto de status.

FORINO, I. Publicidade infantil: como evitar o consumismo. Disponível em: http://puc-riodigital.com.puc-rio.br. Acesso em: 20 jul. 2015 (adaptado).

A causa que sustenta a propagação desse hábito de consumo descrito pelo texto é o(a)
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Q1401577 Português

Diminutivos


    Sempre pensei que ninguém batia o brasileiro no uso do diminutivo, essa nossa mania de reduzir tudo à mínima dimensão, seja um cafezinho, um cineminha ou uma vidinha. "Operação", por exemplo. É uma palavra assustadora. Pior do que "intervenção cirúrgica", porque promete uma intervenção muito mais radical nos intestinos. Já uma operaçãozinha é uma mera formalidade. Anestesia local e duas aspirinas depois. Uma coisa tão banal que quase dispensa a presença do paciente. No Brasil, usa-se o diminutivo principalmente em relação à comida.

    — Mais um feijãozinho?

    — Um pouquinho.

    — E uma farofinha?

    — Ao lado do arrozinho?

    — Isso.

    O diminutivo é também uma forma de disfarçar o nosso entusiasmo pelas grandes porções. E tem um efeito psicológico inegável.

    — E agora, um docinho.

    E surge um tacho de ambrosia que é um porta-aviões.

VERISSIMO, L. F. Comédia da vida privada:101 crônicas escolhidas. Porto Alegre: LP&M, 1994 (adaptado).

Além de indicar a redução de tamanho, as palavras usadas no diminutivo podem apresentar outros sentidos. No texto, o diminutivo também foi empregado para
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Q1401576 Português

    Amigo, não tenha quêxa,           

 Veja que eu tenho razão         

Em lhe dizê que não mêxa    

Nas coisa do meu sertão.      

Pois, se não sabe o colega   

De quá manêra se pega       

Num ferro pra trabaiá,          

Por favô, não mêxa aqui,     

   Que eu também não mêxo aí, 

Cante lá que eu canto cá.    


Repare que a minha vida     

É deferente da sua.             

A sua rima pulida                 

Nasceu no salão da rua.       

 Já eu sou bem deferente,      

Meu verso é como a simente

  Que nasce inriba do chão;      

Não tenho estudo nem arte, 

  A minha rima faz parte           

Das obra da criação.             

PATATIVA DO ASSARÉ. Cante lá que eu canto cá. Petrópolis: Vozes, 1992 (fragmento).

O registro de palavras do texto demarca a identidade do povo sertanejo. Nesse contexto, as variações linguísticas utilizadas são frutos de fatores sociais que podem desencadear preconceito, como é evidenciado nos versos:
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Q1401575 Português

    O coronel recusou a sopa.

    — Que é isso, Juca? Está doente?

    O coronel coçou o queixo. Revirou os olhos. Quebrou um palito. Deu um estalo com a língua.

    — Que é que você tem, homem de Deus?

    O coronel não disse nada. Tirou uma carta do bolso de dentro. Pôs os óculos. Começou a ler:

    — Exmo. Snr. Coronel Juca.

    — De quem é?

    — Do administrador da Santa Inácia.

    — Já sei. Geada?

    — Escute. Exmo. Snr. Coronel Juca. Respeitosas Saudações. Em primeiro lugar Saudo-vos. V.Ecia. e D. Nequinha. Coronel venho por meio desta respeitosamente comunicar para V. E. que o cafezal novo agradeceu bastante as chuvarada desta semana. E tal e tal e tal. Me acho doente diversos incômodos divido o serviço.

    — Coitado.

MACHADO, A. A. Notas biográficas do novo deputado. In: OLIVEIRA, N. Histórias de imigrantes. São Paulo: Scipione, 2007 (adaptado).

Os trechos em itálico no texto sinalizam o que foi escrito pelo remetente da carta. Embora o personagem administrador da Santa Inácia inicie o recado na norma-padrão, em outros momentos usa “as chuvarada” (sem o “s” de plural), “divido o” em lugar de “devido ao”, demonstrando
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Q1401574 Português

Pela preservação de Luziânia


    Índios, escravos, garimpeiros, pequenos comerciantes e grandes fazendeiros habitavam as terras hoje ocupadas pelo Distrito Federal muito antes da chegada dos candangos. Desse período, ainda há construções nas áreas rurais e urbanas do Entorno. No entanto, são cada vez mais raras. Um dos mais ricos acervos se concentra na rua do Rosário, em Luziânia, fundada como Santa Luzia, em 13 de dezembro de 1746, por bandeirantes em busca de ouro. Para preservar o que resiste, o Ministério Público de Goiás propôs uma ação civil pública contra a prefeitura, pedindo o fim do tráfego de veículos no centro histórico da cidade distante 70 km de Brasília.

    O trânsito de caminhões está proibido na rua do Rosário há um ano. No entanto, sem fiscalização, a norma é desrespeitada. Há apenas uma placa de advertência, mas nenhuma barreira. Com isso, os casarões e outros prédios centenários têm suas estruturas abaladas.

ALVES, R.; STACCINARI, I. Correio Braziliense, 20 jul. 2014 (adaptado).

A matéria trata da medida imposta pelo Ministério Público em relação à preservação do patrimônio histórico da cidade de Luziânia. A palavra que define a atitude dos motoristas de caminhão a respeito dessa determinação é
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Q1401573 Português

O Lavrador

    

    Esse homem deve ser de minha idade – mas sabe muito mais coisas. Era colono em terras mais altas, se aborreceu com o fazendeiro, chegou aqui ao Rio Doce quando ainda se podia requerer duas colônias de cinco alqueires “na beira da água grande” quase de graça. Brocou a mata com a foice, depois derrubou, queimou, plantou seu café.

    Explica-me: “Eu trabalho sozinho, mais o menino meu.” Seu raciocínio quando veio foi este: “Vou tratar de cair na mata; a mata é do governo, e eu sou fio do Estado, devo ter direito.” Confessa que sua posse até hoje não está legalizada: “Tenho de ir a Linhares, mas eu magino esse aguão...”

BRAGA, R. 200 crônicas escolhidas. Rio Janeiro: Record, 2004.

Nesse texto, as falas do homem descrito pelo narrador são marcadas por aspas e algumas palavras grafadas em itálico. Esses destaques caracterizam uma variedade linguística
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Q1401571 Português

Um dia, numa rua da cidade, eu vi um velhinho sentado na calçada

    Com uma cuia de esmola e uma viola na mão                                      

    O povo parou para ouvir, ele agradeceu as moedas                             

 E cantou essa música, que contava uma história                              

Que era mais ou menos assim:                                                         


 Eu nasci há dez mil anos atrás                                                         

  e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais                 


Eu vi as velas se acenderem para o Papa                                    

Vi Babilônia ser riscada do mapa                                                  

Vi conde Drácula sugando o sangue novo                                    

e se escondendo atrás da capa                                                    

Eu vi                                                                                               


  Eu vi a arca de Noé cruzar os mares                                             

Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares                                  

 Eu vi Zumbi fugir com os negros para floresta                              

pro Quilombo dos Palmares                                                         

 Eu vi.                                                                                              

SEIXAS, R; COELHO, P. Há 10 mil anos atrás. São Paulo: Som 13, 1976. 

O processo de criação, muitas vezes, apropria-se de textos e de ideias presentes em outros textos. Isso ocorre nos seguintes versos da canção:
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Q1401569 Português

Responsabilidade ambiental

    Água é saúde, e saúde é qualidade de vida. Por isso, nossa empresa cuida da saúde da sua família e ajuda você a cuidar da saúde do planeta. É simples: quanto mais purificadores são instalados no Brasil, mais pessoas deixam de consumir água em garrafas e galões, produzindo menos lixo para o planeta. Além de oferecer água saudável e de reduzir a quantidade de lixo descartado, nossos purificadores promovem a redução no consumo de energia elétrica.

Disponível em: www.europa.com.br. Acesso em: 18 ago. 2014 (adaptado).

Nesse texto, além de vender um produto, a propaganda desenvolve uma ideia sobre o(a)
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Q1401568 Português

Os automóveis invadem a cidade

    Naqueles tempos, a vida em São Paulo era tranquila. Poderia ser ainda mais, não fosse a invasão cada vez maior dos automóveis importados, circulando pelas ruas da cidade; grossos tubos, situados nas laterais externas dos carros, desprendiam, em violentas explosões, gases e fumaça escura. Estridentes fonfons de buzinas, assustando os distraídos, abriam passagem para alguns deslumbrados motoristas que, em suas desabaladas carreiras, infringiam as regras de trânsito, muitas vezes chegando ao abuso de alcançar mais de 20 quilômetros à hora, velocidade permitida somente nas estradas. Fora esse detalhe, o do trânsito, a cidade crescia mansamente. Não havia surgido ainda a febre dos edifícios altos; nem mesmo o “Prédio Martinelli” – arranha-céu pioneiro em São Paulo, se não me engano do Brasil – fora ainda construído. Não existia rádio, e televisão, nem em sonhos. Não se curtia som em aparelhos de alta-fidelidade. Ouvia-se música em gramofones de tromba e manivela. Havia tempo para tudo, ninguém se afobava, ninguém andava depressa.

GATTAI, Z. Anarquistas, graças a Deus. Rio de Janeiro: Record, 1986.

Esse trecho contribui para garantir a conservação da memória do nosso país, porque
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Q1401567 Português

A incapacidade de ser verdadeiro

    Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.

    A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo.

    Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa, como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias. Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico.

    Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:

    — Não há nada a fazer, Dona Coló. Esse menino é mesmo um caso de poesia.

ANDRADE, C. D. Rick e a girafa. São Paulo: Ática, 2001.

A sequência dos fatos que culminou na decisão da mãe de Paulo de levá-lo ao médico é estabelecida, no texto, pelo emprego das seguintes palavras:
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Q1401566 Português

A metamorfose

    Valdirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi: “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois, mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida.

VERISSIMO, L. F. Comédias para se ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2010 (fragmento).

Inspirado na obra A metamorfose, de Franz Kafka, o narrador mostra uma face do relacionamento humano, aqui representada pelo
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Q1401565 Português

    Fui ver titia e ela continua insatisfeita com o poder aquisitivo do cruzeiro. Sabe muito bem que a inflação diminui, sabe muito bem que o produto bruto aumenta, mas acha que isso tudo, infelizmente, está custando a chegar no supermercado. Diz que o problema é o custo do aluguel, o custo do feijão, da carne e do arroz. O resto, realmente, não interessa. Olhei para titia, com meus olhos sábios, e não pude deixar de sorrir com tristeza – o problema dela é que não consegue abandonar essa medíocre mania de querer simplificar a economia.

FERNANDES, M. 30 anos de mim mesmo. Rio de Janeiro: Desiderata, 2006.

A realidade social vivida pelas personagens, no texto, adquire expressividade pelo olhar de um narrador
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Q1401563 Português

Escola da mestra Silvina

Minha escola primária...                   

Escola antiga de antiga mestra.      

   Repartida em dois períodos               

para a mesma meninada,              

 Das 8 às 11, da 1 às 4.                    

Nem recreio, nem exames.            

Nem notas, nem férias.                  

   Sem cânticos, sem merenda...         

Digo mal – sempre havia               

distribuídos                                    

alguns bolos de palmatória...        

A granel?                                      

Não, que a mestra                        

        era boa, velha, cansada, aposentada.

Tinha já ensinado a uma geração

antes da minha.                            

CORALINA, C. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais. São Paulo: Global, 1993.

Na reconstrução, pela memória, do ambiente escolar e de sua professora, o eu lírico recorre a elementos que expõem uma visão
Alternativas
Respostas
981: C
982: C
983: A
984: A
985: D
986: B
987: B
988: D
989: D
990: C
991: D
992: C
993: D
994: D
995: D
996: C
997: C
998: C
999: A
1000: A