Questões de Vestibular Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Ano: 2006 Banca: UFMG Órgão: UFMG Prova: UFMG - 2006 - UFMG - Vestibular - Prova 2 |
Q226036 Português
INSTRUÇÃO: As questões de 23 a 30 devem ser respondidas com base em
informações contidas nas obras indicadas para leitura prévia.

Com base na leitura de Quincas Borba, de Machado de Assis, é CORRETO afirmar que o narrador do romance
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Q218789 Português
O conto O homem que espalhou o deserto, de Ignácio de Loyola Brandão, focaliza um personagem em diferentes fases de sua vida.

Assinale a opção em que haja correspondência entre a fase abordada e a(s) ação(ões) narrada(s) no texto.
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Q218788 Português
Os Bruzundangas, obra pré-modernista de Lima Barreto, é uma criação ficcional de caráter satírico.

Assinale, entre as opções abaixo, a que corresponde a uma leitura correta da obra.
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Q218787 Português
Nos poemas de O arado, Zila Mamede aborda sua infância no sertão do Rio Grande do Norte. Para representar esse universo, o eu-lírico vale-se
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Q218786 Português
As questões 10, 11 e 12 referem-se a O Ateneu, de Raul Pompéia.

Na perspectiva do narrador, o ambiente do colégio interno é concebido como
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Q218785 Português
As questões 10, 11 e 12 referem-se a O Ateneu, de Raul Pompéia.

Sérgio, narrador-personagem do romance,
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Q342236 Português
INSTRUÇÃO: Leia o poema de Manuel Bandeira para responder às questões

Versos de Natal


Espelho, amigo verdadeiro,
Tu refletes as minhas rugas,
Os meus cabelos brancos,
Os meus olhos míopes e cansados.
Espelho, amigo verdadeiro,
Mestre do realismo exato e minucioso,
Obrigado, obrigado!

Mas se fosses mágico, Penetrarias até ao fundo desse homem triste,
Descobririas o menino que sustenta esse homem,
O menino que não quer morrer,
Que não morrerá senão comigo,
O menino que todos os anos na véspera do Natal
Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.
Sobre Manuel Bandeira, é correto afirmar que
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Q342235 Português
INSTRUÇÃO: Leia o poema de Manuel Bandeira para responder às questões

Versos de Natal


Espelho, amigo verdadeiro,
Tu refletes as minhas rugas,
Os meus cabelos brancos,
Os meus olhos míopes e cansados.
Espelho, amigo verdadeiro,
Mestre do realismo exato e minucioso,
Obrigado, obrigado!

Mas se fosses mágico, Penetrarias até ao fundo desse homem triste,
Descobririas o menino que sustenta esse homem,
O menino que não quer morrer,
Que não morrerá senão comigo,
O menino que todos os anos na véspera do Natal
Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.
No poema, o poeta contesta o senso comum, isto é, a idéia de que

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Q342234 Português
INSTRUÇÃO: Leia o poema de Manuel Bandeira para responder às questões

Versos de Natal


Espelho, amigo verdadeiro,
Tu refletes as minhas rugas,
Os meus cabelos brancos,
Os meus olhos míopes e cansados.
Espelho, amigo verdadeiro,
Mestre do realismo exato e minucioso,
Obrigado, obrigado!

Mas se fosses mágico, Penetrarias até ao fundo desse homem triste,
Descobririas o menino que sustenta esse homem,
O menino que não quer morrer,
Que não morrerá senão comigo,
O menino que todos os anos na véspera do Natal
Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.
O fato de o poeta reconhecer em si a existência do menino indica que

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Q342232 Português
INSTRUÇÃO: Leia o poema de Manuel Bandeira para responder às questões

Versos de Natal


Espelho, amigo verdadeiro,
Tu refletes as minhas rugas,
Os meus cabelos brancos,
Os meus olhos míopes e cansados.
Espelho, amigo verdadeiro,
Mestre do realismo exato e minucioso,
Obrigado, obrigado!

Mas se fosses mágico, Penetrarias até ao fundo desse homem triste,
Descobririas o menino que sustenta esse homem,
O menino que não quer morrer,
Que não morrerá senão comigo,
O menino que todos os anos na véspera do Natal
Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.
Para o poeta, o espelho é um amigo verdadeiro porque

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Q342225 Português
INSTRUÇÃO: As questões baseiam- se no poema de Filinto Elísio.

Uns lindos olhos, vivos, bem rasgados,

Um garbo senhoril, nevada alvura,

Metal de voz que enleva de doçura,

Dentes de aljôfar, em rubi cravados.

Fios de ouro, que enredam meus cuidados,

Alvo peito, que cega de candura,

Mil prendas; e (o que é mais que formosura)

Uma graça, que rouba mil agrados.

Mil extremos de preço mais subido

Encerra a linda Márcia, a quem of’reço

Um culto, que nem dela inda é sabido.

Tão pouco de mim julgo que a mereço,

Que enojá- la não quero de atrevido

Co’as penas que por ela em vão padeço.

Assinale a alternativa correta.

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Q342224 Português
INSTRUÇÃO: As questões baseiam- se no poema de Filinto Elísio.

Uns lindos olhos, vivos, bem rasgados,

Um garbo senhoril, nevada alvura,

Metal de voz que enleva de doçura,

Dentes de aljôfar, em rubi cravados.

Fios de ouro, que enredam meus cuidados,

Alvo peito, que cega de candura,

Mil prendas; e (o que é mais que formosura)

Uma graça, que rouba mil agrados.

Mil extremos de preço mais subido

Encerra a linda Márcia, a quem of’reço

Um culto, que nem dela inda é sabido.

Tão pouco de mim julgo que a mereço,

Que enojá- la não quero de atrevido

Co’as penas que por ela em vão padeço.

Considere as afirmaões:

I. No poema de Garrett, o amor é apresentado como um sentimento que acontece na vida de alguém independentemente de sua vontade.

II. No poema de Filinto, vê- se que o amor não se realiza fisicamente; no de Garrett, explora- se o amor pelo seu aspecto físico e sensual.

III. Tanto no poema de Filinto quanto no de Garrett, há uma linha tênue entre o utópico e o real, resultando numa visão de amor sôfrega e intensa, prestes a tomar formas plenas na realidade vivida pelos amantes.

Está correto somente o que se afirma em

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Q342223 Português
INSTRUÇÃO: As questões baseiam- se no poema de Filinto Elísio.

Uns lindos olhos, vivos, bem rasgados,

Um garbo senhoril, nevada alvura,

Metal de voz que enleva de doçura,

Dentes de aljôfar, em rubi cravados.

Fios de ouro, que enredam meus cuidados,

Alvo peito, que cega de candura,

Mil prendas; e (o que é mais que formosura)

Uma graça, que rouba mil agrados.

Mil extremos de preço mais subido

Encerra a linda Márcia, a quem of’reço

Um culto, que nem dela inda é sabido.

Tão pouco de mim julgo que a mereço,

Que enojá- la não quero de atrevido

Co’as penas que por ela em vão padeço.

No verso Metal de voz que enleva de doçura, a preposição de ocorre duas vezes, formando expressões que indicam, respectivamente, relação de

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Q342221 Português
INSTRUÇÃO: As questões baseiam- se no poema de Filinto Elísio.

Uns lindos olhos, vivos, bem rasgados,

Um garbo senhoril, nevada alvura,

Metal de voz que enleva de doçura,

Dentes de aljôfar, em rubi cravados.

Fios de ouro, que enredam meus cuidados,

Alvo peito, que cega de candura,

Mil prendas; e (o que é mais que formosura)

Uma graça, que rouba mil agrados.

Mil extremos de preço mais subido

Encerra a linda Márcia, a quem of’reço

Um culto, que nem dela inda é sabido.

Tão pouco de mim julgo que a mereço,

Que enojá- la não quero de atrevido

Co’as penas que por ela em vão padeço.

Pelas informações do poema, é correto afirmar que o poeta

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Q342220 Português
INSTRUÇÃO: As questões baseiam- se no poema de Filinto Elísio.

Uns lindos olhos, vivos, bem rasgados,

Um garbo senhoril, nevada alvura,

Metal de voz que enleva de doçura,

Dentes de aljôfar, em rubi cravados.

Fios de ouro, que enredam meus cuidados,

Alvo peito, que cega de candura,

Mil prendas; e (o que é mais que formosura)

Uma graça, que rouba mil agrados.

Mil extremos de preço mais subido

Encerra a linda Márcia, a quem of’reço

Um culto, que nem dela inda é sabido.

Tão pouco de mim julgo que a mereço,

Que enojá- la não quero de atrevido

Co’as penas que por ela em vão padeço.

Considere as informações:

I. O poeta mantém certo distanciamento amoroso, pois a mulher é vista como um ser superior e inalcançável.

II. O jogo amoroso descrito no soneto distancia-se do convencionalismo, sendo exposto o amor de forma intensa.

III. A forma do poema — um soneto — e a sua metrificação permitem considerá- lo uma produção literária do período clássico.

IV. Estão explícitos no soneto a sensualidade e o carpe diem.

Está correto o que se afirma apenas em

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Q342216 Português
Ultimamente ando de novo intrigado com o enigma de Capitu. Teria ela traído mesmo o marido, ou tudo não passou de imaginação dele, como narrador? Reli mais uma vez o romance e não cheguei a nenhuma conclusão. Um mistério que o autor deixou para a posteridade.

(Fernando Sabino, O bom ladrão.)
No texto de Sabino, o narrador questiona a traição de Capitu. Lendo o texto de Machado, pode-se entender que esse questionamento decorre de
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Q342215 Português
Ultimamente ando de novo intrigado com o enigma de Capitu. Teria ela traído mesmo o marido, ou tudo não passou de imaginação dele, como narrador? Reli mais uma vez o romance e não cheguei a nenhuma conclusão. Um mistério que o autor deixou para a posteridade.

(Fernando Sabino, O bom ladrão.)
Considere as afirmações sobre o que diz o narrador do texto de Sabino:

I. O mistério a que ele se refere decorre de uma narrativa ambígua, na qual há uma constante oscilação entre a possibilidade – ou não – de Capitu ter cometido o adultério.

II. No romance a que ele se refere, o triângulo amoroso é formado por Capitu, Escobar e Quincas Borba.

III. A sua frase final denuncia- o convicto de que Capitu não traiu o marido.

Está correto o que se afirma apenas em

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Q342214 Português
INSTRUÇÃO: Leia os versos de Olavo Bilac e responda às questões

Não se mostre na fábrica o suplício
Do mestre. E, natural, o efeito agrade,
Sem lembrar os andaimes do edifício:

Porque a Beleza, gêmea da Verdade,
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade.
Os versos denunciam

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Respostas
3151: D
3152: D
3153: C
3154: A
3155: A
3156: D
3157: D
3158: C
3159: B
3160: D
3161: B
3162: A
3163: C
3164: E
3165: B
3166: A
3167: A
3168: C