Questões de Vestibular
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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O texto teatral, exemplificado pelo trecho acima, apresenta semelhanças com o texto narrativo por utilizar personagens, representar ações e marcação de tempo e espaço. No texto teatral,


“A comadre (...) achava melhor metê-lo na Conceição1 a aprender um ofício”. (...) “Esta ideia do côvado e meio fez brecha no espírito do Leonardo: ser soldado era naquele tempo, e ainda hoje talvez, a pior coisa que podia suceder a um homem. (...) Entretanto o zelo da comadre pôs-se em atividade, e poucos dias depois entrou ela muito contente, e veio participar ao Leonardo que lhe tinha achado um excelente arranjo (...); era o arranjo de servidor na ucharia2 real. (...) Empregado da casa real?! oh! Isso não era coisa que se recusasse (...) A proposta da comadre foi aceita sem uma só reflexão contra, de parte de quem quer que fosse.”
A respeito do “tempo do rei” (1808-1821), período em que se passa a narrativa, é correto afirmar que:
Assinale a alternativa correta quanto à classificação gramatical da forma “estes” e seu valor semântico:
Leia com atenção o texto abaixo.
Cálice
Pai, afasta de mim este cálice
Pai, afasta de mim este cálice
Pai, afasta de mim este cálice
De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga?
Tragar a dor engolir a labuta?
Mesmo calada a boca resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa?
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira tanta força bruta
Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
(Chico Buarque e Gilberto Gil. 1978.)
O texto faz menção a um fenômeno importante na história do Brasil que marcou toda uma geração de artistas e intelectuais dos mais diversos segmentos (teatro, música, poesia, dança). Sobre o texto, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Refere-se à censura que cerceava a manifestação de artistas e intelectuais contra a ditadura no Brasil.
( ) Refere-se ao forte viés devocional cristão que marcou a cultura brasileira nos anos 60 e 70 do século XX.
( ) É uma crítica à proximidade entre arte e política que se verificou nos anos 70 do século XX.
( ) Mostra o envolvimento e a politização de artistas nos anos 70 do século XX.
Marque a sequência correta.

LEMINSKI, Paulo. Caprichos e relaxos. São Paulo: Círculo do Livro, [s.d.]. p. 54.
Identifique com V ou F, conforme sejam as afirmativas verdadeiras ou falsas.
O poema comprova
( ) o uso de linguagem polissêmica.
( ) a ruptura com a linearidade do verso.
( ) o enfoque crítico de uma temática social.
( ) o sentimento de dúvida do sujeito poético decorrente do desejo não concretizado.
( ) a disposição das palavras construindo imagens fônica e visual significativas na tradução do tema.
A alternativa que contem a sequência correta, de cima para baixo, é a
TEXTO:
Prezados senhores, somos todos
da mesma cepa se vistos de binóculo.
Mas não somos os mesmos.
Eu, com meus poemas indevassáveis
vós, com vossas gravatas coloridas /
eu, com esta consciência de mim
vós, com vossa mesa farta /
eu, buscando o sempre inatingível
vós, com vossas gravatas coloridas /
eu, meditando muito sobre vós
vós, com vossa mesa farta.
Não somos da mesma cepa, mas vistos
de binóculo somos os mesmos.
Eis uma grande injustiça.
BRASILEIRO, Antônio. Divisor de águas. Antologia poética. Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado; COPENE, 1996. p. 77
Homem não chora
Nem por dor
Nem por amor
E antes que eu me esqueça
5 Nunca me passou pela cabeça
Lhe pedir perdão
E só porque eu estou aqui
Ajoelhado no chão
Com o coração na mão
10 Não quer dizer
Que tudo mudou
Que o tempo parou
Que você ganhou
Meu rosto vermelho e molhado
15 É só dos olhos pra fora
Todo mundo sabe
Que homem não chora
Esse meu rosto vermelho e molhado
É só dos olhos pra fora
20 Todo mundo sabe
Que homem não chora
Homem não chora
Nem por ter
Nem por perder
25 Lágrimas são água
Caem do meu queixo
E secam sem tocar o chão
E só porque você me viu
Cair em contradição
30 Dormindo em sua mão
Não vai fazer
A chuva passar
O mundo ficar
No mesmo lugar
35 Meu rosto vermelho e molhado...
Embora o sujeito da letra da canção afirme que “Homem não chora” (linha 1), suas atitudes contrariam suas palavras.