Questões de Vestibular Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Ano: 2014 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE - 2014 - UNB - Prova 1 |
Q434678 Português
As queimadas são práticas comuns no território brasileiro. Em Roraima, especialmente nas áreas de savana, são provocadas queimadas na época das secas, para limpar o terreno destinado ao plantio e para renovar as áreas de pastagem. A prática, no entanto, pode provocar sérios danos ao ambiente, como a destruição das florestas. Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) utilizaram imagens do satélite Landsat-5 para observar a área atingida pelo fogo no estado de Roraima. Após a análise das imagens de satélite, a área florestal afetada pelo fogo foi mapeada e sobreposta ao mapa de vegetação do estado. Assim, definiu-se a real extensão dos danos causados pelas queimadas à vegetação.

Y. E. Shimabukuro, T. Krug, J. R. dos Santos, E. M. Novo e J. R. L. Yi. O incêndio visto do espaço. In: Revista Ciência Hoje, dez./1999 (com adaptações).

Considerando o texto acima, julgue o próximo item.

Se captadas por satélites artificiais do ponto de vista vertical e a grande distância, as imagens da Terra possibilitam o monitoramento de áreas de grande extensão.
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE - 2014 - UNB - Prova 1 |
Q434676 Português
As queimadas são práticas comuns no território brasileiro. Em Roraima, especialmente nas áreas de savana, são provocadas queimadas na época das secas, para limpar o terreno destinado ao plantio e para renovar as áreas de pastagem. A prática, no entanto, pode provocar sérios danos ao ambiente, como a destruição das florestas. Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) utilizaram imagens do satélite Landsat-5 para observar a área atingida pelo fogo no estado de Roraima. Após a análise das imagens de satélite, a área florestal afetada pelo fogo foi mapeada e sobreposta ao mapa de vegetação do estado. Assim, definiu-se a real extensão dos danos causados pelas queimadas à vegetação.

Y. E. Shimabukuro, T. Krug, J. R. dos Santos, E. M. Novo e J. R. L. Yi. O incêndio visto do espaço. In: Revista Ciência Hoje, dez./1999 (com adaptações).

Considerando o texto acima, julgue o próximo item.

Há elementos no texto que permitem inferir que as queimadas são provocadas por agropecuaristas, que, no entanto, não são mencionados de forma direta no texto, como se verifica na seguinte estrutura, em que o sujeito é passivo e é omitido o agente da ação expressa pelo verbo: “são provocadas queimadas na época das secas".
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE - 2014 - UNB - Prova 1 |
Q434675 Português
As queimadas são práticas comuns no território brasileiro. Em Roraima, especialmente nas áreas de savana, são provocadas queimadas na época das secas, para limpar o terreno destinado ao plantio e para renovar as áreas de pastagem. A prática, no entanto, pode provocar sérios danos ao ambiente, como a destruição das florestas. Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) utilizaram imagens do satélite Landsat-5 para observar a área atingida pelo fogo no estado de Roraima. Após a análise das imagens de satélite, a área florestal afetada pelo fogo foi mapeada e sobreposta ao mapa de vegetação do estado. Assim, definiu-se a real extensão dos danos causados pelas queimadas à vegetação.

Y. E. Shimabukuro, T. Krug, J. R. dos Santos, E. M. Novo e J. R. L. Yi. O incêndio visto do espaço. In: Revista Ciência Hoje, dez./1999 (com adaptações).

Considerando o texto acima, julgue o próximo item.

No Brasil, as queimadas foram introduzidas pelo colonizador português, para a expansão de duas importantes atividades agrícolas voltadas para a exportação, a cana-de-açúcar e o café, o que alterou ancestral prática indígena de promover o cultivo sem atear fogo à terra.
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE - 2014 - UNB - Prova 1 |
Q434663 Português
Este ano celebra-se o centenário de uma conflagração de dimensões continentais. Também se cumpre o 25.º aniversário da implosão do império soviético. Os acontecimentos de 1914 e 1989 condicionaram o século XX. Os primeiros 13 anos do século passado podem ser considerados um prolongamento do século XIX. A década posterior a 1990 se confunde com o início do século XXI. O período entre 1914 e 1989 se identifica com o surgimento dos totalitarismos, o enfrentamento militar entre as grandes potências e o fim da hegemonia europeia.
Rodrigo Botero Montoya. Lições da Grande Guerra e da Queda do Muro de Berlim. In: O Globo, 3/3/2014, p. 14.

Tendo o fragmento de texto acima como referência, julgue o item, relativos à história mundial contemporânea e a aspectos linguísticos do texto.

Há elementos no texto que permitem inferir que os 25 anos da derrocada do império soviético não ensejam comemorações porque esse evento teve consequências negativas no âmbito tanto local quanto mundial.
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE - 2014 - UNB - Prova 1 |
Q434647 Português
Com a popularização dos meios de comunicação e o barateamento dos instrumentos musicais, não é de espantar que o rock tenha chegado ao interior de Sergipe. É possível encontrar bandas de todo estilo de rock e metal no agreste sergipano, de blues a death metal. Todavia há predominância de bandas que tentam mesclar sonoridades e influências locais (tais como padrões rítmicos, formas de cantar, como uma embolada, instrumentos típicos, como o berimbau e o pandeiro) com riffs de guitarras distorcidas típicos do metal.

Hugo Leonardo Ribeiro.Da fúria à melancolia: a dinâmica das identidades na cena rock underground de Aracaju. São Cristóvão: Ed. UFS; Aracaju: Fundação Oviêdo Teixeira, 2010, p. 90 (com adaptações). 
Tendo o texto acima como referência, julgue o item a seguir.

Há elementos no texto que permitem inferir que a incorporação do rock à cultura musical do agreste nordestino, decorrente do baixo preço dos instrumentos musicais, confirma que esse gênero musical é uma linguagem universal dos jovens.
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE - 2014 - UNB - Prova 1 |
Q434640 Português
Com a popularização dos meios de comunicação e o barateamento dos instrumentos musicais, não é de espantar que o rock tenha chegado ao interior de Sergipe. É possível encontrar bandas de todo estilo de rock e metal no agreste sergipano, de blues a death metal. Todavia há predominância de bandas que tentam mesclar sonoridades e influências locais (tais como padrões rítmicos, formas de cantar, como uma embolada, instrumentos típicos, como o berimbau e o pandeiro) com riffs de guitarras distorcidas típicos do metal.

Hugo Leonardo Ribeiro. Da fúria à melancolia: a dinâmica das identidades na cena rock underground de Aracaju. São Cristóvão: Ed. UFS; Aracaju: Fundação Oviêdo Teixeira, 2010, p. 90 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência, julgue o item a seguir.

O autor do texto, ao empregar a expressão “ de blues a death metal", sugere, no que se refere à quantificação em decibéis, escala do estilo mais ruidoso ao mais suave.
Alternativas
Ano: 2014 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: FAME Prova: FUNDEP - 2014 - FAME - Vestibular |
Q386722 Português
Analise os versos a seguir.


1. “As ondas são anjos que dormem no mar,
      Que tremem, palpitam, banhados de luz...
      São anjos que dormem, a rir e sonhar
      E em leito d'escuma revolvem-se nus!

      E quando de noite vem pálida a lua
      E a trança luzente da nuvem flutua,
      Seus raios incertos tremer, pratear,
      As ondas são anjos que dormem no mar!”

2. “Era uma tarde triste, mas límpida e suave...
      Eu — pálido poeta — seguia triste e grave
      A estrada, que conduz ao campo solitário,
      Como um filho, que volta ao paternal sacrário,

       E ao longe abandonando o múrmur da cidade
       — Som vago, que gagueja em meio à imensidade,—
       No drama do crepúsculo eu escutava atento
       A surdina da tarde ao sol, que morre lento.”

3. “Se sou pobre pastor, se não governo
      Reinos, nações, províncias, mundo, e gentes;
      Se em frio, calma, e chuvas inclementes
      Passo o verão, outono, estio, inverno;

      Nem por isso trocara o abrigo terno
      Desta choça, em que vivo, coas enchentes
      Dessa grande fortuna: assaz presentes
      Tenho as paixões desse tormento eterno.”

4. “Eras na vida a pomba predileta
      Que sobre um mar de angústias conduzia
      O ramo da esperança. — Eras a estrela
      Que entre as névoas do inverno cintilava

      Apontando o caminho ao pegureiro.
      Eras a messe de um dourado estio.
      Eras o idílio de um amor sublime.
      Eras a glória, — a inspiração, — a pátria,”


Assinale a alternativa que os classifica de forma CORRETA quanto ao seu estilo de época da literatura brasileira.
Alternativas
Ano: 2014 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: FAME Prova: FUNDEP - 2014 - FAME - Vestibular |
Q386721 Português
Leia os versos de “Se se morre de amor” de Gonçalves Dias e da letra de música “Não Se Morre de Mal de Amor”, de Taiguara.

                        Se se morre de amor
                        Gonçalves Dias


                        Amor é vida; é ter constantemente
                        Alma, sentidos, coração – abertos
                        Ao grande, ao belo, é ser capaz d’extremos,
                        D’altas virtudes, té capaz de crimes!
                        Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
                        Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
                        Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
                        Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
                        E, temendo roçar os seus vestidos,
                        Arder por afogá-la em mil abraços:
                        Isso é amor, e desse amor se morre!

                                                                                                (DIAS, 2004, p.27-29.)


                        Não Se Morre de Mal de Amor
                        Taiguara


                        Não se morre de mal de amor
                        Só se morre quando se quer
                        Por mais forte que seja a dor
                        Ela vai se outro amor vier

                        Nunca deixes que uma tristeza
                        Mate a beleza do teu viver
                        E procura em cada saudade
                        Maior vontade de outro amor ter

                        Faz de conta que tudo passa
                        Como a fumaça que o vento traz
                        Não existe coisa mais triste
                        Que não querer amar nunca mais

                                                                                           (BESSA, 2011, faixa 01.)


Assinale a alternativa INCORRETA acerca da leitura dos textos.
Alternativas
Ano: 2014 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: FAME Prova: FUNDEP - 2014 - FAME - Vestibular |
Q386720 Português
Leia esta passagem do romance Dom Casmurro de Machado de Assis.

— Mas, Sr. José Dias, tenho visto os pequenos brincando, e nunca vi nada que faça desconfiar. Basta a idade; Bentinho mal tem quinze anos. Capitu fez quatorze à semana passada; são dois criançolas. Não se esqueça que foram criados juntos, desde aquela grande enchente, há dez anos, em que a família Pádua perdeu tanta coisa; daí vieram as nossas relações. Pois eu hei de crer? ... Mano Cosme, você que acha?
Tio Cosme respondeu com um "Ora!" que, traduzido em vulgar, queria dizer: "São imaginações do José Dias; os pequenos divertem-se, eu divirto-me; onde está o gamão?"
— Sim, creio que o senhor está enganado.
— Pode ser, minha senhora. Oxalá tenham razão; mas creia que não falei senão depois de muito examinar...
(...)
Minha mãe assoou-se sem responder. Prima Justina creio que se levantou e foi ter com ela. Seguiu-se um alto silêncio, durante o qual estive a pique de entrar na sala, mas outra força maior, outra emoção... Não pude ouvir as palavras que tio Cosme entrou a dizer. Prima Justina exortava: "Prima Glória! Prima Glória!" José Dias desculpava-se: "Se soubesse, não teria falado, mas falei pela veneração, pela estima, pelo afeto, para cumprir um dever amargo, um dever amaríssimo...”

                                                                                                                        (ASSIS, 1974, p.19-20).

Assinale a alternativa CORRETA a repeito dessa passagem.
Alternativas
Ano: 2013 Banca: FADBA Órgão: Fadba Prova: FADBA - 2013 - Fadba - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q1387117 Português
Texto para a questão


Você quer mesmo um Brasil melhor?


    Então faça por onde – em vez de sair mascarado, quebrando e saqueando. A violência é pouco eficaz. O crime é contraproducente se o objetivo for aperfeiçoar uma democracia. Vivemos um momento histórico inspirado por revoltas populares na Tunísia, Espanha ou nos Estados Unidos. É hora de aproveitar para o bem a energia de jovens brasileiros idealistas, que rejeitam os vícios da política tradicional e corrupta. Sejam sujeitos e não objetos. Em vez de só cobrar – e virar massa de manobra, que tal exercer seriamente o civismo e a cidadania?
    É uma vergonha o Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil. Ocupamos o 85º lugar no ranking mundial, atrás da Bósnia e Azerbaijão. Faltam médicos e professores em todo o país, não apenas nos confins do Brasil. É um absurdo querer aumentar, por lei, o número de anos de estudo de medicina. Ou exilar residentes em lugares sem condições de trabalho. A atitude desesperada do governo Dilma só expõe a metástase da Saúde. Não há ambulâncias, equipamentos ou médicos suficientes em lugar nenhum no Brasil, e isso inclui Rio de Janeiro e São Paulo.
    Relanço então uma ideia que defendi há três anos em ÉPOCA: instituir o serviço civil obrigatório, que substituiria o alistamento no Exército para quem completa 18 anos. O serviço militar, com mais de um século, é um anacronismo num país sem guerra. É sexista, por contemplar apenas homens. Em vez dele, rapazes e moças dedicariam um ano de sua vida para servir à comunidade. Em meio expediente, para não atrapalhar os estudos. Funcionaria como um estágio e poderia ser pago pelo Estado com um salário mínimo. Os filhos da classe média e da elite aprenderiam mais sobre o Brasil real se fossem convocados a ensinar a crianças e adolescentes carentes português, matemática, inglês, história, informática. Design ou balé. Capoeira ou música. Gastronomia ou fotografia.
    O serviço civil obrigatório seria uma oportunidade de integração, educação, disciplina. Não existe, em nosso país partido, nenhuma estratégia de entendimento real entre as classes. Não se treinam o ouvido nem a compaixão. Jovens deveriam consagrar um tempo ao bem público. Para criar bases e valores. Desperdiçamos um exército de jovens inteligentes e criativos. Há os que sonham sair do Brasil sem chegar a entender o país em que nasceram. Nem aprendem a dar bom dia ou a agradecer por um serviço prestado.
    Na Suíça ou Alemanha, é possível escolher o serviço civil em vez do militar. No Brasil, a Constituição de 1988 também contempla a objeção de consciência, que isenta o cidadão do serviço militar se contrariar suas crenças filosóficas, religiosas ou políticas. Mas não existe um serviço alternativo formalizado. Várias escolas estimulam a consciência social, mas iniciativas isoladas não bastam. Deveríamos preparar jovens para servir à Pátria como cidadãos.
    Para quem tem filosofia pacifista como eu, o serviço militar é uma agressão. A alternativa não passa pela violência. Ser empreendedor, ser voluntário, ir para a política são, todas elas, formas eficazes de mudança. Um estudante de Direito poderia, no primeiro ano da faculdade, dedicar seis horas diárias a atender pequenas causas em favela. Um estudante de contabilidade montaria pequenos negócios para famílias pobres empreendedoras. Um estudante de Letras incentivaria adolescentes a ler e escrever contos ou poesias. Outro ensinaria a ser inventivo no computador, a tocar piano ou a falar inglês. São tantos dons aprendidos na universidade, financiados pelos pais ou com nossos impostos. Por que não retribuir?
    Isso nada tem a ver com filantropia ou caridade. “O serviço civil alternativo seria um rito de passagem do jovem para a idade adulta”, diz o empreendedor social Rodrigo Baggio, fundador do Comitê para Democratização da Informática. Baggio encara o serviço civil como “um aprendizado cívico, uma experiência que ajuda o jovem a escolher sua profissão e seu futuro”. “Valoriza o currículo”, diz ele. “O jovem que já foi voluntário é hoje mais solicitado no mercado.” O serviço civil ainda gera um pacto social mais eficaz. Deveria, segundo Baggio, haver uma parceria entre governo, sociedade civil, ONGs e empresas com o apoio do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Uma comissão destinaria o jovem a certo trabalho, a partir de uma capacitação básica em direitos humanos, cidadania e empreendedorismo.
    O serviço militar prepara para a guerra. E se preparássemos os jovens para a paz? Há no Brasil 31 milhões de jovens de 18 a 26 anos, segundo o IBGE. Pouquíssimos se alistam nas Forças Armadas. Dá pra entender também o desinteresse pelo voto e pela política partidária. Torço por uma mudança de fundo, sem confete e sem violência. Uma Jornada Nacional da Juventude. Que se engaje de verdade, sem Brasil desigual, ineficiente e entregue a políticos sem o menor apreço pelo interesse público.
AQUINO, Ruth. Você quer mesmo um Brasil melhor? ÉPOCA, 22 de Julho de 2013. nº791
Quanto à linguagem e abordagem do tema, a autora;
Alternativas
Ano: 2013 Banca: FADBA Órgão: Fadba Prova: FADBA - 2013 - Fadba - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q1387116 Português
Texto para a questão


Você quer mesmo um Brasil melhor?


    Então faça por onde – em vez de sair mascarado, quebrando e saqueando. A violência é pouco eficaz. O crime é contraproducente se o objetivo for aperfeiçoar uma democracia. Vivemos um momento histórico inspirado por revoltas populares na Tunísia, Espanha ou nos Estados Unidos. É hora de aproveitar para o bem a energia de jovens brasileiros idealistas, que rejeitam os vícios da política tradicional e corrupta. Sejam sujeitos e não objetos. Em vez de só cobrar – e virar massa de manobra, que tal exercer seriamente o civismo e a cidadania?
    É uma vergonha o Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil. Ocupamos o 85º lugar no ranking mundial, atrás da Bósnia e Azerbaijão. Faltam médicos e professores em todo o país, não apenas nos confins do Brasil. É um absurdo querer aumentar, por lei, o número de anos de estudo de medicina. Ou exilar residentes em lugares sem condições de trabalho. A atitude desesperada do governo Dilma só expõe a metástase da Saúde. Não há ambulâncias, equipamentos ou médicos suficientes em lugar nenhum no Brasil, e isso inclui Rio de Janeiro e São Paulo.
    Relanço então uma ideia que defendi há três anos em ÉPOCA: instituir o serviço civil obrigatório, que substituiria o alistamento no Exército para quem completa 18 anos. O serviço militar, com mais de um século, é um anacronismo num país sem guerra. É sexista, por contemplar apenas homens. Em vez dele, rapazes e moças dedicariam um ano de sua vida para servir à comunidade. Em meio expediente, para não atrapalhar os estudos. Funcionaria como um estágio e poderia ser pago pelo Estado com um salário mínimo. Os filhos da classe média e da elite aprenderiam mais sobre o Brasil real se fossem convocados a ensinar a crianças e adolescentes carentes português, matemática, inglês, história, informática. Design ou balé. Capoeira ou música. Gastronomia ou fotografia.
    O serviço civil obrigatório seria uma oportunidade de integração, educação, disciplina. Não existe, em nosso país partido, nenhuma estratégia de entendimento real entre as classes. Não se treinam o ouvido nem a compaixão. Jovens deveriam consagrar um tempo ao bem público. Para criar bases e valores. Desperdiçamos um exército de jovens inteligentes e criativos. Há os que sonham sair do Brasil sem chegar a entender o país em que nasceram. Nem aprendem a dar bom dia ou a agradecer por um serviço prestado.
    Na Suíça ou Alemanha, é possível escolher o serviço civil em vez do militar. No Brasil, a Constituição de 1988 também contempla a objeção de consciência, que isenta o cidadão do serviço militar se contrariar suas crenças filosóficas, religiosas ou políticas. Mas não existe um serviço alternativo formalizado. Várias escolas estimulam a consciência social, mas iniciativas isoladas não bastam. Deveríamos preparar jovens para servir à Pátria como cidadãos.
    Para quem tem filosofia pacifista como eu, o serviço militar é uma agressão. A alternativa não passa pela violência. Ser empreendedor, ser voluntário, ir para a política são, todas elas, formas eficazes de mudança. Um estudante de Direito poderia, no primeiro ano da faculdade, dedicar seis horas diárias a atender pequenas causas em favela. Um estudante de contabilidade montaria pequenos negócios para famílias pobres empreendedoras. Um estudante de Letras incentivaria adolescentes a ler e escrever contos ou poesias. Outro ensinaria a ser inventivo no computador, a tocar piano ou a falar inglês. São tantos dons aprendidos na universidade, financiados pelos pais ou com nossos impostos. Por que não retribuir?
    Isso nada tem a ver com filantropia ou caridade. “O serviço civil alternativo seria um rito de passagem do jovem para a idade adulta”, diz o empreendedor social Rodrigo Baggio, fundador do Comitê para Democratização da Informática. Baggio encara o serviço civil como “um aprendizado cívico, uma experiência que ajuda o jovem a escolher sua profissão e seu futuro”. “Valoriza o currículo”, diz ele. “O jovem que já foi voluntário é hoje mais solicitado no mercado.” O serviço civil ainda gera um pacto social mais eficaz. Deveria, segundo Baggio, haver uma parceria entre governo, sociedade civil, ONGs e empresas com o apoio do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Uma comissão destinaria o jovem a certo trabalho, a partir de uma capacitação básica em direitos humanos, cidadania e empreendedorismo.
    O serviço militar prepara para a guerra. E se preparássemos os jovens para a paz? Há no Brasil 31 milhões de jovens de 18 a 26 anos, segundo o IBGE. Pouquíssimos se alistam nas Forças Armadas. Dá pra entender também o desinteresse pelo voto e pela política partidária. Torço por uma mudança de fundo, sem confete e sem violência. Uma Jornada Nacional da Juventude. Que se engaje de verdade, sem Brasil desigual, ineficiente e entregue a políticos sem o menor apreço pelo interesse público.
AQUINO, Ruth. Você quer mesmo um Brasil melhor? ÉPOCA, 22 de Julho de 2013. nº791
Quanto à estrutura e concepção do texto, pode-se afirmar que a autora;
Alternativas
Ano: 2013 Banca: CÁSPER LÍBERO Órgão: CÁSPER LÍBERO Prova: CÁSPER LÍBERO - 2013 - CÁSPER LÍBERO - Vestibular |
Q1383513 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:


Muitas regras, poucos direitos

Há um princípio político que nos leva a acreditar que as lutas políticas caminham necessariamente para a institucionalização de direitos adquiridos. Assim, lutamos para ter direitos reconhecidos pelo ordenamento jurídico. Como resultado desse princípio, cada vez mais a vida social fica institucionalizada e regulada por cláusulas que visam dar voz ao direito dos grupos, até então, profundamente vulneráveis.
Esse princípio funcionou para a ampliação de direitos em relação às minorias étnicas, religiosas e sexuais. Ou seja, nestes casos, eram demandas direcionadas ao Estado como ator capaz de garantir a universalização real das condições de liberdade exigidas por seus cidadãos. É inegável que tal processo foi e ainda é importante, mas ele poderia ser radicalizado. No entanto, tal radicalização não passa por um aprofundamento dos mecanismos de institucionalização. Ela passa, ao contrário, por uma profunda desinstitucionalização.
Quando alguém levanta tal ideia, alguns acabam por ver nela uma forma insidiosa de liberalismo. Ou seja, tudo se passa como se estivéssemos diante de uma aplicação do velho mantra: quanto menos Estado melhor. Nesse sentido, desinstitucionalizar significaria deixar a sociedade livre para criar formas de vida, fechando os olhos para experiências de opressão e de vulnerabilidade. Dessa forma, liberais radicais defendem, por exemplo, o direito de uma mulher alugar seu útero, procedimento conhecido como “barriga de aluguel”. Eles afirmam que o Estado não deveria intervir no conteúdo do que sujeitos decidem colocar em relações de contrato, especialmente se ele passa pelo corpo próprio.
Um contraargumento lembraria que a experiência concreta de alugar o útero é feita, normalmente, por mulheres em extrema pobreza e que praticamente ninguém passa por tal experiência se não estiver em grande vulnerabilidade econômica. Desinstitucionalizar tal “possibilidade de escolha” seria permitir e legitimar a pior de todas as espoliações econômicas.
O argumento é válido. Por isso, poderíamos pensar uma versão de políticas de desinstitucionalização distinta de sua versão liberal. Ela passa pelo retraimento das legislações sobre costumes, família e autodeterminação, e pelo fortalecimento da sensibilidade jurídica contra processos de espoliação. Em outras ocasiões, sugeri dois exemplos. Um ligado à desinstitucionalização do casamento.
Processo no interior do qual o Estado deixa de legislar sobre a forma do matrimônio, guardando-se para legislar única e exclusivamente sobre as relações econômicas entre casais ou outras formas de “agrupamentos afetivos”. Esta seria uma maneira de radicalizar o princípio de abertura do casamento a modelos não ligados à família heterossexual burguesa. Em vez de ampliar a lei para casos que ela não contemplava (como os homossexuais), deveríamos simplesmente eliminar a lei, conservando apenas os dispositivos ligados a problemas econômicos (pensão, obrigações financeiras) e guarda de filhos.
Outro exemplo concerne às legislações sobre porte de signos religiosos, como burcas e véus. Em vez de entrar no guarda-roupa de seus cidadãos e decidir o que eles não devem vestir, o Estado deveria simplesmente garantir a liberdade de ninguém, a partir de certa idade, portar o que não quer (o que leva em conta até mesmo uniformes escolares impostos a adolescentes). Ou seja, no lugar de institucionalizar hábitos, como as vestimentas, por meio do discurso de que há roupas mais opressivas que outras, o Estado simplesmente sai, por exemplo, das discussões surreais sobre o significado de uma burca e contenta-se em garantir um quadro formal de liberdade.
Esses processos de desinstitucionalização permitem às sociedades caminharem paulatinamente para um estado de indiferença em relação a questões culturais e de costumes. Pois questões culturais sempre serão espaços de afirmação da multiplicidade de identidades. Mas a política deve, no horizonte, se descolar dessa afirmação. Por mais que isso possa parecer contraintuitivo, a verdadeira política está sempre para além da afirmação das identidades. O que pode soar estranho para alguns, mas parece-me uma proposição necessária. (Vladimir Safatle, Carta Capital n. 768, ano XIX, 2/10/2013, p. 39).  
Assinale a opção que identifica corretamente a ideia central do texto presente já no título:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: CÁSPER LÍBERO Órgão: CÁSPER LÍBERO Prova: CÁSPER LÍBERO - 2013 - CÁSPER LÍBERO - Vestibular |
Q1383512 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:


Muitas regras, poucos direitos

Há um princípio político que nos leva a acreditar que as lutas políticas caminham necessariamente para a institucionalização de direitos adquiridos. Assim, lutamos para ter direitos reconhecidos pelo ordenamento jurídico. Como resultado desse princípio, cada vez mais a vida social fica institucionalizada e regulada por cláusulas que visam dar voz ao direito dos grupos, até então, profundamente vulneráveis.
Esse princípio funcionou para a ampliação de direitos em relação às minorias étnicas, religiosas e sexuais. Ou seja, nestes casos, eram demandas direcionadas ao Estado como ator capaz de garantir a universalização real das condições de liberdade exigidas por seus cidadãos. É inegável que tal processo foi e ainda é importante, mas ele poderia ser radicalizado. No entanto, tal radicalização não passa por um aprofundamento dos mecanismos de institucionalização. Ela passa, ao contrário, por uma profunda desinstitucionalização.
Quando alguém levanta tal ideia, alguns acabam por ver nela uma forma insidiosa de liberalismo. Ou seja, tudo se passa como se estivéssemos diante de uma aplicação do velho mantra: quanto menos Estado melhor. Nesse sentido, desinstitucionalizar significaria deixar a sociedade livre para criar formas de vida, fechando os olhos para experiências de opressão e de vulnerabilidade. Dessa forma, liberais radicais defendem, por exemplo, o direito de uma mulher alugar seu útero, procedimento conhecido como “barriga de aluguel”. Eles afirmam que o Estado não deveria intervir no conteúdo do que sujeitos decidem colocar em relações de contrato, especialmente se ele passa pelo corpo próprio.
Um contraargumento lembraria que a experiência concreta de alugar o útero é feita, normalmente, por mulheres em extrema pobreza e que praticamente ninguém passa por tal experiência se não estiver em grande vulnerabilidade econômica. Desinstitucionalizar tal “possibilidade de escolha” seria permitir e legitimar a pior de todas as espoliações econômicas.
O argumento é válido. Por isso, poderíamos pensar uma versão de políticas de desinstitucionalização distinta de sua versão liberal. Ela passa pelo retraimento das legislações sobre costumes, família e autodeterminação, e pelo fortalecimento da sensibilidade jurídica contra processos de espoliação. Em outras ocasiões, sugeri dois exemplos. Um ligado à desinstitucionalização do casamento.
Processo no interior do qual o Estado deixa de legislar sobre a forma do matrimônio, guardando-se para legislar única e exclusivamente sobre as relações econômicas entre casais ou outras formas de “agrupamentos afetivos”. Esta seria uma maneira de radicalizar o princípio de abertura do casamento a modelos não ligados à família heterossexual burguesa. Em vez de ampliar a lei para casos que ela não contemplava (como os homossexuais), deveríamos simplesmente eliminar a lei, conservando apenas os dispositivos ligados a problemas econômicos (pensão, obrigações financeiras) e guarda de filhos.
Outro exemplo concerne às legislações sobre porte de signos religiosos, como burcas e véus. Em vez de entrar no guarda-roupa de seus cidadãos e decidir o que eles não devem vestir, o Estado deveria simplesmente garantir a liberdade de ninguém, a partir de certa idade, portar o que não quer (o que leva em conta até mesmo uniformes escolares impostos a adolescentes). Ou seja, no lugar de institucionalizar hábitos, como as vestimentas, por meio do discurso de que há roupas mais opressivas que outras, o Estado simplesmente sai, por exemplo, das discussões surreais sobre o significado de uma burca e contenta-se em garantir um quadro formal de liberdade.
Esses processos de desinstitucionalização permitem às sociedades caminharem paulatinamente para um estado de indiferença em relação a questões culturais e de costumes. Pois questões culturais sempre serão espaços de afirmação da multiplicidade de identidades. Mas a política deve, no horizonte, se descolar dessa afirmação. Por mais que isso possa parecer contraintuitivo, a verdadeira política está sempre para além da afirmação das identidades. O que pode soar estranho para alguns, mas parece-me uma proposição necessária. (Vladimir Safatle, Carta Capital n. 768, ano XIX, 2/10/2013, p. 39).  
Assinale a opção que identifica corretamente o argumento central do texto:
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Ano: 2013 Banca: CÁSPER LÍBERO Órgão: CÁSPER LÍBERO Prova: CÁSPER LÍBERO - 2013 - CÁSPER LÍBERO - Vestibular |
Q1383510 Português
“Há 30 anos, surgia o tabloide que iria influenciar o imaginário político-cultural das décadas de 1970 e 1980 — O Pasquim. Chegou às bancas em 26 de junho de 1969. A frase que constava do cabeçalho equivalia a uma declaração de princípios: ‘Aos amigos, tudo; aos inimigos, a Justiça.’ O Pasquim impôs-se pela imaginação incontrolável e pela quebra de formalidades. Com alvos claros: a ditadura, a classe média moralista, a grande imprensa, os coniventes de plantão“. Fonte: MORAES, Denis. Humor de combate. Henfil e os 30 anos do Pasquim. Adaptado. http://www.uff.br/ciberlegenda/ojs/index.php/revista/ article/view/244/136 Acessado em 25-09-2013

A publicação de O Pasquim foi um marco editorial brasileiro, em uma época de progressiva redução da liberdade de expressão. Sobre o impacto provocado por sua publicação, conclui-se que O Pasquim
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Ano: 2013 Banca: CÁSPER LÍBERO Órgão: CÁSPER LÍBERO Prova: CÁSPER LÍBERO - 2013 - CÁSPER LÍBERO - Vestibular |
Q1383509 Português
“O Brasil Império foi marcado por forte influência europeia, em boa parte causada pela vinda de ingleses, franceses e alemães. A publicidade produzida na época refletia, sobretudo, a presença francesa. Eram comuns os anúncios – e até mesmo jornais inteiros, como a Gazeta Francesa e o Le Messager – escritos em francês. Por outro lado, os anúncios do início do século XIX refletiam, de certo modo, a busca de sofisticação e requinte, inspirando-se em países como a França. No entanto, eram bem ‘pouco sofisticadas’ as mensagens veiculadas pelos anúncios de venda e compra de negros (...)” Fonte: Sequência Didática Anúncio Publicitário, de autoria de Artigo de Opinião. PEIXOTO BARBOSA, Jacqueline e outros. Material didático para o Projeto Ensino Médio em Rede – SEE/SP. Adaptado.

O texto (a respeito da propaganda no Brasil do século XIX) permite compreender que a sociedade da época
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Ano: 2013 Banca: CÁSPER LÍBERO Órgão: CÁSPER LÍBERO Prova: CÁSPER LÍBERO - 2013 - CÁSPER LÍBERO - Vestibular |
Q1383508 Português
“A recusa de grandes empresas globais do setor de petróleo e gás de participar do primeiro leilão do pré-sal segue uma lógica de mercado, na qual o modelo oferecido pelo governo brasileiro atende mais aos interesses de grandes petroleiras estatais. Pelo modelo de partilha adotado no País, todo campo do pré-sal deve ter a Petrobras como operadora. Além disso, a estatal fica com 30% de cada consórcio explorador.” Fonte: NEDER, Vinicius. Estadão. Publicado em 19-09-2013. http://br.noticias.yahoo.com/partilha-tupiniquim-afasta-grandes-pr%C3%A9-sal-diz-pires-190400492--finance.html Acessado 21-09-2013

O modelo adotado pelo governo brasileiro para a exploração do pré-sal
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Ano: 2013 Banca: CÁSPER LÍBERO Órgão: CÁSPER LÍBERO Prova: CÁSPER LÍBERO - 2013 - CÁSPER LÍBERO - Vestibular |
Q1383507 Português
Mia Couto, escritor moçambicano, em entrevista ao Jornal Folha de SPaulo declarou: “O Brasil tem uma ideia muito mistificada da África. A gente imagina que, por ser negro, um brasileiro teria mais intimidade com a África, mas isso é uma bobagem. Essa visão reducionista e simplificada também é uma coisa que os próprios africanos adotaram. Muitos deles traduziram uma África que os próprios europeus criaram. Não houve a África do bom selvagem, em que todos viviam em harmonia até a chegada dos colonizadores. Houve uma mão de dentro até na escravatura, cumplicidades entre africanos e europeus”. Fonte: Folha Ilustrada. Publicado em 27-08-2013. Acessado em 21-09-2013

Segundo as ideias de Mia Couto,
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Ano: 2013 Banca: CÁSPER LÍBERO Órgão: CÁSPER LÍBERO Prova: CÁSPER LÍBERO - 2013 - CÁSPER LÍBERO - Vestibular |
Q1383506 Português
De um lado, ocorre que, hoje, cada vez mais intensamente, cresce o número de pessoas que, embora procurando trabalhar, não conseguem colocação e não contam com qualquer outra forma de sobrevivência. Assim, ainda que, objetivamente, haja condições para que disponham de mais tempo livre e possam preenchê-lo de forma mais independente, aumenta o número daqueles que, ao invés de tempo livre, vivem um tempo sem ocupação, sentem-se pressionados pela condição de nãotrabalho e, portanto, impedidos de crescerem enquanto indivíduos.” Fonte: Oliva-Augusto, Maria Helena. Tempo, indivíduo e vida social. Cienc. Cult. Out/dez 2002, vol 54, nº2, p.30-33.

As ideias do texto se mostram coerentes com a
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Ano: 2013 Banca: CÁSPER LÍBERO Órgão: CÁSPER LÍBERO Prova: CÁSPER LÍBERO - 2013 - CÁSPER LÍBERO - Vestibular |
Q1383505 Português
“A batalha das autoridades paulistanas contra a poluição visual está entrelaçada a um conflito social profundo cuja forma de expressão não é vista em outras cidades – a pichação. O jornal americano, ‘New York Times’ diz que, mesmo com o reconhecimento do grafite paulistano em galerias internacionais, a pichação permanece como uma expressão marginal, com sua grafia muitas vezes incompreensível para quem não é do meio. Os integrantes das gangues de pichadores inclusive não se consideram grafiteiros, e veem o grafite como uma arte frequentemente cooptada comercialmente”, afirma o texto. Fonte: Folha de SP, publicado em29-01-2012. Adaptado. http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1041022-sp-viveconflito-entre-cidade-limpa-e-pichacao-protesto-diz-nyt.shtml Acessado em 15-09-2013

O conflito explicitado pela matéria jornalística pode ser assim compreendido:
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Ano: 2013 Banca: CÁSPER LÍBERO Órgão: CÁSPER LÍBERO Prova: CÁSPER LÍBERO - 2013 - CÁSPER LÍBERO - Vestibular |
Q1383504 Português
“É claro que a juventude de classe média brasileira não acordou sozinha. E não acordou de repente. A internet tornou o despertar mais rápido, sem dúvida. Mas existe uma esquerda resistente, que está representada nos pequenos partidos, que empunha a bandeira da ética e da transparência e que há muito tempo vem conquistando a juventude, usando a mesma linguagem e os mesmos meios que ela: a internet. Dar asas à sociedade civil para que ela assuma seu papel transformador, a partir do ressurgimento do sentimento de brasilidade, da certeza de que os verdadeiros donos do país somos nós. Utópico, porém alcançável, principalmente em tempos de internet.” FONTE: Observatório da Imprensa. RIBEIRO, Mehane Albuquerque. Publicado em 25-06-2013. Adaptado. http:// www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed752_sobre_os_recentes_movimentos_sociais_urbanos_no_ brasil Acessado em 16-09-2013

A respeito do texto é possível afirmar que:
Alternativas
Respostas
2681: C
2682: C
2683: E
2684: E
2685: E
2686: E
2687: C
2688: B
2689: A
2690: B
2691: E
2692: D
2693: B
2694: C
2695: A
2696: B
2697: B
2698: D
2699: D
2700: E