Questões de Vestibular
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Se se morre de amor
Gonçalves Dias
Amor é vida; é ter constantemente
Alma, sentidos, coração – abertos
Ao grande, ao belo, é ser capaz d’extremos,
D’altas virtudes, té capaz de crimes!
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!
(DIAS, 2004, p.27-29.)
Não Se Morre de Mal de Amor
Taiguara
Não se morre de mal de amor
Só se morre quando se quer
Por mais forte que seja a dor
Ela vai se outro amor vier
Nunca deixes que uma tristeza
Mate a beleza do teu viver
E procura em cada saudade
Maior vontade de outro amor ter
Faz de conta que tudo passa
Como a fumaça que o vento traz
Não existe coisa mais triste
Que não querer amar nunca mais
(BESSA, 2011, faixa 01.)
Assinale a alternativa INCORRETA acerca da leitura dos textos.
— Mas, Sr. José Dias, tenho visto os pequenos brincando, e nunca vi nada que faça desconfiar. Basta a idade; Bentinho mal tem quinze anos. Capitu fez quatorze à semana passada; são dois criançolas. Não se esqueça que foram criados juntos, desde aquela grande enchente, há dez anos, em que a família Pádua perdeu tanta coisa; daí vieram as nossas relações. Pois eu hei de crer? ... Mano Cosme, você que acha?
Tio Cosme respondeu com um "Ora!" que, traduzido em vulgar, queria dizer: "São imaginações do José Dias; os pequenos divertem-se, eu divirto-me; onde está o gamão?"
— Sim, creio que o senhor está enganado.
— Pode ser, minha senhora. Oxalá tenham razão; mas creia que não falei senão depois de muito examinar...
(...)
Minha mãe assoou-se sem responder. Prima Justina creio que se levantou e foi ter com ela. Seguiu-se um alto silêncio, durante o qual estive a pique de entrar na sala, mas outra força maior, outra emoção... Não pude ouvir as palavras que tio Cosme entrou a dizer. Prima Justina exortava: "Prima Glória! Prima Glória!" José Dias desculpava-se: "Se soubesse, não teria falado, mas falei pela veneração, pela estima, pelo afeto, para cumprir um dever amargo, um dever amaríssimo...”
(ASSIS, 1974, p.19-20).
Assinale a alternativa CORRETA a repeito dessa passagem.
A publicação de O Pasquim foi um marco editorial brasileiro, em uma época de progressiva redução da liberdade de expressão. Sobre o impacto provocado por sua publicação, conclui-se que O Pasquim
O texto (a respeito da propaganda no Brasil do século XIX) permite compreender que a sociedade da época
O modelo adotado pelo governo brasileiro para a exploração do pré-sal
Segundo as ideias de Mia Couto,
As ideias do texto se mostram coerentes com a
O conflito explicitado pela matéria jornalística pode ser assim compreendido:
A respeito do texto é possível afirmar que:

Fonte: http://www.cartoonmovement.com/ cartoon/351?fq=theme.culture_n_identity Acessado em 14-09-2013
(Folha de S.Paulo, 18.03.2013. Adaptado.)
Em relação aos dois parágrafos transcritos, o título do texto contém informação
Leia o poema de Mário Quintana para responder à questão.
Quem ama inventa
Quem ama inventa as coisas a que ama...
Talvez chegaste quando eu te sonhava.
Então de súbito acendeu-se a chama!
Era a brasa dormida que acordava...
E era um revoo sobre a ruinaria,
No ar atônito bimbalhavam sinos,
Tangidos por uns anjos peregrinos
Cujo dom é fazer ressurreições...
Um ritmo divino? Oh! Simplesmente
O palpitar de nossos corações
Batendo juntos e festivamente,
Ou sozinhos, num ritmo tristonho...
Ó! meu pobre, meu grande amor distante,
Nem sabes tu o bem que faz à gente
Haver sonhado... e ter vivido o sonho!
(Quintana de bolso, 2006.)
A definição de Bechara é exemplificada com o seguinte verso do poema:
Leia o poema de Mário Quintana para responder à questão.
Quem ama inventa
Quem ama inventa as coisas a que ama...
Talvez chegaste quando eu te sonhava.
Então de súbito acendeu-se a chama!
Era a brasa dormida que acordava...
E era um revoo sobre a ruinaria,
No ar atônito bimbalhavam sinos,
Tangidos por uns anjos peregrinos
Cujo dom é fazer ressurreições...
Um ritmo divino? Oh! Simplesmente
O palpitar de nossos corações
Batendo juntos e festivamente,
Ou sozinhos, num ritmo tristonho...
Ó! meu pobre, meu grande amor distante,
Nem sabes tu o bem que faz à gente
Haver sonhado... e ter vivido o sonho!
(Quintana de bolso, 2006.)