Questões de Vestibular Comentadas sobre morfologia - verbos em português

Foram encontradas 244 questões

Ano: 2013 Banca: COPEVE-UFAL Órgão: UNEAL Prova: COPEVE-UFAL - 2013 - UNEAL - Vestibular - Prova 1 |
Q291740 Português
Nos versos abaixo, o espaço pontilhado pode ser preenchido com a seguinte forma verbal:

“Bebe enquanto puderes; quando tu e os teus já ................... partido, uma outra gente possa te redimir da terra que te abraça” (Lord Byron).

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Ano: 2012 Banca: ACAFE Órgão: UNC Prova: ACAFE - 2012 - UNC - Vestibular - Verão - Medicina |
Q1636867 Português
A alternativa que apresenta redação mais adequada às normas da língua padrão escrita é:
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Ano: 2012 Banca: FADBA Órgão: Fadba Prova: FADBA - 2012 - Fadba - Vestibular |
Q1357042 Português
Computador ainda não entrou na sala de aula brasileira


Levantamento nacional mostra que só 4% das escolas públicas nacionais contam com uma máquina em sala de aula.

Para a escola pública brasileira, a tecnologia ainda é um desafio. Essa é a conclusão de pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br) que aponta que 100% das unidades possuem ao menos um computador e 92% delas têm acesso à internet. No entanto, apenas 4% possuem computadores instalados em sala de aula (88% instalaram a máquina na sala da coordenação) e 81% das unidades contam com laboratório de informática.

As escolas apresentam em média 23 computadores instalados, sendo 18 em funcionamento, a cada 800 alunos matriculados. Cerca de 50% das instituições afirmam ter uma pessoa contratada para trabalhar especificamente com a internet. Uma pesquisa divulgada há pouco pela OCDE, organização que reúne os países mais desenvolvidos do mundo, aponta que o Brasil possui a terceira pior taxa de computador por aluno.

A pesquisa revela que 18% dos professores usam internet na sala de aula. Em geral, são jovens e habituados a se relacionar com essa tecnologia fora do ambiente escolar. Escolas públicas localizadas na região Sul apresentam o maior índice de utilização das tecnologias pelo professor em atividades com alunos. Um exemplo é a atividade de “pesquisa de informações utilizando o computador e a internet”, praticada por 56% dos professores do Sul, enquanto o percentual do Brasil é de 44%.

A principal limitação para maior uso das tecnologias na escola está relacionada ao nível de conhecimento dos professores acerca dessas tecnologias. A maioria deles (64%) concorda que os alunos sabem mais sobre computador e internet do que os docentes.

Para 75%, a principal fonte de apoio para o desenvolvimento de suas habilidades tecnológicas são os contatos informais com outros educadores. Na perspectiva do docente, ele depende principalmente de sua motivação pessoal e da ajuda dos colegas para desenvolver habilidades no uso de computador e da web.

Devido ao baixo envolvimento do professor com as tecnologias, as atividades que tomam mais tempo do professor - como aula expositiva, interpretação de texto e exercícios práticos e de fixação do conteúdo- utilizam muito pouco o computador e a internet. A rotina das salas de aula se apoia em práticas que mantêm o professor como figura central.

Na pesquisa amostral, foram estudadas 497 escolas públicas municipais e estaduais urbanas do país. Participaram do estudo 4.987 alunos, 1.541 professores, 428 coordenadores e 497 diretores de escolas. O objetivo da pesquisa foi identificar o uso e a apropriação da internet banda larga nas escolas públicas urbanas do país.
(veja.abril.com.br/)
Em “escola pública” , “professores” , “escolas apresentam” e “em média”, os termos em destaque podem ser classificados, conforme a classe gramatical, em:
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Ano: 2012 Banca: COMPERVE - UFRN Órgão: UFRN Prova: COMPERVE - 2012 - UFRN - Vestibular - Segundo Dia |
Q1354101 Português

O TRAPICHE


SOB A LUA, NUM VELHO TRAPICHE ABANDONADO, as crianças dormem. Antigamente aqui era o mar. Nas grandes e negras pedras dos alicerces do trapiche as ondas ora se rebentavam fragorosas, ora vinham se bater mansamente. A água passava por baixo da ponte sob a qual muitas crianças repousam agora, iluminadas por uma réstia amarela de lua. Desta ponte saíram inúmeros veleiros carregados, alguns eram enormes e pintados de estranhas cores, para a aventura das travessias marítimas. Aqui vinham encher os porões e atracavam nesta ponte de tábuas, hoje comidas. Antigamente diante do trapiche se estendia o mistério do mar oceano, as noites diante dele eram de um verde escuro, quase negras, daquela cor misteriosa que é a cor do mar à noite. Hoje a noite é alva em frente ao trapiche. É que na sua frente se estende agora o areal do cais do porto. Por baixo da ponte não há mais rumor de ondas. A areia invadiu tudo, fez o mar recuar de muitos metros. Aos poucos, lentamente, a areia foi conquistando a frente do trapiche. Não mais atracaram na sua ponte os veleiros que iam partir carregados. Não mais trabalharam ali os negros musculosos que vieram da escravatura. Não mais cantou na velha ponte uma canção um marinheiro nostálgico. A areia se estendeu muito alva em frente ao trapiche. E nunca mais encheram de fardos, de sacos, de caixões, o imenso casarão. Ficou abandonado em meio ao areal, mancha negra na brancura do cais.


AMADO, Jorge. Capitães da Areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 25

Em relação aos tempos verbais presentes no fragmento, o narrador emprega
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Ano: 2012 Banca: IFG Órgão: IF-GO Prova: IFG - 2012 - IF-GO - Vestibular - Prova 1 |
Q1273371 Português

Polivalência: do mito... para a realidade

    A modernidade, ao flexibilizar a divisão de tarefas no interior dos processos produtivos, estaria cumprindo com o papel de substituir o desqualificado e descomprometido “apertador de parafusos” por um funcionário que pensa e molda seu próprio emprego, à medida em que é chamado a experimentar novos métodos de trabalho capazes de garantir ao mesmo tempo a sua realização pessoal e o crescimento da empresa. Desta forma, graças à polivalência, o ser humano estaria deixando de ser um mero apêndice das máquinas para reencontrar no trabalho o caminho de sua própria humanização.

    Mas será que é isso mesmo? Com a polivalência, o capital estaria mesmo abrindo mão da crescente submissão do homem à máquina que, aliás, é um dos elementos que lhe garantem a progressiva exploração da força de trabalho? A polivalência que tem sua origem na flexibilização e na automação dos processos produtivos estaria gerando uma maior qualificação do trabalhador coletivo?

    O novo trabalhador, a ser moldado de acordo com as necessidades dos sistemas informatizados, teria que ser jovem, polivalente, sem tradição de luta, com estudos que lhe fornecessem conhecimentos gerais mais amplos (o segundo grau, por exemplo) ou, no limite, as noções técnicas básicas que podem ser assimiladas através dos cursos de SENAI.

    Ou seja, o perfil da grande maioria dos trabalhadores, que do final da década de 80 até os nossos dias começam a compor o quadro de funcionários das grandes empresas, tem como traços fundamentais a ausência de uma militância política e de uma qualificação efetiva, ao lado de uma bagagem de conhecimentos que serve apenas para proporcionar-lhes uma leitura rápida e segura das informações que aparecem nos sistemas de controle dos equipamentos automatizados e para garantir uma rápida operacionalização das ordens recebidas.

    Se tivermos que descrever em poucas palavras o perfil de um trabalhador polivalente, diríamos que ele não passa de um “pau pra toda obra” que, diante do aumento do desemprego e da ameaça constante que isso traz à manutenção de suas condições de vida, percebe uma sensação de alívio ao aderir, ora ativa ora passivamente, aos objetivos e aos limites impostos pela lógica das mudanças no interior do sistema capitalista. Lógica que tem na polivalência e na flexibilização dos processos de trabalho dois importantes instrumentos para ocultar a continuidade histórica da necessidade da classe dominante ir adequando a organização do trabalho às exigências da acumulação do capital e para apagar nas classes trabalhadoras a memória coletiva de sua tradição de lutas e, com ela, a necessidade de construir uma nova ordem social.

(GENNARI, Emílio. Automação, Terceirização e Programas de Qualidade Total: os fatos e a lógica das mudanças nos processos de trabalho. São Paulo: CPV, 1997. Adaptado) 

Com relação ao sentido e às estruturas linguísticas do texto, assinale a alternativa correta.
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Ano: 2012 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2012 - UNESP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q535075 Português

 As questões de números 01 a 05 tomam por base uma passagem do livro A vírgula, do filólogo Celso Pedro Luft (1921-1995).

A vírgula no vestibular de português


Mas, esta, não é suficiente.”

“Porque, as respostas, não satisfazem.”

“E por isso, surgem as guerras.”

“E muitas vezes, ele não se adapta ao meio em que vive.”

“Pois, o homem é um ser social.”

“Muitos porém, se esquecem que...”

“A sociedade deve pois, lutar pela justiça social.”

Que é que você acha de quem virgula assim? Você vai dizer que não aprendeu nada de pontuação quem semeia assim as vírgulas. Nem poderá dizer outra coisa.

    Ou não lhe ensinaram, ou ensinaram e ele não aprendeu. O certo é que ele se formou no curso secundário. Lepidamente, sem maiores dificuldades. Mas a vírgula é um “objeto não identificado”, para ele.

    Para ele? Para eles. Para muitos eles, uma legião. Amanhã serão doutores, e a vírgula continuará sendo um objeto não identificado. Sim, porque os três ou quatro mil menos fracos ultrapassam o vestíbulo... Com vírgula ou sem vírgula. Que a vírgula, convenhamos, até que é um obstáculo meio frágil, um risquinho. Objeto não identificado? Não, objeto invisível a olho nu. Pode passar despercebido até a muito olho de lince de examinador.

— A vírgula, ora, direis, a vírgula...

    Mas é justamente essa miúda coisa, esse risquinho, que maior informação nos dá sobre as qualidades do ensino da língua escrita. Sobre o ensino do cerne mesmo da língua: a frase, sua estrutura, composição e decomposição.

    Da virgulação é que se pode depreender a consciência, o grau de consciência que tem, quem escreve, do pensamento e de sua expressão, do ir-e-vir do raciocínio, das hesitações, das interpenetrações de ideias, das sequências e interdependências, e, linguisticamente, da frase e sua constituição.

     As vírgulas erradas, ao contrário, retratam a confusão mental, a indisciplina do espírito, o mau domínio das ideias e do fraseado.

    Na minha carreira de professor, fiz muitos testes de pontuação. E sempre ficou clara a relação entre a maneira de pontuar e o grau de cociente intelectual.

    Conclusão que tirei: os exercícios de pontuação constituem um excelente treino para desenvolver a capacidade de raciocinar e construir frases lógicas e equilibradas.

    Quem ensina ou estuda a sintaxe — que é a teoria da frase (ou o “tratado da construção”, como diziam os gramáticos antigos) — forçosamente acaba na importância das pausas, cortes, incidências, nexos, etc., elementos que vão se espelhar na pontuação, quando a mensagem é escrita.

   Pontuar bem é ter visão clara da estrutura do pensamento e da frase. Pontuar bem é governar as rédeas da frase. Pontuar bem é ter ordem, no pensar e na expressão.

Ou não lhe ensinaram, ou ensinaram e ele não aprendeu.O certo é que ele se formou no curso secundário.

As palavras colocadas em negrito, nesta passagem,

I. são pronomes pessoais.

II. são pronomes pessoais do caso reto.

III. apresentam no contexto o mesmo referente.

IV. pertencem à terceira pessoa do singular.

As afirmações corretas estão contidas apenas em:

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Ano: 2012 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE - 2012 - UNB - Vestibular - Prova 01 |
Q335173 Português
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Tendo como base o texto acima, de Machado de Assis, e as questões por ele suscitadas, julgue os itens de 68 a 77 .
No trecho “dificilmente lha farão despejar” (L.6-7), a flexão do verbo em terceira pessoa do plural é recurso empregado para indeterminar o sujeito da oração.
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Ano: 2012 Banca: UNICENTRO Órgão: UNICENTRO Prova: UNICENTRO - 2012 - UNICENTRO - Vestibular - Língua Portuguesa |
Q264646 Português
“De resto, a evolução histórica delineada na última década sugere que tanto os Estados Unidos como os países árabes terão peso geopolítico declinante nos tempos que estão por vir.” (L. 49-52)

Sobre o fragmento em evidência, é verdadeiro o que se afirma na alternativa
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Ano: 2011 Banca: CCV-UFC Órgão: UFC Prova: CCV-UFC - 2011 - UFC - Casas de Cultura Estrangeira - Primeiro Semestre |
Q1394527 Português
Assinale a alternativa em que o tempo verbal é o mesmo da frase: Não houve outra saída.
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Ano: 2011 Banca: CCV-UFC Órgão: UFC Prova: CCV-UFC - 2011 - UFC - Casas de Cultura Estrangeira - Segundo Semestre |
Q1394348 Português
O verbo sublinhado na frase: Tiveram sucesso em suas atividades teria, na mesma pessoa do pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo, a forma:
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Ano: 2011 Banca: CCV-UFC Órgão: UFC Prova: CCV-UFC - 2011 - UFC - Casas de Cultura Estrangeira - Segundo Semestre |
Q1394347 Português
Assinale a alternativa em que o verbo se flexiona no mesmo tempo do sublinhado na frase: O meu fim era atar as duas pontas da vida.
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Ano: 2011 Banca: CÁSPER LÍBERO Órgão: CÁSPER LÍBERO Prova: CÁSPER LÍBERO - 2011 - CÁSPER LÍBERO - Vestibular |
Q1381624 Português
Sobre o excerto de Os da minha rua, de Ondjaki, apresentado a seguir, é correto afirmar que:

“Uma pessoa quando é criança parece que tem a boca preparada para sabores bem diferentes sem serem muito picantes de arder na língua. São misturas que inventam uma poesia mastigada tipo segredos de fim da tarde. Era assim, antigamente, na casa da minha avó. No tempo da Madalena Kamussekele”. 
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Q1349810 Português
Leia atentamente o fragmento abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.

“Estrela da Manhã”
Eu quero a estrela da manhã
Onde está a estrela da manhã?
Meus amigos meus inimigos
Procurem a estrela da manhã

Ela desapareceu ia nua...
Desapareceu com quem?
Procurem por toda parte

Digam que sou um homem sem orgulho
Um homem que aceita tudo
Que me importa?
Eu quero a estrela da manhã.
(...)

(BANDEIRA, M.. Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1983, p. 227)
Os versos “Ela desapareceu ia nua/ Desapareceu com quem? (...) / Digam que sou um homem sem orgulho / Um homem que aceita tudo/ Que me importa? / Eu quero a estrela da manhã.” expressam o desejo intenso pela mulher (“estrela da manhã”), ser inatingível para o poeta, reiterado nas repetições, “Eu quero (...)”; e no tempo verbal imperativo, “Procurem (...)”; “Procurem (...)”; “Digam (...)”.
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Ano: 2011 Banca: UNEMAT Órgão: UNEMAT Prova: UNEMAT - 2011 - UNEMAT - Vestibular - Prova 02 |
Q1261002 Português

Texto 1

(A)“As filmagens de Tropa de Elite 2 mostram a força da verossimilhança na roteirização de uma troca de tiros”.

(B)“Cena de tiroteio”

(C)”Helicópteros sobrevoam o morro Dona Marta, em Botafogo, zona sul do Rio. Policiais militares, com fuzis calibre 762, trocam tiros com traficantes na rua de acesso à favela. Os moradores se escondem, assustados. Corta.

A cena que marcou o início das filmagens de Tropa de Elite 2, em fevereiro, pôs os habitantes da região em pânico, crédulos de que se tratava de operação policial genuína. De quebra, mostrou a força da verossimilhança exigida na criação das sequências de tiroteio no cinema”.

(Texto de Marcelo Lyra, retirado da revista Língua Portuguesa, nº 54, abril.2010, p. 36). 

Sobre a palavra Corta usada no texto, é incorreto afirmar.  
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Ano: 2011 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2011 - UNESP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q577935 Português

Instrução: A questão toma por base uma passagem do romance O sertanejo, do romântico brasileiro José de Alencar (1829-1877).

                                                      O sertanejo

      O moço sertanejo bateu o isqueiro e acendeu fogo num toro carcomido, que lhe serviu de braseiro para aquentar o ferro; e enquanto esperava, dirigiu-se ao boi nestes termos e com um modo afável:

      – Fique descansado, camarada, que não o envergonharei levando-o à ponta de laço para mostrá-lo a toda aquela gente! Não; ninguém há de rir-se de sua desgraça. Você é um boi valente e destemido; vou dar-lhe a liberdade. Quero que viva muitos anos, senhor de si, zombando de todos os vaqueiros do mundo, para um dia, quando morrer de velhice, contar que só temeu a um homem, e esse foi Arnaldo Louredo.

      O sertanejo parou para observar o boi, como se esperasse mostra de o ter ele entendido, e continuou:

      – Mas o ferro da sua senhora, que também é a minha, tenha paciência, meu Dourado, esse há de levar; que é o sinal de o ter rendido o meu braço. Ser dela, não é ser escravo; mas servir a Deus, que a fez um anjo. Eu também trago o seu ferro aqui, no meu peito. Olhe, meu Dourado. O mancebo abriu a camisa, e mostrou ao boi o emblema que ele havia picado na pele, sobre o seio esquerdo, por meio do processo bem conhecido da inoculação de uma matéria colorante na epiderme. O debuxo de Arnaldo fora estresido com o suco do coipuna, que dá uma bela tinta escarlate, com que os índios outrora e atualmente os sertanejos tingem suas redes de algodão.

      Depois de ter assim falado ao animal, como a um homem que o entendesse, o sertanejo tomou o cabo de ferro, que já estava em brasa, e marcou o Dourado sobre a pá esquerda.

      – Agora, camarada, pertence a D. Flor, e portanto quem o ofender tem de haver-se comigo, Arnaldo Louredo. Tem entendido?... Pode voltar aos seus pastos; quando eu quiser, sei onde achá-lo. Já lhe conheço o rasto.

      O Dourado dirigiu-se com o passo moroso para o mato; chegado à beira, voltou a cabeça para olhar o sertanejo, soltou um mugido saudoso e desapareceu.

      Arnaldo acreditou que o boi tinha-lhe dito um afetuoso adeus.

      E o narrador deste conto sertanejo não se anima a afirmar que ele se iludisse em sua ingênua superstição.

                                                                                           (José de Alencar. O sertanejo. Rio de Janeiro:

                                                                                  Livraria Garnier, [s.d.]. tomo II, p. 79-80. Adaptado.)

Tomando por base que estresido é particípio do verbo estresir, que significa no texto a passagem da marca da senhora para o peito do vaqueiro por meio de papel, tinta e um instrumento furador, complete a lacuna da seguinte frase com a forma adequada do pretérito perfeito do indicativo do verbo estresir:

A bordadeira___________ o desenho sobre o pano.

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Ano: 2011 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2011 - USP - Vestibular - Prova 1 |
Q266443 Português
Tendo em vista o contexto, o modo verbal predominante no excerto e a razão desse uso são:

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Ano: 2011 Banca: UECE-CEV Órgão: UECE Prova: UECE-CEV - 2011 - UECE - Vestibular - Língua Portuguesa |
Q238628 Português
O verbo estar pode apresentar variados sentidos. Nas linhas 33-34, lê-se A minha esperança estava no fim do mundo. Assinale a alternativa em que o verbo estar tem a mesma acepção do estar (estava) da linha 33.
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Ano: 2011 Banca: UECE-CEV Órgão: UECE Prova: UECE-CEV - 2011 - UECE - Vestibular - Língua Portuguesa |
Q238627 Português
Tomando por base o enunciado que vai da linha 20 à 26, analise as afirmações a seguir:

I. O jogo entre formas verbais quebra a correlação esperada entre os tempos verbais.

II. Pode-se justificar essa passagem estilisticamente: o locutor parte de uma situação provável, de uma incerteza, para uma situação de certeza.

III. A conjunção aditiva e liga duas orações coordenadas, mas pode-se dela"extrair um conteúdo suplementar" (Bechara). No caso do excerto acima, um conteúdo de consequência.

Está correto o que se afirma em
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Ano: 2011 Banca: UECE-CEV Órgão: UECE Prova: UECE-CEV - 2011 - UECE - Vestibular - Língua Portuguesa |
Q238624 Português
Atente para o seguinte enunciado: E não só pensam, como também pensam que pensam! E além de pensarem que pensam, pensam que têm razão! (linhas 50-52).

Sobre ele afirma-se que

I. poderia ser reescrito da seguinte maneira, para evitar repetição do verbo pensar: E não só raciocinam, como também pensam que raciocinam! E além de acharem que raciocinam, supõem que têm razão!

II. tem o ritmo acentuado em decorrência do eco provocado pela repetição da forma verbal pensam.

III. alcança, com a repetição do verbo pensar, dois objetivos: enfatizar o ato de raciocinar ou refletir e, ao mesmo tempo, ironizar o exercício do raciocínio praticado por pessoas supostamente ignorantes.

Está correto o que se diz em
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Ano: 2011 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2011 - UDESC - Vestibular - Prova 2 |
Q231140 Português
                                                      O filho eterno

[...]
Mas há um outro ponto, outra pequena utopia que o futebol promete – a alfabetização. É a única área em que seu filho tem algum domínio da leitura, capaz de distinguir a maioria dos times pelo nome, que depois ele digitará no computador para baixar os hinos de cada clube em mp3, e que cantará, feliz, aos tropeços. Ele ainda confunde imagens semelhantes – Figueirense e Fluminense, por exemplo – mas é capaz de ler a maior parte dos nomes. Em qualquer caso, apenas nomes avulsos. O que não tem nenhuma importância, o pai sente, além da brevíssima ampliação de percepção – alfabetizar é abstrair; se isso fosse possível, se ele se alfabetizasse de um modo completo, o pai especula, ele seria arrancado do seu mundo instantâneo dos sentidos presentes, sem nenhuma metáfora de passagem (ele não compreende metáforas; como se as palavras fossem as próprias coisas que indicam, não as intenções de quem aponta), para então habitar um mundo reescrito. TEZZA, Cristovão. O filho eterno. 9ª ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2010, p. 221. 
Assinale a alternativa incorreta, tendo como referência o Texto 1.
Alternativas
Respostas
201: E
202: D
203: B
204: D
205: E
206: D
207: C
208: D
209: E
210: D
211: A
212: C
213: C
214: B
215: E
216: C
217: C
218: A
219: A
220: E