Questões de Vestibular
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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A opção em que as duas crônicas apresentam tais características é:
Contos de aprendiz, de Carlos Drummond de Andrade.
Contos de aprendiz, de Carlos Drummond de Andrade.

Assinale a afirmativa que não corresponde ao texto de Machado de Assis.

O texto aborda a questão da relação da sociedade com o seu espaço e o seu tempo vividos, ou seja, a questão da experiência de vida do indivíduo com o seu lugar, representado pelo bairro do Brás, na cidade de São Paulo.
Na experiência do indivíduo com o lugar, em foco na história acima, enfatiza-se a dimensão:
“(Olímpio e Lucília saem, abraçados, pela porta em arco. Ao mesmo tempo, Marcelo aparece à porta de seu quarto no Primeiro Plano e Helena, com uma bandeja de xícaras, à porta da cozinha no Segundo Plano. Helena volta-se e sai novamente. Marcelo encosta-se ao batente da porta, completamente atordoado.)”
ANDRADE, Jorge. A moratória. Rio de Janeiro: Agir, 2003. p. 116.
Nessa orientação, o autor indica um traço psicológico que, ao longo da peça, caracteriza uma das personagens. O trecho em que isso se verifica é:
A declaração abaixo inicia o conto “Flor, telefone, moça”:
“NÃO, não é conto. Sou apenas um sujeito que escuta algumas vezes, que outras não escuta, e vai passando.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos de aprendiz. 48. ed. Rio de Janeiro: Record, 2004. p. 77.
Por meio dessa declaração, o narrador faz referência a uma característica básica

DIAFÉRIA, Lourenço. Lição de ser. In: Crônicas 6. 18. ed. São Paulo: Ática, 2005. p. 84-85. (Para Gostar de Ler, 7).
Observe o quadro abaixo:

Trecho reproduzido e sentido estão associados corretamente em:
PESCADORES
Chegou do mar!
Quanta arrogância no pescador...
O mar fê-lo forte, resoluto.
Tem ímpetos de ondas o seu olhar...
Olhem o calão do peixe que ele trouxe!!?...
São peixes monstros que ele pescou...
Quando há tormenta e a jangada vira
O homem forte matou a fome
Do irmão do mero que ele comeu...
FERNANDES, Jorge. Livro de poemas de Jorge Fernandes. 4.
ed. Natal: EDUFRN, 2007. p. 37.
PESCADORES
Chegou do mar!
Quanta arrogância no pescador...
O mar fê-lo forte, resoluto.
Tem ímpetos de ondas o seu olhar...
Olhem o calão do peixe que ele trouxe!!?...
São peixes monstros que ele pescou...
Quando há tormenta e a jangada vira
O homem forte matou a fome
Do irmão do mero que ele comeu...
FERNANDES, Jorge. Livro de poemas de Jorge Fernandes. 4.
ed. Natal: EDUFRN, 2007. p. 37.
I. Romance histórico que ficcionaliza fatos e protagonistas do episódio que ficou conhecido como Inconfidência Mineira. Pode ser incluído numa importante tendência da literatura brasileira contemporânea que objetiva rever o passado nacional a partir de perspectivas diferentes da historiografia tradicional.
II. O narrador, embora fluente e sóbrio, não deixa de se envolver com a história de vida das irmãs Bárbara Eliodora e Iria Claudiana, esposa e cunhada do poeta Alvarenga Peixoto. Ao tomar como núcleo do enredo a vida cotidiana das irmãs, o romance constrói uma história da Inconfidência sob a perspectiva das mulheres.
III. Misto de obra literária e ensaio histórico, Inconfidências Mineiras desmistifica o suposto heroísmo dos envolvidos ao conectar os dramas pessoais e familiares aos interesses econômicos, sociais, políticos e literários de importantes atores da história do Brasil.
I. O espírito rígido do uso da linguagem poética, no trato com as temáticas, na apresentação das falas, idéias e leitores virtuais, não se aplica à obra Terra de Santa Cruz, cuja linguagem se aproxima da oralidade cotidiana de nossa cultura, apesar da oralidade trabalhada na feitura dos poemas, não simplesmente transposta diretamente do cotidiano e posta no contexto poemático.
II. A linguagem em que se encontra Terra de Santa Cruz é extremamente irreverente, uma vez que se utiliza do coloquialismo, da oralidade da linguagem escrita, para brincar em seus versos, para dizer piadas e rir de Deus, como os seus poemas que trazem uma vertente religiosa.
III. Os poemas de Terra de Santa Cruz se caracterizam por um experimentalismo lingüístico, quando propõe a renovação da linguagem poética pela recorrência ao poema-piada, aos versos curtos, à não metrificação e não musicalidade dos versos, ao re- arranjo do vocabulário selecionado para explicar o mundo a que faz referência, como ocorre em todos os textos da obra em pauta.

Em relação à charge acima, pode-se inferir que
I. o texto verbal apresenta aspectos que se opõem entre si e partilham da construção do sentido do texto, como um todo.
II. o autor incorpora explicitamente uma intertextualidade da linguagem popular.
III. o leitor deve atribuir um único sentido para o enunciado “a coisa tá ficando preta”.
IV. a temática sugere ao leitor um posicionamento crítico sobre as mudanças no planeta Terra.
Está(ão) CORRETA(S) apenas a(s) proposição(ões)