Questões de Vestibular Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - UNB - Vestibular - Indígena |
Q1987163 Português
Texto 1A1-I

      À primeira vista, a palavra pode sugerir névoa, neblina, um véu de água se espalhando pela paisagem. Mas, à medida que os pesquisadores se debruçam sobre documentos como cartas de sesmarias e livros antigos e escutam a tradição oral, mais descobrem sobre o verdadeiro significado do nome das cidades, dos povoados e dos acidentes geográficos de Minas Gerais. Quer dois exemplos? Os distritos coloniais de Brumal, em Santa Bárbara, e Cachoeira do Brumado, em Mariana, ganharam essa denominação não pela bruma à qual remetem, e sim pela broma, que em castelhano quer dizer enrolar, passar para trás. Nascidas no século XVIII e criadas na efervescência da mineração, as localidades teriam sido palco de perdas e enganos na disputa pelo ouro, pois as lavras não eram tão ricas como supunham os colonizadores. Bem a propósito, Cachoeira do Brumado, em seus primórdios, quando o território nem se chamava ainda Capitania de Minas, era conhecida como Bromado.
      Os nomes das cidades apaixonam os pesquisadores e rendem profundos estudos acadêmicos. “Afinal, eles têm grande importância para os moradores, sua história, origem e identidade”, diz a professora da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Maria Cândida Trindade Costa de Seabra. Coordenadora do Grupo Mineiro de Estudos do Léxico, que trata a palavra no contexto sociocultural e pesquisa neologismos, topônimos (nome próprio de um lugar), antropônimos (nomes de pessoas) e outros, Maria Cândida e sua equipe montaram três bancos de dados, um deles com 85 mil nomes de lugares, entre eles cidades, povoados, fazendas, rios, córregos e morros do estado listados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
        Do total pesquisado, a equipe verificou que há 8,4 mil topônimos de origem indígena, como Buriti e Pindaíba; 1,3 mil de origem africana, caso de Caxambu, no sul de Minas Gerais; 2,8 mil híbridos ou decorrentes da mistura de português com indígena (Buriti Grande); de origem indígena com africano (Capão do Cachimbo) e de africano com português (Quilombo Baixo), além de 1,2 mil não classificados, como Manjonge. Os dados alimentam, desde 2005, o Projeto ATEMIG — Atlas Toponímico do Estado de Minas Gerais, desdobramento do Atlas Toponímico do Brasil desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP). Os outros dois bancos de dados contêm informações e mapas antigos do Centro de Cartografia Histórica da UFMG e relatos orais colhidos em atividades de campo. 

 Internet: <www.em.com.br> (com adaptações). 

Julgue o item que se segue, com base nas ideias e nos sentidos do texto 1A1-I.


No trecho “as lavras não eram tão ricas como supunham os colonizadores” (quinto período do primeiro parágrafo), a forma verbal “supunham” tem o mesmo sentido de pressupunham.

Alternativas
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - UNB - Vestibular - Indígena |
Q1987162 Português
Texto 1A1-I

      À primeira vista, a palavra pode sugerir névoa, neblina, um véu de água se espalhando pela paisagem. Mas, à medida que os pesquisadores se debruçam sobre documentos como cartas de sesmarias e livros antigos e escutam a tradição oral, mais descobrem sobre o verdadeiro significado do nome das cidades, dos povoados e dos acidentes geográficos de Minas Gerais. Quer dois exemplos? Os distritos coloniais de Brumal, em Santa Bárbara, e Cachoeira do Brumado, em Mariana, ganharam essa denominação não pela bruma à qual remetem, e sim pela broma, que em castelhano quer dizer enrolar, passar para trás. Nascidas no século XVIII e criadas na efervescência da mineração, as localidades teriam sido palco de perdas e enganos na disputa pelo ouro, pois as lavras não eram tão ricas como supunham os colonizadores. Bem a propósito, Cachoeira do Brumado, em seus primórdios, quando o território nem se chamava ainda Capitania de Minas, era conhecida como Bromado.
      Os nomes das cidades apaixonam os pesquisadores e rendem profundos estudos acadêmicos. “Afinal, eles têm grande importância para os moradores, sua história, origem e identidade”, diz a professora da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Maria Cândida Trindade Costa de Seabra. Coordenadora do Grupo Mineiro de Estudos do Léxico, que trata a palavra no contexto sociocultural e pesquisa neologismos, topônimos (nome próprio de um lugar), antropônimos (nomes de pessoas) e outros, Maria Cândida e sua equipe montaram três bancos de dados, um deles com 85 mil nomes de lugares, entre eles cidades, povoados, fazendas, rios, córregos e morros do estado listados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
        Do total pesquisado, a equipe verificou que há 8,4 mil topônimos de origem indígena, como Buriti e Pindaíba; 1,3 mil de origem africana, caso de Caxambu, no sul de Minas Gerais; 2,8 mil híbridos ou decorrentes da mistura de português com indígena (Buriti Grande); de origem indígena com africano (Capão do Cachimbo) e de africano com português (Quilombo Baixo), além de 1,2 mil não classificados, como Manjonge. Os dados alimentam, desde 2005, o Projeto ATEMIG — Atlas Toponímico do Estado de Minas Gerais, desdobramento do Atlas Toponímico do Brasil desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP). Os outros dois bancos de dados contêm informações e mapas antigos do Centro de Cartografia Histórica da UFMG e relatos orais colhidos em atividades de campo. 

 Internet: <www.em.com.br> (com adaptações). 

Julgue o item que se segue, com base nas ideias e nos sentidos do texto 1A1-I.


No trecho “as localidades teriam sido palco de perdas e enganos na disputa pelo ouro” (quinto período do primeiro parágrafo), o emprego da forma verbal “teriam sido” indica que o autor do texto duvida da veracidade da informação de que as localidades mencionadas tenham sido “palco de perdas e enganos na disputa pelo ouro”.

Alternativas
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - UNB - Vestibular - Indígena |
Q1987160 Português
Texto 1A1-I

      À primeira vista, a palavra pode sugerir névoa, neblina, um véu de água se espalhando pela paisagem. Mas, à medida que os pesquisadores se debruçam sobre documentos como cartas de sesmarias e livros antigos e escutam a tradição oral, mais descobrem sobre o verdadeiro significado do nome das cidades, dos povoados e dos acidentes geográficos de Minas Gerais. Quer dois exemplos? Os distritos coloniais de Brumal, em Santa Bárbara, e Cachoeira do Brumado, em Mariana, ganharam essa denominação não pela bruma à qual remetem, e sim pela broma, que em castelhano quer dizer enrolar, passar para trás. Nascidas no século XVIII e criadas na efervescência da mineração, as localidades teriam sido palco de perdas e enganos na disputa pelo ouro, pois as lavras não eram tão ricas como supunham os colonizadores. Bem a propósito, Cachoeira do Brumado, em seus primórdios, quando o território nem se chamava ainda Capitania de Minas, era conhecida como Bromado.
      Os nomes das cidades apaixonam os pesquisadores e rendem profundos estudos acadêmicos. “Afinal, eles têm grande importância para os moradores, sua história, origem e identidade”, diz a professora da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Maria Cândida Trindade Costa de Seabra. Coordenadora do Grupo Mineiro de Estudos do Léxico, que trata a palavra no contexto sociocultural e pesquisa neologismos, topônimos (nome próprio de um lugar), antropônimos (nomes de pessoas) e outros, Maria Cândida e sua equipe montaram três bancos de dados, um deles com 85 mil nomes de lugares, entre eles cidades, povoados, fazendas, rios, córregos e morros do estado listados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
        Do total pesquisado, a equipe verificou que há 8,4 mil topônimos de origem indígena, como Buriti e Pindaíba; 1,3 mil de origem africana, caso de Caxambu, no sul de Minas Gerais; 2,8 mil híbridos ou decorrentes da mistura de português com indígena (Buriti Grande); de origem indígena com africano (Capão do Cachimbo) e de africano com português (Quilombo Baixo), além de 1,2 mil não classificados, como Manjonge. Os dados alimentam, desde 2005, o Projeto ATEMIG — Atlas Toponímico do Estado de Minas Gerais, desdobramento do Atlas Toponímico do Brasil desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP). Os outros dois bancos de dados contêm informações e mapas antigos do Centro de Cartografia Histórica da UFMG e relatos orais colhidos em atividades de campo. 

 Internet: <www.em.com.br> (com adaptações). 

Julgue o item que se segue, com base nas ideias e nos sentidos do texto 1A1-I.


No primeiro parágrafo, ao fazer a pergunta “Quer dois exemplos?”, típica da modalidade informal, o autor do texto busca uma aproximação com o leitor.

Alternativas
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - UNB - Vestibular - Indígena |
Q1987159 Português
Texto 1A1-I

      À primeira vista, a palavra pode sugerir névoa, neblina, um véu de água se espalhando pela paisagem. Mas, à medida que os pesquisadores se debruçam sobre documentos como cartas de sesmarias e livros antigos e escutam a tradição oral, mais descobrem sobre o verdadeiro significado do nome das cidades, dos povoados e dos acidentes geográficos de Minas Gerais. Quer dois exemplos? Os distritos coloniais de Brumal, em Santa Bárbara, e Cachoeira do Brumado, em Mariana, ganharam essa denominação não pela bruma à qual remetem, e sim pela broma, que em castelhano quer dizer enrolar, passar para trás. Nascidas no século XVIII e criadas na efervescência da mineração, as localidades teriam sido palco de perdas e enganos na disputa pelo ouro, pois as lavras não eram tão ricas como supunham os colonizadores. Bem a propósito, Cachoeira do Brumado, em seus primórdios, quando o território nem se chamava ainda Capitania de Minas, era conhecida como Bromado.
      Os nomes das cidades apaixonam os pesquisadores e rendem profundos estudos acadêmicos. “Afinal, eles têm grande importância para os moradores, sua história, origem e identidade”, diz a professora da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Maria Cândida Trindade Costa de Seabra. Coordenadora do Grupo Mineiro de Estudos do Léxico, que trata a palavra no contexto sociocultural e pesquisa neologismos, topônimos (nome próprio de um lugar), antropônimos (nomes de pessoas) e outros, Maria Cândida e sua equipe montaram três bancos de dados, um deles com 85 mil nomes de lugares, entre eles cidades, povoados, fazendas, rios, córregos e morros do estado listados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
        Do total pesquisado, a equipe verificou que há 8,4 mil topônimos de origem indígena, como Buriti e Pindaíba; 1,3 mil de origem africana, caso de Caxambu, no sul de Minas Gerais; 2,8 mil híbridos ou decorrentes da mistura de português com indígena (Buriti Grande); de origem indígena com africano (Capão do Cachimbo) e de africano com português (Quilombo Baixo), além de 1,2 mil não classificados, como Manjonge. Os dados alimentam, desde 2005, o Projeto ATEMIG — Atlas Toponímico do Estado de Minas Gerais, desdobramento do Atlas Toponímico do Brasil desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP). Os outros dois bancos de dados contêm informações e mapas antigos do Centro de Cartografia Histórica da UFMG e relatos orais colhidos em atividades de campo. 

 Internet: <www.em.com.br> (com adaptações). 

Julgue o item que se segue, com base nas ideias e nos sentidos do texto 1A1-I.


Entende-se do texto que, em todo o Brasil, há 8,4 mil topônimos de origem indígena. 

Alternativas
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - UNB - Vestibular - Libras |
Q1984992 Português
      Dizem que as mídias sociais viciam mais os adolescentes do que o cigarro e o álcool. 
      Para avaliar o impacto das redes sociais na saúde mental, foi realizado o inquérito epidemiológico #StatusOfMind (em português, estado de espírito), publicado pela Sociedade Real de Saúde Pública do Reino Unido. 
     A pesquisa entrevistou 1.479 jovens de 14 a 24 anos, no Reino Unido, no período de fevereiro a maio de 2020, para avaliar o impacto de quatorze itens relacionados com a saúde mental e o bem-estar. Com base nessas questões, os participantes atribuíram notas às plataformas mais populares: YouTube, Twitter, Facebook, Snapchat e Instagram.
     As plataformas foram bem avaliadas nas questões referentes à autoidentidade, à autoexpressão, ao fortalecimento de laços comunitários e ao amparo emocional. Por outro lado, os malefícios estiveram associados à qualidade do sono, ao bullying, à imagem corpórea, à necessidade de se manter conectado por medo de perder experiências vividas pelos amigos, à depressão e à ansiedade.
     Os adolescentes entrevistados classificaram, em ordem decrescente de efeitos positivos, as plataformas, da seguinte forma: 1) YouTube; 2) Twitter; 3) Facebook; 4) Snapchat; 5) Instagram.
       É interessante que Snapchat e Instagram, duas plataformas centradas na imagem, tenham sido consideradas as mais nocivas. A autoimagem é um aspecto ligado a sentimentos de inadequação, depressão e ansiedade, muito prevalentes nessa fase da vida. O Instagram foi bem avaliado nos quesitos de autoexpressão e de autoidentidade, mas esteve associado a níveis mais elevados de ansiedade, depressão, bullying e medo de perder oportunidades.
    O YouTube foi a única plataforma cujos benefícios para a saúde e o bem-estar foram considerados superiores aos malefícios. Obteve índices de aprovação mais elevados nos quesitos relativos à percepção das experiências que afetam a saúde alheia, ao acesso a informações de fontes confiáveis na área da saúde, à redução dos riscos de depressão e de ansiedade e à sensação de solidão.
    A Sociedade Real de Saúde Pública do Reino Unido recomenda que as plataformas publiquem avisos pop-up que advirtam o usuário acerca do número de horas acessadas, que chamem a atenção quando as fotos tiverem sofrido manipulação digital para exibir corpos com aparência de perfeitos e que desenvolvam algoritmos que ofereçam ajuda no anonimato para adolescentes em sofrimento mental. 

Internet:<www.drauziovarella.uol.com.br>(com adaptações). 

Julgue o item, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior. 


No trecho “A Sociedade Real de Saúde Pública do Reino Unido recomenda que as plataformas publiquem avisos pop-up que advirtam o usuário acerca do número de horas acessadas” (último parágrafo), a forma verbal “advirtam” poderia ser substituída por alertem, sem prejuízo da correção gramatical e do sentido do texto. 

Alternativas
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - UNB - Vestibular - Libras |
Q1984988 Português
      Dizem que as mídias sociais viciam mais os adolescentes do que o cigarro e o álcool. 
      Para avaliar o impacto das redes sociais na saúde mental, foi realizado o inquérito epidemiológico #StatusOfMind (em português, estado de espírito), publicado pela Sociedade Real de Saúde Pública do Reino Unido. 
     A pesquisa entrevistou 1.479 jovens de 14 a 24 anos, no Reino Unido, no período de fevereiro a maio de 2020, para avaliar o impacto de quatorze itens relacionados com a saúde mental e o bem-estar. Com base nessas questões, os participantes atribuíram notas às plataformas mais populares: YouTube, Twitter, Facebook, Snapchat e Instagram.
     As plataformas foram bem avaliadas nas questões referentes à autoidentidade, à autoexpressão, ao fortalecimento de laços comunitários e ao amparo emocional. Por outro lado, os malefícios estiveram associados à qualidade do sono, ao bullying, à imagem corpórea, à necessidade de se manter conectado por medo de perder experiências vividas pelos amigos, à depressão e à ansiedade.
     Os adolescentes entrevistados classificaram, em ordem decrescente de efeitos positivos, as plataformas, da seguinte forma: 1) YouTube; 2) Twitter; 3) Facebook; 4) Snapchat; 5) Instagram.
       É interessante que Snapchat e Instagram, duas plataformas centradas na imagem, tenham sido consideradas as mais nocivas. A autoimagem é um aspecto ligado a sentimentos de inadequação, depressão e ansiedade, muito prevalentes nessa fase da vida. O Instagram foi bem avaliado nos quesitos de autoexpressão e de autoidentidade, mas esteve associado a níveis mais elevados de ansiedade, depressão, bullying e medo de perder oportunidades.
    O YouTube foi a única plataforma cujos benefícios para a saúde e o bem-estar foram considerados superiores aos malefícios. Obteve índices de aprovação mais elevados nos quesitos relativos à percepção das experiências que afetam a saúde alheia, ao acesso a informações de fontes confiáveis na área da saúde, à redução dos riscos de depressão e de ansiedade e à sensação de solidão.
    A Sociedade Real de Saúde Pública do Reino Unido recomenda que as plataformas publiquem avisos pop-up que advirtam o usuário acerca do número de horas acessadas, que chamem a atenção quando as fotos tiverem sofrido manipulação digital para exibir corpos com aparência de perfeitos e que desenvolvam algoritmos que ofereçam ajuda no anonimato para adolescentes em sofrimento mental. 

Internet:<www.drauziovarella.uol.com.br>(com adaptações). 

Julgue o item, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior. 


O trecho “Para avaliar o impacto das redes sociais na saúde mental” (segundo parágrafo) indica o objetivo da pesquisa abordada no texto. 

Alternativas
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - UNB - Vestibular - Libras |
Q1984987 Português
      Dizem que as mídias sociais viciam mais os adolescentes do que o cigarro e o álcool. 
      Para avaliar o impacto das redes sociais na saúde mental, foi realizado o inquérito epidemiológico #StatusOfMind (em português, estado de espírito), publicado pela Sociedade Real de Saúde Pública do Reino Unido. 
     A pesquisa entrevistou 1.479 jovens de 14 a 24 anos, no Reino Unido, no período de fevereiro a maio de 2020, para avaliar o impacto de quatorze itens relacionados com a saúde mental e o bem-estar. Com base nessas questões, os participantes atribuíram notas às plataformas mais populares: YouTube, Twitter, Facebook, Snapchat e Instagram.
     As plataformas foram bem avaliadas nas questões referentes à autoidentidade, à autoexpressão, ao fortalecimento de laços comunitários e ao amparo emocional. Por outro lado, os malefícios estiveram associados à qualidade do sono, ao bullying, à imagem corpórea, à necessidade de se manter conectado por medo de perder experiências vividas pelos amigos, à depressão e à ansiedade.
     Os adolescentes entrevistados classificaram, em ordem decrescente de efeitos positivos, as plataformas, da seguinte forma: 1) YouTube; 2) Twitter; 3) Facebook; 4) Snapchat; 5) Instagram.
       É interessante que Snapchat e Instagram, duas plataformas centradas na imagem, tenham sido consideradas as mais nocivas. A autoimagem é um aspecto ligado a sentimentos de inadequação, depressão e ansiedade, muito prevalentes nessa fase da vida. O Instagram foi bem avaliado nos quesitos de autoexpressão e de autoidentidade, mas esteve associado a níveis mais elevados de ansiedade, depressão, bullying e medo de perder oportunidades.
    O YouTube foi a única plataforma cujos benefícios para a saúde e o bem-estar foram considerados superiores aos malefícios. Obteve índices de aprovação mais elevados nos quesitos relativos à percepção das experiências que afetam a saúde alheia, ao acesso a informações de fontes confiáveis na área da saúde, à redução dos riscos de depressão e de ansiedade e à sensação de solidão.
    A Sociedade Real de Saúde Pública do Reino Unido recomenda que as plataformas publiquem avisos pop-up que advirtam o usuário acerca do número de horas acessadas, que chamem a atenção quando as fotos tiverem sofrido manipulação digital para exibir corpos com aparência de perfeitos e que desenvolvam algoritmos que ofereçam ajuda no anonimato para adolescentes em sofrimento mental. 

Internet:<www.drauziovarella.uol.com.br>(com adaptações). 

Julgue o item, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior. 


As recomendações feitas pela Sociedade Real de Saúde Pública do Reino Unido, apresentadas no último parágrafo do texto, visam a um uso mais consciente e menos danoso das mídias sociais.

Alternativas
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - UNB - Vestibular - Libras |
Q1984986 Português
      Dizem que as mídias sociais viciam mais os adolescentes do que o cigarro e o álcool. 
      Para avaliar o impacto das redes sociais na saúde mental, foi realizado o inquérito epidemiológico #StatusOfMind (em português, estado de espírito), publicado pela Sociedade Real de Saúde Pública do Reino Unido. 
     A pesquisa entrevistou 1.479 jovens de 14 a 24 anos, no Reino Unido, no período de fevereiro a maio de 2020, para avaliar o impacto de quatorze itens relacionados com a saúde mental e o bem-estar. Com base nessas questões, os participantes atribuíram notas às plataformas mais populares: YouTube, Twitter, Facebook, Snapchat e Instagram.
     As plataformas foram bem avaliadas nas questões referentes à autoidentidade, à autoexpressão, ao fortalecimento de laços comunitários e ao amparo emocional. Por outro lado, os malefícios estiveram associados à qualidade do sono, ao bullying, à imagem corpórea, à necessidade de se manter conectado por medo de perder experiências vividas pelos amigos, à depressão e à ansiedade.
     Os adolescentes entrevistados classificaram, em ordem decrescente de efeitos positivos, as plataformas, da seguinte forma: 1) YouTube; 2) Twitter; 3) Facebook; 4) Snapchat; 5) Instagram.
       É interessante que Snapchat e Instagram, duas plataformas centradas na imagem, tenham sido consideradas as mais nocivas. A autoimagem é um aspecto ligado a sentimentos de inadequação, depressão e ansiedade, muito prevalentes nessa fase da vida. O Instagram foi bem avaliado nos quesitos de autoexpressão e de autoidentidade, mas esteve associado a níveis mais elevados de ansiedade, depressão, bullying e medo de perder oportunidades.
    O YouTube foi a única plataforma cujos benefícios para a saúde e o bem-estar foram considerados superiores aos malefícios. Obteve índices de aprovação mais elevados nos quesitos relativos à percepção das experiências que afetam a saúde alheia, ao acesso a informações de fontes confiáveis na área da saúde, à redução dos riscos de depressão e de ansiedade e à sensação de solidão.
    A Sociedade Real de Saúde Pública do Reino Unido recomenda que as plataformas publiquem avisos pop-up que advirtam o usuário acerca do número de horas acessadas, que chamem a atenção quando as fotos tiverem sofrido manipulação digital para exibir corpos com aparência de perfeitos e que desenvolvam algoritmos que ofereçam ajuda no anonimato para adolescentes em sofrimento mental. 

Internet:<www.drauziovarella.uol.com.br>(com adaptações). 

Julgue o item, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior. 


A fase da vida a que se refere o trecho “A autoimagem é um aspecto ligado a sentimentos de inadequação, depressão e ansiedade, muito prevalentes nessa fase da vida” (sexto parágrafo) é a que começa na infância e termina ao final da adolescência.

Alternativas
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - UNB - Vestibular - Libras |
Q1984985 Português
      Dizem que as mídias sociais viciam mais os adolescentes do que o cigarro e o álcool. 
      Para avaliar o impacto das redes sociais na saúde mental, foi realizado o inquérito epidemiológico #StatusOfMind (em português, estado de espírito), publicado pela Sociedade Real de Saúde Pública do Reino Unido. 
     A pesquisa entrevistou 1.479 jovens de 14 a 24 anos, no Reino Unido, no período de fevereiro a maio de 2020, para avaliar o impacto de quatorze itens relacionados com a saúde mental e o bem-estar. Com base nessas questões, os participantes atribuíram notas às plataformas mais populares: YouTube, Twitter, Facebook, Snapchat e Instagram.
     As plataformas foram bem avaliadas nas questões referentes à autoidentidade, à autoexpressão, ao fortalecimento de laços comunitários e ao amparo emocional. Por outro lado, os malefícios estiveram associados à qualidade do sono, ao bullying, à imagem corpórea, à necessidade de se manter conectado por medo de perder experiências vividas pelos amigos, à depressão e à ansiedade.
     Os adolescentes entrevistados classificaram, em ordem decrescente de efeitos positivos, as plataformas, da seguinte forma: 1) YouTube; 2) Twitter; 3) Facebook; 4) Snapchat; 5) Instagram.
       É interessante que Snapchat e Instagram, duas plataformas centradas na imagem, tenham sido consideradas as mais nocivas. A autoimagem é um aspecto ligado a sentimentos de inadequação, depressão e ansiedade, muito prevalentes nessa fase da vida. O Instagram foi bem avaliado nos quesitos de autoexpressão e de autoidentidade, mas esteve associado a níveis mais elevados de ansiedade, depressão, bullying e medo de perder oportunidades.
    O YouTube foi a única plataforma cujos benefícios para a saúde e o bem-estar foram considerados superiores aos malefícios. Obteve índices de aprovação mais elevados nos quesitos relativos à percepção das experiências que afetam a saúde alheia, ao acesso a informações de fontes confiáveis na área da saúde, à redução dos riscos de depressão e de ansiedade e à sensação de solidão.
    A Sociedade Real de Saúde Pública do Reino Unido recomenda que as plataformas publiquem avisos pop-up que advirtam o usuário acerca do número de horas acessadas, que chamem a atenção quando as fotos tiverem sofrido manipulação digital para exibir corpos com aparência de perfeitos e que desenvolvam algoritmos que ofereçam ajuda no anonimato para adolescentes em sofrimento mental. 

Internet:<www.drauziovarella.uol.com.br>(com adaptações). 

Julgue o item, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior. 


O texto mostra que os adolescentes não gostam de expor sua imagem, o que pode ser comprovado pela avaliação negativa dada às plataformas sociais centradas na imagem.

Alternativas
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - UNB - Vestibular - Libras |
Q1984984 Português
      Dizem que as mídias sociais viciam mais os adolescentes do que o cigarro e o álcool. 
      Para avaliar o impacto das redes sociais na saúde mental, foi realizado o inquérito epidemiológico #StatusOfMind (em português, estado de espírito), publicado pela Sociedade Real de Saúde Pública do Reino Unido. 
     A pesquisa entrevistou 1.479 jovens de 14 a 24 anos, no Reino Unido, no período de fevereiro a maio de 2020, para avaliar o impacto de quatorze itens relacionados com a saúde mental e o bem-estar. Com base nessas questões, os participantes atribuíram notas às plataformas mais populares: YouTube, Twitter, Facebook, Snapchat e Instagram.
     As plataformas foram bem avaliadas nas questões referentes à autoidentidade, à autoexpressão, ao fortalecimento de laços comunitários e ao amparo emocional. Por outro lado, os malefícios estiveram associados à qualidade do sono, ao bullying, à imagem corpórea, à necessidade de se manter conectado por medo de perder experiências vividas pelos amigos, à depressão e à ansiedade.
     Os adolescentes entrevistados classificaram, em ordem decrescente de efeitos positivos, as plataformas, da seguinte forma: 1) YouTube; 2) Twitter; 3) Facebook; 4) Snapchat; 5) Instagram.
       É interessante que Snapchat e Instagram, duas plataformas centradas na imagem, tenham sido consideradas as mais nocivas. A autoimagem é um aspecto ligado a sentimentos de inadequação, depressão e ansiedade, muito prevalentes nessa fase da vida. O Instagram foi bem avaliado nos quesitos de autoexpressão e de autoidentidade, mas esteve associado a níveis mais elevados de ansiedade, depressão, bullying e medo de perder oportunidades.
    O YouTube foi a única plataforma cujos benefícios para a saúde e o bem-estar foram considerados superiores aos malefícios. Obteve índices de aprovação mais elevados nos quesitos relativos à percepção das experiências que afetam a saúde alheia, ao acesso a informações de fontes confiáveis na área da saúde, à redução dos riscos de depressão e de ansiedade e à sensação de solidão.
    A Sociedade Real de Saúde Pública do Reino Unido recomenda que as plataformas publiquem avisos pop-up que advirtam o usuário acerca do número de horas acessadas, que chamem a atenção quando as fotos tiverem sofrido manipulação digital para exibir corpos com aparência de perfeitos e que desenvolvam algoritmos que ofereçam ajuda no anonimato para adolescentes em sofrimento mental. 

Internet:<www.drauziovarella.uol.com.br>(com adaptações). 

Julgue o item, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior. 


De acordo com o texto, o YouTube foi a plataforma social mais bem avaliada pelos adolescentes participantes da pesquisa. 

Alternativas
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - UNB - Vestibular - Libras |
Q1984983 Português
      Dizem que as mídias sociais viciam mais os adolescentes do que o cigarro e o álcool. 
      Para avaliar o impacto das redes sociais na saúde mental, foi realizado o inquérito epidemiológico #StatusOfMind (em português, estado de espírito), publicado pela Sociedade Real de Saúde Pública do Reino Unido. 
     A pesquisa entrevistou 1.479 jovens de 14 a 24 anos, no Reino Unido, no período de fevereiro a maio de 2020, para avaliar o impacto de quatorze itens relacionados com a saúde mental e o bem-estar. Com base nessas questões, os participantes atribuíram notas às plataformas mais populares: YouTube, Twitter, Facebook, Snapchat e Instagram.
     As plataformas foram bem avaliadas nas questões referentes à autoidentidade, à autoexpressão, ao fortalecimento de laços comunitários e ao amparo emocional. Por outro lado, os malefícios estiveram associados à qualidade do sono, ao bullying, à imagem corpórea, à necessidade de se manter conectado por medo de perder experiências vividas pelos amigos, à depressão e à ansiedade.
     Os adolescentes entrevistados classificaram, em ordem decrescente de efeitos positivos, as plataformas, da seguinte forma: 1) YouTube; 2) Twitter; 3) Facebook; 4) Snapchat; 5) Instagram.
       É interessante que Snapchat e Instagram, duas plataformas centradas na imagem, tenham sido consideradas as mais nocivas. A autoimagem é um aspecto ligado a sentimentos de inadequação, depressão e ansiedade, muito prevalentes nessa fase da vida. O Instagram foi bem avaliado nos quesitos de autoexpressão e de autoidentidade, mas esteve associado a níveis mais elevados de ansiedade, depressão, bullying e medo de perder oportunidades.
    O YouTube foi a única plataforma cujos benefícios para a saúde e o bem-estar foram considerados superiores aos malefícios. Obteve índices de aprovação mais elevados nos quesitos relativos à percepção das experiências que afetam a saúde alheia, ao acesso a informações de fontes confiáveis na área da saúde, à redução dos riscos de depressão e de ansiedade e à sensação de solidão.
    A Sociedade Real de Saúde Pública do Reino Unido recomenda que as plataformas publiquem avisos pop-up que advirtam o usuário acerca do número de horas acessadas, que chamem a atenção quando as fotos tiverem sofrido manipulação digital para exibir corpos com aparência de perfeitos e que desenvolvam algoritmos que ofereçam ajuda no anonimato para adolescentes em sofrimento mental. 

Internet:<www.drauziovarella.uol.com.br>(com adaptações). 

Julgue o item, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior. 


Atualmente, as mídias sociais são mais nocivas para os adolescentes que o cigarro e o álcool, segundo as informações do texto. 

Alternativas
Ano: 2022 Banca: IBMEC Órgão: ENADE Simulado Prova: IBMEC - 2022 - ENADE Simulado - Direito |
Q1910066 Português
TEXTO 1 - O Brasil é uma das nações mais desiguais do planeta (Piketty, Saez e Zucman, 2018; Cepal, 2018), no entanto, em que medida a população conhece a magnitude do problema e como ela encontra-se na estratificação social? Assim, a primeira questão da pesquisa envolve a conceituação da desigualdade no seu sentido macro (Oxfam Brasil, 2017). As respostas são bastante variadas e incluem diferentes dimensões como a racial, sexual e cultural, entre outras. Não obstante, a maioria associa desigualdade à discriminação socioeconômica (46%), seguido de atitudes pessoais (17%), ou seja, falta de preocupação com os demais ou preconceito, enquanto 8% conectam com a falta de recursos e serviços. Essas respostas convergem com o caráter multidimensional do problema e também com os conceitos mais usuais; isto é, que associa desigualdade à situação de desequilíbrio entre os padrões de vida da população, seja econômico, de raça, gênero, entre outros (CATTANI, 2007).
PIKETTY, T.; SAEZ, E.; ZUCMAN, G. World inequality report 2018. Paris: World Inequality Lab, 2018 CATTANI, A. Desigualdades socioeconômicas: conceitos e problemas de pesquisa. Sociologias, n. 18, p. 74-99, 2007. CEPAL – COMISSÃO ECONÔMICA PARA A AMÉRICA LATINA E O CARIBE. Panorama social da América Latina 2017. Santiago: Cepal, 2018. 33 p.

TEXTO 2 - A percepção da desigualdade também é reforçada, haja vista que se observa uma convergência de todos os segmentos acerca da afirmação de que poucas pessoas ganham muito dinheiro e muitas pessoas ganham pouco dinheiro, ou seja, uma tradução objetiva da assimetria de renda no país.
TEXTO 3 - Mais de 90% da população reconhece as desigualdades de renda no país (concorda totalmente ou em parte), embora seja perceptível variações entre os grupos. Quanto mais rico, maior a concordância com a afirmação. Considerando as duas faixas de renda mais altas, ela gira em torno de 95%. Essa perspectiva negativa da população se mantém, embora em patamar mais baixo, quando perguntados se essa diferença diminuiu recentemente.
(Disponível em https://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/TDs/210230_td_2593_web.pdf)
Considerando os textos acima, podemos inferir que:
I. O problema da desigualdade abrange diversidade de dimensões que vão desde a questão étnico-racial, identitária, gênero, classe e renda.
II. Na percepção da maior parte da população, as desigualdades sócio-econômicas constituem um dos principais fundamentos da desigualdade na população brasileira.
III. A falta de solidariedade e preocupação com uma educação inclusiva são amplificadas nas expressões discriminatórias e racistas que, na percepção da pesquisa, constituem o principal ponto apontado pelos entrevistados sobre a desigualdade.
IV. A percepção sobre a desigualdade modifica-se pouco quando considerada a faixa de renda das pessoas entrevistadas. Seja entre os mais ricos ou entre os mais pobres, a concordância com a desigualdade no Brasil não varia muito.
Assim, é correto o que se afirma em:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: ECONRIO Órgão: USS Prova: ECONRIO - 2022 - USS - Vestibular Medicina - Inglês |
Q1862471 Português
O emprego de uma palavra sugere a relativização da ação narrada em:
Alternativas
Ano: 2021 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2021 - UFGD - Vestibular |
Q3250650 Português
É correto afirmar que a música Viola e Poesia, de Francisco Vilela
Alternativas
Ano: 2021 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2021 - UFGD - Vestibular |
Q3250649 Português
Considerando a crônica Ética de Princípios, de Rubem Alves, é correto afirmar que
Alternativas
Ano: 2021 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2021 - UFGD - Vestibular |
Q3250648 Português
Leia o excerto a seguir, de A metamorfose, de Franz Kafka.

– Queridos pais – disse a irmã e como introdução bateu com a mão na mesa –, assim não pode continuar. Se vocês acaso não compreendem, eu compreendo. Não quero pronunciar o nome do meu irmão diante desse monstro e por isso digo apenas o seguinte: precisamos tentar nos livrar dele. Procuramos fazer o que é humanamente possível para tratálo e suportá-lo e acredito que ninguém pode nos fazer a menor censura.
– Ela tem mil vezes razão – disse o pai consigo mesmo. A mãe, que ainda não podia respirar direito, começou a tossir, em som surdo, com a mão espalmada, com uma expressão alucinada nos olhos.
A irmã correu até a mãe e segurou-lhe a testa. O pai, que através da irmã parecia ter chegado a pensamentos mais definidos, havia se sentado em posição ereta e ficou brincando com o quepe de funcionário entre os pratos do jantar dos inquilinos que ainda jaziam sobre a mesa; de vez em quando olhava para Gregor, que estava quieto. – Precisamos nos livrar disso – disse então a irmã exclusivamente ao pai.
KAFKA, Franz. A metamorfose. Tradução Modesto Carone. São Paulo: Companhia das Letras, 2004, pp. 74-75.

Com base no excerto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2021 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2021 - UFGD - Vestibular |
Q3250647 Português
Texto I
NÓ, CLÍMAX, DESFECHO
Nó – É o fato que interrompe o fluxo da situação inicial da narrativa, criando um problema ou obstáculo que deverá ser resolvido. O Nó é o que dá origem ao conflito dramático [...]. Ele evidencia que só há uma história a ser contada por que uma crise se instalou em determinada situação exigindo que se tente resolvê-la de modo a reequilibrar o que ela desestabilizou [...];
Clímax – É o elemento que marca o auge do conflito dramático, momento do tudo ou nada entre as forças contrárias que agem e se defrontam na narrativa [...], engendrando e desenvolvendo a história. Diferentemente do desfecho, o clímax caracteriza um momento em que a expectativa em relação à resolução do conflito central da narrativa ignora qual das forças contrárias vencerá. O clímax, portanto, suspende, mantendo por instantes em tensão máxima, a história contada na narrativa;
Desfecho – É a resolução do conflito central da narrativa, momento em que uma das forças contrárias vence e se afirma sobre a sua oponente. Normalmente, liga-se à situação final da narrativa.
FRANCO JUNIOR, Arnaldo. Operadores de leitura da narrativa. In: BONNICI, Thomas; ZOLIN, Lúcia Osana (orgs.). Teoria literária: abordagens históricas e tendências contemporâneas. Maringá: Eduem, 2003, p. 42.

Texto II
SOZINHOS
Esta ideia para um conto de terror é tão terrível que, logo depois de tê-la, me arrependi. Mas já estava tida, não adiantava mais. Você, leitor, no entanto, tem uma escolha. Pode parar aqui, e se poupar, ou ler até o fim e provavelmente nunca mais dormir. Vejo que decidiu continuar. Muito bem, vamos em frente. Talvez, posta no papel, a ideia perca um pouco do seu poder de susto. Mas não posso garantir nada. É assim: Um casal de velhos mora sozinho numa casa. Já criaram os filhos, os netos já estão grandes, só lhes resta implicar um com o outro. Retomam com novo fervor uma discussão antiga. Ela diz que ele ronca quando dorme, ele diz que é mentira.
– Ronca.
– Não ronco.
– Ele diz que não ronca – comenta ela, impaciente, como se falasse com uma terceira pessoa.
Mas não existe outra pessoa na casa. Os filhos raramente visitam. Os netos, nunca. A empregada vem de manhã, faz o almoço, deixa o jantar e sai cedo. Ficam os dois sozinhos.
– Eu devia gravar os seus roncos, pra você se convencer – diz ela. E em seguida tem a ideia infeliz. – É o que eu vou fazer! Esta noite, quando você dormir, vou ligar o gravador e gravar os seus roncos.
– Humrfm – diz o velho.
Você, leitor, já deve estar sentindo o que vai acontecer. Pare de ler, leitor. Eu não posso parar de escrever. Às ideias não podem ser desperdiçadas, mesmo que nos custem amigos, a vida ou o sono. Imagine se Shakespeare tivesse se horrorizado com suas próprias ideias e deixado de escrevê-las, por puro comedimento. Não que eu queira me comparar a Shakespeare. Shakespeare era bem mais magro. Tenho que exercer este ofício, esta danação. Você, no entanto, não é obrigado a me acompanhar, leitor. Vá passear, vá tomar um sol. Uma das maneiras de controlar a demência solta no mundo e deixar os escritores falando sozinhos, exercendo sozinhos a sua profissão malsã, o seu vício solitário. Você ainda está lendo. Você é pior do que eu, leitor. Você tinha escolha.
Sozinhos. Os velhos sozinhos na casa. Os dois vão para a cama. Quando o velho dorme, a velha liga o gravador. Mas em poucos minutos a velha também dorme. O gravador fica ligado, gravando. Pouco depois a fita acaba. Na manhã seguinte, certa do seu triunfo, a velha roda a fita. Ouvem-se alguns minutos de silêncio. Depois, alguém roncando.
– Rarrá! – diz a velha, feliz.
Pouco depois ouve-se o ronco de outra pessoa, a velha também ronca!
– Rarrá! – diz o velho, vingativo.
E, em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve-se um sussurro. Uma voz sussurrando, leitor. Uma voz indefinida. Pode ser de homem, de mulher ou de criança. A princípio – por causa dos roncos – não se distingue o que ela diz. Mas aos poucos as palavras vão ficando claras. São duas vozes. É um diálogo sussurrado.
“Estão prontos?”
“Não, acho que ainda não...”
“Então, vamos voltar amanhã...”.
VERISSIMO, Luis Fernando. Sozinho. In.: Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001

Assinale a alternativa correta sobre os aspectos narrativos empregados por Luís Fernando Veríssimo no texto Sozinhos, presente na obra Comédias para se ler na escola (use o texto I como apoio).
Alternativas
Ano: 2021 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2021 - UFGD - Vestibular |
Q3250645 Português
O avanço tecnológico provocou alterações nos meios de comunicação e também na linguagem, o que deu origem aos gêneros digitais. Tal avanço trouxe diversas novidades não apenas para os meios de comunicação, mas também para a linguagem. A comunicação passou por diversas transformações graças ao advento da informática, e essas transformações estão mais próximas do que imaginamos.
Os gêneros textuais são incontáveis e adaptáveis às diversas realidades e situações comunicacionais. Eles também podem ser definidos graças a um conjunto de elementos fixos, embora sejam mais flexíveis do que os tipos textuais convencionais. A verdade é que a comunicação na internet acabou criando novos gêneros e alterando outros, comprovando que eles estão a serviço dos falantes e às necessidades de seu tempo. Se antes enviávamos cartas, hoje enviamos e-mail, que nada mais é do que uma adaptação virtual que dispensa o papel e a caneta. Hoje utilizamos as redes sociais para deixar um recado para nossos amigos. Contudo, é importante observar que, embora os meios tenham sido modernizados, a estrutura da comunicação e a forma com a qual nos expressamos continuam seguindo parâmetros que estabelecem uma relação dialógica com formas textuais preexistentes. Embora o número de gêneros seja variado, muitos deles possuem certa similaridade na escrita e na oralidade. Podemse exemplificar como gêneros digitais presentes no dia a dia o e-mail, os blogs, os chats e os fóruns eletrônicos.
Disponível em: https://www.portugues.com.br/redacao/generos-digitais.html. Acesso em: 24 set. 2020 (Adaptado).
Marque a alternativa que apresenta uma característica do desenvolvimento dos gêneros digitais.
Alternativas
Ano: 2021 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2021 - UFGD - Vestibular |
Q3250643 Português
[...] é pertinente abranger outras categorias eminentemente textuais, como, por exemplo a anáfora e a catáfora [...]. Na sequência de um texto, podemos reativar uma referência anteriormente ativada: ‘um rei’ – ‘o rei’. Essa operação se caracteriza por uma ‘anáfora’, ou seja, constitui uma retomada de uma referência feita anteriormente.
[...] As catáforas, menos comuns em nossos textos do dia a dia, ocorrem quando esse movimento de ativação e de reativação aparece invertido: primeiro vem a referência que seria de retomada e, depois, a que seria a referência base; por exemplo: ‘Ele – o rei’ ”.
ANTUNES, Irandé. Textualidade: noções básicas e implicações pedagógicas. São Paulo: Parábola, 2017, p. 100-101, grifos da autora.
Quanto à coesão textual, analise a ocorrência, nos dois enunciados a seguir, de presença ou ausência das categorias anáfora e catáfora.
I. Ah, pobre Tom, meu menino mais cabeça-dura, não estou sendo dura com você. Eu não faria isso.
II. Já sei, vamos fazer assim. Ninguém conta nada pra eles […].
Diálogos retirados de: TWAIN, Mark. As aventuras de Tom Sawyer. Trad. Karla Lima. Jandira-SP: Ciranda Cultural, 2019.
Sobre os enunciados em análise, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2021 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2021 - UFGD - Vestibular |
Q3250642 Português
TEMPO
Antônio Prata
O bem mais valioso de nossa época não é o diamante nem o petróleo, a fórmula da Coca-Cola ou o sorriso da Natalie Portman: é o tempo. Obedecendo à lei da oferta e da procura, quanto mais escasso ele fica, mais caro nos é. A seca temporal é geral e irrestrita, tão democrática quanto a calvície, a saudade e a morte: eu não tenho tempo, você não tem tempo, o Eike Batista não tem tempo, o cara que está vendendo bala no farol, em agônica marcha atlética para recolher os saquinhos dos retrovisores, antes que abra o sinal, também não tem.
Como vocês devem saber, o principal sintoma desta doença crônica – sem trocadilho – é a ansiedade. Toda manhã, flagro-me aflito, escovando os dentes, com pressa. Vejo-me batendo os pés no hall, enquanto o elevador não chega. Até o segundo que o cursor do celular leva para piscar, num SMS, permitindo-me digitar outra letra da mesma tecla, deixa-me exasperado.
Antigamente, não era assim. Na minha infância, os dias tinham trinta horas, alguns chegando mesmo a quarenta, se bem me lembro. Não, não é que eu faça hoje mais coisas do que antes. Já pensei nisso, mas veja só quantas obrigações eu tinha no passado: cinco horas na escola, lição de casa, inglês, bateria, natação, jantar com os pais, toda noite, sem contar os séculos ao vivo ou ao telefone tentando convencer alguma menina a beijar-me na boca... E, mesmo assim, ainda sobravam infinitos latifúndios improdutivos, impossíveis de se ocupar, por mais que assistisse televisão, tirasse cochilos vespertinos, lesse livros, fosse às casas dos amigos jogar videogame, falar mal dos outros ou simplesmente juntar nossos tédios, olhar as paredes e escutar o tic-tac dos relógios.
Das duas, uma: ou as horas eram mais abundantes do que hoje, ou, então, tinham uma incrível capacidade regenerativa, que perderam: a cada duas ou três horas mortas, uma nova hora nascia, fresquinha, como as células de uma pele jovem.
Acho que foi lá pelo ano dois mil que o dia começou a encolher, chegando a essas míseras vinte quatro horas – com sensação térmica de dezesseis. Talvez tenha sido esse o verdadeiro bug do milênio: na virada de noventa e nove para o zero zero, todos os ponteiros, vendo-se livres do velho milênio e admirando o vazio que se abria adiante, como um retão num circuito de fórmula um, resolveram meter os pés no acelerador, de modo que acabamos assim, espremidos entre prazeres e obrigações, aflitos, escovando os dentes com pressa, andando em círculos, no hall do elevador.
Há quem diga que a culpa é da melhora das comunicações e, consequentemente, do envio de dados. Com a informação viajando tão rápido, desaprendemos a arte da espera. Antigamente, aguardar era normal. Estávamos sempre esperando alguma coisa chegar. Uma carta, pelo correio. Um disco, do exterior. Uma foto, um texto ou um documento, via portador. Esses hiatos eram tidos como normais, uma brecha saudável, pausa para o cigarro ou o café, a prosa, a leitura de uma revista, o devaneio, a conversa na janela, a morte da bezerra. Hoje, não. Tá tudo aqui, e, se não está, nos afligimos. Queremos o pássaro na mão e os dois voando. Por que é que ainda não trouxeram esses dois que tão no céu, diabo?! Já não era melhor ter pego logo os três, de uma vez, otimizando custos e esforços?
Enquanto não descobrimos a cura para este mal, a única saída é aprender a lidar com ele. Há que cercar com muros altos certas horas do relógio, para que nada as possa roubar de nós. Fazer diques de pedra em torno da hora de ficar com nosso amor, da hora de trabalhar no projeto pessoal, da hora do esporte, de ler um livro, encontrar um amigo. Mesmo assim, vira e mexe, vêm as obrigações, como um tsunami, ou os eventos sociais, como meteoros, e derrubam as barragens. Não há nada a fazer, senão reconstruir os muros, ainda mais fortes do que antes.
Você sente a mesma coisa, ou sou só eu? Talvez seja só eu. Quem sabe, numa manhã de terça-feira, lá por 1998, eu tenha perdido a hora, para nunca mais encontrá-la? Ficarei assim, trinta minutos atrás do resto do mundo, tentando alcançá-lo, ininterruptamente, como quem corre atrás de um trem, até o fim dos tempos. Será que foi isso?
Disponível em: https://www.pavablog.com/2011/08/20/tempo. Acesso em: 11 jul. 2020.
A partir da leitura da crônica Tempo, de Antônio Prata, assinale a alternativa que apresenta características observáveis nesse texto.
Alternativas
Respostas
501: C
502: E
503: C
504: E
505: C
506: C
507: C
508: E
509: E
510: C
511: E
512: B
513: D
514: A
515: E
516: E
517: A
518: A
519: E
520: D