Questões de Vestibular
Comentadas sobre interpretação de textos em português
Foram encontradas 5.386 questões
O emprego do pronome “essa” (l.4) no início do período indica que, de acordo com o autor do texto, a constante sobreposição da seriedade e da diversão resulta em “seriedade leve e jocosa”.
Sem contrariar o sentido do texto original e a prescrição gramatical, o período inicial do texto (l.1-4) poderia ser redigido da seguinte forma: É certo que, na passagem para a vida adulta, os jovens dinâmicos, os quais não manifestavam unicamente em brincadeiras e atitudes delirantes, habituaram-se a sobrepor seriedade e entretenimento.
No trecho apresentado, destacam-se dois expedientes que devem ser evitados nesse tipo de texto, que deve primar pela objetividade: uso de linguagem figurada — “estava plantando sementes intelectuais” (l.2) — e marca do enunciador do texto, como evidencia o emprego da palavra “claro” (l.7).
Mantendo-se a correção gramatical e a precisão das informações, o último período do texto poderia ser reescrito da seguinte forma: Na revolução científica de 1960, Alfred Wegener definitivamente comprovou a hipótese da deriva continental e a consolidou na teoria tectônica de placas.
No período entre as linhas 5 e 7, é estabelecida uma relação de causa e efeito entre os seguintes fatos: a) as cangas cobrem jazidas de ferro; b) as regiões em que as cangas se encontram são ambientes naturais ameaçados.
Como foi empregada na acepção de verbo impessoal, a forma verbal “Havia” (l.4) poderia, corretamente, ser substituída pela forma verbal sinônima Existia.
Dada a regência do verbo principal do segmento “a quem elas pudessem interessar” (l.6), estaria igualmente correta a seguinte estrutura: a quem pudesse interessar-se por elas.
O segmento “a quem quer entrar” (l.2-3) poderia ser corretamente substituído por àqueles que desejam lançar-se.
Considerando os aspectos estéticos envolvidos na produção da narrativa no Brasil, verifica-se, no Romance de 30, que:
No fragmento destacado, a narrativa é em primeira pessoa, recurso que caracteriza o chamado Romance de 30, em que o narrador procurava retratar com fidelidade mazelas e tensões sociais
Conforme se depreende do último parágrafo do fragmento selecionado, a diferença entre Deus e o lobisomem é estabelecida pela concepção de realidade experimentada pelo narrador.
No fragmento apresentado, o ambiente natural é descrito predominantemente de dois modos: a partir de um lugar real, com espaço definido, onde se vive; e a partir do temor do narrador, conduzido pelo encanto das histórias e por sua memória.
No período “Pintavam o lobisomem com uma realidade tão da terra que era o mesmo que eu ter visto” (l.39-41), a primeira oração expressa, em linguagem figurada, a causa do fato expresso na oração seguinte.
No contexto em que foi empregado, o segmento “Os bois que morriam” (l.23) corresponde a um subconjunto de bois do conjunto de bois do ambiente descrito e, portanto, nele, não se incluem os bois mortos no abate.
No trecho “quando passava pelos sombrios recantos dos lobisomens, era assoviando ou cantando alto” (l.20-21), a expressão verbal é marca da sintaxe da língua falada
Crendices populares constituem o cerne da narrativa de José Lins do Rêgo, como evidenciado no fragmento apresentado, o que permite afirmar que o ciclo da cana-de-açúcar tal como representado no Romance de 30 deriva de relações fantasiosas e afetivas, e não de referências reais.
Considerando o processo coesivo e o contexto da narrativa, verifica-se que, no trecho “partir para cima dele” (l.7), a referência do pronome é a expressão “O cavalo” (l.6), precisão coesiva que é ratificada pelo emprego da palavra “animais” no trecho “E o lobisomem bebia sangue também dos animais” (l.12).