🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Vestibular Comentadas sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 5.342 questões

Ano: 2015 Banca: PUC - GO Órgão: PUC-GO Prova: PUC - GO - 2015 - PUC-GO - Vestibular - Segundo Semestre |
Q533981 Português
TEXTO 2 

    I 
Corre em mim 
(devastado) 
um rio de revolta 

cicio. 
Por nada deste mundo 
há de saber-se afogado, 
senão por sua sede 
e seu desvio! 

   II 
Tudo que edifico 
na origem milenar da espera 
é poder 
do que não pode 
e se revela 

ad mensuram. 

                     (VIEIRA, Delermando. Os tambores da tempestade. Goiânia: Poligráfica, 2010. p. 23-24.)



     A fala da lírica de Delermando Vieira (Texto 2), na sua maneira enigmática e obscura, exprime as perspectivas da lírica contemporânea, que não pode ser colocada em dúvida quanto à sua significação. Nesse sentido, sua obra poética tem como prioridade a polissemia da linguagem com seus mistérios e matizes, mesmo que esse poeta seja acusado muitas vezes de enigmático. No entanto, a poesia é mesmo um enigma e um ouriço não muito acessível. Considerando a poesia de Delermando Vieira e tendo como exemplo o texto selecionado, marque a alternativa verdadeira:

Alternativas
Ano: 2015 Banca: PUC - GO Órgão: PUC-GO Prova: PUC - GO - 2015 - PUC-GO - Vestibular - Segundo Semestre |
Q533976 Português
TEXTO 2

    I
Corre em mim
(devastado)
um rio de revolta
e
cicio.
Por nada deste mundo
há de saber-se afogado,
senão por sua sede
e seu desvio!

   II
Tudo que edifico
na origem milenar da espera
é poder
do que não pode
e se revela

ad mensuram.

                     (VIEIRA, Delermando. Os tambores da tempestade. Goiânia: Poligráfica, 2010. p. 23-24.)


O rio que corre no poeta (Texto 2) é de natureza (marque a alternativa correta):


Alternativas
Ano: 2015 Banca: PUC - GO Órgão: PUC-GO Prova: PUC - GO - 2015 - PUC-GO - Vestibular - Segundo Semestre |
Q533975 Português
TEXTO 1

               As vozes do homem 

Naquele momento de angústia,

o homem não sabia se era o mau ou o bom ladrão.

E quando a mais amarga das estrelas o oprimia demais,

eis que a sua boca ia dizendo:

eu sou anjo.

E os pés do homem: nós somos asas.

E as mãos: nós somos asas.

E a testa do homem: eu sou a lei.

E os braços: nós somos cetros.

E o peito: eu sou o escudo.

E as pernas: nós somos as colunas.

E a palavra do homem: eu sou o Verbo.

E o espírito do homem: eu sou o Verbo.

E o cérebro: eu sou o guia.

E o estômago: eu sou o alimento.

E se repetiram depois as acusações milenárias.

E todas as alianças se desfizeram de súbito.

E todas as maldições ressoaram tremendas.

E as espadas de fogo interceptaram o caminho da

[árvore da vida.

E as mãos abarcaram o pescoço do homem:

nós te abarcaremos.



[...]

                                                           (LIMA, Jorge de. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2006. p. 94.)

      Jorge de Lima é um poeta de múltiplas dimensões temporais. É considerado pela crítica “um poeta regional, negro, bíblico e hermético" (BOSI, 1989, p. 506). O motivo religioso foi determinante no desenvolvimento de sua poesia. Sobre o fragmento do poema “As vozes do homem" (Texto 1), assinale a alternativa correta:


                                    (BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix , 1989.)


Alternativas
Ano: 2015 Banca: PUC - GO Órgão: PUC-GO Prova: PUC - GO - 2015 - PUC-GO - Vestibular - Segundo Semestre |
Q533969 Português
TEXTO 1

               As vozes do homem 

Naquele momento de angústia,

o homem não sabia se era o mau ou o bom ladrão.

E quando a mais amarga das estrelas o oprimia demais,

eis que a sua boca ia dizendo:

eu sou anjo.

E os pés do homem: nós somos asas.

E as mãos: nós somos asas.

E a testa do homem: eu sou a lei.

E os braços: nós somos cetros.

E o peito: eu sou o escudo.

E as pernas: nós somos as colunas.

E a palavra do homem: eu sou o Verbo.

E o espírito do homem: eu sou o Verbo.

E o cérebro: eu sou o guia.

E o estômago: eu sou o alimento.

E se repetiram depois as acusações milenárias.

E todas as alianças se desfizeram de súbito.

E todas as maldições ressoaram tremendas.

E as espadas de fogo interceptaram o caminho da

[árvore da vida.

E as mãos abarcaram o pescoço do homem:

nós te abarcaremos.



[...]

                                                           (LIMA, Jorge de. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2006. p. 94.)

No Texto 1, as vozes a que o título se refere manifestam-se (assinale a alternativa correta):
Alternativas
Ano: 2015 Banca: PUC - SP Órgão: PUC - SP Prova: PUC - SP - 2015 - PUC - SP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q533813 Português
Os ombros suportam o mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. Tempo de absoluta depuração. Tempo em que não se diz mais: meu amor. Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram. E as mãos tecem apenas o rude trabalho. E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás. Ficaste sozinho, a luz apagou-se, Mas na sombra teus olhos resplandecem enormes. És todo certeza, já não sabes sofrer. E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice? Teus ombros suportam o mundo E ele não pesa mais que a mão de uma criança. As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios Provam apenas que a vida prossegue E nem todos se libertaram ainda. Alguns, achando bárbaro o espetáculo, Prefeririam (os delicados) morrer. Chegou um tempo em que não adianta morrer. Chegou um tempo em que a vida é uma ordem. A vida apenas, sem mistificação.
O poema acima integra a obra Sentimento do Mundo, de Carlos Drummond de Andrade. Considerando-o como um todo, NÃO é correto afirmar que é um poema
Alternativas
Ano: 2015 Banca: PUC - SP Órgão: PUC - SP Prova: PUC - SP - 2015 - PUC - SP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q533812 Português
Vidas Secas, novela de Graciliano Ramos, apesar de ser uma obra sobre a natureza inóspita e a miséria do nordeste, apresenta um texto marcadamente estético e lírico, que alcança os limites da poesia. Assim, indique, nas alternativas abaixo, a que apresenta trecho com linguagem cuja função é dominantemente poética.
Alternativas
Ano: 2015 Banca: PUC - SP Órgão: PUC - SP Prova: PUC - SP - 2015 - PUC - SP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q533811 Português
Rolos de chamas envoltas em denso bulcão de fumo subiam aos ares. A casa das Palmas e suas dependências, vistas de longe, pareciam submersas em um turbilhão de fogo, que surgia das entranhas da terra, e convolvia-se pelo negrume do espaço. Açoitada pelo vento, a labareda estorcendo-se e rabiando, rugia de sanha; ou sufocada um instante pelas abóbodas de fumaça e pelas camadas de palhiço, troava como um canhão, arrojando-se às nuvens. De instante a instante ouvia-se uma descarga de fuzilaria, correndo ao longo daquela faixa incendiada que figurava a ala de um exército em renhida batalha. Eram os gomos das canas, que estalavam ao intenso calor do fogo. Com os sibilos da labareda enroscada no ar, confundiam-se os silvos das cascavéis e jararacas que, surpreendidas pelo incêndio, arremessavam-se furiosas contra o fogo e rompiam estortegando pelo campo abrasado. As aves noturnas deslumbradas com o súbito clarão, fugiam soltando guinchos de terror, enquanto as feras, insufladas pelo instinto da desolação, uivavam no fundo da floresta e trotavam ligeiras para arrebatarem a presa ao incêndio e se abeberarem de sangue. Medonho espetáculo! O incêndio crescia com tal velocidade, que parecia uma catarata de fogo, a inundar o espaço, ameaçando comunicar-se à floresta, e submergir a terra em um pélago de chamas. Do seio daquele surdo rumor produzido pelo ressolho da labareda, se desprendeu e reboou ao longe um grito soturno; mugir da turba espavorida ante as tremendas convulsões da natureza.
O texto acima integra a obra Til, de José de Alencar. Das alternativas abaixo, indique a que contém informação que NÃO corresponde às características do trecho citado.
Alternativas
Ano: 2015 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2015 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q518473 Português

Cidade Maravilhosa

Cidade maravilhosa

Cheia de encantos mil

Cidade maravilhosa Coração do meu Brasil


Berço do samba e de lindas canções

Que vivem n’alma da gente

És o altar dos nossos corações

Que cantam alegremente

(...)

André Filho e silva sobreira, 1935


rio 40 graus Rio 40 graus

Rio 40 graus

Cidade maravilha

Purgatório da beleza

E do caos

(...)

O Rio é uma cidade

De cidades misturadas

O Rio é uma cidade

De cidades camufladas

Com governos misturados

Camuflados, paralelos

Sorrateiros

Ocultando comandos...

(...)

Gatilho de disket

Marcação pagode, funk

De gatilho marcação

De samba-lance

Com batuque digital

Na sub-uzi musical

De batucada digital

(...)

Fernanda Abreu, 1992

letras.mus.br

As letras das canções Cidade maravilhosa, de 1935, e Rio 40 graus, de 1992, parecem não retratar a mesma cidade.

As diferentes percepções do Rio de Janeiro, retratadas em cada letra, podem ser associadas, respectivamente, às ideias de:

Alternativas
Ano: 2015 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2015 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q518444 Português


Antonio Prata

Adaptado de Folha de São Paulo, 11/01/2015.

Considere o último parágrafo do texto para responder à  questão abaixo.


Todo abacate é verde. O Incrível Hulk é verde. O Incrível Hulk é um abacate. (l. 22)

Todo argumento pode se tornar um sofisma: um raciocínio errado ou inadequado que nos leva a conclusões falsas ou improcedentes. O último parágrafo do texto é um exemplo de sofisma, considerando que, da constatação de que todo abacate é verde, não se pode deduzir que só os abacates têm cor verde.
Esse é o tipo de sofisma que adota o seguinte procedimento:



Alternativas
Ano: 2015 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2015 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q518443 Português


Antonio Prata

Adaptado de Folha de São Paulo, 11/01/2015.

Considere o último parágrafo do texto para responder à  questão abaixo.


Todo abacate é verde. O Incrível Hulk é verde. O Incrível Hulk é um abacate. (l. 22)

Este parágrafo indica como o leitor deve ler todos os anteriores.
Segundo essa indicação, os argumentos apresentados pelo cronista devem ser compreendidos como:



Alternativas
Ano: 2015 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2015 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q518442 Português


Antonio Prata

Adaptado de Folha de São Paulo, 11/01/2015.

Antonio Prata, ao comentar o ataque ao jornal Charlie Hebdo, construiu uma série de variações do argumento típico do método dedutivo, conhecido como “silogismo” e normalmente organizado na forma de três sentenças em sequência.
A organização do silogismo sintetiza a estrutura do próprio método dedutivo, que se encontra melhor apresentada em:


Alternativas
Ano: 2015 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2015 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q518441 Português


Antonio Prata

Adaptado de Folha de São Paulo, 11/01/2015.

O terrorismo é duplamente obscurantista: primeiro no atentado, depois nas reações que desencadeia.


O subtítulo do texto sugere uma explicação para o título.

Essa explicação é melhor compreendida pela associação entre:



Alternativas
Ano: 2015 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2015 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q518440 Português


Frei Betto

Adaptado de O Dia, 21/03/2015.

No segundo parágrafo, o emprego de certa estrutura encaminha a reflexão do leitor para os disfarces que a linguagem permite.

Essa estrutura é caracterizada principalmente por:

Alternativas
Q518439 Português


Frei Betto

Adaptado de O Dia, 21/03/2015.

Na produção do humor, traço típico da crônica, o autor combina eufemismos com outros recursos ou figuras de linguagem.


O exemplo em que o humor é produzido por meio da superposição entre um eufemismo e uma comparação entre elementos distintos é:

Alternativas
Q518438 Português


Frei Betto

Adaptado de O Dia, 21/03/2015.

Frei Betto inicia seu texto com uma citação do escritor uruguaio Eduardo Galeano, recorrendo a recurso comum de argumentação.


Esse recurso constitui um argumento de:

Alternativas
Q518437 Português


Frei Betto

Adaptado de O Dia, 21/03/2015.

Em sua origem grega, o termo “eufemismo" significa “palavra de bom agouro" ou “palavra que deseja o bem". Como figura de linguagem, indica um recurso que suaviza alguma ideia ou expressão mais chocante.


Na crônica, o autor enfatiza o aspecto negativo dos eufemismos, que serviriam para distorcer a realidade.


De acordo com o autor, o eufemismo camufla a desigualdade social no seguinte exemplo:

Alternativas
Q518436 Português


Fábio Moon e Gabriel Bá.

Folha de São Paulo, 15/06/2013.

O personagem presente no último quadrinho é um ácaro, um ser microscópico. Suas falas têm relação direta com seu tamanho. No contexto, é possível compreender a imagem do personagem omo uma metonímia.

Essa metonímia representa algo que se define como:

Alternativas
Q518435 Português


Fábio Moon e Gabriel Bá.

Folha de São Paulo, 15/06/2013.

No último quadrinho, formula-se uma analogia moral, quando se sugere que não é possível ver tudo o que acontece à frente dos olhos.

A partir dessa analogia, pode-se chegar à seguinte conclusão:

Alternativas
Q518434 Português


Fábio Moon e Gabriel Bá.

Folha de São Paulo, 15/06/2013.

As ausências da moldura e da imagem são recursos gráficos que contribuem para o sentido do texto.

A relação entre esses recursos gráficos e a mensagem contida no terceiro quadrinho possui um sentido de:

Alternativas
Q518433 Português





André Fantin
                                                                                            Adaptado de repertoriocriativo.com.br, 22/05/2013.

Por meio da generalização, pode-se atribuir um determinado conjunto de traços que não se relacionam apenas com o que está sendo nomeado.

O melhor exemplo desse procedimento de generalização está presente em:

Alternativas
Respostas
3621: B
3622: D
3623: D
3624: A
3625: B
3626: A
3627: E
3628: D
3629: B
3630: A
3631: A
3632: A
3633: C
3634: C
3635: D
3636: D
3637: A
3638: C
3639: B
3640: B