Questões de Vestibular
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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I. No título do texto, a palavra “neurais” pode ser substituída por “virtuais”, sem prejuízo de significado. II. No título do texto, a palavra “neurais” remete às funções da leitura no desenvolvimento cerebral. III. A expressão “por outro lado”, sublinhada no texto, apresenta o sentido de “em contrapartida”. IV. A neurociência, citada no texto, é o conjunto de conhecimentos referentes ao sistema nervoso.
Assinale a alternativa correta.
Leia o trecho a seguir.
Se a pessoa se contenta com linguagem simples – frases curtas da televisão e das redes sociais, vocabulário pobre e sintaxe pouco elaborada –, o desenvolvimento cerebral se estabiliza e a pessoa se torna incapaz de compreender ideias com consequências significativas para si mesma e para a sociedade.
Em relação aos termos grifados, assinale a alternativa correta.
I. Textos que exigem esforço e raciocínio criam barreiras para o leitor pensar e lidar com o mundo e consigo mesmo.
II. Ler bem faz o cérebro funcionar melhor, colocando em desvantagem quem não tem o hábito da leitura.
III. Leitores assíduos costumam ter mais vocabulário, frases mais complexas e absorver conteúdos mais sutis e menos óbvios.
IV. Ler e escrever proficientemente ajuda cada um a conhecer-se mais e a perceber mais agudamente seu entorno.
Assinale a alternativa correta.
Com base no texto, considere as afirmativas a seguir.
I. Em “Porque revolucionou nada menos do que seis diferentes mercados”, a palavra sublinhada é polissêmica, ou seja, pode assumir outros sentidos além do apresentado no texto.
II. Em “mudou o curso das coisas”, a palavra sublinhada tem o sentido de “andamento”.
III. Em “a maior parte das pessoas fazia parte do time dos imbecis”, o verbo pode ser flexionado também no plural.
IV. Em “elas são capazes de tolerar alguns dos seus ‘deslizes’ porque acreditam na causa”, as aspas foram empregadas para destacar um neologismo.
Assinale a alternativa correta.
Ele sabia despertar significado, senso de propósito, vontade de “chegar lá” ou qualquer outro nome que você dê àquele brilho nos olhos que leva todos nós a mover céus e terra até atingir o objetivo traçado.
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a figura de linguagem presente no trecho sublinhado.
I. A morte de Steve Jobs aplacou o interesse por sua genialidade e capacidade criativa. II. As atitudes intempestivas de Steve Jobs eram resultado de sua formação acadêmica. III. Steve Jobs não sabia se relacionar com as pessoas e, mesmo assim, foi um líder extraordinário. IV. Steve Jobs foi um revolucionário da era atual, a exemplo de grandes inventores do passado.
Assinale a alternativa correta.
I. A liderança de Steve Jobs estava diretamente relacionada à sua falta de tato pessoal.
II. Steve Jobs possuía grande empatia, daí ter se revelado um bom líder de grupo.
III. Steve Jobs tornou-se um prodígio da tecnologia, graças ao êxito alcançado por suas criações.
IV. A falta de tato de Steve Jobs nos relacionamentos interpessoais no trabalho não se mostrou um obstáculo ao alcance de seus objetivos.
Assinale a alternativa correta.
Leia o texto a seguir.
Ao que parece, duas causas, e ambas naturais, geraram a poesia. O imitar é congênito no homem, e os homens se comprazem no imitado. Sinal disso é o que acontece na experiência: nós contemplamos com prazer as imagens mais exatas daquelas mesmas coisas que olhamos com repugnância, por exemplo, as representações de animais ferozes e de cadáveres. Causa é que o aprender não só muito apraz aos filósofos, mas também, igualmente, aos demais homens, se bem que menos participem dele. Efetivamente, tal é o motivo por que se deleitam perante as imagens: olhando-as aprendem e discorrem sobre o que seja cada uma delas, e dirão, por exemplo, “este é tal”. Porque, se suceder que alguém não tenha visto o original, nenhum prazer lhe advirá da imagem, como imitada, mas tão-somente da execução, da cor ou qualquer outra causa da mesma espécie.
(Adaptado de: ARISTÓTELES, Poética. Trad. Eudoro de Sousa. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p.445. Os Pensadores.)
Leia o texto a seguir.
Podemos definir uma causa como um objeto, seguido de outro, tal que todos os objetos semelhantes ao primeiro são seguidos por objetos semelhantes ao segundo. Ou, em outras palavras, tal que, se o primeiro objeto não existisse, o segundo jamais teria existido. O aparecimento de uma causa sempre conduz a mente, por uma transição habitual, à ideia do efeito; disso também temos experiência. Em conformidade com essa experiência, podemos, portanto, formular uma outra definição de causa e chamá-la um objeto seguido de outro, e cujo aparecimento sempre conduz o pensamento àquele outro. Mas, não temos ideia dessa conexão, nem sequer uma noção distinta do que é que desejamos saber quando tentamos concebê-las.
(Adaptado de: HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano e sobre os princípios da moral. Seção VII, 29. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: UNESP, 2004. p.115.)
Leia o texto a seguir.
O homem ocidental nem sempre se comportou da maneira que estamos acostumados a considerar como típica ou como sinal característico do homem “civilizado”. Se um homem da atual sociedade civilizada ocidental fosse, de repente, transportado para uma época remota de sua própria sociedade, tal como o período medievo-feudal, descobriria nele muito do que julga “incivilizado” em outras sociedades modernas. Sua reação em pouco diferiria da que nele é despertada no presente pelo comportamento de pessoas que vivem em sociedades feudais fora do Mundo Ocidental. Dependendo de sua situação e de suas inclinações, sentir-se-ia atraído pela vida mais desregrada, mais descontraída e aventurosa das classes superiores dessa sociedade ou repelido pelos costumes “bárbaros”, pela pobreza e rudeza que nele encontraria. E como quer que entendesse sua própria “civilização”, ele concluiria, da maneira a mais inequívoca, que a sociedade existente nesses tempos pretéritos da história ocidental não era “civilizada” no mesmo sentido e no mesmo grau que a sociedade ocidental moderna.
(Adaptado de: ELIAS, N. O processo civilizador. v.1. 2.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994. p.13.)
As pessoas que têm algum tipo de deficiência física ou intelectual costumam ser chamadas de “portadores de necessidades especiais”. Embora essa expressão, que tenta abranger num só grupo pessoas com quaisquer tipos de deficiência, seja usada como politicamente correta, aqueles que ela procura nomear pensam de modo diverso, pois repelem o termo “portador”.