Questões de Vestibular
Sobre denotação e conotação em português
Foram encontradas 127 questões

Tendo como base o texto acima, de Machado de Assis, e as questões por ele suscitadas, julgue os itens de 68 a 77 .
Há tantos diálogos
Diálogo com o ser amado
o semelhante
o diferente
o indiferente
o oposto
o adversário
o surdo-mudo
o possesso
o irracional
o vegetal
o mineral
o inominado
Diálogo consigo mesmo
com a noite
os astros
os mortos
as ideias
o sonho
o passado
o mais que futuro
Escolhe teu diálogo
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos.
(Carlos Drummond de Andrade. Discurso de primavera e algumas sombras, 1977.)
Instrução: Leia o texto para responder às questões.
O silêncio é a matéria significante por excelência, um
continuum significante. O real da comunicação é o silêncio.
E como o nosso objeto de reflexão é o discurso, chegamos a
uma outra afirmação que sucede a essa: o silêncio é o real do
discurso.
O homem está “condenado” a significar. Com ou sem palavras,
diante do mundo, há uma injunção à “interpretação”:
tudo tem de fazer sentido (qualquer que ele seja). O homem
está irremediavelmente constituído pela sua relação com o
simbólico.
Numa certa perspectiva, a dominante nos estudos dos signos,
se produz uma sobreposição entre linguagem (verbal e
não-verbal) e significação.
Disso decorreu um recobrimento dessas duas noções, resultando
uma redução pela qual qualquer matéria significante
fala, isto é, é remetida à linguagem (sobretudo verbal) para
que lhe seja atribuído sentido.
Nessa mesma direção, coloca-se o “império do verbal”
em nossas formas sociais: traduz-se o silêncio em palavras.
Vê-se assim o silêncio como linguagem e perde-se sua especificidade,
enquanto matéria significante distinta da linguagem.
(Eni Orlandi. As formas do silêncio, 1997.)

(ALVES, Rubem. Estórias de quem gosta de ensinar. São Paulo. Papirus, 2009. pp. 149-151)
Com base no TEXTO 1, responda à questão.

Adaptado de SANT’ANNA, Affonso Romano de. Melhores crônicas. São Paulo. Global, 2003, pp. 52-54
Texto
Gente diferenciada
Fernando de Barros e Silva

Vocabulário
gauche: expressão francesa cujo significado é o de “esquerda”.
(Texto retirado da Folha de S.Paulo, 16/5/2011. Opinião
A2)
Assinale a alternativa correta quanto ao emprego de expressões com valor conotativo.
“...o ‘churrascão’ marca o ápice de um caldo de
cultura novo...”.
Texto
Gente diferenciada
Fernando de Barros e Silva

Vocabulário
gauche: expressão francesa cujo significado é o de “esquerda”.
(Texto retirado da Folha de S.Paulo, 16/5/2011. Opinião
A2)
Assinale a alternativa correta quanto ao emprego de expressões com valor conotativo.
“...o aumento dos ônibus e o fechamento do
Belas Artes”.
Texto
Gente diferenciada
Fernando de Barros e Silva

Vocabulário
gauche: expressão francesa cujo significado é o de “esquerda”.
(Texto retirado da Folha de S.Paulo, 16/5/2011. Opinião
A2)
Assinale a alternativa correta quanto ao emprego de expressões com valor conotativo.
“O clima era festivo, performático”.
Texto
Gente diferenciada
Fernando de Barros e Silva

Vocabulário
gauche: expressão francesa cujo significado é o de “esquerda”.
(Texto retirado da Folha de S.Paulo, 16/5/2011. Opinião
A2)
Assinale a alternativa correta quanto ao emprego de expressões com valor conotativo.
“...no meio das pessoas que gritavam ‘é a elite
mais porca do Brasil’”.
Texto
Gente diferenciada
Fernando de Barros e Silva

Vocabulário
gauche: expressão francesa cujo significado é o de “esquerda”.
(Texto retirado da Folha de S.Paulo, 16/5/2011. Opinião
A2)
Assinale a alternativa correta quanto ao emprego de expressões com valor conotativo.
“A PM estava claramente orientada a não
contrariar os jovens”.
A literatura em perigo
A análise das obras feita na escola não deveria mais ter
por objetivo ilustrar os conceitos recém-introduzidos por este
ou aquele linguista, este ou aquele teórico da literatura, quando,
então, os textos são apresentados como uma aplicação da
língua e do discurso; sua tarefa deveria ser a de nos fazer ter
acesso ao sentido dessas obras — pois postulamos que esse
sentido, por sua vez, nos conduz a um conhecimento do humano,
o qual importa a todos. Como já o disse, essa ideia não é
estranha a uma boa parte do próprio mundo do ensino; mas é
necessário passar das ideias à ação. Num relatório estabelecido
pela Associação dos Professores de Letras, podemos ler:
“O estudo de Letras implica o estudo do homem, sua relação
consigo mesmo e com o mundo, e sua relação com os outros.”
Mais exatamente, o estudo da obra remete a círculos concêntricos
cada vez mais amplos: o dos outros escritos do mesmo
autor, o da literatura nacional, o da literatura mundial; mas
seu contexto final, o mais importante de todos, nos é efetivamente
dado pela própria existência humana. Todas as grandes
obras, qualquer que seja sua origem, demandam uma reflexão
dessa dimensão.
O que devemos fazer para desdobrar o sentido de uma
obra e revelar o pensamento do artista? Todos os “métodos”
são bons, desde que continuem a ser meios, em vez de se tornarem
fins em si mesmos. (...)
(...)
(...) Sendo o objeto da literatura a própria condição humana,
aquele que a lê e a compreende se tornará não um
especialista em análise literária, mas um conhecedor do ser
humano. Que melhor introdução à compreensão das paixões
e dos comportamentos humanos do que uma imersão na obra
dos grandes escritores que se dedicam a essa tarefa há milênios?
E, de imediato: que melhor preparação pode haver para
todas as profissões baseadas nas relações humanas? Se entendermos
assim a literatura e orientarmos dessa maneira o seu
ensino, que ajuda mais preciosa poderia encontrar o futuro
estudante de direito ou de ciências políticas, o futuro assistente
social ou psicoterapeuta, o historiador ou o sociólogo? Ter
como professores Shakespeare e Sófocles, Dostoievski e Proust
não é tirar proveito de um ensino excepcional? E não se vê que
mesmo um futuro médico, para exercer o seu ofício, teria mais
a aprender com esses mesmos professores do que com os manuais
preparatórios para concurso que hoje determinam o seu
destino? Assim, os estudos literários encontrariam o seu lugar
no coração das humanidades, ao lado da história dos eventos
e das ideias, todas essas disciplinas fazendo progredir o pensamento
e se alimentando tanto de obras quanto de doutrinas,
tanto de ações políticas quanto de mutações sociais, tanto da
vida dos povos quanto da de seus indivíduos.
Se aceitarmos essa finalidade para o ensino literário, o
qual não serviria mais unicamente à reprodução dos professores
de Letras, podemos facilmente chegar a um acordo sobre
o espírito que o deve conduzir: é necessário incluir as obras
no grande diálogo entre os homens, iniciado desde a noite dos
tempos e do qual cada um de nós, por mais ínfimo que seja,
ainda participa. “É nessa comunicação inesgotável, vitoriosa
do espaço e do tempo, que se afirma o alcance universal da
literatura”, escrevia Paul Bénichou. A nós, adultos, nos cabe
transmitir às novas gerações essa herança frágil, essas palavras
que ajudam a viver melhor.
(Tzvetan Todorov. A literatura em perigo. 2 ed.Trad. Caio Meira. Rio de Janeiro: DIFEL, 2009, p. 89-94.)
Com base no fato de que a palavra “imersão", usada na expressão uma imersão na obra, caracteriza uma metáfora, indique a alternativa que elimina essa metáfora sem perda relevante de sentido:
I. “seres da ‘caixa de ferramentas’ e seres da ‘caixa de brinquedos.” (L. 1-2).
II. “O som da buzina chama a minha atenção para um carro que se aproxima.” (L. 5-6).
III. “um sentido que nos permite fazer amor com coisas que não existem...” (L. 13-14).
IV. “Mergulhados num livro, a realidade que nos cerca deixa de existir.” (L. 34-35).
V. “Por isso, eu me daria por feliz se a educação fizesse apenas isso” (L. 46-47).
A alternativa em que todos os fragmentos indicados possuem linguagem conotativa é a
[...]
Mas há um outro ponto, outra pequena utopia que o futebol promete – a alfabetização. É a única área em que seu filho tem algum domínio da leitura, capaz de distinguir a maioria dos times pelo nome, que depois ele digitará no computador para baixar os hinos de cada clube em mp3, e que cantará, feliz, aos tropeços. Ele ainda confunde imagens semelhantes – Figueirense e Fluminense, por exemplo – mas é capaz de ler a maior parte dos nomes. Em qualquer caso, apenas nomes avulsos. O que não tem nenhuma importância, o pai sente, além da brevíssima ampliação de percepção – alfabetizar é abstrair; se isso fosse possível, se ele se alfabetizasse de um modo completo, o pai especula, ele seria arrancado do seu mundo instantâneo dos sentidos presentes, sem nenhuma metáfora de passagem (ele não compreende metáforas; como se as palavras fossem as próprias coisas que indicam, não as intenções de quem aponta), para então habitar um mundo reescrito. TEZZA, Cristovão. O filho eterno. 9ª ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2010, p. 221.
Assinale a alternativa que não expressa o sentido denotativo da linguagem.

(REGO, José Lins do. Riacho Doce. Rio de Janeiro. Nova Aguilar, 1976. pp. 137-139)
Texto
Tira do Angeli

Assinale o que for correto em relação ao texto, cujas personagens são um casal.
“Sarna pra se coçar” e “trabalheira do cão” são
expressões empregadas pela mulher em
sentido denotativo.
Textos para a questão
02 difícil é saber
03 onde começa o rio;
04 onde a lama
05 começa do rio;
06 onde a terra
07 começa da lama;
08 onde o homem,
09 onde a pele
10 começa da lama;
11 onde começa o homem
12 naquele homem.

I. O caráter literário de I e de II resulta da beleza, concisão e clareza da linguagem utilizada pelos autores para registrar fidedignamente um universo típica e exclusivamente brasileiro.
II. O valor literário de I e II deve-se ao especial tratamento linguístico que confere às palavras sentidos múltiplos.
III. O efeito conotativo dos textos permite dizer que tanto o homem referido em I, quanto o sertão referido em II, transcendem os limites do regional para representarem valores universais.
Assinale:
Instruções: Leia atentamente o texto abaixo para responder a
questão.
Banana, a fruta mais consumida e perigosa do mundo


(Adaptado de Sergio Augusto, O Estado de S. Paulo, 26/04/2008)




