Questões de Vestibular
Sobre coesão e coerência em português
Foram encontradas 905 questões
A crise final da escravidão, no Brasil, deu lugar ao aparecimento de um modelo novo de resistência, a que podemos chamar quilombo abolicionista. No modelo tradicional de resistência à escravidão, o quilombo-rompimento, a tendência dominante era a política do esconderijo e do segredo de guerra. Por isso, esforçavam-se os quilombolas exatamente para proteger seu dia a dia, sua organização interna e suas lideranças de todo tipo de inimigo, curioso ou forasteiro, inclusive, depois, os historiadores.
Já no modelo novo de resistência, o quilombo abolicionista, as lideranças são muito bem conhecidas, cidadãos prestantes, com documentação civil em dia e, principalmente, muito bem articulados politicamente. Não mais os grandes guerreiros do modelo anterior, mas um tipo novo de liderança, uma espécie de instância de intermediação entre a comunidade de fugitivos e a sociedade envolvente. Sabemos hoje que a existência de um quilombo inteiramente isolado foi coisa rara. Mas, no caso dos quilombos abolicionistas, os contatos com a sociedade são tantos e tão essenciais que o quilombo encontra-se já internalizado, parte do jogo político da sociedade mais ampla.
(Quilombo abolicionista – cap. 1; p. 11. SILVA, Eduardo: As Camélias do Leblon e a abolição da escravatura: uma investigação de história cultural. SP: Cia das Letras, 2003.)

UNGUER, Roberto Mangabeira. Uma vida Humana. Folha de São Paulo,
São Paulo, 11 setembro [2001?]. Opinião, Tendências/Debates.
Marque V ou F, conforme sejam as afirmativas verdadeiras ou falsas.
( ) Em “Cada um de nós nasce enquadrado.” (l. 1), o termo qualificador “enquadrado” poderia ser usado no plural concordando com o pronome “nós”.
( ) As palavras “época” (l. 4), “indivíduo” (l. 7), “espírito” (l. 11) e “raízes” (l. 15) são acentuadas pela mesma razão.
( ) Em “Para que ela não nos desumanize, temos de continuar a senti-la” (l. 23-24), o pronome”ela” e a contração “la” são termos anafóricos que retomam a palavra “mutilação” (l. 22).
( ) As vírgulas em “Depois, já mutilados e lutando, vemo-nos novamente presos” (l. 28-29) são aplicadas pelo mesmo motivo que em “Rendemo-nos, por descrença e desesperança, a essa circunstância” (l. 32-33).
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para
baixo, é a
I - dessas variedades (l. 30-31) retoma as variedades escritas e faladas constitutivas da chamada norma culta (l. 24-26). II - la (l. 42) retoma toda uma cultura escolar (l. 39-40). III- Essa compreensão (l. 45) retoma uma adequada compreensão da heterogeneidade linguística do país, sua história social e suas características atuais (l. 42-45).
Quais estão corretas?
I - Deslocamento de ,em geral, (l. 04) para imediatamente antes de razoavelmente (l. 02). II - Deslocamento de ,muitas vezes, (l. 14) para imediatamente antes de chega (l. 14). III- Deslocamento de inclusive (l. 27), precedido de vírgula, para imediatamente depois de características (l. 29).
Quais propostas estão corretas e preservam o sentido do texto?
I - Substituição de Talvez (l. 18) por Pode ser que. II - Substituição de quando (l. 28) por no momento em que. III- Substituição de e (l. 52) por mas precedido de vírgula.
Quais preservariam o sentido e a correção do segmento do texto em que ocorrem?
Pressente: há alguma coisa irresolvida que não está em parte alguma, mas que os nervos sentem. Quem sabe seja uma espécie de vergonha. Quem sabe seja o medo enigmático dos quarenta anos. Certamente não é a angústia de se ver lavando o carro numa tarde de sábado.
Suponha que o segmento Pressente: fosse substituído por Estava lavando o carro quando pressentiu que. Quantas formas verbais teriam de ser alteradas no restante do trecho para garantir a correção das relações temporais?
I - Se não entende (l. 03) fosse substituído por desconfia, seria necessário substituir o que (l. 02) por que. II - Se está (l. 04) fosse substituído por ele não localiza, nenhuma outra alteração seria necessária à frase. III- Se se agarra (l. 16) fosse substituído por ele se protege, seria necessário substituir à qual (l. 16) por com a qual.
Sem considerar alterações de sentido, quais afirmações mantêm a correção da frase?
GRUPIONI, Luís Donizete Benzi. Educação em Contexto da Diversidade Étnica: os povos no Brasil. In: RAMOS, Marise N.; ADÃO, Jorge M.; NASCIMENTO, Graciete Maria. Diversidade na educação: reflexões e experiências. Brasília: Secretaria de Educação Média e tecnológica, 2003.p.115. (adaptado)
Para manter a coerência do texto, alguns elementos de coesão foram empregados na sua escrita, como os termos em negrito. Seguindo a enumeração dada a eles, considera-se que:


DEGRADAÇÃO. Folha de S. Paulo. 14 set. [2002?]. Opinião. p. A 2.
Editorial.
( ) A degeneração moral da sociedade brasileira decorre da ausência de uma política publica e social do Estado. ( ) Ao se referir à “degradação dos costumes” (l. 6), o articulista evidencia um conflito de gerações. ( ) Os termos “comezinhas” (l. 32) e “furtar” (l. 34) significam, respectivamente, “difíceis” e “negar”. ( ) A passagem “sob pena de desmoralizar-se ainda mais.” (l. 35) expressa uma ideia de consequência hipotética.
A alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo, é a


GUIMARAENS, Alphonsus. Hão de chorar por ela os cinamomos.
Disponível em: <http://brasilescola.uol.com.br/literatura/cinco-poemasalphonsus-guimaraens.htm>;. Acesso em: 22 set. 2016.

FREYRE, Gilberto. Casa-Grande & Senzala. Rio de Janeiro: Editora Record, 1998. p. 18 a 31.

FREYRE, Gilberto. Casa-Grande & Senzala. Rio de Janeiro: Editora Record, 1998. p. 18 a 31.

FREYRE, Gilberto. Casa-Grande & Senzala. Rio de Janeiro: Editora Record, 1998. p. 18 a 31.

FREYRE, Gilberto. Casa-Grande & Senzala. Rio de Janeiro: Editora Record, 1998. p. 18 a 31.

ALVES, Rubem. As cores do crepúsculo. A estética do envelhecer. São Paulo: Papirus, 2014, p. 18-25.
A questão baseia-se no texto 1 da Língua Portuguesa I.

ALVES, Rubem. As cores do crepúsculo. A estética do envelhecer. São Paulo: Papirus, 2014, p. 18-25.
A questão baseia-se no texto 1 da Língua Portuguesa I.




BOFF, Leonardo. Cultura da paz. Disponível em:




