Questões de Vestibular Comentadas sobre teoria literária em literatura

Foram encontradas 80 questões

Ano: 2018 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2018 - UFU-MG - Vestibular - 1º Dia |
Q924416 Literatura
Levando-se em consideração as obras selecionadas e seus personagens, é correto afirmar que
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Ano: 2015 Banca: UEMA Órgão: UEMA Prova: UEMA - 2015 - UEMA - Vestibular - Prova Objetiva - 1º Dia |
Q1329414 Literatura

Para responder a questão, leia os poemas de Carlos Drummond de Andrade e de Olavo Bilac.


Texto 

Procura da Poesia

[...]

Penetra surdamente no reino das palavras.

Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

Estão paralisados, mas não há desespero,

há calma e frescura na superfície intata.

Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

[...]

Não forces o poema a desprender-se do limbo.

Não colhas no chão o poema que se perdeu.

Não adules o poema. Aceita-o

Como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

no espaço.


Chega mais perto e contempla as palavras.

Cada uma

tem mil faces secretas sob a face neutra

e te pergunta, sem interesse pela resposta,

pobre ou terrível, que lhe deres:

Trouxeste a chave?


Repara:

ermas de melodia e conceito,

elas se refugiaram na noite, as palavras.

Ainda úmidas e impregnadas de sono,

rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.

ANDRADE, Carlos Drummond de. A Rosa do Povo. 1 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. 



Texto 

Profissão de fé

[...]

Invejo o ourives

Quando escrevo:

Imito o amor

Com que ele, em ouro, o alto-relevo

Faz de uma flor.


Imito-o. E, pois, nem de Carrara

A pedra firo:

O alvo cristal, a pedra rara,

O ônix prefiro.


Por isso, corre, por servir-me,

Sobre o papel

A pena, como em prata firme

Corre o cinzel.

[...]

Torce , aprimora, alteia, lima

A frase; e, enfim,

no verso de ouro engasta a rima

como um rubim.


Quero que a estrofe cristalina,

Dobrada ao jeito

Do ourives, saia da oficina

Sem um defeito.

[...]

Porque o escrever – tanta perícia,

Tanta requer,

Que oficio tal... nem há notícia

De outro qualquer.

                                                 BILAC, Olavo. Poesia. Rio de Janeiro: Agir, 2005.



Comparando os Textos sobre aspectos temáticos e organização enunciativa, observa-se que
Alternativas
Ano: 2015 Banca: PUC - Campinas Órgão: PUC - Campinas Prova: PUC - Campinas - 2015 - PUC - Campinas - Vestibular - Direito |
Q809601 Literatura

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

Personagem frequente dos carros alegóricos, d. Pedro surgia, nos anos 1880, ora como Pedro Banana ou como Pedro Caju, numa alusão à sua falta de participação nos últimos anos do Império. Mas é só com a queda da monarquia que se passa a eleger um rei do Carnaval. Com efeito, o rei Momo é uma invenção recente, datada de 1933. No século XIX ele não era rei, mas um deus grego: zombeteiro, pândego e amante da galhofa. Nos anos 30 vira Rei Momo e logo depois cidadão. Novos tempos, novos termos.

(SCHWARCZ, Lilian Mortiz. As barbas do Imperador: Dom Pedro II , um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 281) 

Na Grécia Antiga, o deus que correspondia às características apontadas no texto era Dionísio, em homenagem a quem eram
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Ano: 2010 Banca: UNIR Órgão: UNIR Prova: UNIR - 2010 - UNIR - Vestibular - Segunda Fase |
Q1377783 Literatura
INSTRUÇÃO: A partir da leitura de Galvez, imperador do Acre, de Márcio de Souza, responda:
Em relação à construção do romance, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A narrativa é organizada em quatro capítulos nomeados de acordo com o espaço em que se passa a história. ( ) Tópicos curtos apresentam as peripécias de Galvez no Brasil, intercaladas por relatos de suas aventuras anteriores e descrições do contexto histórico. ( ) O tom cômico da obra é abandonado nas passagens que trazem eventos de morte, doença, ou loucura. ( ) Revela uma vertente metatextual: volta-se para sua feitura e comenta a literatura, de modo geral. ( ) O narrador é interrompido por uma segunda voz que coloca em questão a veracidade de alguns fatos. ( ) As personagens femininas são sedutoras, mas submissas, sua atuação não contribui para o desenrolar da ação.
Assinale a sequência correta.
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Ano: 2010 Banca: UNIR Órgão: UNIR Prova: UNIR - 2010 - UNIR - Vestibular - Segunda Fase |
Q1377781 Literatura

Vila Rica


O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;

Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição

Na torturada entranha abriu da terra nobre:

E cada cicatriz brilha como um brasão.


O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,

O último ouro de sol morre na cerração.

E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,

O crepúsculo cai como uma extrema-unção.


Agora, para além do cerro, o céu parece

Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...

A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,


Como uma procissão espectral que se move...

Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...

Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.



(BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)


Cerro – monte, serra

Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,

louro Laivo – mancha

Urbe – cidade



Cancioneiro da Inconfidência

(Excerto Canto XXXI)


Por aqui passava um homem

– e como o povo se ria! –

que reformava este mundo

de cima da montaria.


Tinha um machinho rosilho.

Tinha um machinho castanho.

Dizia: „Não se conhece

país tamanho!‟ „


Do Caeté a Vila Rica,

tudo ouro e cobre!

O que é nosso, vão levando...

E o povo aqui sempre pobre!‟


Por aqui passava um homem

– e como o povo se ria! –

que não passava de Alferes

de cavalaria!


„Quando eu voltar – afirmava –

outro haverá que comande.

Tudo isto vai levar volta,

e eu serei grande!‟


„Faremos a mesma coisa

que fez a América Inglesa!‟

E bradava: "Há de ser nossa

tanta riqueza!"


Por aqui passava um homem

– e como o povo se ria! –

„Liberdade ainda que tarde‟

nos prometia.


(MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)

Sobre o poema Cancioneiro da Inconfidência, analise as afirmativas a seguir.
I - O poema mescla dois tempos: o dos eventos relatados e o do presente do sujeito lírico, conforme comprovam os tempos verbais em Por aqui passava um homem / - e como o povo se ria! - II - O sujeito poético se identifica aos recebedores da promessa da personagem, Liberdade ainda que tarde / nos prometia. III - Cancioneiro da Inconfidência é fruto da veia simbolista de Cecília Meireles, marcada pelo vago e impreciso, pela busca de transcendência. IV - A descrição de Tiradentes é interrompida pelo comentário: - e como o povo se ria! - que mostra a ambiguidade no processo de torná-lo herói.

Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UNIR Órgão: UNIR Prova: UNIR - 2010 - UNIR - Vestibular - Segunda Fase |
Q1377778 Literatura

Vila Rica


O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;

Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição

Na torturada entranha abriu da terra nobre:

E cada cicatriz brilha como um brasão.


O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,

O último ouro de sol morre na cerração.

E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,

O crepúsculo cai como uma extrema-unção.


Agora, para além do cerro, o céu parece

Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...

A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,


Como uma procissão espectral que se move...

Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...

Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.



(BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)


Cerro – monte, serra

Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,

louro Laivo – mancha

Urbe – cidade



Cancioneiro da Inconfidência

(Excerto Canto XXXI)


Por aqui passava um homem

– e como o povo se ria! –

que reformava este mundo

de cima da montaria.


Tinha um machinho rosilho.

Tinha um machinho castanho.

Dizia: „Não se conhece

país tamanho!‟ „


Do Caeté a Vila Rica,

tudo ouro e cobre!

O que é nosso, vão levando...

E o povo aqui sempre pobre!‟


Por aqui passava um homem

– e como o povo se ria! –

que não passava de Alferes

de cavalaria!


„Quando eu voltar – afirmava –

outro haverá que comande.

Tudo isto vai levar volta,

e eu serei grande!‟


„Faremos a mesma coisa

que fez a América Inglesa!‟

E bradava: "Há de ser nossa

tanta riqueza!"


Por aqui passava um homem

– e como o povo se ria! –

„Liberdade ainda que tarde‟

nos prometia.


(MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)

Da leitura dos textos, pode-se depreender que
Alternativas
Ano: 2010 Banca: COPESE - IF-TM Órgão: IF-TM Prova: COPESE - IF-TM - 2010 - IF-TM - Vestibular - Prova 1 |
Q1271983 Literatura

Leia as afirmações sobre Morte e vida Severina, de João Cabral de Melo Neto.

I - Em toda a narrativa, Severino participa como um espectador desde a sua saída da Serra da Costela até chegar ao seu porto seguro, que é a cidade de Recife.

II - Os fatos narrados são marcados pela morte, até o momento do nascimento do filho do mestre carpina, o que prenuncia a esperança de uma vida nova.

III - A linguagem da narrativa é elaborada com precisão, realista, concreta, como se pode perceber no fragmento “Só os roçados da morte/compensam aqui cultivar,/e cultivá-los é fácil:/simples questão de plantar;/ não se precisa de limpa,/ de adubar nem de regar;/ as estiagens e as pragas” [...], em que vê claramente a privação do retirante em ter uma qualidade de vida.

IV - O título da obra é um contraponto partindo-se da premissa de que antes da vida vem a morte, porém a inversão no auto é proposital, para mostrar a miséria e a falta de perspectiva do homem nordestino.

Assinale a alternativa correta sobre as afirmações:

Alternativas
Ano: 2010 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST
Q1268029 Literatura
Inimigo da riqueza e do trabalho, amigo das festas, da música, do corpo das cabrochas. Malandro. Armador de fuzuês. Jogador de capoeira navalhista, ladrão quando se fizer preciso.
Jorge Amado, Capitães de areia.
O tipo cujo perfil se traça, em linhas gerais, neste excerto, aparece em romances como Memórias de um sargento de milícias, O cortiço, além de Capitães de areia. Essa recorrência indica que
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Ano: 2010 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2010 - UFPR - Vestibular - Prova 1 |
Q1263192 Literatura
Considere as afirmativas abaixo:
1. O narrador em primeira pessoa de Dom casmurro reflete sobre a organização da narrativa, explicando ao leitor como decidiu escrevê-la. A reflexão explícita sobre o modo de narrar também aparece em contos de Felicidade clandestina, como “A quinta história” e “Duas histórias a meu modo”. 2. O narrador em terceira pessoa de Inocência identifica-se com um dos personagens, o naturalista Meyer, uma vez que, por meio de constantes comentários, demonstra sentir-se superior ao meio atrasado do interior brasileiro onde se passam as ações do romance. 3. Em Urupês prevalece a narrativa em primeira pessoa, já que Monteiro Lobato tem a preocupação de dar a palavra ao caboclo para mostrá-lo mais complexo do que o modelo do Jeca Tatu. 4. Em contos como “Leão-de-chácara” e “Paulinho Perna Torta”, João Antônio utiliza a narrativa em primeira pessoa para, por meio de balanços de vida, criar uma representação tanto da vida prática como da psicologia de tipos marginais brasileiros.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2010 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2010 - UFPR - Vestibular - Prova 1 |
Q1263190 Literatura
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1262422 Literatura

Leia o texto III e responda a questão. 

Texto III

    Bom-Crioulo não pensou em dormir, cheio, como estava, de ódio e desespero. Ecoavam-lhe ainda no ouvido, como um dobre fúnebre, aquelas palavras de uma veracidade brutal, e de uma rudez pungente: “Dizem até que está amigado!”

    Amigado, o Aleixo! Amigado, ele que era todo seu, que lhe pertencia como o seu próprio coração: ele, que nunca lhe falara em mulheres, que dantes era tão ingênuo, tão dedicado, tão bom!... Amigar-se, viver com uma mulher, sentir o contacto de outro corpo que não o seu, deixar-se beijar, morder, nas ânsias do gozo, por outra pessoa que não ele, Bom-Crioulo!...

    Agora é que tinha um desejo enorme, uma sofreguidão louca de vê-lo, rendido, a seus pés, como um animalzinho; agora é que lhe renasciam ímpetos vorazes de novilho solto, incongruências de macho em cio, nostalgias de libertino fogoso... As palavras de Herculano (aquela história do grumete com uma rapariga) tinham-lhe despertado o sangue, fora como uma espécie de urtiga brava arranhando-lhe a pele, excitando-o, enfurecendo-o de desejo. Agora sim, fazia questão! E não era somente questão de possuir o grumete, de gozá-lo como outrora, lá cima, no quartinho da Rua da Misericórdia: - era questão de gozá-lo, maltratando-o, vendo-o sofrer, ouvindo-o gemer... Não, não era somente o gozo comum, a sensação ordinária, o que ele queria depois das palavras de Herculano: era o prazer brutal, doloroso, fora de todas as leis, de todas as normas... E havia de tê-lo, custasse o que custasse!
   Decididamente ia realizar o seu plano de fuga essa noite, ia desertar pelo mundo à procura de Aleixo.
   Inquieto, sobreexcitado, nervoso, pôs-se a meditar. O grumete aparecia-lhe com uma feição nova, transfigurado pelos excessos do amor, degenerado, sem aquele arzinho bisonho que todos lhe admiravam, o rosto áspero, crivado de espinhas, magro, sem cor, sem sangue nos lábios... Pudera! Um homem não resiste, quanto mais uma criança! Aleixo devia de estar muito acabado; via-o nos braços da amante, da tal rapariga - ele novo, ela mocinha, na flor dos vinte anos -, via-o rolar em espasmos luxuriosos, grudado à mulher, sobre uma cama fresca e alva - rolar e cair extenuado, crucificado, morto de fraqueza... Depois a rapariga debruçava-se sobre ele, juntava boca à boca num grande beijo de reconhecimento. E no dia seguinte, na noite seguinte, a mesma cousa. 

(CAMINHA, Adolfo. Bom-Crioulo. São Paulo: Ediouro, s/d. p. 73-74.)
Sobre o trecho do capítulo XI de Bom-Crioulo (Texto III) e sua relação com o todo do romance, assinale a alternativa correta.
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Q1262419 Literatura

Leia o texto II e responda a questão.

Texto II

O tempo fecha.
Sou fiel aos acontecimentos biográficos.
Mais do que fiel, oh, tão presa! Esses mosquitos
que não largam! Minhas saudades ensurdecidas
por cigarras! O que faço aqui no campo
declamando aos metros versos longos e sentidos?
Ah que estou sentida e portuguesa, e agora não
sou mais, veja, não sou mais severa e ríspida:
agora sou profissional.
(CESAR, Ana Cristina. A teus pés. 6. ed. São Paulo: Editora Brasiliense, s/d. p. 9.)

Em relação à forma do poema, considere as afirmativas a seguir.

I. Segue os padrões formais da poesia pelo uso de rimas interpoladas e de versos com métrica uniforme.

II. Está em sintonia com os preceitos da poesia moderna por utilizar versos sem métrica uniforme.

III. Estabelece ligações entre poesia e prosa, rompendo as fronteiras entre os gêneros.


Assinale a alternativa correta.

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Ano: 2010 Banca: UNEMAT Órgão: UNEMAT Prova: UNEMAT - 2010 - UNEMAT - Vestibular - Prova 02 |
Q1262224 Literatura
Leia os versos de O livro das Ignorãças, de Manoel de Barros.
“Não tem altura o silêncio das pedras” (p.19). “Qualquer defeito vegetal de um pássaro pode modificar os seus gorjeios” (p.21). “Em casa de caramujo até o sol encarde” (p.25).
Assinale a alternativa correta que está de acordo com os componentes poéticos dos versos acima.
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Ano: 2009 Banca: UFAC Órgão: UFAC Prova: UFAC - 2009 - UFAC - Vestibular - PRIMEIRO DIA – CADERNO 1 |
Q1375054 Literatura
Observe o parágrafo abaixo:


“O ex-prefeito de Juiz de Fora Carlos Alberto Bejani é mesmo um fenômeno. Em pleno Brasil do ano de 2008, onde tão pouca gente chega a se meter em algum problema mais sério, de verdade, por cometer atos de delinqüência na vida pública, ele conseguiu ser preso duas vezes seguidas, entre abril e junho. Para começar, deixou-se pegar em flagrante, naquele tipo de cena que hoje em dia se tornou um clássico da nossa política: recebendo pacotes de dinheiro vivo, em valor um pouco acima de 1,1 milhão de reais, numa gravação com imagem e som. Ficou catorze dias na cadeia e foi solto, como acontece sempre: e, como acontece sempre, tudo deveria ir acabando por aí. Neste caso, porém, nem mesmo a incomparável proteção que as leis e a justiça brasileira oferecem a gente como o exprefeito foi suficiente para mantê-lo solto. O documento que ele apresentou para justificar a origem do dinheiro – a já tradicional venda de uma ‘fazenda’, variante da venda de bois, cavalos etc. – foi considerado falso. Diante de sua absoluta falta de cuidado com o que dizia enquanto era gravado, ficou claro que o dinheiro lhe fora entregue em troca da concessão de diversos aumentos no preço das passagens municipais de ônibus. Contra todas as expectativas, o homem teve de voltar ao presídio.” (GUZZO, J. R. Agravo x embargo. Veja, São Paulo, 25 jun. 2008. Seções, p. 140) 
Em Seringal, de Miguel Ferrante, a narrativa se constitui, dentro de uma tradição regionalista amazônica, por meio de vários painéis que procuram reproduzir uma espécie de momento heróico de ocupação no momento do predomínio da monocultura da borracha. Esses personagens acabam de alguma maneira reduzidos na sua configuração psicológica porque:
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Ano: 2009 Banca: UFAC Órgão: UFAC Prova: UFAC - 2009 - UFAC - Vestibular - PRIMEIRO DIA – CADERNO 1 |
Q1375051 Literatura
Observe o parágrafo abaixo:


“O ex-prefeito de Juiz de Fora Carlos Alberto Bejani é mesmo um fenômeno. Em pleno Brasil do ano de 2008, onde tão pouca gente chega a se meter em algum problema mais sério, de verdade, por cometer atos de delinqüência na vida pública, ele conseguiu ser preso duas vezes seguidas, entre abril e junho. Para começar, deixou-se pegar em flagrante, naquele tipo de cena que hoje em dia se tornou um clássico da nossa política: recebendo pacotes de dinheiro vivo, em valor um pouco acima de 1,1 milhão de reais, numa gravação com imagem e som. Ficou catorze dias na cadeia e foi solto, como acontece sempre: e, como acontece sempre, tudo deveria ir acabando por aí. Neste caso, porém, nem mesmo a incomparável proteção que as leis e a justiça brasileira oferecem a gente como o exprefeito foi suficiente para mantê-lo solto. O documento que ele apresentou para justificar a origem do dinheiro – a já tradicional venda de uma ‘fazenda’, variante da venda de bois, cavalos etc. – foi considerado falso. Diante de sua absoluta falta de cuidado com o que dizia enquanto era gravado, ficou claro que o dinheiro lhe fora entregue em troca da concessão de diversos aumentos no preço das passagens municipais de ônibus. Contra todas as expectativas, o homem teve de voltar ao presídio.” (GUZZO, J. R. Agravo x embargo. Veja, São Paulo, 25 jun. 2008. Seções, p. 140) 
Ao experimentar novas técnicas narrativas, Machado de Assis, em Memórias póstumas de Brás Cubas, estabelece um campo de observação privilegiado que dá ao narrador uma sintonia nervosa em relação ao leitor, isto porque:
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Q1368860 Literatura
Julgue como verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmações sobre a obra Eles não usam Black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri. Em seguida, assinale a sequência correta.
I) A música de Juvêncio no final da narrativa é concedida a intérpretes citadinos, simbolizando uma tentativa do dramaturgo de unir o morro e a cidade. II) Diferentemente de Maria, Tião não reconhece o morro como seu espaço, o que, segundo alguns personagens, atribui-se ao fato de ter sido criado na cidade. III) É uma peça peculiar da década de 50 que inova ao trazer uma linguagem revolucionária e ao abordar a liberdade sindical vivenciada pelos operários brasileiros. IV) Há uma relação conflituosa entre os interesses coletivos (representado pelos operários) e os particulares (representado pela figura de Tião).
A sequência correta é:
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Q1368858 Literatura

Marque a alternativa que traz as afirmações corretas acerca de “Terra de Santa Cruz”, poema que dá título à obra de Adélia Prado:


Nas minhas bodas de ouro, esganada como os netos,

vou comer os doces.

Não terei a serenidade dos retratos

de mulheres que pouco falaram ou comeram.

Porque o frade se matou

no pequeno bosque fora do seu convento.

De outras vezes já disse: não haverá consolo. E houve:

música, poema, passeatas.

O amor tem ritmos que não são de tristeza:

forma de ondas, ímpeto, água corrente.

E agora? Que digo ao homem, ao trem, ao menino que me espera,

à jabuticabeira em flores, temporã?

Contemplar o impossível enlouquece.

Sou uma tênia no epigastro de Deus:

E agora? E agora? E agora?

Onde estavam o guardião, o ecônomo, o porteiro,

a fraternidade onde estava quando saíste,

ó desgraçado moço da minha pátria,

ao encontro desta árvore?

Meu inimigo sou eu. Os torturadores todos enlouquecem ao fim,

comem excrementos, odeiam seus próprios gestos obscenos,

os regimes iníquos apodrecem.

Quando andavas em círculos, a alma dividida,

o que fazia, santa e pecadora, a nossa Mãe Igreja?

Promovia tômbolas, é certo, benzia edifícios novos,

mas também te gerava, quem ousará negar, a ti

e a outros santos que deixam as bíblias marcadas:

“Na verdade carregamos em nós mesmos nossa sentença de morte”.

“Amai vossos inimigos.”


O que disse: “Quem crer viverá para sempre”, este também

balouçou do madeiro como fruto de escárnio.

Nada, nada que é humano é grandioso.

Me interrompe da porta a mocinha boçal. Quer mudas

[de trepadeira.

Meus cabelos levantam-se. Como um torturador eu piso

[e arranco

a muda, os olhos, as entranhas da intrusa

e não sendo melhor que Jó choro meus desatinos.

Sempre há quem pergunte a Judas qual a melhor árvore:

os loucos lúcidos, os santos loucos,

aqueles a quem mais foi dado, os quase sublimes.

Minha maior grandeza é perguntar: haverá consolo?

Num dedal cabem minha fé, minha vida e meu medo

[maior que é viajar de ônibus.

A tentação me tenta e eu fico quase alegre.

É bom pedir socorro ao Senhor Deus dos Exércitos,

ao nosso Deus que é uma galinha grande.

Nos põe debaixo da asa e nos esquenta.

Antes, nos deixa desvalidos na chuva,

pra que aprendamos a ter confiança n’Ele

E não em nós.


(p. 87-89)


I) Do ponto de vista formal, o poema é construído por versos livres e brancos, sem divisão estrófica e reflete ora sobre coisas do cotidiano ora sobre temas mais complexos.

II) Apesar de escrito no século XX, o poema apresenta traços marcantes do Barroco brasileiro ao trazer o humano totalmente subjugado e temente às leis de Deus, consciente de sua fragilidade e de sua natureza pecadora.

III) O eu lírico utiliza passagens e personagens bíblicas como forma de convencer o seu interlocutor a se voltar para a Igreja e, consequentemente, para Deus.

IV) O título do poema bem como o seu próprio conteúdo sugere que o eu lírico tem uma vivência religiosa, de identidade cristãcatólica, traço marcante no livro de Adélia Prado.


Assinale a alternativa correta:

Alternativas
Ano: 2008 Banca: UNIR Órgão: UNIR Prova: UNIR - 2008 - UNIR - Vestibular - Primeira Fase |
Q1353975 Literatura
O regionalismo é uma das linhas temáticas mais constantes da literatura brasileira, diferenciando-se conforme época e estilo. A coluna da esquerda apresenta algumas dessas vertentes e a da direita, escritores da literatura brasileira. Numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda.
1 - Regionalismo neo-realista marcado pela visão crítica das relações sociais. 2 - O regional é transfigurado pelo mítico, retomando as novelas feudais de cavalaria. 3 - O romance regional faz parte do projeto mais amplo de construção da identidade nacional. 4 - O regional confunde-se com o pitoresco, apresentando tipos interioranos que retratam costumes e usos de seu grupo social.
( ) José de Alencar
( ) Graciliano Ramos
( ) Monteiro Lobato
( ) José Lins do Rego ( ) Guimarães Rosa Assinale a seqüência correta.
Alternativas
Ano: 2008 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2008 - UEG - Vestibular - Prova |
Q229610 Literatura
O nome do protagonista de Uma aprendizagem ou O livros dos prazeres (1969), de Clarice Lispector, faz referência à obra
Alternativas
Ano: 2008 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2008 - UEG - Vestibular - Prova |
Q229605 Literatura
A estrutura do conto “A morte ao vivo”, contido em O corpo, de Lacordaire Vieira, remete a técnicas
Alternativas
Respostas
61: C
62: D
63: E
64: E
65: C
66: A
67: E
68: A
69: E
70: D
71: E
72: C
73: E
74: E
75: A
76: C
77: B
78: E
79: A
80: D