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Eu quero

Questões de Vestibular de Literatura - Simbolismo

Foram encontradas 2 questões

Q956690 Literatura

Tal movimento não era apenas um movimento europeu de caráter universal, conquistando uma nação após outra e criando uma linguagem literária universal que, em última análise, era tão inteligível na Rússia e na Polônia quanto na Inglaterra e na França; ele também provou ser uma daquelas correntes que, como o Classicismo da Renascença, subsistiu como fator duradouro no desenvolvimento da arte. Na verdade, não existe produto da arte moderna, nenhum impulso emocional, nenhuma impressão ou estado de espírito do homem moderno, que não deva sua sutileza e variedade à sensibilidade que se desenvolveu a partir desse movimento. Toda exuberância, anarquia e violência da arte moderna, seu lirismo balbuciante, seu exibicionismo irrestrito e profuso, derivaram dele. E essa atitude subjetiva e egocêntrica tornou-se de tal modo natural para nós, tão absolutamente inevitável, que nos parece impossível reproduzir sequer uma sequência abstrata de pensamento sem fazer referência aos nossos sentimentos.

(Arnold Hauser. História social da arte e da literatura, 1995. Adaptado.)


O texto refere-se ao movimento denominado

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Q587674 Literatura

A questão abordam um poema do português Eugênio de Castro (1869-1944).


                                         MÃOS


Mãos de veludo, mãos de mártir e de santa,

o vosso gesto é como um balouçar de palma;

o vosso gesto chora, o vosso gesto geme, o vosso

                                                             [gesto canta!


Mãos de veludo, mãos de mártir e de santa,

rolas à volta da negra torre da minh’alma.

Pálidas mãos, que sois como dois lírios doentes,

Caridosas Irmãs do hospício da minh’alma,

O vosso gesto é como um balouçar de palma,

Pálidas mãos, que sois como dois lírios doentes...

Mãos afiladas, mãos de insigne formosura,

Mãos de pérola, mãos cor de velho marfim,

Sois dois lenços, ao longe, acenando por mim,

Duas velas à flor duma baía escura.

Mimo de carne, mãos magrinhas e graciosas,

Dos meus sonhos de amor, quentes e brandos ninhos,

Divinas mãos que me heis coroado de espinhos,

Mas que depois me haveis coroado de rosas!

Afilhadas do luar, mãos de rainha,

Mãos que sois um perpétuo amanhecer,

Alegrai, como dois netinhos, o viver

Da minha alma, velha avó entrevadinha.


                                                     (Obras poéticas, 1968.)

A musicalidade, as reiterações, as aliterações e a profusão de imagens e metáforas são algumas características formais do poema, que apontam para sua filiação ao movimento
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Respostas
1: D
2: D