Questões de Vestibular
Comentadas sobre romantismo em literatura
Foram encontradas 212 questões
Para responder à questão considere os textos 1, 2 e 3.
Texto 1
Disponível em:
Texto 2
Disponível em:
Texto 3
Disponível em:<https://poesiaspoemaseversos.com.br/cruz-e-sousa-poemas>. Acesso em: 07 nov. 2016.
Geleia Geral, composta por Gilberto Gil e Torquato Neto, é uma canção bastante representativa da valorização do hibridismo proposta pelo movimento tropicalista nas artes nacionais. Nesse sentido, há na canção uma quantidade significativa de referências a elementos culturais eruditos e populares das mais variadas origens: literatura, música, cinema, carnaval, festividades religiosas, etc.
Nestas duas colunas, há três versos da canção e três obras a que esses versos fazem referência.
1- Minha terra é onde o sol é mais limpo
2- Pindorama, país do futuro
3- Salve o lindo pendão dos seus olhos
( ) Manifesto Antropófago, Oswald de Andrade
( ) Canção do Exílio, Gonçalves Dias
( ) Hino à Bandeira, Olavo Bilac
A sequência correta de preenchimento dos parêntesis, de cima para baixo, é:
A alegria ainda morou na cabana, todo o tempo que as espigas de milho levaram para amarelecer. Uma alvorada, caminhava o cristão pela borda do mar. Sua alma estava cansada. O colibri sacia-se de mel e perfume; depois adormece em seu branco ninho de cotão, até que volta no outro ano a lua das flores. Como o colibri, a alma do guerreiro também satura-se de felicidade, e carece de sono e repouso. A caça e as excursões pelas montanhas em companhia do amigo, as carícias da terna esposa que o esperavam na volta, e o doce carbeto no copiar da cabana, já não acordavam nele as emoções de outrora. Seu coração ressonava.
Quando Iracema brincava pela praia, os olhos do guerreiro retiravam-se dela para se estenderem pela imensidade dos mares.
Viram umas asas brancas, que adejavam pelos campos azuis. Conheceu o cristão que era uma grande igara de
muitas velas, como construíam seus irmãos; e a saudade da pátria apertou-lhe no seio.
O trecho acima integra o romance Iracema, de José de Alencar. Dele não se pode afirmar que
Leia o trecho do poema ―Navio Negreiro‖, de Castro Alves.
TEXTO 06
Existe um povo que a bandeira empresta
Pra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?!...
Silêncio!... Musa! chora, chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto...
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra,
E as promessas divinas da esperança...
Tu, que da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança,
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...
Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu na vaga,
Como um íris no pélago profundo!...
...Mas é infâmia de mais... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo...
Andrada! arranca este pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta de teus mares!
Fonte: http://enemquiz.com.br/simulado/literatura/3a-geracao-castro-alves-social#.WQeRkNLyvIU. Acesso em: 23 de mar 2017.
I. O contraste entre Aurélia e as outras moças atende ao propósito de singularização da heroína romântica.
II. A graça com que Aurélia transita no baile contrasta com a rispidez expressa em diversos momentos íntimos de seu convívio com Seixas.
III. A focalização do baile decorre da ambientação urbana do romance, que põe em evidência as relações sociais daquele tempo.
IV. A desenvoltura e o êxito de Aurélia no baile confirmam a degradação moral da protagonista que contraiu casamento por interesses financeiros.
Assinale a alternativa correta.
Leia o trecho a seguir.
Tornemos à câmara nupcial, onde se representa a primeira cena do drama original, de que apenas conhecemos o prólogo. Os dois atores ainda conservam a mesma posição em que os deixamos. Fernando Seixas obedecendo automaticamente Aurélia, sentara-se, e fitava a moça com um olhar estupefato. A moça arrastou a cadeira e colocou-se em face do marido, cujas faces crestava o seu hálito abrasado.
(ALENCAR, J. de. Senhora. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1971. p. 149.)
De acordo com o trecho citado, pertencente ao nono capítulo da 2ª parte, assinale a alternativa correta.
Considere o trecho da Obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, que se segue:
Virgília? Mas era a mesma senhora, que alguns anos depois...? (...) Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza, entre as mocinhas do tempo, porque isto não é um romance, em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas; mas também não digo que lhe maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha, não. Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, que o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação. Era isto Virgília, e era clara, muito clara, faceira, ignorante, pueril, cheia de uns ímpetos misteriosos; muita preguiça e alguma devoção – devoção, ou talvez medo; creio que medo. (ASSIS, Machado, 1994, p. 55)
Com base na leitura do trecho, considerando a referida obra e o conhecimento sobre as escolas literárias, podemos afirmar que há uma crítica explícita à seguinte estética:
Texto 1
Os teus olhos espalham luz divina,
a quem a luz do sol em vão se atreve;
papoila ou rosa delicada e fina
te cobre as faces, que são cor da neve.
Os teus cabelos são uns fios d’ouro;
teu lindo corpo bálsamo vapora.
Ah! não, não fez o céu, gentil pastora,
para a glória de amor igual tesouro!
Graças, Marília bela,
graças à minha estrela!
(Tomás Antônio Gonzaga, Obras Completas)
Texto 2
Jerônimo levantou-se, quase que maquinalmente, e, seguido por Piedade, aproximou-se da grande roda que se formara em torno dos dois mulatos. Aí, de queixo grudado às costas das mãos contra uma cerca de jardim, permaneceu, sem tugir nem mugir, entregue de corpo e alma àquela cantiga sedutora e voluptuosa que o enleava e tolhia, como à robusta gameleira brava o cipó flexível, carinhoso e traiçoeiro.
E viu a Rita Baiana, que fora trocar o vestido por uma saia, surgir de ombros e braços nus, para dançar. A lua destoldara-se nesse momento, envolvendo-a na sua cama de prata, a cujo refulgir os meneios da mestiça melhor se acentuavam, cheios de uma graça irresistível, simples, primitiva, feita toda de pecado, toda de paraíso, com muito de serpente e muito de mulher.
(Aluísio Azevedo, O Cortiço, 1991)
De fato, este romance constitui um dos poucos romances cômicos do romantismo nacional, afastando-se dos traços idealizantes que caracterizam boa parte das obras “sérias” dos autores de então. O modo pelo qual este romance pinta a sociedade, representado-a a partir de um ângulo abertamente cômico e satírico, também era relativamente novo nas letras brasileiras do século XIX.
(Mamede Mustafa Jarouche. “Galhofa sem melancolia”, 2003. Adaptado.)
O comentário refere-se ao romance
A poesia dos antigos era a da posse, a dos novos é a da saudade (e anseio); aquela se ergue, firme, no chão do presente; esta oscila entre recordação e pressentimento. O ideal grego era a concórdia e o equilíbrio perfeitos de todas as forças; a harmonia natural. Os novos, porém, adquiriram a consciência da fragmentação interna que torna impossível este ideal; por isso, a sua poesia aspira a reconciliar os dois mundos em que se sentem divididos, o espiritual e o sensível, fundindo-os de um modo indissolúvel. Os antigos solucionam a sua tarefa, chegando à perfeição; os novos só pela aproximação podem satisfazer o seu anseio do infinito.
(August Schlegel apud Anatol Rosenfeld. Texto/Contexto I, 1996. Adaptado.)
Os “novos” a que se refere o escritor alemão August Schlegel são os poetas
I. Castro Alves supera o extremado individualismo dos poetas anteriores, dando ao Romantismo um sentido social e revolucionário que o aproxima do Realismo. II. Sua obra, a exemplo de Vitor Hugo, toma duas direções: a poesia social e a poesia lírica. III.O poeta é o caso típico do intelectual convertido em homem de ação. Não apenas realizou uma poesia humanitária, como participou ativamente de toda a propaganda abolicionista e republicana.
A sequência correta é
I . Martins Pena intuiu que o drama não se ajustaria ao universo que propunha retratar, porque os grupos burgueses urbanos careciam de tragédia humana e suas contradições eram limitadas ou inexistentes. Apenas o riso conseguiria dar-lhes certo interesse. Então, iniciou a carreira satirizando os costumes rurais, os costumes da “roça”. II. José de Alencar, inserido na linha nacionalista do Romantismo, procurou construir uma obra romanesca que abrangesse todo o Brasil, principalmente em sua totalidade física. Mas o projeto também atingia as coordenadas históricas do país, através de relatos “históricos” e “indianistas”, situados na era colonial. Além disso, buscou o regionalismo brasileiro e também abordou a vida cotidiana do Rio de Janeiro.
III.Embora o tema predileto de Joaquim Manuel de Macedo fosse o amor, as aventuras sentimentais que imaginava nunca tiveram a violência e o amoralismo dos folhetins estrangeiros. São afetos decorosos, pois o autor fazia o possível para não ferir os leitores com o trágico e o desmedido. Mais açúcar do que sangue. Em vez de adultérios, respeitáveis namoros que terminam em casamento. Até os vilões sabem adaptar-se às conveniências. Só praticam a vilania, enquanto o enredo assim o exige. No final, convertem-se.
(Antonio Candido. Iniciação à literatura brasileira, 2010. Adaptado.)
Tal comentário refere-se ao seguinte movimento literário brasileiro:
Considere o texto abaixo.
Paralelos históricos nunca são exatos, e por isso sempre são suspeitos, mas no século XIX está o molde do que nos acontece agora, com as revoluções anárquicas da era da restauração pós-Bonaparte, nascidas da frustração com a promessa libertária esgotada da Revolução Francesa, no lugar do nosso atual inconformismo sem centro, nascido da frustração com experiências socialistas fracassadas. Nos dois casos, a revolta sem método, muitas vezes apolítica e suicida, substituiu a revolução racionalizada.
(VERISSIMO, Luis Fernando. O mundo é bárbaro. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 149)