Questões de Vestibular Sobre literatura
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BANANÉRE, Juó. “Migna terra”. La Divina Increnca. São Paulo: Irmãos Marrano Editora, 1924.
Assinale a alternativa que melhor expressa as relações entre o poema e a inserção social de imigrantes italianos no Brasil.
Julgue o próximo item, com base na leitura do texto 1A2-III.
O predomínio da função referencial da linguagem em
Suspiro de Gaia, embora cause prejuízo estético ao poema,
garante que a realidade violenta que cerca o eu-lírico seja
imediatamente comunicada ao leitor.
Julgue o próximo item, com base na leitura do texto 1A2-III.
No título do poema, a evocação da mitologia grega, em que
Gaia era a deusa que representava a Terra, aproxima a
produção do poeta indígena da fonte primária da literatura
ocidental: a Antiguidade Clássica.
Julgue o próximo item, com base na leitura do texto 1A2-III.
Nos versos finais do poema Suspiro de Gaia, a
personificação da Terra contribui tanto para criar uma
imagem poética de grande beleza plástica quanto para
expressar a concepção indígena da natureza.
Julgue o próximo item, com base na leitura do texto 1A2-III.
A assimetria entre os dois primeiros versos do poema, o
caráter informativo do terceiro verso e a ausência de rimas e
de pontuação, excetuando-se o ponto final empregado no
verso 4, são características suficientes para classificar
Suspiro de Gaia como um poema modernista.
Com base na leitura dos textos 1A2-I e 1A2-II, julgue o item a seguir.
Os dois últimos versos da primeira estrofe de Promessas do
Sol sugerem uma identificação, embora em perspectiva e
tempo diversos, entre o eu-lírico da canção e o do poema
Canção do Tamoio, ou seja, ambos são uma figuração do
canto do indígena no Brasil.
Com base na leitura dos textos 1A2-I e 1A2-II, julgue o item a seguir.
Da leitura comparativa dos textos Canção do Tamoio e
Promessas do Sol entende-se que a representação do
indígena na arte e sua condição social na realidade brasileira
sofreram poucas alterações entre os séculos 19 e 20.
Com base na leitura dos textos 1A2-I e 1A2-II, julgue o item a seguir.
A canção Promessas do Sol não oferece resposta à pergunta
que a encerra — “Que tragédia é essa que cai sobre todos
nós?” —; portanto, cabe ao leitor encontrar, fora do texto,
as razões que justifiquem o fato de o eu lírico classificar
como trágica a realidade que o cerca.
Com base na leitura dos textos 1A2-I e 1A2-II, julgue o item a seguir.
Em Promessas do Sol, a função apelativa presente na
abertura das três estrofes evidencia o objetivo do produtor do
texto de se dirigir ao leitor para convencê-lo da força, da
beleza e da justiça que caracterizam o estado de espírito do
eu-lírico na canção.
Com base na leitura dos textos 1A2-I e 1A2-II, julgue o item a seguir.
Na estrofe V da Canção do Tamoio, os versos de 3 a 8
indicam a centralidade dos valores próprios aos tamoios no
poema, e o trabalho estético do poeta amplia o tema
específico, para que o leitor perceba a dimensão humana do
canto do tamoio, evidenciada nos versos “Penetra na vida: /
Pesada ou querida, / Viver é lutar.” (estrofe X).
Com base na leitura dos textos 1A2-I e 1A2-II, julgue o item a seguir.
Na Canção do Tamoio, a figuração do indígena alinha-se
à exaltação dos nativos, que caracterizava o Indianismo
romântico, empenhado em criar a imagem de um passado
nacional grandioso para o país recém-independente da
metrópole portuguesa.
(Arnold Hauser. História social da arte e da literatura, 1994. Adaptado.)
O texto refere-se ao movimento
[…] III
HOMENAGEM A NATALIA GORBANIEVSKAYA
Sobre o vosso jazigo - Homem político - Nem compaixão, nem flores. Apenas o escuro grito Dos homens.
Sobre os vossos filhos - Homem político - A desventura Do vosso nome.
E enquanto estiverdes À frente da Pátria Sobre nós, a mordaça. E sobre as vossas vidas - Homem político - Inexoravelmente, nossa morte. […]
Júbilo Memória Noviciado da Paixão (1974) - Poemas aos Homens do nosso Tempo. Poesia: 1959 – 1979 - São Paulo: Quíron; [Brasília]: INL, 1980.
Sobre o excerto apresentado, assinale a alternativa correta.
Manoel de Barros
Sou leso em tratagens com máquina. Tenho desapetite para inventar coisas prestáveis. Em toda a minha vida só engenhei Três máquinas Como sejam: Uma pequena manivela para pegar no sono. Um fazedor de amanhecer para usamentos de poetas E um platinado de mandioca para o fordeco de meu irmão. Cheguei de ganhar um prêmio das indústrias automobilísticas pelo Platinado de Mandioca. Fui aclamado de idiota pela maioria das autoridades na entrega do prêmio. Pelo que fiquei um tanto soberbo. E a glória entronizou-se para sempre em minha existência.
Disponível em: https://poesiaspreferidas.wordpress.com/2015/04/20/ofazedor-de-amanhecer-manoel-de-barros. Acesso em: 10 ago. 2020.
Com base na leitura do poema, é correto afirmar que
As poesias de Mario Quintana, não muito raro, trazem imagens que dialogam com a proposta surrealista, como se pode observar no seguinte conjunto de versos, extraído do livro de poemas Esconderijos do tempo:
Selva selvaggia
As palavras espiam como animais: umas, rajadas, sensuais, que nem panteras... outras, escuras, furtivas raposas... mas as mais belas palavras estão pousadas nas frondes mais altas, como pássaros... O poema está parado em meio da clareira.
O poema caiu na armadilha! debate-se e ora subdivide-se e entrechoca-se como esferas de vidro colorido ora é uma fórmula algébrica ora, como um sexo, palpita... Que importa que importa qual seja enfim o seu verdadeiro universo? Ele em breve será inteiramente devorado pelas palavras!
QUINTANA, M. Esconderijos do tempo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.
Selva selvaggia exemplifica uma das características da poética de Mário Quintana: