Questões de Vestibular
Sobre gênero épico ou narrativo em literatura
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( ) O diálogo entre os dois interlocutores constitui-se no núcleo da narrativa. ( ) A sutil ironia do autor reflete sua condescendência com a sociedade. ( ) A intensa ação do conto associa-se à exposição de ideias do pai. ( ) O pai faz uma série de recomendações ao filho para que tenha sucesso na vida.
O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
( ) “Sentenças latinas, ditos históricos, versos célebres, brocardos jurídicos, máximas, é de bom aviso trazê-los contigo para os discursos de sobremesa, de felicitação, ou de agradecimento.” (linhas 01 a 04) ( ) “Essas fórmulas têm a vantagem de não obrigar os outros a um esforço inútil.” (linhas 13 a 15) ( ) “[...] o adjetivo é a alma do idioma, a sua porção idealista e metafísica.” (linhas 53 e 54) ( ) “O substantivo é a realidade nua e crua, é o naturalismo do vocabulário.” (linhas 54 a 56)
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
I. ele confere dois atributos aos olhos da cigana. II. a construção contrapõe-se a outra do narrador Bentinho, qual seja: “olhos de ressaca”. III. a capacidade de sedução de Capitu é sugerida por “olhos de ressaca”.
Está/Estão correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
Considere os dois excertos que seguem.
I
E disse: “Ó gente ousada, mais que quantas
No mundo cometeram grandes cousas,
Tu, que por guerras cruas, tais e tantas,
E por trabalhos vãos nunca repousas (...)”
II Aqui ao leme sou mais do que eu: Sou um povo que quer o mar que é teu; E mais que o mostrengo, que me a alma teme E roda nas trevas do fim do mundo, Manda a vontade, que me ata ao leme, De El-Rei D. João Segundo!
(Mensagem, de Fernando Pessoa, 2.ª parte)
Em I, o Gigante Adamastor fala aos navegantes portugueses que queriam, pioneiramente, atravessar o Cabo das Tormentas a caminho das Índias; em II, o timoneiro fala ao mostrengo o porquê de a embarcação lusitana estar enfrentando os perigos do mar. A partir dos excertos e dos comentários, assinale a afirmação que esteja incorreta.
1. Proposição. 2. Invocação. 3. Narração. 4. Conclusão.
( ) Definição do tema e do herói do poema. ( ) Ocorre após o relato dos feitos gloriosos que marcaram a trajetória do herói. ( ) Refere-se à apresentação da sequência cronológica dos fatos que envolvem as aventuras do herói. ( ) Pedido do poeta à Musa para que lhe inspire, para que desenvolva perfeitamente o tema de seu poema.
Está correta a sequência em
( ) Hamlet e incitado pelo espectro do pai a vingar sua morte e busca descobrir por quem o pai foi assassinado. ( ) Rei Claudio oferece recompensa a quem descobrir o assassino do irmão. ( ) Hamlet finge-se de louco como forma de vingar a morte do pai. ( ) Ofélia aceita o conselho de Hamlet e vai para um convento.
A sequencia correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, e
I – O gênero lírico, através de poesias, expressa o mundo interior, explorando certa musicalidade nas palavras.
II – O gênero épico, através de seus poemas, apresenta um narrador que ressalta a figura do herói.
III – O gênero dramático expõe o conflito do homem em seu mundo. Os textos deste gênero foram feitos para serem encenados.
Analise tais afirmações, e assinale a alternativa correta:
De acordo com os estudos teóricos sobre gêneros literários, é correto afirmar:
O gênero épico é caracterizado como o mais objetivo, visto que o narrador não exprime o seu próprio
estado de alma.
De acordo com os estudos teóricos sobre gêneros literários, é correto afirmar:
A teoria dos gêneros é um sistema de normas a que os autores têm que se submeter, a fim de produzirem
obras literárias puramente líricas, épicas, ou dramáticas.
TEXTO 1
Irás a divertir-te na floresta,
Sustentada, Marília, no meu braço,
Aqui descansarei a quente sesta
Dormindo um leve sono em teu regaço;
Enquanto a luta jogam os pastores,
e emparelhados correm nas campinas,
toucarei teus cabelos de boninas,
nos troncos gravarei os teus louvores
Graças, Marília bela,
graças à minha estrela!
(Tomás Antônio Gonzaga)
TEXTO 2
UM SONETO PARA MARÍLIA
À maneira de Dirceu
Eis que um dia na mata se banhava
Enquanto o deus as costas lhe voltava.
Cupido... e estava nu, inteiramente,
Pois que deixara à margem da corrente
O arco terrível e a repleta aljava.
Só aguardava ocasião... E, de repente
As armas furta sorrateiramente,
Surgem então as fauces escarninhas
Dos silvanos e sátiros astutos.
Põem-se a vaiar o Amor, sem mais cautelas
Marília que, às ocultas, o espreitava
—Ah! Temíeis as frechas quando minhas!
(E o deus sorri) Vereis agora, ó brutos,
O que Marília há de fazer com elas!
(MARIO QUINTANA)
A respeito dos dois textos, observe os seguintes comentários:
I. Quanto ao gênero literário, o TEXTO 1 revela, encoberto na cena descritiva, um lirismo confessional, através do qual o eu poético expressa o seu amor, sua paixão.
II. O TEXTO 2 se constitui como paráfrase do TEXTO I, ao reproduzir as mesmas ideias deste.
III. O TEXTO 2 mostra um locutor mais distanciado dos sentimentos e do confessionalismo amoroso; quanto ao gênero literário, este texto traz uma tendência dominante do gênero narrativo.
IV. O TEXTO 2 contém insinuações humorísticas e sensuais que ‘desconstroem’ o clima lírico e confessional, presente na cena do TEXTO 1.
V. O TEXTO 2 centraliza seu foco de atenção à personagem Marília, numa tentativa de recuperar o confessionalismo amoroso escamoteado no TEXTO 1
VI. O TEXTO 2 desconstrói e dessacraliza a cena e o sentimento amoroso do TEXTO 1, constituindo-se como paródia deste.
Está CORRETO o que se afirmou
CITONHO Doutor Noêmio, desculpe a indiscrição. Andaram me falando de uma coisa, mas eu não quis de maneira nenhuma acreditar. Me disseram que o senhor é de uma raça que só come folha. DR. NOÊMIO Pois pode acreditar. Sou vegetariano e tenho muito orgulho disto. CITONHO Mas a gente vê umas neste mundo! Não está vendo que tomate e chuchu não dão sustança a ninguém?! Agora: feijão, farinha e carne, sim, isso é que é comida. Olhe aqui eu. Estou com mais de oitenta anos, só não como carne na Sexta-feira da Paixão – e olhe lá... Resultado: uma saúde de ferro: estou tinindo. DR. NOÊMIO Isso é o que o senhor pensa. Seu corpo está envenenado, meu velho, com toxinas até na ponta dos cabelos. Até na sombra.
[...]
FREDERICO Eu só rezo pra defunto. Interessa? Liás, cabra safado não serve pra morrer, só serve pra apanhar. E apanhar entre os bicos dos peitos e o caroço do imbigo, que é pra não deixar marcas da surra. Ah!, nós três num deserto: eu, você e um cacete de quixaba! Porque quixaba é o chá melhor que existe no mundo pra pancada. Assim, pra ganhar tempo, a gente dá logo a pisa com quixaba, porque está dando o castigo e o remédio. Mas já gastei muita cera com você. [...]
(LINS, Osman. Lisbela e o prisioneiro. São Paulo: Planeta, 2003. p. 22 e 25.)
Considerando a obra citada no texto 01, assinale a alternativa correta:
