Questões de Vestibular Sobre barroco em literatura

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Q1268555 Literatura

Com base no estudo de Antonio Risério, em Uma História da Cidade da Bahia, é correto afirmar:


Gregório de Matos era branco, cristão velho, descendente de senhores de engenho, e não via com bons olhos a ascensão social dos novos ricos.

Alternativas
Q1268554 Literatura
Descreve o que era realmente naquele tempo a cidade da Bahia

A cada canto um grande conselheiro,
que nos quer governar a cabana, e vinha,
não sabem governar sua cozinha,
e podem governar o mundo inteiro.


Em cada porta um frequentado olheiro,
que a vida do vizinho, e da vizinha
pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,
para a levar à Praça, e ao Terreiro.

Muitos mulatos desavergonhados,
trazidos pelos pés os homens nobres,
posta nas palmas toda a picardia.

Estupendas usuras nos mercados,
todos, os que não furtam, muito pobres,
e eis aqui a cidade da Bahia. (MENDES, 1998, p. 27).


 A partir do estudo crítico de Cleise Mendes, em Senhora Dona Bahia, pode-se afirmar:
O Barroco é a expressão artística do conflito e do esforço de síntese entre as tradições clássica e medieval.
Alternativas
Q1268553 Literatura
Descreve o que era realmente naquele tempo a cidade da Bahia

A cada canto um grande conselheiro,
que nos quer governar a cabana, e vinha,
não sabem governar sua cozinha,
e podem governar o mundo inteiro.


Em cada porta um frequentado olheiro,
que a vida do vizinho, e da vizinha
pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,
para a levar à Praça, e ao Terreiro.

Muitos mulatos desavergonhados,
trazidos pelos pés os homens nobres,
posta nas palmas toda a picardia.

Estupendas usuras nos mercados,
todos, os que não furtam, muito pobres,
e eis aqui a cidade da Bahia. (MENDES, 1998, p. 27).


 A partir do estudo crítico de Cleise Mendes, em Senhora Dona Bahia, pode-se afirmar:
A poesia satírica de Gregório de Matos inclui ataques pessoais a seus inimigos.
Alternativas
Q1268552 Literatura
Descreve o que era realmente naquele tempo a cidade da Bahia

A cada canto um grande conselheiro,
que nos quer governar a cabana, e vinha,
não sabem governar sua cozinha,
e podem governar o mundo inteiro.


Em cada porta um frequentado olheiro,
que a vida do vizinho, e da vizinha
pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,
para a levar à Praça, e ao Terreiro.

Muitos mulatos desavergonhados,
trazidos pelos pés os homens nobres,
posta nas palmas toda a picardia.

Estupendas usuras nos mercados,
todos, os que não furtam, muito pobres,
e eis aqui a cidade da Bahia. (MENDES, 1998, p. 27).


 A partir do estudo crítico de Cleise Mendes, em Senhora Dona Bahia, pode-se afirmar:
A produção satírica de Gregório de Matos foi aceita com dificuldade pelos críticos de literatura, pois não a consideravam expressão legítima da criação artística.
Alternativas
Q1268551 Literatura
Descreve o que era realmente naquele tempo a cidade da Bahia

A cada canto um grande conselheiro,
que nos quer governar a cabana, e vinha,
não sabem governar sua cozinha,
e podem governar o mundo inteiro.


Em cada porta um frequentado olheiro,
que a vida do vizinho, e da vizinha
pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,
para a levar à Praça, e ao Terreiro.

Muitos mulatos desavergonhados,
trazidos pelos pés os homens nobres,
posta nas palmas toda a picardia.

Estupendas usuras nos mercados,
todos, os que não furtam, muito pobres,
e eis aqui a cidade da Bahia. (MENDES, 1998, p. 27).


 A partir do estudo crítico de Cleise Mendes, em Senhora Dona Bahia, pode-se afirmar:
O poema pertence à poesia satírica de Gregório de Matos pelo uso da ironia para expor ao ridículo certos comportamentos da sociedade baiana do século XVII.
Alternativas
Ano: 2013 Banca: COPEVE-UFAL Órgão: UNEAL Prova: COPEVE-UFAL - 2013 - UNEAL - Vestibular - Literatura Brasileira |
Q291370 Literatura
“Podemos até, antecipando-nos à leitura do soneto, anunciar o princípio de construção de que se serviu "o autor" no texto que vamos estudar: a extensão sintagmática das frases do poema, o léxico escolhido, o tom e sonoridades têm a medida – exata! – da profundidade da emoção experimentada pelo eu-lírico, numa estreita e regular correspondência (perdoem-nos mais uma vez o uso da palavra suspeita). Esse é, não percamos de vista, o fundamento que subjaz à organização do poema” (Roberto Sarmento Lima – O círculo e a palavra constantes do poema lírico).


Soneto IV de Via-Láctea

Como a floresta secular, sombria,

Virgem do passo humano e do machado,

Onde apenas, horrendo, ecoa o brado

Do tigre, cuja agreste ramaria.

Não atravessa nunca a luz do dia,

Assim também, da luz do amor privado,

Tinhas o coração ermo e fechado,

Como a floresta secular, sombria...

Hoje, entre os ramos, a canção sonora

Soltam festivamente os passarinhos.

Tinge o cimo das árvores a aurora...

Palpitam flores, estremecem ninhos...

E o sol do amor, que não entrava outrora,

Entra dourando a areia dos caminhos.



Pelas características apresentadas no texto e pelas encontradas no poema acima (rimas raras, preferência pelo rigor formal do soneto, medição das ideias, dentre outras), podemos afirmar que Roberto Sarmento Lima refere-se ao poeta ____________, ligado ao movimento denominado _______________, respectivamente.
Alternativas
Ano: 2013 Banca: COPEVE-UFAL Órgão: UNEAL Prova: COPEVE-UFAL - 2013 - UNEAL - Vestibular - Literatura Brasileira |
Q291367 Literatura
O Barroco se configura como um movimento literário marcado, entre outros, pelas ideias difundidas especialmente pela Contra Reforma. Assim, percebe-se uma forte presença da temática religiosa em diversos textos produzidos nesse período no Brasil, entre os quais se destacam os poemas lírico-religiosos de Gregório de Matos. A partir da leitura do poema abaixo, assinale a opção correta.

Ofendi-vos, meu Deus, é bem verdade;

verdade é, meu Senhor, que hei delinquido,

delinquido vos tenho, e ofendido;

ofendido vos tem minha maldade.

Maldade encaminhada a uma vaidade;

vaidade, que de todo me há vencido;

vencido quero ver-me, e arrependido;

arrependido em tanta enormidade.

Arrependido estou de coração;

de coração vós busco, dai-me abraços;

abraços que mereçam vossa Luz.

Luz, que clara me mostre a Salvação,

a Salvação que pretendo com tais braços:

Piedade, meu Senhor, Jesus, Jesus.


MATOS, Gregório de. In: HOLLANDA, Sérgio Buarque de. Antologia dos poetas brasileiros

da fase colonial. São Paulo: Perspectiva, 1979, p. 57-58.


Alternativas
Q1364266 Literatura
Leia atentamente o soneto abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.

Sonêto

Carregado de mim ando no mundo,
E o grande pêso embarga-me as passadas,
Que como ando por vias desusadas,
Faço o pêso crescer, e vou-me ao fundo.

O remédio será seguir o imundo
Caminho, onde dos mais vejo as pisadas,
Que as bêstas andam juntas mais ornadas,
Do que anda só o engenho mais profundo.

Não é fácil viver entre os insanos,
Erra, quem presumir, que sabe tudo,
Se o atalho não soube dos seus danos.

O prudente varão há de ser mudo,
Que é melhor neste mundo o mar de enganos
Ser louco cos demais, que ser sisudo.

(MATOS, Gregório de. Antologia. Porto Alegre: L&P, 2009, p.107) 

Vocabulário

embarga-me: reprime-me; põe-me obstáculo
ornadas: enfeitadas; embelezadas
engenho: talento
insanos: insensatos
presumir: supor; imaginar
varão: homem
cos: com os
sisudo: sério; sensato

Nos versos do segundo quarteto, o eu-lírico sugere que devemos nos conformar com a vida tal como ela é (“O remédio será seguir o imundo / Caminho,”), justificando que é tarefa muito arriscada mudar as pessoas e o mundo (“Não é fácil viver entre os insanos,/ Erra, quem presumir, que sabe tudo,”).
Alternativas
Q1364265 Literatura
Leia atentamente o soneto abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.

Sonêto

Carregado de mim ando no mundo,
E o grande pêso embarga-me as passadas,
Que como ando por vias desusadas,
Faço o pêso crescer, e vou-me ao fundo.

O remédio será seguir o imundo
Caminho, onde dos mais vejo as pisadas,
Que as bêstas andam juntas mais ornadas,
Do que anda só o engenho mais profundo.

Não é fácil viver entre os insanos,
Erra, quem presumir, que sabe tudo,
Se o atalho não soube dos seus danos.

O prudente varão há de ser mudo,
Que é melhor neste mundo o mar de enganos
Ser louco cos demais, que ser sisudo.

(MATOS, Gregório de. Antologia. Porto Alegre: L&P, 2009, p.107) 

Vocabulário

embarga-me: reprime-me; põe-me obstáculo
ornadas: enfeitadas; embelezadas
engenho: talento
insanos: insensatos
presumir: supor; imaginar
varão: homem
cos: com os
sisudo: sério; sensato

O soneto é escrito em primeira pessoa e revela o grande desgosto com a vida (“E o grande pêso”; “Faço o pêso crescer”) e as inseguranças que o mundo apresenta ao eulírico, nas expressões: “Carregado de mim”; “grande pêso”; “ando por vias desusadas”; “faço o pêso crescer”; “vou-me ao fundo”.
Alternativas
Q1364263 Literatura
Leia atentamente o soneto abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.

Sonêto

Carregado de mim ando no mundo,
E o grande pêso embarga-me as passadas,
Que como ando por vias desusadas,
Faço o pêso crescer, e vou-me ao fundo.

O remédio será seguir o imundo
Caminho, onde dos mais vejo as pisadas,
Que as bêstas andam juntas mais ornadas,
Do que anda só o engenho mais profundo.

Não é fácil viver entre os insanos,
Erra, quem presumir, que sabe tudo,
Se o atalho não soube dos seus danos.

O prudente varão há de ser mudo,
Que é melhor neste mundo o mar de enganos
Ser louco cos demais, que ser sisudo.

(MATOS, Gregório de. Antologia. Porto Alegre: L&P, 2009, p.107) 

Vocabulário

embarga-me: reprime-me; põe-me obstáculo
ornadas: enfeitadas; embelezadas
engenho: talento
insanos: insensatos
presumir: supor; imaginar
varão: homem
cos: com os
sisudo: sério; sensato

O poeta Gregório de Matos pertenceu ao movimento barroco brasileiro. Conhecido como poeta satírico, também produziu poesia religiosa e lírica nos estilos cultista e conceptista, apresentando jogos de palavras e figuras de linguagem bem ao estilo barroco.
Alternativas
Q1364262 Literatura
Leia atentamente o texto abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.

II
Leia a posteridade, ó pátrio Rio,
Em meus versos teu nome celebrado;
Por que vejas uma hora despertado
O sono vil do esquecimento frio:

Não vês nas tuas margens o sombrio,
Fresco assento de um álamo copado;
Não vês ninfa cantar, pastar o gado
Na tarde clara do calmoso estio.

Turvo banhando as pálidas areias
Nas porções do riquíssimo tesouro
O vasto campo da ambição recreias.

Que de seus raios o planeta louro,
Enriquecendo o influxo em tuas veias,
Quanto em chamas fecunda, brota em ouro.

(COSTA, Cláudio Manuel da. Melhores poemas – Cláudio Manuel da Costa. São Paulo: Global, 2000, p. 31)

Vocabulário

posteridade: futuro; descendência
vil: baixo; detestável
sombrio: triste; fechado
álamo: espécie de árvore; choupo copado:que apresenta enorme copa; vegetação
estio: verão
influxo: força; influência; inspiração
fecunda: inesgotável
Nos tercetos, a paisagem apresentada segue a beleza da estrofe anterior, harmonizando alguns contrastes existentes nessa paisagem, tais como: “pálidas areias”; “riquíssimo tesouro”; “campo da ambição”; “planeta louro”; “brota em ouro”, refletindo claramente a visão de mundo do eu-lírico.
Alternativas
Q1364257 Literatura
Leia atentamente o fragmento do Sermão do Bom Ladrão, do Padre Antônio Vieira, e assinale a alternativa correta.
“Assim é, o roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres. (...) O ladrão que furta para comer não vai nem leva ao inferno: os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são os ladrões de maior calibre e de mais alta esfera, os quais debaixo do mesmo nome e do mesmo predicamento distingue muito bem S. Basílio Magno. (...) Não são só ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas, ou espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa; os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos.”

(VIEIRA, Antônio. Sermões do Padre Antônio Vieira. Porto Alegre: L&P, 2009, p. 109-110) 

Vocabulário


calibre
: dimensão; volume; tamanho
predicamento: categoria; classe
manha: habilidade; desenvoltura
despojam: roubam; saqueiam 
No Sermão do Bom Ladrão, Vieira posiciona-se contra a roubalheira dos funcionários, governadores, ministros e autoridades que se valiam de sua posição no império português. Para criticá-los, o autor mostra uma postura ética contrária à corrupção que já existia no sistema colonial.
Alternativas
Q1364256 Literatura
Leia atentamente o fragmento do Sermão do Bom Ladrão, do Padre Antônio Vieira, e assinale a alternativa correta.
“Assim é, o roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres. (...) O ladrão que furta para comer não vai nem leva ao inferno: os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são os ladrões de maior calibre e de mais alta esfera, os quais debaixo do mesmo nome e do mesmo predicamento distingue muito bem S. Basílio Magno. (...) Não são só ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas, ou espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa; os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos.”

(VIEIRA, Antônio. Sermões do Padre Antônio Vieira. Porto Alegre: L&P, 2009, p. 109-110) 

Vocabulário


calibre
: dimensão; volume; tamanho
predicamento: categoria; classe
manha: habilidade; desenvoltura
despojam: roubam; saqueiam 
No trecho em questão, Vieira desaprova todas as formas de roubo praticadas pelos homens, ao afirmar que “O ladrão que furta para comer não vai nem leva ao inferno: os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são os ladrões de maior calibre e de mais alta esfera”.
Alternativas
Q1364255 Literatura
Leia atentamente o fragmento do Sermão do Bom Ladrão, do Padre Antônio Vieira, e assinale a alternativa correta.
“Assim é, o roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres. (...) O ladrão que furta para comer não vai nem leva ao inferno: os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são os ladrões de maior calibre e de mais alta esfera, os quais debaixo do mesmo nome e do mesmo predicamento distingue muito bem S. Basílio Magno. (...) Não são só ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas, ou espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa; os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos.”

(VIEIRA, Antônio. Sermões do Padre Antônio Vieira. Porto Alegre: L&P, 2009, p. 109-110) 

Vocabulário


calibre
: dimensão; volume; tamanho
predicamento: categoria; classe
manha: habilidade; desenvoltura
despojam: roubam; saqueiam 
Nesse Sermão, Vieira condena apenas os ladrões da máquina administrativa do governo de Portugal, para enriquecer e absolver os ladrões de pequenos furtos.
Alternativas
Q1364254 Literatura
Leia atentamente o fragmento do Sermão do Bom Ladrão, do Padre Antônio Vieira, e assinale a alternativa correta.
“Assim é, o roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres. (...) O ladrão que furta para comer não vai nem leva ao inferno: os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são os ladrões de maior calibre e de mais alta esfera, os quais debaixo do mesmo nome e do mesmo predicamento distingue muito bem S. Basílio Magno. (...) Não são só ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas, ou espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa; os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos.”

(VIEIRA, Antônio. Sermões do Padre Antônio Vieira. Porto Alegre: L&P, 2009, p. 109-110) 

Vocabulário


calibre
: dimensão; volume; tamanho
predicamento: categoria; classe
manha: habilidade; desenvoltura
despojam: roubam; saqueiam 
No fragmento selecionado, Vieira critica o pensamento de São Basílio Magno sobre as penalidades sofridas pelos ladrões de sua época.
Alternativas
Q1364253 Literatura
Leia atentamente o fragmento do Sermão do Bom Ladrão, do Padre Antônio Vieira, e assinale a alternativa correta.
“Assim é, o roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres. (...) O ladrão que furta para comer não vai nem leva ao inferno: os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são os ladrões de maior calibre e de mais alta esfera, os quais debaixo do mesmo nome e do mesmo predicamento distingue muito bem S. Basílio Magno. (...) Não são só ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas, ou espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa; os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos.”

(VIEIRA, Antônio. Sermões do Padre Antônio Vieira. Porto Alegre: L&P, 2009, p. 109-110) 

Vocabulário


calibre
: dimensão; volume; tamanho
predicamento: categoria; classe
manha: habilidade; desenvoltura
despojam: roubam; saqueiam 
Padre Antônio Vieira, autor de sermões em estilo barroco conceptista, foi o que reproduziu com grande talento a retórica jesuítica para expressar ideias e conceitos. Sua obra pertence ao Barroco e recria com um estilo expressivo a realidade política e religiosa de seu tempo.
Alternativas
Ano: 2012 Banca: FADBA Órgão: Fadba Prova: FADBA - 2012 - Fadba - Vestibular |
Q1357047 Literatura
Computador ainda não entrou na sala de aula brasileira


Levantamento nacional mostra que só 4% das escolas públicas nacionais contam com uma máquina em sala de aula.

Para a escola pública brasileira, a tecnologia ainda é um desafio. Essa é a conclusão de pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br) que aponta que 100% das unidades possuem ao menos um computador e 92% delas têm acesso à internet. No entanto, apenas 4% possuem computadores instalados em sala de aula (88% instalaram a máquina na sala da coordenação) e 81% das unidades contam com laboratório de informática.

As escolas apresentam em média 23 computadores instalados, sendo 18 em funcionamento, a cada 800 alunos matriculados. Cerca de 50% das instituições afirmam ter uma pessoa contratada para trabalhar especificamente com a internet. Uma pesquisa divulgada há pouco pela OCDE, organização que reúne os países mais desenvolvidos do mundo, aponta que o Brasil possui a terceira pior taxa de computador por aluno.

A pesquisa revela que 18% dos professores usam internet na sala de aula. Em geral, são jovens e habituados a se relacionar com essa tecnologia fora do ambiente escolar. Escolas públicas localizadas na região Sul apresentam o maior índice de utilização das tecnologias pelo professor em atividades com alunos. Um exemplo é a atividade de “pesquisa de informações utilizando o computador e a internet”, praticada por 56% dos professores do Sul, enquanto o percentual do Brasil é de 44%.

A principal limitação para maior uso das tecnologias na escola está relacionada ao nível de conhecimento dos professores acerca dessas tecnologias. A maioria deles (64%) concorda que os alunos sabem mais sobre computador e internet do que os docentes.

Para 75%, a principal fonte de apoio para o desenvolvimento de suas habilidades tecnológicas são os contatos informais com outros educadores. Na perspectiva do docente, ele depende principalmente de sua motivação pessoal e da ajuda dos colegas para desenvolver habilidades no uso de computador e da web.

Devido ao baixo envolvimento do professor com as tecnologias, as atividades que tomam mais tempo do professor - como aula expositiva, interpretação de texto e exercícios práticos e de fixação do conteúdo- utilizam muito pouco o computador e a internet. A rotina das salas de aula se apoia em práticas que mantêm o professor como figura central.

Na pesquisa amostral, foram estudadas 497 escolas públicas municipais e estaduais urbanas do país. Participaram do estudo 4.987 alunos, 1.541 professores, 428 coordenadores e 497 diretores de escolas. O objetivo da pesquisa foi identificar o uso e a apropriação da internet banda larga nas escolas públicas urbanas do país.
(veja.abril.com.br/)

Numere os parênteses, obedecendo a seguinte convenção:


1. Barroco

2. Arcadismo

3. Romantismo


( ) Exacerbação do sentimento, envolto numa visão de amor idealista.

( ) Visão dualista do universo, refletida numa linguagem essencialmente antitética.

( ) Expressão constante e quase monótona da fugacidade da vida.

( ) Ênfase na incorrespondência amorosa das tiranas donzelas.

( ) Sobre a exaltação da beleza feminina, superior aos elementos da natureza.



De cima para baixo, a resposta é:

Alternativas
Ano: 2012 Banca: FADBA Órgão: Fadba Prova: FADBA - 2012 - Fadba - Vestibular |
Q1357045 Literatura
Computador ainda não entrou na sala de aula brasileira


Levantamento nacional mostra que só 4% das escolas públicas nacionais contam com uma máquina em sala de aula.

Para a escola pública brasileira, a tecnologia ainda é um desafio. Essa é a conclusão de pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br) que aponta que 100% das unidades possuem ao menos um computador e 92% delas têm acesso à internet. No entanto, apenas 4% possuem computadores instalados em sala de aula (88% instalaram a máquina na sala da coordenação) e 81% das unidades contam com laboratório de informática.

As escolas apresentam em média 23 computadores instalados, sendo 18 em funcionamento, a cada 800 alunos matriculados. Cerca de 50% das instituições afirmam ter uma pessoa contratada para trabalhar especificamente com a internet. Uma pesquisa divulgada há pouco pela OCDE, organização que reúne os países mais desenvolvidos do mundo, aponta que o Brasil possui a terceira pior taxa de computador por aluno.

A pesquisa revela que 18% dos professores usam internet na sala de aula. Em geral, são jovens e habituados a se relacionar com essa tecnologia fora do ambiente escolar. Escolas públicas localizadas na região Sul apresentam o maior índice de utilização das tecnologias pelo professor em atividades com alunos. Um exemplo é a atividade de “pesquisa de informações utilizando o computador e a internet”, praticada por 56% dos professores do Sul, enquanto o percentual do Brasil é de 44%.

A principal limitação para maior uso das tecnologias na escola está relacionada ao nível de conhecimento dos professores acerca dessas tecnologias. A maioria deles (64%) concorda que os alunos sabem mais sobre computador e internet do que os docentes.

Para 75%, a principal fonte de apoio para o desenvolvimento de suas habilidades tecnológicas são os contatos informais com outros educadores. Na perspectiva do docente, ele depende principalmente de sua motivação pessoal e da ajuda dos colegas para desenvolver habilidades no uso de computador e da web.

Devido ao baixo envolvimento do professor com as tecnologias, as atividades que tomam mais tempo do professor - como aula expositiva, interpretação de texto e exercícios práticos e de fixação do conteúdo- utilizam muito pouco o computador e a internet. A rotina das salas de aula se apoia em práticas que mantêm o professor como figura central.

Na pesquisa amostral, foram estudadas 497 escolas públicas municipais e estaduais urbanas do país. Participaram do estudo 4.987 alunos, 1.541 professores, 428 coordenadores e 497 diretores de escolas. O objetivo da pesquisa foi identificar o uso e a apropriação da internet banda larga nas escolas públicas urbanas do país.
(veja.abril.com.br/)
Metáforas, antíteses e hipérboles são figuras de linguagem representadas em que período literário?
Alternativas
Ano: 2012 Banca: FATEC Órgão: FATEC Prova: FATEC - 2012 - FATEC - Vestibular - Prova 1 |
Q382208 Literatura
Muitos escritores preocuparam-se em defender um ideário artístico que servisse de orientação para outros companheiros. Podemos dizer, grosso modo, que esses ideários assemelham-se a manuais. Pensando nisso, leia os versos a seguir, em que o autor defende a liberdade estética na criação da poesia, e identifique o período literário a que esses versos pertencem.

(...) Não acho mais graça nenhuma nisso da gente submeter comoções a um leito de Procusto(1) para que obtenham, em ritmo convencional, número convencional de sílabas. Já, primeiro livro, usei indiferentemente, sem obrigação de retorno periódico, os diversos metros pares. Agora liberto-me também desse preconceito.


(...) Marinetti (2) foi grande quando redescobriu o poder sugestivo, associativo, simbólico, universal, musical da palavra em liberdade. Aliás: velha como Adão. Marinetti errou: fez dela sistema. É apenas auxiliar poderosíssimo. Uso palavras em liberdade.


(...) (1) Na mitologia grega, Procusto era um bandido que tinha, em sua casa, uma cama (leito) de ferro na qual convidava todos os viajantes a se deitarem. Se os hóspedes fossem muito altos, ele amputava o excesso de comprimento do corpo desses viajantes para ajustá-los à cama e, se tinham pequena estatura, eram esticados até atingirem o comprimento determinado. (2) Fillipo Tommaso Marinetti.

Alternativas
Q288448 Literatura
O texto traz características da narrativa

Alternativas
Respostas
61: C
62: C
63: C
64: C
65: C
66: C
67: B
68: C
69: C
70: C
71: E
72: C
73: C
74: E
75: E
76: C
77: D
78: C
79: E
80: D