Questões de Vestibular Comentadas sobre história
Foram encontradas 5.207 questões
“Sucede que nas discussões dos pesquisadores interessados em história comparativa volta e meia aparece alguém fazendo uma analogia entre a Rússia e o Brasil. Principalmente quando se examina a história dos dois países ao longo do século XIX. Dois impérios oitocentistas vacilando entre um conservadorismo visceral e a necessidade da modernização. Dois países presos a instituições – a escravidão no Brasil, a servidão na Rússia – que apareciam como a essência da brutalidade e do atraso social. Assim, o mote ‘civilização contra barbárie’ era igualmente utilizado pela imprensa inglesa para fustigar o escravismo brasileiro e a opressão dos servos na Rússia. Confrontados à pressão interna e internacional, os dois imperadores, Pedro II (1840-1889) e Alexandre II (1855-1881), são levados a liberar os servos russos (1861) e os escravos brasileiros (1888), desencadeando movimentos sociais que derrubam ambas as dinastias. Desse modo, simpatizantes e detratores dos Romanov e dos Bragança podiam retratar os dois imperadores como bem lhes conviesse. Uns diziam que se tratava de reformadores incompreendidos, outros os apresentavam como aristocratas tapados (...)”
Fonte: ALENCASTRO, Luis Felipe de. In: Revista Veja. São Paulo: Abril, 29mar. 2000, p. 20.
A respeito da Revolução Russa de 1917, leia os fragmentos da primeira entrevista de Lênin ao jornalista John Reed e identifique a alternativa incorreta.
“(...) devo continuar implantando minha política sobre a Rússia, formar uma ditadura do proletariado e tentar retirar desta a impopular guerra.”
“(...) Outros dos meus objetivos são estender a revolução trabalhadora socialista para o mundo e tentar desse modo acabar definitivamente com o capitalismo.”
Fonte: http://izquierdahispanica.org/2011/entrevista-a-lenin/ (Tradução livre)
TEXTO 18
O Iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutela que estes mesmos se impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direção de outrem. É-se culpado da própria tutela quando esta resulta não de uma deficiência do entendimento, mas da falta de resolução e coragem para fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem. Tem coragem para uso da própria razão! – Esse é o lema do Iluminismo (...).
KANT, I. “Resposta à pergunta: O que é o ‘Esclarecimento’?”. In: Textos seletos. Petrópolis: Vozes, 1974, p. 100-117.
TEXTO 17
Os africanos não escravizavam africanos, nem se reconheciam então como africanos. Eles se viam como membros de uma aldeia, de um conjunto de aldeias, de um reino e de um grupo que falava a mesma língua, tinha os mesmos costumes e adorava os mesmos deuses. Eram, ainda que pudessem ignorar estes nomes – que muitas vezes lhes eram dados por vizinhos ou adversários –, mandingas, fulas, bijagós, axantes daomeanos, vilis, iacas, caçanjes, lundas niamuézis, macuas, xonas – e escravizavam os inimigos e os estranhos. Quando um chefe efique de Velho Calabar vendia a um navio europeu um grupo de cativos ibos, não estava vendendo africanos nem negros, mas ibos, uma gente que, por ser considerada por ele inimiga e bárbara, podia ser escravizada. E quando negociava um efique condenado por crime, vendia quem, por força da sentença, deixara de pertencer ao grupo.
O comércio transatlântico de escravos era controlado pelos grandes da terra, pelos poderosos da Europa, da África e das Américas. Fazia parte de um processo de integração econômica do Atlântico, que envolvia a produção e a comercialização, em grande escala, de açúcar, algodão, tabaco, café e outros bens tropicais, um processo no qual a Europa entrava com o capital, as Américas com a terra e a África com o trabalho, isto é, com a mão de obra escrava.
SILVA. A. C. A África explicada aos meus filhos. Rio de Janeiro: Agir, 2012, p. 88-89.
Dentre os acontecimentos que marcaram essa fase, não se encontra a
A informação refere-se
Nesse contexto, pode-se inferir que a
A história da afro-brasileira Maria Felipa remonta à formação socioeconômica do Brasil colonial e ao processo de independência do Brasil.
Nesse contexto, é correto afirmar que a
As obras de ficção, muitas vezes, se inspiram nos acontecimentos históricos, para recriá-los em sua narrativa.
Dessa forma, o trecho do romance de Timur Vermes caracteriza o pensamento
(Carone, E. A Primeira República – 1889-1930. Rio de Janeiro, Difel. 1976, p. 103)
O fragmento acima descreve uma das características mais marcantes da Primeira República, que é
(fonte: Folha de S. Paulo, 26/06/2017, disponível em <http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2017/06/1896114-para-russosstalin-e-a-figura-mais-notavel-da-historia-mundial.shtml>. Acesso em 08/08/2017)
Figura emblemática do século XX, Stálin tornou-se importante historicamente em função de sua atuação:
"Que obra-prima, o homem! Quão nobre pela razão! Quão infinito pelas faculdades! Como é significativo e admirável na forma e nos movimentos! Nos atos, quão semelhantes aos anjos! Na apreensão como se aproxima aos deuses, adorno do mundo, modelo das criaturas!".
(SHAKESPEARE, William. A trágica história de Hamlet. Disponível em . Acesso em 10 ago. 2017).
Sobre o retorno ao conhecimento da Antiguidade clássica, chamado de Renascimento, pode-se afirmar:
"Os aprendizes da escrita, que ingressavam na escola […] por volta dos cinco anos […] deveriam aprender a escrever, a ler e a realizar pequenos cálculos. O treinamento era aplicado por professores, escribas profissionais e sacerdotes que não se encontravam a serviço do culto templário. Incentivava-se a cópia de textos […] úteis para instruí-los sobre sua conduta e o modo de vida […]. Como suporte para essas cópias os jovens estudantes empregavam lascas de calcário ou fragmentos de cerâmica […], raramente teriam como praticar a escrita em um papiro […], visto que se tratava de um material caro e de difícil confecção. Este só era destinado àqueles que possuíam a experiência e o conhecimento necessário com o pleno domínio das regras de sintaxe e da ortografia".
(SANTOS, M. Elias. A Formação dos escribas entre os egípcios antigos. Philía. Jornal Informativo de História Antiga. Rio de Janeiro, ano XIII, n.38, abr./maio/jun.2001).
Sobre a escrita desenvolvida no Antigo Egito, pode-se afirmar que: