Questões de Vestibular
Sobre período entre-guerras: totalitarismos em história
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“Era um objetivo absurdo, que trazia em si a derrota e que arruinou vencedores e vencidos; que empurrou os derrotados para a revolução e os vencedores para a bancarrota e a exaustão física. Em 1940 a França foi atropelada com ridícula facilidade e rapidez por forças alemãs inferiores e aceitou sem hesitação a subordinação a Hitler porque o país havia sangrado até quase a morte em 1914-8. A Grã-Bretanha jamais voltou a ser a mesma após 1918, porque o país arruinara sua economia travando uma guerra que ia muito além de seus recursos. Além disso, a vitória total, ratificada por uma paz punitiva, imposta, arruinou as escassas possibilidades existentes de restaurar alguma coisa que guardasse mesmo fraca semelhança com uma Europa estável, liberal, burguesa, como reconheceu de imediato o economista John Maynard Keynes. Se a Alemanha não fosse reintegrada na economia europeia, isto é, se não se reconhecesse e aceitasse o peso econômico do país dentro dessa economia, não poderia haver estabilidade. Mas essa era a última consideração na mente dos que tinham lutado para eliminar a Alemanha”.
Fonte: HOBSBAWM, Eric. A era dos extremos: o breve do século XX: 1914-1991. São Paulo:
Companhia das Letras, 1995, p. 38.
“Em 1940 a França foi atropelada com ridícula facilidade e rapidez por forças alemãs inferiores e aceitou sem hesitação a subordinação a Hitler porque o país havia sangrado até quase a morte em 1914-8”. (grifo nosso)
Os princípios defendidos por esses grupos provocaram a morte de milhões de pessoas no pós-guerra. O fragmento faz referência a:

Fonte: Israel Jerusalem Adolf Eichmann Prozess Anhörung (picture-alliance dpa) Em 1960, em Buenos Aires capital da Argentina, uma equipe do MOSSAD, a polícia de inteligência de Israel, capturou um oficial nazista responsável pela logística dos trens que levavam os judeus para os campos de concentração. Este homem era Adolf Eichmann, o responsável pela “Solução Final” da questão judaica. Ele vivia com uma identidade falsa na América do Sul e, foi levado secretamente – pois havia sido sequestrado pelos agentes de Israel, sem conhecimento do governo da Argentina – para Jerusalém, onde foi julgado por ter cometido crimes contra a humanidade. (FRATTINI, Eric. Mossad os carrascos do kidon: a história do grupo de operações especiais de Israel. 1ªed. São Paulo: Seoman, 2014.)
Ao acompanhar o julgamento de Eichmann, a filósofa Hannah Arendt notou que o réu demonstrava ser um funcionário público obediente, de inteligência média, amável com seus vizinhos e muito dedicado ao trabalho. Em seu depoimento, Adolf, afirmou que apenas cumpriu o seu dever como servidor do Reich alemão. A partir desse julgamento, Hannah Arendt escreveu o livro “Eichmann em Jerusalém”, e criou o conceito de Banalidade do Mal. ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém. Um relato sobre a banalidade do mal.16ª reimpressão. São Paulo: Cia. Das Letras, 1999
Sobre o crime pelo qual Adolf Eichmann foi condenado, conhecido como a Solução Final, é correto afirmar que foi:
Os tronos precisam de guerras para se manter, mas as ditaduras às vezes podem sobreviver sem elas. O poder sobre uma nação é o resultado de inúmeros elementos, e eles não são apenas militares. Ainda assim, devo admitir que, até agora, na opinião geral, a posição de uma nação dependeu da sua força militar. As pessoas consideram a capacidade para a guerra como a síntese de todas as energias nacionais.
Fonte: https://operamundi.uol.com.br/memoria/54338/o-fascismo-por-ele-mesmo-benito-mussolini acessado em 02/09/2019
A característica do fascismo, demonstrada nesse fragmento, é:
(Alcir Lenharo. Nazismo, o triunfo da vontade, 1986.)
O trecho analisa a atuação das SS, tropas nazistas, e estabelece um vínculo entre sua
“De todas as perguntas não respondidas sobre nossa época, talvez a mais importante seja: ‘o que é fascismo?’. Uma das organizações americanas de pesquisa fez recentemente pergunta a 100 pessoas diferentes e obteve respostas que foram desde ‘democracia pura’ até ‘demonismo puro’. Neste país, se se pedir a uma pessoa medianamente esclarecida que defina o fascismo, ela em geral responderá apontando os regimes alemão e italiano. Mas isso é muito insatisfatório, porque mesmo os grandes Estados fascistas diferem em boa medida um do outro em estrutura e em ideologia”
(Revista Piauí, n. 127, abril, p. 28)
Considerando o texto acima e os seus conhecimentos sobre a temática tratada, assinale a alternativa correta:
A competição entre as superpotências continuava, principalmente no que diz respeito às corridas armamentista e espacial, sendo esta última uma forma estrondosa de propaganda e de mostrar superioridade perante o mundo.
TASINAFO, C. R.; FREITAS NETO, J. A. História Geral e do Brasil. São Paulo: Harbra, 2006. p. 753.
Em 2019, completaram cinquenta anos da chegada do homem à Lua, ocorrida em 20 de julho de 1969. Esse feito só foi possível graças ao trabalho do cientista que desenvolveu o foguete V-2 para Hitler e que, depois, passou a trabalhar nos projetos espaciais americanos. Seu nome era
De acordo com o texto e com o contexto ao qual o autor se refere, é correto afirmar que
Indicam-se como fatos determinantes da designação Entre-Guerras:
(Henri Burgelin. “O sucesso da propaganda nazista”. In: A Alemanha de Hitler, 1991. Adaptado.)
O texto apresenta o nazismo vitorioso na Alemanha como
O símbolo do Partido Fascista italiano, reproduzido parcialmente na imagem, é constituído por um feixe de varas em torno de um machado. Tal símbolo busca representar um aspecto da ideologia fascista, corretamente compreendido como a
Assinale a alternativa que se refere corretamente ao trecho acima.

Por trás das forças inimigas, o judeu
(Disponível em:<https://goo.gl/QyNTd6>)
O cartaz de propaganda alemã, produzido em meio à Segunda Guerra Mundial, tem como fundamento uma característica
central da doutrina nazista. Trata-se do