Questões de Vestibular
Comentadas sobre medievalidade europeia em história
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O sistema descrito no texto foi o
O servo pertence à terra e rende frutos ao dono da terra. O operário livre, pelo contrário, vende-se a si mesmo, e além disso por partes. Vende em leilão oito, dez, doze, quinze horas da sua vida, dia após dia, a quem melhor pagar, ao proprietário das matérias-primas, dos instrumentos de trabalho e dos meios de vida, isto é, ao capitalista. O operário não pertence nem a um proprietário nem à terra, mas oito, dez, doze, quinze horas da sua vida diária pertencem a quem as compra. O operário, quando quer, deixa o capitalista ao qual se alugou, e o capitalista despede-o quando acha conveniente, quando já não tira dele proveito ou o proveito que esperava. Mas o operário, cuja única fonte de rendimentos é a venda da força de trabalho, não pode deixar toda a classe dos compradores, isto é, a classe dos capitalistas, sem renunciar à existência. Ele não pertence a este ou àquele capitalista, mas à classe dos capitalistas, e compete-lhe a ele encontrar quem o queira, isto é, encontrar um comprador dentro dessa classe dos capitalistas.
(MARX, Karl. . Disponível em: Trabalho assalariado e capital http://www.marxists.org/portugues/marx/1849/04/05.htm. Acesso em: 15 ago. 2014, às 11h30.)
Tomando por base as informações contidas no texto, julgue os itens abaixo:
I. Apesar de livre, ao contrário do servo medieval que era preso à terra, o operário da sociedade industrial, ao vender sua força de trabalho para o capitalista, acaba se tornando, em certa medida, escravo do sistema que o criou.
II. Ao contrário do servo medieval, que produzia para sua própria subsistência, o operário tem na venda da força de trabalho sua única fonte de sobrevivência.
III. Apesar de contraditório, mesmo sendo explorado o operário acaba necessitando do fortalecimento do capitalismo, uma vez que, sem ele, encontraria dificuldades para conseguir os rendimentos necessários para sua sobrevivência.
Está (ão) correto (s):
No ano de 476, o general godo Odoacro, o Rúgio, depôs o último imperador do Ocidente e a Itália tornou-se um reino bárbaro. [...] Embora perseguissem interesses próprios, os reis bárbaros da Itália governaram, pelo menos no começo, em nome do imperador, que vivia em Constantinopla, mantiveram e respeitaram o senado e chegaram a aceitar o título honorífico de “Patrício de Roma”. Mesmo Teodorico, o feroz sucessor de Odoacro, [...] aceitou e explorou a ficção do império, adotando a vestimenta romana e a efígie do imperador no cunho de suas moedas. Os reis godos estabeleceram-se em Ravena, a antiga capital do império do Ocidente na costa do Adriático, de modo que o glamour de Roma persistiu. Como declarou o próprio Teodorico, “Todo godo, quando pode, quer ser romano: nenhum romano quer ser godo”. (DUFFY, Eamon. . Santos & Pecadores – história dos papas SP: Cosac &Naify, 1998, p. 37.)
A análise do fragmento nos permite concluir que:
Anderson, P. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo. Trad. Porto: Afrontamento, 1982, p. 140.
O autor refere-se a três tipos de formações econômico-sociais nesse pequeno trecho. A esse respeito é correto afirmar:
(Jacques Le Goff. Em busca da Idade Média, 2008.)
A partir do texto, podemos afirmar que, para aqueles humanistas italianos, a expressão "Idade Média"
O calendário é um sistema muito antigo utilizado para registrar e medir o tempo e regulamentar os ritmos da vida humana. Nele temos a combinação de três elementos astronômicos: o dia, o mês e o ano. No decorrer da história ocidental houve dificuldades de combinar esses três elementos de modo satisfatório, resultando na elaboração de vários calendários.
Atualmente está em vigor o calendário
GINZBURG, C. Os andarilhos do bem. Feitiçaria e cultos agrários nos séculos XVI e XVII. Trad. Jônatas Batista neto. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
Sobre o Santo Ofício, é correto afirmar que
Os feudos passaram a ser a base do sistema social e, a partir deles, estabeleceram-se os subsistemas político, econômico e cultural que predominaram ao longo da Idade Média. O exercício do poder em todos os seus sentidos (definição de leis, impostos, punição de crimes, guerra, dentre outras funções), era atribuição de cada senhor de terras, no interior de suas propriedades. MOURA, Paulo G. M. de. Sociedade e contemporaneidade. Curitiba: IESDE do Brasil, 2007, p.25.
No sistema descrito, os servos:
Considerando as informações apresentadas, podemos afirmar corretamente que, durante a Idade Média,
(...) se qualquer pessoa do dito ofício sofrer de pobreza pela idade, ou porque não possa trabalhar terá toda semana 7 dinheiros para seu sustento(...)
E nenhum estrangeiro trabalhará no dito ofício se não for aprendiz, ou homem admitido à cidadania do dito lugar.
(...) E se alguém do dito ofício tiver em sua casa trabalho que não possa completar... os demais do mesmo ofício o ajudarão, para que o dito trabalho não se perca.
(...) Prestando perante eles o juramento de indagar e pesquisar (...) os erros que encontrarem no dito comércio, sem poupar ninguém, por amizade ou ódio.
Ninguém que não tenha sido aprendiz e não tenha concluído seu termo de aprendizado do dito ofício poderá exercer o mesmo.
(Apud Leo Huberman, História da riqueza do homem, 1970, p. 65)
A partir do documento, é possível reconhecer as principais características das corporações de ofícios, a saber:
A cidade é [desde o ano 1000] o principal lugar das trocas econômicas que recorrem sempre mais a um meio de troca essencial: a moeda. [...] Centro econômico, a cidade é também um centro de poder. Ao lado do e, às vezes, contra o poder tradicional do bispo e do senhor, frequentemente confundidos numa única pessoa, um grupo de homens novos, os cidadãos ou burgueses, conquista “liberdades”, privilégios cada vez mais amplos.
Jacques Le Goff. São Francisco de Assis. Rio de Janeiro: Record, 2010. Adaptado.
O texto trata de um período em que
(Johan Huizinga. O declínio da Idade Média. Lisboa,
Ulisséia, s.d. p. 10-11. In: Miceli, Paulo. O Feudalismo. Ática, SP. p. 50).
A partir da leitura do texto acima, podemos concluir que
FRANCO JÚNIOR, Hilário. Peregrinos, monges e guerreiros.
Feudo-clericalismo e religiosidade em Castela Medieval. São Paulo: Hucitec, 1990, p. 161.
Sobre a Reconquista Ibérica, é correto afirmar que se trata de
(Jacques Le Goff. Em busca da Idade Média, 2008.)
Segundo o texto, o sistema de feudos
(Georges Duby. A Europa na Idade Média, 1984. Adaptado.)
O texto destaca a importância do uso das imagens na difusão do cristianismo durante a Idade Média. Tal uso
I. A explosão demográfica que se verifica na Europa a partir do século X, devido à queda na mortalidade e à elevação da natalidade, foi um dos fatores que favoreceram o aumento das atividades mercantis no período.
II. O movimento religioso das Cruzadas, a partir do século XI, contribuiu para a consolidação do renascimento comercial europeu, afastando do Mar Mediterrâneo os árabes e as cidades autônomas do norte da Itália.
III. As feiras ocorriam na confluência das principais rotas de comércio na Europa, e nelas os senhores feudais, em troca de proteção militar e judicial, costumavam cobrar a capitação – imposto por cabeça – de todos os participantes.
Está/Estão correta(s) a(s) afirmativa(s)
(Jacques Le Goff. A Idade Média explicada aos meus filhos, 2007. Adaptado.)
Segundo o texto, as catedrais medievais