Questões de Vestibular
Comentadas sobre expansão comercial a marítima: a busca de novos mundos em história
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(Conquistadores. Música da banda alemã de heavy metal Running Wild, lançada em 1988 no álbum Port Royal. Disponível em: https://www.letras.mus.br/ running-wild/140554/traducao.html. Acesso em: 11 ago. 2016, às 11h00.)
Assinale a alternativa na qual podem ser identificadas, no excerto, motivações para a exploração e conquista do Continente Americano pelos europeus.

(Serge Gruzinski. 1480-1520: a passagem do século, 2008. Adaptado.)
Considerando o mapa e o contexto histórico, é correto constatar que essas viagens
Considerando o trecho acima, escreva V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir: ( ) A tradição de exportar escravos para países árabes era comum em várias partes da África. ( ) Aprisionar pessoas para escravidão foi uma prática inexistente na África até a chegada dos europeus. ( ) Os portugueses acreditavam que ser escravo era uma possibilidade de salvação, porque os negros não eram cristãos. ( ) Para muitos europeus, os negros eram descendentes de Ham, o que os tornava amaldiçoados à escravidão eterna.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
Leia o texto abaixo para responder à questão.
“O Descobrimento da América, no quadro da expansão marítima europeia, deu lugar à unificação microbiana do mundo. No troca-troca de vírus, bactérias e bacilos com a Europa, África e Ásia, os nativos da América levaram a pior. Dentre as doenças que maior mortandade causaram nos ameríndios estão as 'bexigas', isto é, a varíola, a varicela e a rubéola (vindas da Europa), a febre amarela (da África) e os tipos mais letais de malária (da Europa mediterrânica e da África). Já a América estava infectada pela hepatite, certos tipos de tuberculose, encefalite e pólio. Mas o melhor 'troco' patogênico que os ameríndios deram nos europeus foi a sífilis venérea, verdadeira vingança que os vencidos da América injetaram no sangue dos conquistadores. Traços do trauma provocado por essas doenças parecem ter-se cristalizado na mitologia indígena. Quatro entidades maléficas se destacavam na religião tupi no final do Quinhentos: Taguaigba ('Fantasma ruim'), Macacheira ou Mocácher ('O que faz a gente se perder'), Anhanga ('O que encesta a gente') e Curupira ('O coberto de pústulas'). É razoável supor que o curupira tenha surgido no imaginário tupi após o choque microbiano das primeiras décadas da descoberta.”
Luiz Felipe de Alencastro. “Índios perderam a guerra
bacteriológica”. Folha de S. Paulo, 12.10.1991, p. 7. Adaptado.
Leia as informações:

(Mapa possivelmente do século XII, no qual aparece, à esquerda, a Ilha Brazil. Disponível em: http://i.kinja-img.com/gawker-media/image/upload/s--BgiNf2AB--/17rthoiknm56zjpg.jpg. Acesso em: 28 jan. 2015, às 11h00.)
Quando se pensa em viagens de exploração, quase sempre a ideia de conquista de terras e de riquezas vem à mente. Por isso, é curioso pensar que o que levou o primeiro europeu que teria chegado à América a tentar o feito não foi ambição, mas a fé. Conforme o manuscrito do século 10, Navegatio Sancti Brendani, que narra a expedição, São Brendan, ou Brendan, o Viajante, zarpou da península de Dingle, na Irlanda, em aproximadamente 535 d. C. para levar o Evangelho “ao desconhecido continente do oeste”. [...] [São Brendan partiu] inspirado pelas narrativas dos antigos navegadores celtas sobre Hy Brazil, uma ilha movediça a oeste da Irlanda. [...] Os celtas acreditavam ser um lugar onde a verdade era dúbia e onde não havia nem juventude nem velhice, pena ou tristeza, bem ou mal. [...] A palavra Hy quer dizer terra e Brazil vem do celta Bress, que originou o verbo inglês to bless (abençoar). Há quem diga que o Brasil tem esse nome por causa do mito da tão procurada Hy Brazil, e não devido à abundância de pau-brasil [...].
(BLANC, Cláudio. Guia da mitologia celta. SP: OnLine, 2014, p. 32-33.)
Tomando por base o conteúdo das informações e o período histórico por elas retratado, julgue os itens:
I. A viagem de São Brendan demonstra, antes mesmo do período conhecido como Grandes Navegações, uma preocupação com a expansão do catolicismo para terras e povos distantes.
II. Além da busca por riquezas, relatos sobre a existência de um paraíso a oeste da Europa teriam estimulado o início da expansão marítima europeia.
III. A colonização da América teria se iniciado aproximadamente mil anos antes da chegada dos ibéricos, e já apresentava como base a catequização e a exploração do pau-brasil.
Estão corretos:
Leia as informações, para responder à questão.

(O Infante Dom Henrique na conquista de Ceuta. Painel de azulejos de Jorge Colaço (1864-1942) na Estação de São Bento, cidade do Porto, Portugal.)
Costuma-se considerar a conquista da cidade de Ceuta, no Norte da África, em 1415, como o ponto de partida da expansão ultramarina portuguesa. [...] Para alguns [historiadores portugueses] a conquista tinha por objetivo [...] abrir caminho na busca do ouro do Sudão [...]. Sem penetrar profundamente no território africano. Os portugueses foram estabelecendo na costa uma série de feitorias, que eram postos fortificados de comércio [...]. [...] A opção pela feitoria praticamente tornava desnecessária a colonização do território ocupado pelas populações africanas [...].
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. SP: Edusp, 2012, p. 26-27.)
Há exatos 600 anos, Portugal iniciava sua aventura no processo conheci-
do como Grandes Navegações por meio da conquista da cidade de Ceuta, realizada pelo Infante Dom Henrique. Essa conquista foi o ponto de
partida para o início da formação do Império Ultramarino Português. De
acordo com o fragmento acima:
O Capitão-mor perguntou a todos se nos parecia ser bem mandar a nova do achamento desta terra a Vossa Alteza pelo navio dos mantimentos, para a melhor mandar descobrir e saber dela mais do que agora nós podíamos saber, por irmos de nossa viagem. E foi por todos ou a maior parte dito que seria muito bem. Perguntou mais se seria bom tomar aqui por força um par destes homens para os mandar a Vossa Alteza e deixar aqui por eles outros dous destes degradados. A isto acordaram que não era necessário tomar por força homens por ser gente que ninguém entende.
(Pero Vaz de Caminha. Carta a el-rei dom Manuel sobre o achamento do Brasil, 1974. Adaptado.)
A carta de Pero Vaz de Caminha para o rei de Portugal, datada de 1 de maio de 1500, revela
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
(...) os mitos e o imaginário fantástico medieval não foram subitamente subtraídos da mentalidade coletiva europeia durante o século XVI. (...) Conforme Laura de Mello e Sousa, “parece lícito considerar que, conhecido o Índico e desmitificado o seu universo fantástico, o Atlântico passará a ocupar papel análogo no imaginário do europeu quatrocentista”.
(VILARDAGA, José Carlos. Lastros de viagem: expectativas, projeções e descobertas portuguesas no Índico (1498- 1554). São Paulo: Annablume, 2010, p. 197)
O outro
Ele me olhou como se estivesse descobrindo o mundo. Me olhou e reolhou em fração de segundo. Só vi isso porque estava olhando-o na mesma sintonia. A singularização do olhar. Tentei disfarçar virando o pescoço para a direita e para a esquerda, como se estivesse fazendo um exercício, e numa dessas viradas olhei rapidamente para ele no volante. Ele me olhava e volveu rapidamente os olhos, fingindo estar tirando um cisco da camisa. Era um ser de meia idade, os cabelos com alguns fios grisalhos, postura de gente séria, camisa branca, um cidadão comum que jamais flertaria com outra pessoa no trânsito. E assim, enquanto o semáforo estava no vermelho para nós, ficou esse jogo de olhares que não queriam se fixar, mas observar o outro espécime que nada tinha de diferente e ao mesmo tempo tinha tudo de diferente. Ele era o outro e isso era tudo. É como se, na igualdade de milhares de humanos, de repente, o ser se redescobrisse num outro espécime. Quando o semáforo ficou verde, nós nos olhamos e acionamos os motores.
(GONÇALVES, Aguinaldo. Das estampas. São Paulo: Nankin, 2013. p. 130.)