Questões de Vestibular
Comentadas sobre era vargas – 1930-1954 em história
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Considere o texto abaixo.
As Memórias do cárcere, de Graciliano Ramos, são um paradigma do que se pode chamar literatura de testemunho: nem pura ficção, nem pura historiografia. O fundo histórico é o da ditadura Vargas, mas o testemunho vive e elabora-se numa zona de fronteira: ao percorrer essas memórias somos levados tanto a reconstituir a fisionomia e os gestos de alguns companheiros de prisão de Graciliano, entre os quais líderes comunistas, como a contemplar a metamorfose dessa matéria objetiva em uma prosa una e única − a palavra do narrador.
(Adaptado de: BOSI, Alfredo. Literatura e resistência. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 222.)
É correto o que se afirma em
Sobre o movimento de cunho nacionalista citado, é correto afirmar que
Sobre a campanha “o petróleo é nosso”, assinale a alternativa CORRETA:
Sobre a produção de borracha, assinale a alternativa CORRETA.
Analise as indicações abaixo:
I - Censura e controle
“O samba O Bonde de São Januário, de autoria de Wilson Batista composta em 1940 e interpretado por Ataúfo Alves, foi censurado pelo DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda). Esse órgão, criado pelo governo de Getúlio Vargas durante o Estado Novo, exercia de forma severa a censura sobre os jornais, as revistas, o teatro, o cinema, a literatura, o rádio e as demais manifestações culturais. A letra original dizia: “O bonde de São Januário/leva mais um sócio otário/só eu não vou trabalhar”.”
Fonte: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/modules/debaser/singlefile.php?id=23459
O Bonde de São Januário
Quem trabalha é quem tem razão
Eu digo e não tenho medo de errar
O Bonde de São Januário leva mais um operário
Sou eu que vou trabalhar
Antigamente eu não tinha juízo
Mas hoje eu penso melhor no futuro
Graças a Deus sou feliz vivo muito bem
A boemia não dá camisa a ninguém
Passe bem!
Composição: Wilson Batista
II - Expectativa de apoio estatal nas disputas de terra
“Deste Norte do Paraná, que já parecera o eldorado para milhares de brasileiros que para lá se deslocavam, chega a carta de José Arruda de Oliveira. A carta não serve apenas para pedir, mas também contar sua vida: “Trabalhei na Bahia em cinqüenta e cinco tarefas de cacau, mas só recebi mil cruzeiros por pé. Tenho sofrido muito na unha dos tubarões. Eu não queria trabalhar mais para os tubarões”. Tubarão, na linguagem da época, era o explorador que não plantava, mas colhia o resultado de seu plantio. Arruda continuava: “Formei quatro alqueire de café, e tenho uma posse. Mas agora homem da companhia agrícola de Catanduva diz que a terra é deles. Eu agaranto que é mata do Estado”. Ser mata do Estado abria para Arruda a esperança de que pudesse ficar em paz: “eu assisti o seu comício em Londrina e fiquei muito satisfeito. Eu queria muito conversar com o senhor pra contar o que acontece aqui no Paraná.”.”
RIBEIRO, Vanderlei V. Cartas da roça ao presidente: os camponeses ante Vargas e Perón. Revista de História Comparada, Rio de Janeiro, v. 1, n. 2, p. 9, 2007.
(José Silvério Baía Horta. O hino, o sermão e a ordem do dia: a educação no Brasil (1930-1945), 1994)
Considerando o fragmento e o contexto do Estado Novo, é correto afirmar que
(FERRAZ, Francisco César. Os brasileiros e a Segunda Guerra Mundial. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005, p. 40-41)
Diante dos acontecimentos, acima narrados, o governo brasileiro juntou-se aos Aliados no esforço contra os países nazifascistas. Em 1945, essa decisão intensificaria uma contradição do Estado Novo, ao combinar
(FERREIRA, Jorge. Crises da República: 1954, 1955 e 1961. In: FERREIRA, Jorge & DELGADO, Lucília de A. N. (Orgs.). O tempo da experiência democrática: da democratização de 1945 ao golpe civil-militar de 1964. 4ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011, p. 306-307 (Coleção O Brasil Republicano, v. 3).
Nesse contexto, ocorreram fatos que foram decisivos para o recuo dos defensores do golpe de Estado e a sobrevivência da democracia, dentre os quais destacam-se
INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o trecho abaixo do discurso de Getúlio Vargas, proferido em sua posse como chefe do Governo Provisório, em 3 de novembro de 1930, depois da Revolução de 1930.
“O movimento revolucionário, iniciado vitoriosamente a 3 de outubro no sul, centro e norte do país, e triunfante a 24 nesta capital, foi a afirmação mais positiva que até hoje tivemos da nossa existência como nacionalidade. Em toda a nossa história política, não há, sob esse aspecto, acontecimento semelhante. Ele é, efetivamente, a expressão viva e palpitante da vontade do povo brasileiro, afinal senhor de seus destinos e supremo árbitro de suas finalidades coletivas.”
Sobre o discurso de Vargas e a Revolução de 1930 referida no texto, afirma-se:
I. O “movimento revolucionário” mencionado é a Aliança Nacional Libertadora, que defendia o combate ao imperialismo, a reforma agrária e a instalação do socialismo no Brasil.
II. Por definir o “povo” como “senhor de seus destinos e supremo árbitro de suas finalidades coletivas”, Vargas pautou seu governo pela defesa das camadas populares e pelo respeito às liberdades democráticas.
III. Na campanha eleitoral à Presidência, em 1930, Vargas defendeu o voto secreto e a autonomia da justiça eleitoral, o que lhe possibilita associar o movimento revolucionário à “expressão viva e palpitante da vontade do povo brasileiro”.
Está/Estão correta(s) apenas a(s) afimativa(s)
Leia o trecho a seguir:
“Os movimentos sociais são os indicadores mais
expressivos para a análise do funcionamento das
sociedades. Traduzem o permanente movimento das
forças sociais, permitindo identificar as tensões entre os
diferentes grupos de interesses e expondo as veias
abertas dos complexos mecanismos de desenvolvimento
das sociedades. Em cada momento histórico, são os
movimentos sociais que revelam, como um sismógrafo,
as áreas de carência estrutural, os focos de insatisfação,
os desejos coletivos, permitindo a realização de uma
verdadeira topografia das relações sociais”. (Bem Arim
Soares do. “A Centralidade dos movimentos sociais na articulação
entre o Estado e a sociedade brasileira nos séculos XIX/XX”. http:/
/www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-
73302006000400004.)
“O 'Manifesto Programa' de janeiro de 1936, [...] objetiva, de uma maneira imediata, de conformidade com seus Estatutos:
a) a formação de uma consciência nacional de grandeza da Pátria e dignidade do Homem e da sua Família;
b) o desenvolvimento do gosto pelos estudos na mocidade brasileira, objetivando a criação de uma cultura nacional própria [...];
c) a eugenia da Raça, pela prática metodizada do atletismo, da ginástica e dos esportes.”
A Razão, 18.11.1937. Fonte: http://memoria.bn.br
O documento, publicado num jornal brasileiro em 1937,
representa o ideário da
“O ano de 1930 tem grande significado na vida de Prestes; é o momento em que, diante da pressão para que assumisse a liderança do movimento que ficaria conhecido como a “Revolução de 30”, ele rompe com seus antigos companheiros, os “tenentes”, e se posiciona publicamente a favor do programa do Partido Comunista.”
PRESTES, Anita Leocadia. Luiz Carlos Prestes: um comunista brasileiro. São Paulo: Boitempo, 2015.
Presente em diferentes momentos da história do Brasil, Luiz Carlos Prestes tornou-se personagem importante
da República Velha até a Redemocratização. Primeiramente integrante do movimento tenentista,
durante os anos de exílio, após o fim da Coluna Prestes (1925-27), estuda e se aproxima do comunismo,
regressando clandestinamente ao país como líder da Intentona Comunista (1935). Uma tentativa
de revolução que faz parte de um contexto histórico em que podemos afirmar que
A Revolução de 1930 põe fim à hegemonia da burguesia do café, desenlace inscrito na própria forma de inserção do Brasil no sistema capitalista internacional. Sem ser um produto mecânico da dependência externa, o episódio revolucionário expressa a necessidade de reajustar a estrutura do país, cujo funcionamento, voltado essencialmente para um único gênero de exportação, se torna cada vez mais precário.
FAUSTO, B. A Revolução de 1930. São Paulo: Brasiliense, 1987, p. 112.
A respeito da Revolução de 1930, é correto afirmar que ela