Questões de Vestibular
Comentadas sobre descolonização afro-asiática : novos estados, nova arena internacional em história
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Publicado em Sankofa. Revista de História da África e de Estudos da Diáspora Africana. Ano IV, Nº 8, Dezembro/2011. Ana Mônica Henriques Lopes, Professora Adjunta de História da África do Curso de História da Universidade Federal de Alagoas.
A respeito do processo de descolonização da África e da Ásia e temas correlatos, assinale a alternativa correta.
Foi, com efeito, em contato com os colonizadores que os povos da Ásia e da África se descobriram diferentes e tomaram consciência de tudo o que os diferenciava dos europeus: diferença nas condições materiais de vida, diferença de cultura, enfim, diferença nas experiências históricas. A descolonização não deixa, pois, de ser o choque de valores do Ocidente na Ásia e na África — valores que atribuíam preeminência à técnica e aos bens materiais — e a revolta da Ásia e da África contra o Ocidente que tentava arrancar-lhes o que o tempo e a História lhes tinham ajudado a produzir [...].
(Letícia Bicalho Canêdo. A descolonização da Ásia e da África, 1994.)
Segundo o excerto, os processos de descolonização expressaram a luta dos povos africanos e asiáticos para preservar
A descolonização da África. Por Marina Gusmão de Mendonça, publicado em Sankofa. Revista de História da África e de Estudos da Diáspora Africana. Ano XII, n.º XXII, maio/2019.
O outro aspecto fundamental a ser considerado como determinante para o processo mencionado é
Luís Bernardo Honwana. “Dina”. In: Nós matamos o cão tinhoso!.
Considerando o papel da antologia Nós matamos o cão tinhoso! na literatura moçambicana e como a sociedade de Moçambique dos anos 1950 e 1960 se configura literariamente no conto “Dina”, é correto afirmar:
Sobre a Questão Palestina, assinale a opção que caracteriza corretamente uma de suas etapas históricas.
Considere os textos abaixo.
A delegação olímpica da Argélia jogou rosas no rio Sena durante o desfile de inauguração dos Jogos de Paris, em memória das vítimas da repressão policial às manifestações independentistas de 17 de outubro de 1961, um gesto pouco habitual nesse tipo de evento. [...] Em 17 de outubro de 1961, dezenas de manifestantes pacíficos foram vítimas de uma repressão sangrenta realizada sob a autoridade do prefeito de polícia da época, Maurice Papon. Segundo historiadores, entre trinta e cerca de duzentos manifestantes foram assassinados e seus corpos jogados no Sena.
AFP, Agência France Press. Paris 2024: Delegação da Argélia lança rosas no Sena em homenagem a vítimas de repressão de 1961. Carta Capital. Disponível em:<https://www.cartacapital.com.br/esporte/paris-2024-delegacao-da-argelia-lanca-rosasno-sena-em-homenagem-a-vitimas-de-repressao-de-1961/>. Acesso em: 15 ago. 2024.
Uma vez mais, o objectivo do colonizado que luta é provocar o fim da dominação. Mas igualmente deve velar pela liquidação de todas as mentiras introduzidas no seu corpo pela opressão. Num regime colonial, tal como existia na Argélia, as ideias professadas pelo colonialismo não influíam somente na minoria europeia, mas também no argelino. A libertação total é a que concerne a todos os sectores da personalidade. [...] Quando a nação se desamarra totalmente, o homem novo não é um produto a posteriori dessa nação, mas coexiste, desenvolve-se e triunfa com ela. [...] A independência não é uma palavra que deva exorcizar-se, mas uma condição indispensável para a existência de homens e mulheres realmente libertados, quer dizer, donos de todos os meios materiais que tornam possível a transformação radical da sociedade.
FANON, F. Os condenados da terra. [1ª ed. 1961].
Sobre a independência da Argélia e sobre os conhecimentos do processo de descolonização da África no século XX, é correto afirmar que
(Kauê Lopes dos Santos. Africano: uma introdução ao continente, 2022. Adaptado.)
Pode-se entender a chamada política de substituição de importações como
[...] ninguém coloniza inocentemente, ninguém coloniza impunemente; uma nação colonizadora, uma civilização que justifica a colonização – portanto a força – já é uma civilização doente, uma civilização moralmente atingida [...]. Colonização: uma cabeça de ponte, em uma civilização, da barbárie que, a qualquer momento, pode levar à pura e simples negação da civilização.
Césaire, A. Discurso sobre o Colonialismo. São Paulo: Veneta, 2020. p. 21. Adaptado.
Esse texto, publicado originalmente por Aimé Césaire em 1950, denuncia as violências do colonialismo europeu e seus efeitos morais tanto para o mundo colonizado quanto para a Europa. A respeito do colonialismo europeu na África e seu legado para o continente no século XX, assinale a alternativa correta.
Para enganar o mundo, e fazer com que ele acredite que o homem branco na África do Sul está ajudando os africanos a trilharem a estrada da civilização, o homem branco se arrogou o título e o papel de tutor do povo africano.
MANDELA, Nelson, 1944. In: LOPES, Marta Maria. O Apartheid. São Paulo: Atual, 1990. p. 31
O trecho do discurso de Nelson Mandela, em meados do século XX, contrapõe a ideia da supremacia do “homem branco” em relação ao povo africano. Na África do Sul, ocorreu um violento regime de segregação racial denominado Apartheid. Sobre esse regime, é correto afirmar que
(Marina de Mello e Souza. África e Brasil africano, 2007.)
Ao analisar os processos de independência na África do século XX, o excerto
FANON, Frantz. Os Condenados da Terra. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2005, p. 70.
Com base no texto, assinale a opção que indica corretamente o aspecto que marcou o processo de descolonização africano.
Polêmica antiga ressurge nas redes sociais
A reportagem acessou o Maps e verificou os nomes dos territórios da Cisjordânia e Gaza, ambos demarcados com uma linha tracejada, usada pela plataforma para indicar limites territoriais em disputa. Quando se trata de áreas não disputadas, a linha é cinza e sólida. Ao aproximar a imagem, aparece no contorno da linha a frase “1950 – linha do acordo de armistício”.
(www.uol.com.br, 16.07.2020.)
A representação espacial questionada no título da reportagem reflete


No que diz respeito ao Apartheid quais eram as suas bases filosóficas?
MARCHA DO SAL
Quando a escolha de Gandhi de protestar pelo sal foi anunciada, jornais da Índia Colonial trataram o assunto com um tom cômico e até mesmo o vice-rei, lorde Irwin, escreveu: “No momento, a perspectiva de uma campanha de sal não me mantém acordado à noite”. Entretanto, o líder da marcha tinha uma visão diferente sobre o produto: entendia que o item, por ser de uso diário, poderia afetar todas as classes de cidadãos, e declarou que “ao lado do ar e da água, o sal talvez seja a maior necessidade da vida”. Ao observar a dimensão do ato, as autoridades perceberam o poder do alimento como o símbolo principal.
Disponível em: <https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/marcha-do-sal-ha-89-anos-gandhiliderava-uma-multidao-para-um-ato-de-desobediencia-civil-nao-violenta.phtml>. Acesso em: 09 maio 2019 (adaptado). . De acordo com o TEXTO 11, a afirmação do vice-rei inglês, lorde Irwin, contrapõe-se à declaração do líder indiano Mahatma Gandhi. No momento em que suas reflexões foram elaboradas, a Marcha do Sal representava para Irwin e Gandhi, respectivamente,
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, referentes ao processo de descolonização do continente africano no século XX.
( ) Na Argélia, após o conflito com os grupos independentistas, a França manteve o controle da antiga colônia, transformando-a em um protetorado e reprimindo duramente os movimentos pró-independência.
( ) No Congo recém-independente, o primeiro-ministro reformista Patrice Lumumba foi deposto e assassinado por uma coalizão entre grupos locais rivais, os antigos colonialistas belgas e a Central de Inteligência norte-americana.
( ) No Quênia, a Rebelião Mau-Mau foi duramente reprimida pelos colonizadores britânicos, o que causou o assassinato e a internação de milhares de quenianos em campos de concentração ao longo do conflito.
( ) No Senegal e no Benin, a maior parte da população votou favoravelmente à continuidade da administração colonial francesa após um plebiscito realizado em 1960.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é