Questões de Vestibular
Comentadas sobre questões sociais em conhecimentos gerais
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SALGADO, S. Terra. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
O livro Terra, do fotógrafo Sebastião Salgado, documenta o drama dos despossuídos e migrantes no Brasil, ao longo da história, sendo dedicado a milhares de famílias no país. A exposição Terra, resultante desse trabalho, passou por 40 países e mais de 100 cidades brasileiras em 1997.
Adaptado de landless-voices.org.
Adaptado de hypescience.com.
Essa mudança de costumes expressa principalmente o reconhecimento do seguinte princípio entre os direitos humanos:
É correto o que se diz em
I) Cotas nas universidades estaduais e federais e no serviço público. II) Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial. III) Política Internacional de Saúde da População Negra.
Estão corretas
A charge, produzida pelo cartunista Nani, traz um diálogo entre pai e filho sobre a problemática social. No diálogo, ironicamente, o pai salienta ao seu filho que quando serem “muito ricos” vão poder gozar efetivamente os Direitos Humanos. Nessa direção, considerando a charge e a temática “Diretos Humanos”, argumenta-se que:
Autor: Nani. Fonte: Charge disponível em - http://brainly.com.br/tarefa/1724729. Acesso em: 08/out/2016.
O fragmento de texto citado, do pesquisador e jurista Joaquim B. Barbosa Gomes, reflete sobre a nova postura do Estado no entendimento e construção de políticas públicas afirmativas. Sobre as ações afirmativas, argumenta-se que:
Em diferentes momentos históricos, seja no Brasil ou em outros países do mundo, existiram diversos e distintos movimentos sociais no campo e na cidade. Considerando a dinâmica dos movimentos sociais e a citação de texto, do autor Pierre Bourdieu, extraída do seu livro “Contrafogos 2: por um movimento social europeu”, considera -se que:
MONTEIRO, John M. Armas e armadilhas: história e resistências dos índios. In: NOVAES, Adauto (org.). A Outra margem do ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, p. 247.
Assinale a alternativa incorreta sobre os povos indígenas no Brasil:
Leia as indicações abaixo sobre as questões indígenas no Brasil:
I
“Logo que cheguei à província do Paraná, de que fui presidente pouco mais de sete mezes, de 28 de setembro de 1885 a 4 de maio de 1886, tive que me avir com os chamados índios de Guarapuava. Vagava pelas ruas de Curityba uma turma semi-nua dessa gente, reclamando ferramentas, roupas, dinheiro, etc., e lamentandose de haverem sido maltratados por brasileiros e despojados de terras que lhe pertenciam”.
TAUNAY, Visconde de. Entre os Nossos Índios. São Paulo: Melhoramentos. 1931, p. 84.
II
“A antropóloga Manuela Carneiro da Cunha, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, argumenta que: essas reservas superlotadas, cujos recursos naturais não permitem um modo de vida tradicional, são focos permanentes de conflitos, suicídios e miséria. Contrastam tristemente com as aldeias Kaiowá, as tekoha, cujo nome literalmente significa “o lugar onde vivemos segundo nossas regras morais” (Folha de S. Paulo, 19 de novembro de 2014). [...]
Na década de 1970, a Usina Hidrelétrica de Itaipu, no Rio Paraná, cobriu aproximadamente 60 aldeias Guarani em ambas as margens (do lado do Brasil e do Paraguai). Reconhecendo parcialmente sua responsabilidade, o empreendimento binacional devolveu aos Guarani menos de 1% das terras indígenas que foram alagadas. Essas comunidades seguem sem terra, sem o reconhecimento concreto de seus direitos e sem qualquer tipo de reparação. [...]
Apenas 34% dos recursos destinados a ações, como a de demarcação dos territórios indígenas, foram liquidados até 2014”.
RANGEL, Lúcia H. (Coord.). Violência contra os povos indígenas. Relatório. Dados de 2014. Brasília:
CIMI, 2015, p.18; 21, 36)
“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.”
(Nelson Mandela – citado em: SILVA, Aida M. M. Apresentação. In: SILVA, Aida M. M.; TIRIBA, Léa (orgs.). Direito ao ambiente como direito à vida: desafios para a educação em direitos humanos. São Paulo: Cortez, 2015. p. 08.)
“[...] E de pai pra filho o racismo passa Em forma de piadas que teriam bem mais graça Se não fossem o retrato da nossa ignorância Transmitindo a discriminação desde a infância E o que as crianças aprendem brincando É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando Qualquer tipo de racismo não se justifica Ninguém explica Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural [...].”
(GABRIEL O PENSADOR. Lavagem Cerebral. Álbum: Gabriel O Pensador. Sony Music, 1993. CD.)
Os dois trechos acima fazem menção à discriminação
racial. Com base neles e nas condições históricas do
racismo no Brasil, escolha a alternativa CORRETA.

Examinando a imagem e considerando as características
dos meios de transporte rodoviário, ferroviário e hidroviário, é correto afirmar que

O processo ironizado na charge, em que cada participante
da reunião acrescenta um item à imagem do operário,
refere-se
Leia atentamente os excertos a seguir:
“Os escravos são as mãos e os pés do senhor de engenho, porque sem eles no Brasil não é possível fazer, conservar e aumentar fazenda, nem ter engenho corrente. E do modo com que se há com eles, depende tê-los bons ou maus para o serviço”;
André João Antonil. Cultura e Opulência do Brasil por suas
drogas e minas. Belo Horizonte. Itatiaia, 1982. p.89.
“A democracia no Brasil foi sempre um lamentável mal-entendido. Uma aristocracia rural e semifeudal importou-a e tratou de acomodá-la, onde fosse possível, aos seus direitos ou privilégios, os mesmos privilégios que tinham sido, no Velho Mundo, o alvo da luta da burguesia contra os aristocratas”.
Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil. Rio de janeiro.
José Olímpio editora, 1984. p. 119.
Considerando os vários aspectos da formação social do Brasil, pode-se afirmar corretamente que os dois trechos acima tratam
Quatro, cinco milhões de mortos em alguns meses do verão: os sobreviventes, estarrecidos após semanas de medo, partilham as heranças e veem-se, por consequência, metade menos pobres do que eram antes.
DUBY, George. A Europa Medieval na Idade Média. São Paulo: Martins Fontes, 1988. p. 113.
Após a extrema mortandade provocada pela Peste Negra, no período subsequente ao ápice da praga, registrou-se
(Gerald A. J. Hodgett. História social e econômica da Idade Média, 1982.)
Exemplificam essa afirmação
Country Os Brancos (Língua de Trapo) [...] Fui dando tiro a torto e a direito Matei uns dez indígenas medonho Casei com um muierão de sete parmo Despois mais carmo vi que tudo era um sonho Eu nunca fui caubói no Arizona Tô no Amazonas faz uns quatro mêsou mais Não devo nada pros caubói que tem no Texas Pois ando armado a serviço da Funai (Letra disponível em: http://letras.mus.br/lingua-de-trapo/398302/. Acesso em: 18 ago. 2015, às 16h00.)
O Ministério Público Federal (MPF) [...] aproveita o Dia do Índio (19 de abril) para intensificar uma discussão muito importante: a garantia das terras que tradicionalmente ocupam. [...] Um dos principais problemas que tornam lenta a regularização das terras indígenas é o fato de a terra ser, historicamente, uma fonte de poder econômico, político e social. [...] Em geral, quanto às dificuldades para regularização, ou as terras já ocupadas por índios são alvo do interesse de terceiros (latifundiários, extrativistas, mineradores, responsáveis por grandes empreendimentos – como a construção de hidrelétricas –, etc.), ou aquelas reivindicadas pelos índios já estão em posse de não índios. (Entenda as dificuldades do processo de regularização de terras indígenas. Disponível em: http://www.prpr.mpf.mp.br/news/especial-demarcacao-entenda-as-dificuldades-do-processo-de-regularizacao-de-terras-indigenas. Acesso em: 18 ago. 2015, às 16h30.)
Em 1967 o SPI (Serviço de Proteção ao Índio), criado em 1910, foi substituído pela FUNAI (Fundação Nacional do Índio). Os órgãos foram criados com o objetivo de garantir os direitos dos povos indígenas, mas algumas questões, como a regularização de suas terras, continuam sem solução. Tomando por base a relação entre os excertos, julgue as afirmativas:
I. A dificuldade de demarcação das terras indígenas esbarra em interesses econômicos e a FUNAI, que deveria lutar pelos interesses dos índios, acaba agindo, de acordo com a letra da canção, como os “cowboys americanos”. II. Apesar das dificuldades em demarcar as terras indígenas, a FUNAI continua a luta pela sua realização, esbarrando nos interesses econômicos envolvidos e agindo com justiça, como os “cowboys americanos” citados na canção. III. A ineficiência do SPI levou à sua substituição pela FUNAI que, desde sua criação, não tem medido esforços para a demarcação das terras indígenas e, ao contrário dos Estados Unidos, tem garantido a qualidade de vida dos índios.
Está (ão) correta (s):
APARTHEID – Política de segregação racial mantida pelo governo da África do Sul de 1948 a 1994, com vantagens para a minoria branca dominante. Foi extinta com a eleição de Nelson Mandela para a presidência da República. Conforme o professor Hélio Santos (em Raça Brasil, nº 93, dezembro, 2005), o fato de o apartheid na África do Sul ter sido tão explícito tornou-o um grande incômodo para o país, que acabou por aboli-lo; já no Brasil, por não ser oficial nem evidente, a separação entre brancos e negros representa uma grande força, difícil de ser eliminada. (LOPES, Nei. Dicionário Escolar Afro-Brasileiro. SP: Selo Negro, 2015, p. 23.)
Os negros africanos, importados para o Brasil desde os primeiros tempos do descobrimento, sempre se mostraram dignos de consideração, pelos seus sentimentos afetivos, resignação estoica, coragem, laboriosidade. Devemos-lhes imensa gratidão. [...] Sacrificaram-se, entretanto, aos seus senhores, nem sempre benévolos, mas, em todo caso, menos bárbaros que os de outros países, especialmente os dos Estados Unidos. As negras eram geralmente as amas-de-leite dos filhos dos brancos [...]. Nas nossas guerras, os negros bateram-se como heróis. Contribuíram tantos serviços para que no Brasil jamais houvesse preconceito de cor. (CELSO, Affonso. Porque me ufano do meu país. Texto original de 1900. RJ: Expressão e Cultura, 2001, 103-104.)
Tomando por base os fragmentos e os contextos por eles retratados, analise os itens:
I. Na África do Sul, que adotou a segregação racial de forma oficial, a abolição da separação entre brancos e negros foi possível graças às pressões internas e externas. II. Apesar da existência da escravidão negra no Brasil, ao contrário da África do Sul e dos Estados Unidos, não houve diferenciação, ao longo da história do país, entre brancos e negros. III. Os textos se contradizem, uma vez que o primeiro aponta para as diferenciações entre brancos e negros, ainda presentes no Brasil, e o segundo tenta demonstrar que não houve preconceito de cor no país, apesar da escravidão.
Está (ão) correto (s):