Questões de Vestibular
Sobre urbanização em geografia
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ALVIM, C. F. & DIMANDE, C. D. Revista Economia & Energia. Ano XIV, n.º 77, abr.-jun. 2010. Disponível em: http://ecen.com. Acesso em: nov. 2016 (adaptado).
Das informações do texto e dos gráficos do IBGE e da ANFAVEA mostrados anteriormente, infere-se que um incremento da tecnologia no campo resultou em aumento da população urbana no Brasil no período de
A urbanização brasileira (%)

(INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE (Rio de Janeiro, RJ). 2007. Censo demográfico
1940-2000. Adaptado.)
O Brasil tornou-se urbano no século XX, sendo que, até então, a maior parte de sua
população vivia na zona rural, ligada à economia agrária. Os dados do quadro, conjugados
com as transformações ocorridas no Brasil no período identificado acima, demonstram que,
O crescimento rápido de algumas cidades culmina no fenômeno da metropolização e, nos países pobres, caracteriza-se pela incapacidade de criação de empregos, seja na zona rural, seja em cidades pequenas e médias. Isso que força o deslocamento de milhões de pessoas para as cidades que polarizam a economia de cada país. Acrescente-se a isso o fato desses países, com raras exceções, apresentarem altas taxas de natalidade e, portanto, alto crescimento demográfico, formando o quadro que explica o rápido crescimento das metrópoles no mundo subdesenvolvido.
(http://goo.gl/c979T. Acesso: 09/04/2011. Adaptado.)
O fenômeno da metropolização nos países pobres é uma consequência da
Dados populacionais do Censo 2010 mostram o crescimento das regiões metropolitanas em todo o país. São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife continuam sendo as cinco regiões metropolitanas mais populosas. Entretanto, Salvador, apesar de ser a terceira capital mais populosa do Brasil, tem sua região metropolitana classificada apenas em sétimo lugar.
(http://migre.me/5yvWb. Acesso: 24/08/2011. Adaptado.)
Qual é a implicação associada ao fenômeno urbano da metropolização?
( ) A rede urbana é formada pelo conjunto de cidades que se interligam umas às outras por meio de sistemas de transporte e de telecomunicações, através dos quais se dão os fluxos de pessoas, mercadorias e informações.
( ) quanto mais complexa a economia de um país ou região, menores são a urbanização e a quantidade de cidades que articulam sua rede urbana.
( ) com as novas acelerações da globalização e o consequente aumento dos fluxos informacionais, materializa-se um sistema de cidades no mundo, cujos pontos de interconexão são as chamadas cidades globais.
( ) a partir da noção de hierarquia urbana no sistema de cidades contemporâneo, o que define a integração entre as pessoas é a distância que separa os lugares dos núcleos mais urbanizados.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o processo de urbanização mundial e suas implicações e fenômenos climáticos, pode-se concluir:

Disponível em: www.brasil.gov.br. Acesso em: 3 ago. 2014.
Na Praça dos Três Poderes, está o símbolo daqueles que construíram e foram os primeiros habitantes de Brasília: a escultura Os guerreiros, mais conhecida como Os candangos, de Bruno Giorgi. Antes de se tornar cidade, o Cerrado foi uma oportunidade de trabalho para os candangos, como ficaram conhecidos os trabalhadores que ergueram a cidade planejada e que foi inaugurada em 21 de abril de 1960.
SANTOS, I. Candangos: sinônimo de coragem e perseverança. Disponível em: http://nominuto.com.
Acesso em: 2 ago. 2014 (adaptado).
Em Barcelona, em 2012 e 2013, a cada 15 minutos uma família recebia ordem de despejo. Desde então, o panorama da habitação mudou totalmente. “(...) Estamos assistindo uma onda de especulação imobiliária (...) que agora se foca no aluguel”, explica Daniel Pardo da Associação de Moradores para um Turismo Sustentável. “Este fenômeno pôs em marcha um processo acelerado e violento de expulsão de inquilinos”, acrescenta. Onde a pressão da especulação imobiliária internacional e a indústria do turismo causaram um aumento substancial nos preços dos aluguéis, os catalães têm hoje de gastar mais de 46% dos seus salários com o aluguel. Para os jovens até os 35 anos, a taxa de esforço aumenta até os 65% (...). “Não queremos que os habitantes de Barcelona sejam substituídos por pessoas com maior poder de compra”, diz a porta‐voz do Sindicato dosInquilinos. Só emBarcelona, 15 fundos de investimento imobiliário possuem 3.000 apartamentos.
“Os habitantes querem a sua cidade de volta”. Reportagem de Ulrike Prinz para o Goethe‐Institut Madrid. Maio/2018. Adaptado.
Os conceitos que explicam as dinâmicas urbanas descritas no excerto são:
Esse fenômeno referido no texto é corretamente denominado de:
Observe as imagens.

As pinturas Paisagem de subúrbio, do artista plástico carioca Di Cavalcanti, e Morro da favela, da artista plástica paulista Tarsila do Amaral, retratam condições relacionadas à vida nas cidades brasileiras, onde se evidencia a
Si o senhor não está lembrado Da licença de conta Que aqui onde agora está Esse adifício alto Era uma casa velha um palacete assobradado Foi aqui seu moço Que eu, Mato Grosso e o Joca Construímos nossa maloca Mais um dia nem quero lembrá Veio os homens com as ferramentas o dono mandô derrubá [...] E hoje nóis pega a páia nas grama do jardim E pra esquecê nóis cantemos assim: Saudosa maloca, maloca querida
(Saudosa Maloca. Composição do paulista Adoniran Barbosa, 1951. Disponível em: https://www.letras.mus.br/adoniran-barbosa/43969/. Acesso em: 26 fev. 2019, às 09h30.)
São Paulo é recordista no ranking do déficit habitacional: faltam 1,3 milhão de residências. Completam a lista Minas Gerais (575 mil), Bahia (461 mil), Rio de Janeiro (460 mil) e Maranhão (392 mil). No DF, há uma carência de 132 mil moradias. Ao todo, cerca de 33 milhões de brasileiros não têm onde morar, segundo relatório do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos. Mesmo com iniciativas do governo federal, como o programa Minha Casa, Minha Vida, o problema tem se acentuado. Especialistas em habitação traduzem os números: a falta de moradia aumenta o número de invasões e de população favelada — o índice chegou a 11,4 milhões, segundo o Censo 2010 do IBGE.
(AUGUSTO, Otávio. 33 milhões de brasileiros não têm onde morar, aponta levantamento da ONU. Publicado em 03 mai. 2018. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2018/05/03/interna-brasil, 678056/deficit-de-moradias-no-brasil-chega-a-6-3-milhoes-sp-tem-a-maior-defa.shtml. Acesso em: 26 fev. 2019, às 09h00.)
A análise dos excertos e dos períodos retratados nos permite assinalar como correta (s) a (s) seguinte (s) afirmativa (s): I. O problema de falta de moradia não é uma novidade no Brasil, sendo São Paulo o Estado recordista. A partir da consolidação da industrialização nos anos 1950, a região atrai pessoas de todo o país, em busca de melhores condições de vida. II. Programas como o Minha Casa, Minha Vida, têm solucionado, apenas nos Estados mais pobres do Brasil, o problema do déficit habitacional, uma vez que não são aplicados nas regiões mais ricas do país. III. O aumento do número de favelas no Brasil, bem como o de invasões a imóveis abandonados pela população sem teto, está diretamente ligado à falta de moradias.
Está (ão) correta (s):

Fonte: TERRA, Lígia; ARAÚJO, Regina; GUIMARÃES, Raul Borges. Conexões: estudos de geografia geral e do Brasil. São Paulo: Moderna,
2010.
A leitura da figura permite inferir, EXCETO:
Leia o texto a seguir e depois responda o que se pede:
A modernização do campo em face da industrialização
Traçado o quadro de mudanças em nossa recente história econômica, devemos lembrar que o campo não foi banido de nosso contexto econômico. A zona rural, agora subordinada aos interesses urbanos, orienta sua produção para a satisfação direta ou indireta da cidade... São atribuições do campo frente à configuração do Brasil urbano-industrial: •Produção de itens para a exportação; •Produção de matérias-primas para o setor industrial; •Produção de alimentos para o grande contingente populacional das cidades.
A urbanização e os problemas ambientais
Até o final do século passado (Séc. XIX), as cidades brasileiras constituíram-se em meros centros comerciais e portuários que tinham como função principal a exportação dos produtos agrícolas para o mercado internacional.
[...] E assim a cidade cresce, sua área aumenta, seus serviços tentam se expandir para atender as necessidades dessa população.
No Brasil, esse processo foi extremamente acelerado: entre 1940 e 1980, mais da metade da população abandona o campo (somente 1/3 dela, atualmente, lá permanece) e vem se concentrar nas grandes cidades, sobretudo nas 9 maiores metrópoles (1/3 da população).A Grande São Paulo, sozinha, absorve 11% do total demográfico, concentrado em uma área de cerca de1% da área do País.
(Adaptado de Geografia: Minimanual de Pesquisa. BERTELLO, Edélzia. Claranto Editora. Minas Gerais, 2003. Versão em CD Rom)
Todas as alternativas abaixo coadunam com o sentido do texto,
exceto:

De acordo com o último censo demográfico, publicado pelo IBGE em 2010, mais de 45 milhões de pessoas declararam ter pelo menos um tipo de deficiência. Desde então, melhorias aconteceram, mas as pessoas com deficiência física ainda não vivem em uma sociedade adaptada. Para jogar luz nessa questão, a ONG Movimento SuperAção deu início ao projeto “Sem rampa, calçada é muro”, idealizado pela agência Z+. “A ideia nasce da premissa de que para o cadeirante uma calçada é um muro. E, se é um muro, cabe um graffiti”, explica Alexandre Vilela, da agência Z+.
(Daniel. “Grafites mostram que calçadas sem rampas se tornam muros para quem é cadeirante”. www.jornaldiadia.com.br, 06.05.2019. Adaptado.)
O projeto apresentado ironiza
“[Esse fenômeno] não é o único, mas, com certeza, o principal elemento constitutivo das Regiões Metropolitanas. Isso porque esse fenômeno costuma ocorrer a partir de grandes cidades e sua junção com as chamadas “áreas de entorno” ou “cidades-satélites”. Assim, forma-se uma região metropolitana que, obviamente, estrutura-se a partir da metrópole que se expande em direção às cidades vizinhas”.
Disponível em: <https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/ geografia/>. Acessado em 26/07/2018 (cochete nosso).
O fenômeno a que o texto se refere é conhecido como:
(JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo. São Paulo: Ática, 2004. p.160)
A partir dos estudos sobre os reflexos do crescimento urbano desordenado, constata-se