Questões de Vestibular
Sobre urbanização em geografia
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As imagens mostram o mesmo trecho do Rio de Janeiro com a diferença de 161 anos. Essa região apresenta uma obra icônica da cidade – mais conhecida pelo nome de Arcos da Lapa – que representam uma conquista do homem carioca sobre as condições de vida em um sitio urbano bastante complexo para a sua ocupação e uso.
Tal construção que, desde o final do século XIX até os dias atuais, é utilizada como meio de mobilidade na cidade, foi construída para:
A expressão “região metropolitana” surgiu na legislação constitucional brasileira em 1967, mediante Lei Complementar, dando competência à União para estabelecer regiões metropolitanas constituídas por municípios integrados à mesma unidade socioeconômica que visassem à realização de serviços comuns.
A partir da Constituição Federal de 1988, essa competência para definir regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões passou a ser do(s):
O crescimento desse tipo de empreendimento imobiliário deve-se sobretudo
A causa fundamental da urbanização nos países desenvolvidos e subdesenvolvidos é a:
(www.raquelrolnik.wordpress.com)
Considerando os espaços urbano e rural no Brasil, a situação adequada aos domicílios corresponde ao acesso, entre outros,
1) Levantamento das condições ambientais existentes.
2) Definição das áreas apropriadas para uso urbano e das áreas a serem preservadas.
3) Definição dos diferentes usos do solo urbano, em função do maior ou menor impacto que os mesmos possam causar ao meio ambiente.
4) Definição de padrões de qualidade ambiental, em função das circunstâncias específicas de cada ambiente.
5) Relacionamento dos aspectos de preservação ambiental com os outros fatores a serem considerados no planejamento urbano.
Estão corretas:
No decorrer da história, as cidades vêm desempenhando funções importantes no processo de ocupação do território. A caracterização da Rede Urbana do Brasil vem sendo realizada há vários anos e identifica diversas aglomerações no país, sendo algumas de caráter metropolitano, além daquelas que são centros regionais e centro sub-regionais. Essa classificação baseia-se em diversas características.
Assinale-as.
1) Diversificação de atividades industriais e de serviços.
2) Identidade de clima e de biodiversidade.
3) Aplicação rigorosa ou não dos princípios do Ecodesenvolvimento.
4) Centralidade.
5) Presença de centros de decisão econômica e financeira.
6) Intensidade da troca de informações entre os centros de decisão instalados na cidade e a rede urbana do país e do mundo.
Estão corretos:

Avenida Central, Rio de Janeiro, inaugurada em 1904. Palácio Monroe, Rio de Janeiro, inaugurado em 1906.
produto.mercadolivre.com.br pt.wikipedia.org
O cartão-postal é o melhor veículo de propaganda e reclame de que podem dispor os homens, as empresas, a indústria, o comércio e as nações.
Olavo Bilac
A cartophilia, 15/06/1904.
Brasil: Ligações aéreas de passageiros (2010)

No mapa, são informados tanto a intensidade dos fluxos de passageiros por via aérea quanto o correspondente movimento de passageiros em cada cidade, no ano de 2010.
De acordo com as informações, a rede de cidades do Brasil é caracterizada pelo seguinte aspecto:
A descrição acima refere-se à/ao
O texto acima descreve um tipo de movimento populacional conhecido por migração
(SANTOS, Milton. Da Totalidade ao Lugar. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008, p. 127)
O texto acima indica as transformações apontadas por Milton Santos, com relação às novas formas espaciais urbanas, sobretudo no que concerne às cidades locais. Tais transformações estão associadas a determinados processos e são definidas através da
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é o órgão responsável pela elaboração dos censos demográficos no Brasil. De acordo com o censo demográfico de 1960, os habitantes da zona urbana representavam 45% da população brasileira. Esse percentual subiu para 75% no censo de 1991 e para 84% no censo de 2010.
A instalação de indústrias nas cidades, aliada à mecanização do campo, trouxe para as áreas urbanas uma grande quantidade de pessoas despreparadas para as funções urbanas, levando ao surgimento de desempregados e subempregados.
Uma das heranças desse processo sobre o espaço urbano brasileiro é a
Rua da Liberdade – São Paulo-SP - 1937

Pobre alimária
O cavalo e a carroça
Estavam atravancados no trilho
E como o motorneiro se impacientasse
Porque levava os advogados para os escritórios
Desatravancaram o veículo
E o animal disparou
Mas o lesto carroceiro
Trepou na boleia
E castigou o fugitivo atrelado
Com um grandioso chicote
(Oswald de Andrade, Pau Brasil. São Paulo: Globo, 2003, p.159.)
A imagem e o poema revelam a dinâmica do espaço na
cidade de São Paulo na primeira metade do século XX.
Qual alternativa abaixo formula corretamente essa
dinâmica?
TEXTO 6
[…]
Amado (na sua euforia profissional) – Cunha,
escuta. Vi um caso agora. Ali, na praça da Bandeira. Um caso que. Cunha, ouve. Esse caso pode ser a tua salvação!
Cunha (num lamento) – Estou mais sujo do que pau de galinheiro!
Amado (incisivo e jocundo) – Porque você é uma besta, Cunha. Você é o delegado mais burro do Rio de Janeiro.
(Cunha ergue-se.)
Cunha (entre ameaçador e suplicante) – Não pense que. Você não se ofende, mas eu me ofendo.
Amado (jocundo) – Senta!
(Cunha obedece novamente.)
Cunha (com um esgar de choro) – Te dou um tiro!
Amado – Você não é de nada. Então, dá. Dá!
Quedê?
Cunha – Qual é o caso?
Amado – Olha. Agorinha, na praça da Bandeira. Um rapaz foi atropelado. Estava juntinho de mim. Nessa distância. O fato é que caiu. Vinha um lotação raspando. Rente ao meio-fio. Apanha o cara. Em cheio. Joga longe. Há aquele bafafá. Corre pra cá, pra lá. O sujeito estava lá, estendido, morrendo.
Cunha (que parece beber as palavras do repórter) – E daí?
Amado (valorizando o efeito culminante) – De repente, um outro cara aparece, ajoelha-se no asfalto, ajoelha-se. Apanha a cabeça do atropelado e dá-lhe um beijo na boca.
CUNHA (confuso e insatisfeito) – Que mais?
Amado (rindo) – Só.
Cunha (desorientado) – Quer dizer que. Um sujeito beija outro na boca e. Não houve mais nada. Só isso?
(Amado ergue-se. Anda de um lado para outro. Estaca, alarga o peito.)
Amado – Só isso!
Cunha – Não entendo.
Amado (abrindo os braços para o teto) – Sujeito burro! (para o delegado) Escuta, escuta! Você não quer se limpar? Hein? Não quer se limpar?
Cunha – Quero!
Amado – Pois esse caso.
Cunha – Mas ...
Amado – Não interrompe! Ou você não percebe?
Escuta […]
(RODRIGUES, Nelson. O beijo no asfalto. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. p. 12/13.)
No início do século XXI, as favelas da cidade do Rio de Janeiro não são apenas distintas daquelas existentes há cinquenta anos, como também apresentam diferenças internas que foram constituídas ao longo do tempo e de sua expansão espacial. No entanto, a visão homogeneizante, que considera “iguais” todas as favelas, ainda está presente no senso comum – e também nas práticas de alguns agentes do setor público. Trata-se de uma visão que não dá conta da complexa dinâmica socioespacial das favelas cariocas e deve, portanto, ser revista.
Gerônimo Leitão
Adaptado de observatoriodefavelas.org.br.
Uma característica socioespacial presente no conjunto das favelas cariocas e que contribui para o tipo de visão a que o autor do texto faz referência é:
Uma megalópole é uma grande aglomeração populacional constituindo uma reunião articulada de várias áreas metropolitanas. A formação de megalópoles ocorre quando os fluxos de pessoas, capitais, informações, mercadorias e serviços entre duas metrópoles, como transportes e telecomunicações, estão plenamente integrados. São exemplos de megalópoles os eixos.
1. Rio de Janeiro – São Paulo 2. Tóquio – Osaka/Kobe 3. Boston – Chicago 4. Reno – Ruhr
Estão corretos apenas os itens:

“Do mesmo modo que a cidade era uma figura particular das sociedades rurais no mundo medieval, atualmente, as zonas rurais são figuras particulares do universo urbano, diferenciando-se por certos aspectos da cidade propriamente dita, mas tornando-se comparáveis pelos modos de vida de seus habitantes."
(Jacques LÉVY. Réinventer la France [Reinventar a França]. Paris: Fayard. 2013, p. 53)
Tendo como referência o trecho citado, sobre o mundo urbano contemporâneo (considerado também o Brasil), é correto afirmar que
