Questões de Vestibular
Sobre urbanização em geografia
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A descrição acima refere-se à/ao
O texto acima descreve um tipo de movimento populacional conhecido por migração
(SANTOS, Milton. Da Totalidade ao Lugar. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008, p. 127)
O texto acima indica as transformações apontadas por Milton Santos, com relação às novas formas espaciais urbanas, sobretudo no que concerne às cidades locais. Tais transformações estão associadas a determinados processos e são definidas através da
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é o órgão responsável pela elaboração dos censos demográficos no Brasil. De acordo com o censo demográfico de 1960, os habitantes da zona urbana representavam 45% da população brasileira. Esse percentual subiu para 75% no censo de 1991 e para 84% no censo de 2010.
A instalação de indústrias nas cidades, aliada à mecanização do campo, trouxe para as áreas urbanas uma grande quantidade de pessoas despreparadas para as funções urbanas, levando ao surgimento de desempregados e subempregados.
Uma das heranças desse processo sobre o espaço urbano brasileiro é a
Rua da Liberdade – São Paulo-SP - 1937

Pobre alimária
O cavalo e a carroça
Estavam atravancados no trilho
E como o motorneiro se impacientasse
Porque levava os advogados para os escritórios
Desatravancaram o veículo
E o animal disparou
Mas o lesto carroceiro
Trepou na boleia
E castigou o fugitivo atrelado
Com um grandioso chicote
(Oswald de Andrade, Pau Brasil. São Paulo: Globo, 2003, p.159.)
A imagem e o poema revelam a dinâmica do espaço na
cidade de São Paulo na primeira metade do século XX.
Qual alternativa abaixo formula corretamente essa
dinâmica?
TEXTO 6
[…]
Amado (na sua euforia profissional) – Cunha,
escuta. Vi um caso agora. Ali, na praça da Bandeira. Um caso que. Cunha, ouve. Esse caso pode ser a tua salvação!
Cunha (num lamento) – Estou mais sujo do que pau de galinheiro!
Amado (incisivo e jocundo) – Porque você é uma besta, Cunha. Você é o delegado mais burro do Rio de Janeiro.
(Cunha ergue-se.)
Cunha (entre ameaçador e suplicante) – Não pense que. Você não se ofende, mas eu me ofendo.
Amado (jocundo) – Senta!
(Cunha obedece novamente.)
Cunha (com um esgar de choro) – Te dou um tiro!
Amado – Você não é de nada. Então, dá. Dá!
Quedê?
Cunha – Qual é o caso?
Amado – Olha. Agorinha, na praça da Bandeira. Um rapaz foi atropelado. Estava juntinho de mim. Nessa distância. O fato é que caiu. Vinha um lotação raspando. Rente ao meio-fio. Apanha o cara. Em cheio. Joga longe. Há aquele bafafá. Corre pra cá, pra lá. O sujeito estava lá, estendido, morrendo.
Cunha (que parece beber as palavras do repórter) – E daí?
Amado (valorizando o efeito culminante) – De repente, um outro cara aparece, ajoelha-se no asfalto, ajoelha-se. Apanha a cabeça do atropelado e dá-lhe um beijo na boca.
CUNHA (confuso e insatisfeito) – Que mais?
Amado (rindo) – Só.
Cunha (desorientado) – Quer dizer que. Um sujeito beija outro na boca e. Não houve mais nada. Só isso?
(Amado ergue-se. Anda de um lado para outro. Estaca, alarga o peito.)
Amado – Só isso!
Cunha – Não entendo.
Amado (abrindo os braços para o teto) – Sujeito burro! (para o delegado) Escuta, escuta! Você não quer se limpar? Hein? Não quer se limpar?
Cunha – Quero!
Amado – Pois esse caso.
Cunha – Mas ...
Amado – Não interrompe! Ou você não percebe?
Escuta […]
(RODRIGUES, Nelson. O beijo no asfalto. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. p. 12/13.)
No início do século XXI, as favelas da cidade do Rio de Janeiro não são apenas distintas daquelas existentes há cinquenta anos, como também apresentam diferenças internas que foram constituídas ao longo do tempo e de sua expansão espacial. No entanto, a visão homogeneizante, que considera “iguais” todas as favelas, ainda está presente no senso comum – e também nas práticas de alguns agentes do setor público. Trata-se de uma visão que não dá conta da complexa dinâmica socioespacial das favelas cariocas e deve, portanto, ser revista.
Gerônimo Leitão
Adaptado de observatoriodefavelas.org.br.
Uma característica socioespacial presente no conjunto das favelas cariocas e que contribui para o tipo de visão a que o autor do texto faz referência é:

No mapa, são informados tanto a intensidade dos fluxos de passageiros por via aérea quanto o correspondente movimento de passageiros em cada cidade, no ano de 2010.
De acordo com as informações, a rede de cidades do Brasil é caracterizada pelo seguinte aspecto:
Uma megalópole é uma grande aglomeração populacional constituindo uma reunião articulada de várias áreas metropolitanas. A formação de megalópoles ocorre quando os fluxos de pessoas, capitais, informações, mercadorias e serviços entre duas metrópoles, como transportes e telecomunicações, estão plenamente integrados. São exemplos de megalópoles os eixos.
1. Rio de Janeiro – São Paulo 2. Tóquio – Osaka/Kobe 3. Boston – Chicago 4. Reno – Ruhr
Estão corretos apenas os itens:

“Do mesmo modo que a cidade era uma figura particular das sociedades rurais no mundo medieval, atualmente, as zonas rurais são figuras particulares do universo urbano, diferenciando-se por certos aspectos da cidade propriamente dita, mas tornando-se comparáveis pelos modos de vida de seus habitantes."
(Jacques LÉVY. Réinventer la France [Reinventar a França]. Paris: Fayard. 2013, p. 53)
Tendo como referência o trecho citado, sobre o mundo urbano contemporâneo (considerado também o Brasil), é correto afirmar que
EM NOVA YORk, HABITAÇÃO SOCIAL VIVE O “BOOM” DAS RENDAS MISTAS
“50-30-20” é um termo quente na cidade norte-americana de Nova York hoje em dia.É também o apelido dos imóveis financiados pela prefeitura que miram a integração das rendas mistas na habitação. Nesse modelo de empreendimento, 50% do total de unidades de cada prédio são ocupadas por famílias de classe média, 30% por moradores de classe média-baixa, e 20% destinam-se à baixa renda. O presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional de Nova York, Marc Jahr, afirma que a instituição já financiou e construiu quase 8 mil apartamentos nesse modelo:“Acreditamos que prédios com rendas mistas e bairros com economias diversas são pilares de comunidades estáveis”.
Adaptado de prefeitura.sp.gov.br.
A principal finalidade de uma política pública como a relatada no texto é:
“... o saber e a informação são essenciais a cada um, para progredir ou ultrapassar a precariedade de uma condição que não se escolheu. Eles servem igualmente para criar e perenizar a dinâmica do 'viver e fazer juntos' numa sociedade confrontada por interesses particulares e dificuldades econômicas. É por isso que, longe de ser apenas um 'dado' a mais, a cultura é o coração de nossa ação a serviço dos habitantes de Lyon [França]”.
(Gérard Collomb - prefeito da cidade de Lyon In: Lyon Citoyen [Lyon cidadã], outubro de 2014. Ed. Ville de Lyon, p. 7)
O prefeito da cidade de Lyon, na França, está se referindo a políticas culturais urbanas. No que diz respeito a esse tópico, o que pode ser dito sobre as realidades urbanas brasileiras?
(ROLNIK, Raquel. Disponível em: A lógica da desordem. http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=220. Acesso em: 31 ago. 2014, às 17h00.)
Em relação aos problemas e características da urbanização brasileira, julgue as afirmativas abaixo:
I. A urbanização é acelerada e caótica, assim como em outros países emergentes, que apresentam elevado crescimento urbano desde 1920. II. Há no Brasil quatro metrópoles globais (de acordo com a hierarquia urbana). São elas: Brasília, Manaus, Rio de Janeiro e São Paulo. III. Há no país grande ocorrência de favelas, as quais passam por intenso processo de verticalização, ocasionado pela falta de espaço combinada ao aumento populacional.
Está (ão) correta (s):
Mais do que um problema relacionado à raça, o homicídio no Brasil sempre se caracterizou por ser um
tipo de crime vinculado ao território. Nas últimas décadas, as principais vítimas e autores de
assassinatos foram homens, jovens, moradores de bairros com pouca infraestrutura urbana dos
grandes centros metropolitanos. Eles mataram e morreram por viverem em locais com grande
quantidade de armas, marcados pela desordem. São territórios com frágil presença policial,
vulneráveis à ação daqueles que estão dispostos a tentar exercer o domínio pela violência.
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,homicidio-e-um-crime-territorial-e-nao-esta-vinculado-a-racas, 531604,0.htm. Acesso em 15/01/2014.
A afirmação que é coerente com a situação da violência homicida no Brasil e com o texto acima, de autoria do jornalista Bruno Paes Manso, é:
(Francisco Capuano Scarlato. População e urbanização brasileira. In: Jurandyr L. S. Ross (org.). Geografia do Brasil, 1998. Adaptado.)
O fragmento descreve o processo de periferização das grandes cidades a partir da valorização de suas áreas centrais. No Brasil, principalmente nas cidades do Sudeste, esse processo foi acompanhado pela
“A urbanização brasileira tem em suas metrópoles os principais focos de sua concretização. O tamanho milionário desses centros revela uma faceta importante da dinâmica socioespacial brasileira que é a concentração econômica e demográfica em pouco mais de uma dezena de epicentros nacionais e regionais.”
(SOUZA, Marcelo Lopes. O Desafio Metropolitano, Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000.)
Com relação à metropolização brasileira, assinale a opção que NÃO está adequada a esse fenômeno.
Observe nas imagens a área urbanizada em quatro metrópoles nos anos de 1990 e de 2000.

No período 1990-2000, o processo de periferização ocorreu de forma mais intensa na área
metropolitana de:

O problema habitacional na cidade do Rio de Janeiro é antigo, com alguns de seus efeitos mantendo-se há mais de um século, como o tipo de moradia popular retratado nas imagens.
Uma causa econômica e um resultado socioespacial, associados diretamente à expansão desse tipo de moradia ao longo do século XX, são:
Observe o esquema abaixo para responder à questão.

Retirado de http://alessandrareisdinizz.blogspot.com.br/ em 19/05/2014
às 15h30.
Sobre a hierarquia urbana no Brasil, é correto afirmar que