Questões de Vestibular
Comentadas sobre urbanização brasileira em geografia
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Mais do que um problema relacionado à raça, o homicídio no Brasil sempre se caracterizou por ser um
tipo de crime vinculado ao território. Nas últimas décadas, as principais vítimas e autores de
assassinatos foram homens, jovens, moradores de bairros com pouca infraestrutura urbana dos
grandes centros metropolitanos. Eles mataram e morreram por viverem em locais com grande
quantidade de armas, marcados pela desordem. São territórios com frágil presença policial,
vulneráveis à ação daqueles que estão dispostos a tentar exercer o domínio pela violência.
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,homicidio-e-um-crime-territorial-e-nao-esta-vinculado-a-racas, 531604,0.htm. Acesso em 15/01/2014.
A afirmação que é coerente com a situação da violência homicida no Brasil e com o texto acima, de autoria do jornalista Bruno Paes Manso, é:
“A urbanização brasileira tem em suas metrópoles os principais focos de sua concretização. O tamanho milionário desses centros revela uma faceta importante da dinâmica socioespacial brasileira que é a concentração econômica e demográfica em pouco mais de uma dezena de epicentros nacionais e regionais.”
(SOUZA, Marcelo Lopes. O Desafio Metropolitano, Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000.)
Com relação à metropolização brasileira, assinale a opção que NÃO está adequada a esse fenômeno.

O problema habitacional na cidade do Rio de Janeiro é antigo, com alguns de seus efeitos mantendo-se há mais de um século, como o tipo de moradia popular retratado nas imagens.
Uma causa econômica e um resultado socioespacial, associados diretamente à expansão desse tipo de moradia ao longo do século XX, são:

A ocupação de terrenos de forma irregular pela população nos
centros urbanos é uma característica comum aos países
periféricos. Isso ocorre, entre outros fatores, devido à(ao)
São objetivos do Plano Diretor SP: promover melhor aproveitamento do solo nas proximidades do sistema estrutural de transporte coletivo com aumento na densidade construtiva, demográfica, habitacional e de atividades urbanas; incrementar a oferta de comércios, serviços e emprego em áreas pobres da periferia; ampliar a oferta de habitações de interesse social nas proximidades do sistema estrutural de transporte coletivo.
Diário Oficial. Cidade de São Paulo, 01/08/2014. Adaptado.
É correto afirmar que tais medidas visam a
INSTRUÇÃO: Responder à questão considerando o texto e os itens que podem completá-lo.
As atuais regiões metropolitanas brasileiras foram instituídas por lei aprovada no Congresso Nacional, pois a Constituição Brasileira possibilita a estadualização do reconhecimento dessas regiões pelos Estados. Resulta daí, por exemplo, a criação de regiões metropolitanas como as
1. de Campinas.
2. de Londrina.
3. do Vale do Itajaí.
4. do Vale do Aço.
Estão corretos os itens
Nos anos 1860 se esquematiza uma reflexão em torno dos valores fundiários do território urbano. Na origem dessa reflexão, teorizada por Julius Faucher em 1867, encontra-se a crise habitacional, cuja causa é atribuída aos preços fundiários: o nível desses preços seria artificialmente elevado pela especulação, notadamente nas áreas de expansão imediata das cidades.
Elsa VONAU. Urbanismo: a invenção do zoneamento. In: O mapa, desafio contemporâneo:
La documentation Française, dossier no 8036. p. 58
Relacionando o que o texto afirma com a realidade urbana contemporânea do Brasil, é correto afirmar:

Considerando a imagem, assinale a alternativa correta.
No entanto, no período atual, a atividade industrial apresenta uma forte tendência de descentralização, buscando áreas que possam viabilizar novos padrões de acumulação do capital, em especial em cidades de pequeno e médio porte. Como consequência, as grandes metrópoles têm procurado novas formas de garantir sua sustentabilidade econômica e influência política, a partir do estímulo a novas funções e atividades geradoras de riqueza, de acumulação de capital e de criação de postos de trabalho.
São estratégias que podem ser associadas a esse novo padrão de urbanização / metropolização, EXCETO:
Eugênio Neves é um ilustrador brasileiro, gaúcho de Porto Alegre. Sua obra é marcada por críticas sociais contundentes. É dele a charge a seguir:

Fonte:http://poavive.files.wordpress.com/2011/01/charge_
eugenio_catador.jpg
Acessado em 14-09-2013
A análise da imagem permite concluir que, para Eugênio Neves:
População em aglomerados subnormais

(Folha de S.Paulo, 22.12.2011. Adaptado.)
A partir da análise do texto e do mapa, é correto afirmar que a maior proporção de pessoas residentes em aglomerados subnormais, em relação à população total do estado, é encontrada
(Adaptado de Roberto Lobato Corrêa, Trajetórias Geográficas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.)
Sobre a rede urbana Brasileira é correto afirmar que:
(Adaptado de Carlos Augusto de Figueiredo Monteiro, “Por um suporte teórico e prático para estimular estudos geográficos do clima urbano no Brasil”. Geosul, Florianópolis, ano V, n. 9, 1º sem, 1990.)
Sobre o clima urbano é correto afirmar que:
Leia o seguinte texto:
Embora muitos estudos tradicionais tenham afirmado que os mecanismos de mercado favorecem a concentração das atividades econômicas (ao menos nos estágios iniciais do processo de desenvolvimento de um país), e ainda que essa concepção esteja basicamente correta, a tese apriorística de que as reformas dos anos 1990 iriam bloquear ou mesmo reverter o processo de desconcentração por ampliarem o papel das "forças de mercado" nas decisões de localização de investimentos mostrou-se falha. Os dados mais atualizados revelam que o erro dos especialistas ao prever o "esgotamento"ou a "inflexão"do processo de desconcentração industrial brasileira se deveu principalmente à importância excessiva que conferiram a um pequeno número de fatores que intervêm na dinâmica espacial desse setor, sobretudo a crise de planejamento regional e as tendências de aglomeração associadas ao novo paradigma técnico e econômico em construção.
Diniz, L. L. F. Para onde irão as indústrias? A nova geografia da industrialização brasileira.
In: Albuquerque, E. S. de (org.) Que país é esse? Pensando o Brasil contemporâneo. São Paulo: Globo, 2005, p. 286-287
Entre as afirmações abaixo, assinale aquela que é coerente com os argumentos apresentados no texto.