Questões de Vestibular Sobre geografia
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Em 1948, quando começaram a demolir as casas térreas para construir os edifícios, nós, os pobres, que residíamos nas habitações coletivas, fomos despejados e ficamos residindo debaixo das pontes. É por isso que eu denomino a favela como o quarto de despejo de uma cidade.
Carolina Maria de Jesus, escritora e moradora da Favela do Canindé, nos anos 1950. Quarto de despejo. Adaptado.

O desmatamento atual na Amazônia cresceu em relação a 2015. Metade da área devastada fica no estado do Pará, atingindo áreas privadas ou de posse, sendo ainda registrados focos em unidades de conservação, assentamentos de reforma agrária e terras indígenas.
Imazon. Boletim do desmatamento da Amazônia Legal, 2016. Adaptado.
Tal situação coloca em risco o compromisso firmado pelo Brasil na 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 21), ocorrida em 2015. O desmatamento na Amazônia tem raízes históricas ligadas a processos que ocorrem desde 1970.
Com base nos dados e em seus conhecimentos, aponte a
afirmação correta.

Em 1932, o Estado Brasileiro instalou campos de concentração de flagelados no Ceará, desde a região do Cariri até Fortaleza, destinados a isolar os retirantes que saíam do interior. No total, esses campos chegaram a concentrar mais de 73 mil pessoas vivendo sob condições precárias.
Sobre o tema das secas no Nordeste, é correto afirmar que
A figura mostra corte transversal A-B em área serrana embasada por rochas metamórficas entre os municípios de Apiaí e Iporanga, no Vale do Ribeira, sul do estado de São Paulo.

As rochas representadas são de idade pré-cambriana e
formam estruturas em um sistema de
Em 2015, os Estados Unidos (EUA), país que não é membro da OPEP, tornaram-se o maior produtor mundial de petróleo, superando grandes produtores históricos mundiais, de acordo com a publicação Statistical Review of World Energy (BP) - 2015.
Sobre essa fonte de energia, é correto afirmar:
Anamorfose geográfica representa superfícies dos países em áreas proporcionais a uma determinada quantidade. Observe as seguintes anamorfoses:


Nas alternativas apresentadas, os títulos que identificam de forma correta as
anamorfoses I e II são, respectivamente:
Observe a imagem e leia o texto, para responder à questão.

O Comissário apertou-lhe mais a mão, querendo transmitir-lhe o sopro de vida. Mas a vida de Sem Medo esvaía-se para o solo do Mayombe, misturando-se às folhas em decomposição.
[...]
Mas o Comissário não ouviu o que o Comandante disse. Os lábios já mal se moviam.
A amoreira gigante à sua frente. O tronco destaca-se do sincretismo da mata, mas se eu percorrer com os olhos o tronco para cima, a folhagem dele mistura-se à folhagem geral e é de novo o sincretismo. Só o tronco se destaca, se individualiza. Tal é o Mayombe, os gigantes só o são em parte, ao nível do tronco, o resto confunde-se na massa. Tal o homem. As impressões visuais são menos nítidas e a mancha verde predominante faz esbater progressivamente a claridade do tronco da amoreira gigante. As manchas verdes são cada vez mais sobrepostas, mas, num sobressalto, o tronco da amoreira ainda se afirma, debatendo-se. Tal é a vida.
[...]
Os olhos de Sem Medo ficaram abertos, contemplando o tronco já invisível do gigante que para sempre desaparecera no seu elemento verde.
Pepetela, Mayombe.
Analise o mapa sobre a demografia brasileira.
Evolução da população brasileira entre 2000 e 2007

Analise o texto a seguir.
A QUESTÃO AGRÁRIA
Quando falamos da questão agrária no Brasil, estamos nos referindo à ocupação, posse e distribuição das terras, tanto em seus aspectos históricos quanto em seus aspectos geográficos. Nesse sentido, a distribuição das terras esteve diretamente ligada à colonização do nosso país, que foi responsável por um processo de ocupação que privilegiou apenas as elites econômicas da época, excluindo principalmente os indígenas, os negros e os pobres.
Disponível em: http://escolakids.uol.com.br/questao-agraria-nobrasil.htm.
Acesso em: 20 out. 2016.
A DISPUTA PELA CIDADE
Nos anos 1990, os anos negros da crise e da miséria produtiva, de desemprego, o crescimento da cidade se deu por meio de muros, enclaves fortificados, shopping centers, condomínios e, assim, houve um esvaziamento dos espaços públicos, dos espaços de convívio. Começamos a ver nos últimos anos, iniciativas dos próprios cidadãos, da própria sociedade, de retomar a cidade, a calçada, a praça, o lugar do convívio, de rejeitar esse modelo, embora ele ainda seja predominante.
CACCIA BAVA, S. Entrevista com Raquel Rolnik. Le Monde
Diplomatique Brasil, Ano 10, n. 110, set. 2016, p. 5. Adaptado.
NOVO RUMO COM A CHINA
As relações do Brasil com a China são importantes demais para serem tratadas dentro de padrões convencionais de diplomacia. É preciso atentar para o fato que se trata de uma liderança mundial com alto grau de influência sobre o futuro da humanidade. Será um equívoco querer avançar na relação bilateral sem levar em conta os espaços políticos e institucionais a que a China atribui significativa importância – ainda mais quando o próprio Brasil é parte integrante de um desses espaços.
CARVALHO, E. O Globo, 18 out. 2016, p. 21. Adaptado
Disponível em:
https://bioventuraecoturismoanimal.files.wordpress.com/2011/09/parque-das-emas.jpg.
Acesso em: 20 out. 2016. Predominante no domínio do clima tropical típico, esse ambiente natural é denominado:
"Os campos de altitude da Serra Geral, no sul do Brasil, são encontrados sobre platôs cada vez mais altos, à medida que avançam para a borda leste, onde a serra de repente despenca em imensos cânions." (Gilberto STAM. Ariqueza dos campos de altitude. São Paulo: Pesquisa FAPESP, 01/2016. p. 61)

Leia este trecho de entrevista para responder à questão.
"Nada pode justificar os atentados, mas temos que entender por que esses franceses se tornaram terroristas, para não deixar outros de nossos filhos caírem nessa barbaridade. Estamos colocando R$ 1,5 trilhão na segurança antiterrorista, que é necessária, mas deveríamos investir também nos guetos, que abrigam quase só imigrantes e filhos de imigrantes nascidos na França. Há guetos com quatro mil apartamentos, onde se vive em condições horríveis. Essas construções foram um erro e temos que assumir isso."
(Revista BRASILEIROS. Uma consulesa além dos brioches. São
o Paulo: Brasileiros Editora, n 91, fevereiro/2015. p. 38
Leia este trecho de entrevista para responder à questão.
"Nada pode justificar os atentados, mas temos que entender por que esses franceses se tornaram terroristas, para não deixar outros de nossos filhos caírem nessa barbaridade. Estamos colocando R$ 1,5 trilhão na segurança antiterrorista, que é necessária, mas deveríamos investir também nos guetos, que abrigam quase só imigrantes e filhos de imigrantes nascidos na França. Há guetos com quatro mil apartamentos, onde se vive em condições horríveis. Essas construções foram um erro e temos que assumir isso."
(Revista BRASILEIROS. Uma consulesa além dos brioches. São
o Paulo: Brasileiros Editora, n 91, fevereiro/2015. p. 38
Veja essa notícia:
Grupo desenvolve iniciativas de pesquisa, ensino e extensão para colaborar na proteção de manancial que abastece Presidente Prudente
"No dia 27 de fevereiro, dezenas de produtores rurais da região de Presidente Prudente (SP) compareceram ao centro comunitário da pequena cidade de Anhumas para apresentação do Programa Produtor de Água. A proposta, entre outras iniciativas, remunera agricultores que realizam serviços ambientais em suas terras."
(Jornal Unesp - Universidade Estadual Paulista, número 309. Abril
de 2015. p. 8)
"Atualmente, os imigrantes marroquinos são um pouco menos de 700.000 na França. A França não é mais o país de predileção dos marroquinos, que se dirigem principalmente para a Espanha e a Itália. Uma imigração qualificada se desenvolve igualmente em direção aos Estados Unidos e ao Canadá."
(Le monde - Hors-série. L'Atlas de la France et des Français.Paris: Le Monde, 2014. p. 144)
Alguns traços da imigração contemporânea revelam-se
nesse texto. A esse respeito pode ser dito que
"Desde as décadas de 1960 e 1970, quando foi criada boa parte das Unidades de Conservação (UCs) do país, principalmente as indicadas para proteção integral, instalaram-se conflitos diversos com as comunidades [humanas] que originalmente ocupavam esses territórios há 200, 300 ou mais anos atrás."
(SIMÕES, Eliane et al. Planejamento Ambiental da Bacia
Hidrográfica do Ubatumirim. Instrumento de justiça socioambiental.
São Paulo: Páginas & Letras, 2016. p. 15)
"Enquanto os Estados Unidos e outras nações estão sentindo as dificuldades econômicas causadas pela alta no preço da gasolina, o Brasil garantiu certo nível de autossuficiência graças a décadas de experimentos com etanol, que hoje pode abastecer carros e caminhões (...) esses esforços já beneficiaram e beneficiarão ainda mais o Brasil no futuro."
(SADLIER, Darlene. Brasil Imaginado - de 1500 até o presente. São Paulo: Edusp, 2016. p. 348)
Sobre o fato descrito é certo dizer que
Leia:
"O tombamento dos Jardins [modalidade de bairro no município de São Paulo] foi pioneiro na polêmica atitude dos órgãos de preservação de buscar salvaguardar extensos contextos urbanos cuja destruição ocorre em vista das precariedades das legislações de zoneamento. Buscaram-se mecanismos para proteger a 'paisagem urbana' (...)"
(Silvia F. S. WOLFF. Jardim América. São Paulo: Edusp, 2015. p. 23)
Tendo em vista essa intenção de preservar "paisagens
urbanas" pode ser dito que