Questões de Vestibular
Sobre questão fundiária em geografia
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(Fonte: Centro de Documentação Dom Tomás Balduino – CPT.)
Analise o recorte jornalístico.

Notícia como essa, infelizmente
são comuns no campo, e está relacionada diretamente com as questões agrárias no
Brasil. Com base nos seus conhecimentos da realidade do campo no Brasil, identifique
abaixo a assertiva que traz fatores que podem ser responsabilizados por estes
acontecimentos na zona rural brasileira.
“Um estudo comparativo do Homestead Act de 1862, que regulamentou a política de terras nos Estados Unidos, e a Lei de Terras de 1850 no Brasil dá margem a que se analise a relação entre a política de mão-de-obra e a política de terras em duas áreas em que o desenvolvimento do capitalismo assumiu formas diferentes e conduziu a políticas opostas.”
COSTA, Emília Viotti da. Da Monarquia à República. Momentos decisivos. São Paulo: UNESP, p. 170.
• Assinale a alternativa que apresenta corretamente a relação entre as definições legais e os seus
desdobramentos:
Observe a tabela abaixo.

Considere as afirmações abaixo, sobre a estrutura agrária brasileira.
I - A relação entre total de estabelecimentos e área ocupada pelas duas tipologias mostra a extrema concentração de terras no Brasil.
II - A predominância de estabelecimentos de agricultura familiar demonstra equilibrada distribuição de terras no Brasil.
III- A predominância de estabelecimentos familiares fica evidente pela ocupação de mais de 50% da área total dos estabelecimentos agropecuários.
Quais estão corretas?
Em abril de 1996, 19 camponeses sem-terra foram mortos pela polícia militar no episódio que ficou mundialmente conhecido como Massacre de Eldorado de Carajás, ocorrido no sudeste do Pará. Os participantes do Movimento dos Sem Terra faziam uma caminhada até a cidade de Belém, quando foram impedidos pela polícia de prosseguir. Mais de 150 policiais foram destacados para interromper a caminhada, o que levou a uma ação repressiva extremamente violenta.
Adaptado de anistia.org.br.
Dez posseiros foram assassinados em maio de 2017 durante uma ação policial de reintegração de posse em um acampamento na Fazenda Santa Lúcia, no Pará, segundo informações da Comissão Pastoral da Terra. A reintegração foi realizada pelas Polícias Civil e Militar do estado.
agenciabrasil.ebc.com.br 
Como indicam os episódios retratados nas reportagens, os conflitos pela posse da terra no Brasil nas últimas décadas persistem.
Esses conflitos são decorrentes do seguinte processo:

Ao analisar a charge, é CORRETO afirmar que:
Para diversos setores da sociedade, um dos principais responsáveis pelas desigualdades sociais no Brasil é a concentração de terras nas mãos de poucos indivíduos. Os números fortalecem ainda mais essa tese: segundo o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), apenas 1% das propriedades agrárias é considerada grande, com mais de mil hectares. No entanto, essas poucas propriedades somam 45,1% de toda a área, ou seja, poucas pessoas são donas de enormes extensões de territoriais. Mas por que o Brasil possui essa característica agrária tão perniciosa e desumana? A resposta está ligada à forma como a elite brasileira vem conduzindo a política agrária no país nos últimos 500 anos.
(DIMENSTEIN, Gilberto; GIANSANTI. 2017. p. 84).
Brasil tem maior número de assassinatos no campo desde 2003; Pará lidera o ranking de mortes
A violência no campo no Brasil é a maior desde 2003, segundo o relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT), divulgado nesta segunda-feira (16). Em 2017, foram 70 assassinatos, um aumento de 15% em relação ao número de 2016. O Pará liderou o ranking de violência, com 21 assassinatos no ano passado. Dos 70 assassinatos em 2017, 28 ocorreram em massacres, o que corresponde a 40% do total. Desde 1985 a 2017, foram registrados 46 massacres no país com 220 vítimas. No período, o Pará registrou 26 massacres, que vitimaram 125 pessoas.
Fonte notícia: <https://g1.globo.com/pa/para/noticia/para-lidera-o-ranking-demortes-no-campo-com-125-assassinatos.ghtml>

Ao compararmos a notícia ao lado, datada de
março de 2018, com o mapa, que apresenta o
período de 1985-1996, podemos CONCLUIR
que:
Leia o seguinte excerto sobre os movimentos sociais de ocupação de terras em Mato Grosso do Sul.
Indubitavelmente, há mais atuação dos movimentos camponeses e dos movimentos indígenas porque este território está em disputa, logo há uma centralização territorial dos conflitos por meio das duas formas de luta: ocupação e manifestação. No Leste do Estado, principalmente na microrregião de Três Lagoas, a incipiência das ações dos movimentos sociais e sindicais, principalmente do MST, contribui para o avanço do agronegócio ligado ao setor de papel e celulose, expulsando os trabalhadores do campo, principalmente das antigas fazendas de criação de gado e dos camponeses assentados, via cercamento dos assentamentos de reforma agrária.
Disponível em:<http://www2.fct.unesp.br/nera/ projetos/dataluta_ ms_2013.pdf> Acesso em: 23 set.2017. (Fragmento)
Para ilustrar esses movimentos, pesquisadores do tema elaboraram o seguinte mapa.

Analise o texto a seguir:
Na estrutura fundiária brasileira, destaca-se um tipo de imóvel rural com área superior a seiscentas vezes o módulo rural médio estipulado para a respectiva região e tipos de exploração nela ocorrentes. São enormes propriedades agroindustriais, com produção quase sempre voltada para a exportação.
O tipo de imóvel mencionado é denominado:

Como indicam os episódios retratados nas reportagens, os conflitos pela posse da terra no Brasil nas últimas décadas persistem.
Esses conflitos são decorrentes do seguinte processo:
(FREIRE, Gilberto. Interpretação do Brasil, São Paulo: Cia das Letras, 2004. P.145)
O texto de Gilberto Freire refere-se à produção econômica e organização social características da (o):
A análise do texto e os conhecimentos sobre os movimentos sociais no Brasil permitem inferir que ele se refere à