Questões de Vestibular
Sobre industrialização em geografia
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Observe a figura a seguir.

Os três fuscas da imagem fazem parte do acervo do Museu de Inhotim. O Fusca, antes de se tornar objeto de
arte, foi símbolo da indústria automobilística mundial,
hoje marcada pelos métodos toyotistas de fabricação.
Com base nos conhecimentos sobre sistemas produtivos no transcurso do século XX, considere as afirmativas a seguir.
I. As práticas toyotistas na indústria automobilística buscaram superar os parâmetros básicos do fordismo ao operarem com o just in time e a produção diversificada em uma mesma base de fabricação.
II. O espírito da ideologia nazista de Estado forte se entrelaçou com a fabricação, na Alemanha, dos carros Volkswagen.
III. Automóveis expostos em museus permitem observar transformações nos campos social e cultural do século XX, tais como a preocupação com a questão ecológica.
IV. A produção em larga escala de automóveis pelas indústrias Ford marcou o nascimento da “linha de produção flexível”.
Assinale a alternativa correta.
Em Franca, emprego em alta nos calçados
Na contramão de outras cidades que têm no calçado o principal eixo da economia, Franca (SP) viu crescer o número de empregos em 2012. Os dados revelam que o Rio Grande do Sul teve um decréscimo de 4,8%, enquanto o Ceará apresentou declínio de 2% e a Bahia de 10,5%. Em Franca o crescimento do nível de emprego gira na ordem de 4%. Empresários do setor garantem que se não fossem as vendas internas seria impossível aumentar os empregos, já que as exportações caíram 15% em setembro de 2012. O presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Franca diz que a alta do imposto de importação dos sapatos chineses ajudou um pouco a indústria nacional, mas que é preciso mais. A alegação é que os países asiáticos estariam enviando partes dos sapatos para montagem no Brasil, livrando-se da alíquota de importação para o sapato completo.
Para lidar com a concorrência das importações asiáticas, a indústria brasileira de calçados
tem empreendido ações com o objetivo de
A indústria de alta tecnologia no Brasil é uma atividade recente e incipiente. Predominam pequenas e médias empresas e algumas grandes corporações do ramo de montagem de celulares, processadores, computadores portáteis, câmeras etc. São sérios os problemas limitantes ao seu desenvolvimento de forma mais competitiva. Que problemas afetam o desenvolvimento da indústria de alta tecnologia no Brasil?
I. Ausência de uma política industrial federal que estimule a indústria nacional de alta tecnologia.
II. Dificuldades com a transferência do que é produzido pela ciência para o setor industrial.
III. Insuficiência de políticas de crédito e financiamento de longo prazo e insuficientes incentivos fiscais.
IV. Insuficiente capacitação das empresas nacionais para desenvolver novos processos e produtos.
São corretas as afirmativas:
O Brasil pode abrigar mais nove fábricas de automóveis, caso os projetos anunciados na edição de 2012 do Salão do Automóvel de São Paulo se confirmem. A lista é composta, em sua maioria, por tradicionais marcas europeias e asiáticas que estão de olho no crescente mercado brasileiro que, de acordo com analistas, poderá tornar-se o terceiro maior do mundo. Muitas delas tinham intenção de chegar apenas via importação, mas o programa anunciado pelo governo em outubro de 2012 coloca o carro estrangeiro em desvantagem competitiva. “Com o novo decreto do governo, quem quiser vender carro no Brasil terá de produzir aqui ou se limitar a uma cota de até 4800 carros ao ano”, diz um fabricante. Para os importados fora da cota, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) será 30 pontos percentuais maior, o que torna muito difícil a concorrência.
(http://goo.gl/jzzUV. Acesso: 25/10/2012. Adaptado.)
As novas fábricas de automóveis a se instalarem no Brasil foram atraídas por uma combinação entre
Governo publica regras do novo regime automotivo
O Brasil dará incentivos fiscais para montadoras com fábricas no país que invistam em inovação e produzam modelos de carros mais baratos, eficientes e ecológicos, segundo o novo regime automotivo anunciado em outubro de 2012. As novas regras estarão em vigor de janeiro de 2013 a dezembro de 2017, e preveem que o governo cobrará um imposto menor sobre os veículos com um mínimo de 65% de peças nacionais, que consumam menos combustível, que emitam menos gases poluentes, que sejam fruto de projetos de inovação no Brasil e que sejam mais baratos para o consumidor. As empresas que não atenderem os requisitos terão que pagar um imposto de pelo menos 30%, o mesmo cobrado das que importam automóveis de países que não fazem parte do Mercosul.
(http://goo.gl/SWbHc. Acesso: 05/10/2012. Adaptado.)
O novo regime automotivo reflete uma mudança na relação entre os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e as empresas privadas após a crise global de 2008, uma vez que
Os tecnopolos (...) constituem os pontos de interconexão dos fluxos mundiais de conhecimento e informações, sendo interligados por uma densa rede de telecomunicações e computadores. São também os centros irradiadores das inovações tecnológicas.
Geralmente, situam-se em cidades pequenas e médias, longe dos antigos centros de industrialização, porém próximo das cidades mais importantes do mundo. Muitos localizamse na região metropolitana das cidades globais, como Tóquio, Londres, Paris, Los Angeles, São Francisco, etc. Dependem da infra-estrutura de transportes e telecomunicações dessas cidades, além de sua estrutura administrativa e financeira.
Neles encontram-se as indústrias da economia informacional, fortemente baseadas na microeletrônica: semicondutores (chips para computadores), informática (equipamentos e sistemas), robótica, telecomunicações e biotecnologia. Esses setores compõem a nova economia.
(MOREIRA, J.C. e SENE, E. Geografia para o Ensino Médio. São Paulo: Scipione, 2002, p 311 e 312 . Adaptado.)
Os tecnopolos se constituem em novas regiões industriais de tecnologia de ponta e exigem reordenamentos espaciais nas áreas onde se localizam, pois
Além de terem nascido com mais força no Sudeste, as atividades industriais tenderam à concentração espacial nessa região, devido a dois fatores: à complementaridade industrial – as indústrias de autopeças tendem a se localizar próximo às automobilísticas, às petroquímicas, próximo às refinarias, e à concentração de investimentos públicos de infra-estrutura industrial. Atualmente, seguindo uma tendência de descentralização já verificada nos países desenvolvidos, assiste-se a um processo de deslocamento das indústrias em direção às cidades médias do interior.
(SENE, E. e MOREIRA, J. C. Geografia Geral e do Brasil: espaço geográfico e globalização. São Paulo: Scipione, 1998.)
Qual é o principal motivo que explica a migração dessas indústrias para o interior?
As fábricas Andorinhas
Cada vez mais, as multinacionais de marca – IBM e a General Motors – insistem que são apenas como qualquer um de nós: caçadores de pechinchas em busca do melhor negócio no shopping global. Elas são consumidores muito exigentes, com instruções específicas relacionadas com projeto sob encomenda, matéria-prima, prazos de entrega e, mais importante, a necessidade dos preços mais baixos possíveis. Mas o que não interessa a eles é a onerosa logística de como esses preços caem tanto; construir fábricas, comprar maquinaria e orçar a mão-de-obra têm sido operações rebatidas diretamente para a quadra de terceiros.
(KLEIN, Naomi. Sem Logo: A Tirania das Marcas em um Planeta Vendido. Disponível em: Acesso em: 24/05/2007)
Na atualidade, as indústrias de alta tecnologia estão imprimindo um novo ordenamento no espaço em busca em maiores lucros. Na “busca do melhor negócio no shopping global”, as indústrias de alta tecnologia
Ordenamento espacial dos pólos de indústrias de alta tecnologia no mundo

(Elaborado por: Luci Imaculada de Oliveira Alves.)
Qual é a característica dos pólos de alta tecnologia com relação ao ordenamento
espacial no contexto mundial?
O processo de industrialização no Brasil foi limitado, no seu início, pela elevada dependência da importação de bens de produção.
O processo de industrialização do Brasil concentrou-se inicialmente na região Nordeste, em função da agroindústria da cana-de-açúcar.
A industrialização desenvolveu-se como forma de substituição das importações.
ALBUQUERQUE, Maria Adailza Martins. Geografia sociedade e cotidiano: fundamentos, volume I, 3. ed. São Paulo: Escala Educacional, 2013, p. 256.
Sobre essa relação entre industrialização e urbanização, tem se que:

https://thumbs.dreamstime.com/br
A imagem acima representa as quatro revoluções industriais que o mundo conhece. Analise as assertivas a seguir: 1. Se caracteriza por um conjunto de tecnologias que permitem a fusão do mundo físico, digital e biológico. 2. Se concentra na energia mecânica e nos motores a vapor. Iniciou-se no final do século XVIII sendo a mecanização da indústria têxtil um dos casos mais conhecidos. 3. Com o advento da tecnologia de informação, a informatização (computadores mainframe, computadores pessoais e a internet) entram na fábrica para automatizar tarefas mecânicas e repetitivas. Isso começa a ocorrer no século passado, a partir dos anos 1970, existindo até hoje. 4. Se caracteriza pela eletrificação da fábrica, pela utilização dos métodos científicos de produção culminando com a fábrica de produção em massa, cujo exemplo mais famoso é linha de montagem de Henry Ford em 1913.
A ordem cronológica que corresponde às Revoluções Industriais de acordo com os acontecimentos é

Os países destacados no mapa têm em comum

Aspecto geral do Polo Industrial de Camaçari – Bahia. Disponível em: <http:www.coficpolo.com.br>. Acessado em 25/07/2018.
O Polo Industrial de Camaçari - PIC completou, recentemente (29/06/2018), 40 anos do início de suas operações. O polo, que começou nos anos 1970 como complexo petroquímico, passou por um longo processo de diversificação e automatização industrial ao longo dos anos e se transformou em um dos maiores complexos industriais integrados do mundo atual.
Sendo assim, marque a afirmativa correta sobre essa importante concentração industrial do nordeste brasileiro e suas repercussões geográficas nos últimos 40 anos:

Fonte: JORNAL DO BRASIL, 19 DE FEVEREIRO DE 1997.
A crítica apresentada pela charge refere-se