Questões de Vestibular Comentadas sobre filosofia

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Ano: 2024 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2024 - UFU-MG - Vestibular - Segundo Semestre 2024 |
Q3355017 Filosofia
Sobre as verdades que são preâmbulos da fé e sobre a relação entre fé e razão, Tomás de Aquino afirma

[...] portanto, deve-se dizer que a existência de Deus e as outras verdades referentes a Deus, acessíveis à razão natural, como diz o Apóstolo, não são artigos de fé, mas preâmbulos dos artigos. A fé pressupõe o conhecimento natural, como a graça pressupõe a natureza, e a perfeição o que é perfectível. No entanto, nada impede que aquilo que, por si, é demonstrável e compreensível, seja recebido como objeto de fé por aquele que não consegue apreender a demonstração.
TOMÁS DE AQUINO, Suma Teológica. São Paulo: Loyola, 2009, p.165. V.1.

Tomando como referência o excerto acima, assinale a alternativa correta.
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Ano: 2024 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2024 - UFU-MG - Vestibular - Segundo Semestre 2024 |
Q3355016 Filosofia
Efetivamente, em qualquer lugar onde olhares, a sabedoria te fala pelos vestígios que imprimiu em todas as suas obras. E quando recais de novo no amor às coisas exteriores, é valendo-se da própria beleza dos seres exteriores que ela te chama a teu interior. E isso a fim de que, vendo tudo quanto te encanta nos corpos e te seduz, através dos sentidos corporais, reconheças que está repleto de números. Ao indagares de onde vem isso, entra em ti mesmo e compreende tua impotência de julgar para o bem ou para o mal os objetos percebidos por teus sentidos. Pois não poderias aprovar ou desaprová-los, se não tivesses dentro de ti certas leis estéticas, às quais confrontas todas as belezas sensíveis do mundo exterior.
SANTO AGOSTINHO, O Livre Arbítrio. São Paulo: Paulus, 1995, p.128.

    O acesso perceptivo à realidade exterior e sensível oferece um obstáculo ao conhecimento do que é inteligível, pois o inteligível tem natureza distinta do sensível. Marque a alternativa correta acerca da resposta de Santo Agostinho a esse problema. Para ele, a realidade exterior contém em sua natureza a beleza da criação e, ao ser percebida pela alma, favorece a possibilidade do reconhecimento das verdades inteligíveis
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Ano: 2024 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2024 - UFU-MG - Vestibular - Segundo Semestre 2024 |
Q3355015 Filosofia
    Sobre a revolução copernicana na filosofia de Immanuel Kant, é correto afirmar que o objeto do conhecimento 
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Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2024 - UNESP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q3352093 Filosofia
  Texto 1
     A obra Organon constitui o primeiro estudo amplo da disciplina Lógica, embora falte essa palavra para designá-la. No início de Analíticos, Aristóteles define a disciplina que se prepara para investigar como ciência da demonstração e do saber demonstrativo. Distingue dois tipos de discurso, dialético e demonstrativo: o primeiro parte do problemático e do provável e termina necessariamente no provável; o segundo parte do verdadeiro e termina no verdadeiro.
(Nicola Abbagnano. Dicionário de filosofia, 2007. Adaptado.)

Texto 2
      No Livro I, capítulo 1 de sua obra Primeiros Analíticos, Aristóteles define o que é um silogismo perfeito: “Silogismo é um argumento no qual, colocadas certas coisas, outra distinta das estabelecidas decorre necessariamente, porque essas coisas são o caso. Por ‘porque essas coisas são o caso’ quero dizer decorrer em virtude delas; por ‘decorrer em virtude delas’ quero dizer não carecer de nenhum termo externo para que o necessário venha a ser o caso”.
(Mateus R. F. Ferreira. “O que são silogismos perfeitos?”. https://revistas.ufpr.br/doispontos, 2013. Adaptado.)

Nos textos 1 e 2 está apresentada uma das principais contribuições de Aristóteles para a história da filosofia. Tal contribuição refere-se
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Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2024 - UNESP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q3352089 Filosofia
     O primeiro grande modelo de teoria psicológica da linguagem que temos na modernidade é o Livro III do Ensaio acerca do entendimento humano, de John Locke. Pela primeira vez na modernidade, temos um livro inteiro dedicado ao processo de significação linguística. O argumento lockeano é: a necessidade que temos de entrar em acordo, de nos entendermos, leva à necessidade de criarem-se signos sensíveis capazes de comunicar nossos pensamentos, nossas ideias. Se fôssemos dotados de alguma faculdade que possibilitasse o acesso direto e imediato às ideias nas mentes de outros homens, não seria necessária a linguagem.
(Lúcio Lourenço Prado. Filosofia da linguagem, 2012. Adaptado.)

O argumento lockeano mencionado tem implicações no âmbito
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Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2024 - UFPR - 1ª Fase - Prova de Conhecimentos Gerais |
Q3271529 Filosofia
“A tarefa […] é elaborar um conceito amplo de justiça que consiga acomodar tanto as reivindicações defensáveis de igualdade social quanto as reivindicações defensáveis de reconhecimento da diferença.”
Fraser, N. Reconhecimento sem ética?, Lua Nova, São Paulo, 70, p. 103, 2007.

De acordo com Nancy Fraser no artigo “Reconhecimento sem ética?”, políticas de reconhecimento são necessárias para:
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Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2024 - UFPR - 1ª Fase - Prova de Conhecimentos Gerais |
Q3271528 Filosofia
“Enquanto a sensação e a memória apenas são conhecimento de fato, o que é uma coisa passada e irrevogável, a ciência é o conhecimento das consequências, e a dependência de um fato com relação a outro, pelo que, a partir daquilo que presentemente sabemos fazer, sabemos como fazer qualquer outra coisa quando quisermos, ou também, em outra ocasião.”

Hobbes, T. Leviatã. São Paulo: Abril Cultural, 1988, p. 30. (Coleção Os Pensadores)

De acordo com a passagem apresentada e com a obra de que foi retirada, é correto dizer que, para Thomas Hobbes:
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Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2024 - UFPR - 1ª Fase - Prova de Conhecimentos Gerais |
Q3271527 Filosofia
“Quando nós falamos que nosso rio é sagrado, as pessoas dizem: ‘Isso é algum folclore deles’.”
Krenak, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 49.

Na obra Ideias para adiar o fim do mundo, Ailton Krenak sustenta que a filosofia indígena se estrutura a partir:
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Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2024 - UFPR - 1ª Fase - Prova de Conhecimentos Gerais |
Q3271526 Filosofia
“Podemos dizer que a democracia propicia, pelo modo mesmo do seu enraizamento, uma cultura da cidadania à medida que só é possível a sua realização através do cultivo dos cidadãos. Se podemos pensar numa cidadania cultural, podemos ter certeza de que ela só é possível através de uma cultura da cidadania, viável apenas numa democracia.”

Chaui, M. Cultura e democracia, Crítica y emancipación: Revista latino-americana de Ciencias Sociales, n. 1, 2008, p. 75.

Cultura é um termo polissêmico, assumindo diferentes significados ao longo do tempo. Em “Cultura e democracia”, Marilena Chaui considera que a cultura se democratiza quando:
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Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2024 - UFPR - 1ª Fase - Prova de Conhecimentos Gerais |
Q3271525 Filosofia
“A maioria dos eticistas concorda que existem dois critérios principais para determinar se uma criatura viva possui a capacidade de sofrer e, assim, possui interesses genuínos que podemos ou não ter o dever moral de levar em conta. Um deles se relaciona ao hardware neurológico requerido para a experiência da dor com que o animal vem equipado — nociceptores, prostaglandinas, neurorreceptores de opioides etc. O outro critério é se o animal demonstra algum comportamento associado à dor.”

Wallace, D. F. Pense na lagosta. Uma incursão num mundo de exageros, mau gosto, prazeres e crueldade, Revista Piauí, ed. 72, set. 2012.

No texto “Pense na lagosta”, David Foster Wallace defende que:
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Ano: 2024 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2024 - UFGD - Vestibular |
Q3249986 Filosofia

[...] Ao criticar a democracia e ao historiar o surgimento do tirano, Platão implicitamente propõe a seguinte questão: E se for vontade do povo, não que ele próprio governe, e sim um tirano em seu lugar? O homem livre, sugere Platão, pode exercer sua absoluta liberdade a princípio desafiando as leis e, em última análise, desafiando sua própria liberdade e clamando por um tirano. Isto não é apenas uma possibilidade remota; tem acontecido numerosas vezes; e, de cada vez que aconteceu, colocou em desesperada posição intelectual todos aqueles democratas que adotam, como base final de seu credo político, o princípio do governo da maioria ou forma semelhante do princípio de soberania [...]


POPPER, Karl Raimund. A sociedade aberta a seus inimigos. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1974. p. 138-139.


No trecho da obra A sociedade aberta a seus inimigos, o filósofo Karl Popper propõe o conceito do “paradoxo da tolerância”. De acordo com o autor,

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Q3248360 Filosofia
“As porcarias culturais que costumam ser atribuídas à época desprovida de estilo e que são criticadas no plano estético não são expressão do mau gosto de uma época, mas apenas produtos de um elemento extra-artístico: a falsa racionalidade da indústria governada pelo lucro. Ao mobilizar para os seus fins o que lhe parece serem os momentos irracionais da arte, o capital destrói esta última.”
ADORNO, Theodor. Teoria estética. Trad. Artur Morão. Lisboa: Edições 70, 1988, p. 232. – Adaptado.

Segundo diz o filósofo alemão T. Adorno na passagem acima, o baixo nível artístico-cultural da época dominada pela indústria cultural, deve-se
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Q3248359 Filosofia
Imagine uma situação em que é válido: “Se P, então Q”. Isto é o mesmo que afirmar:
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Q3248358 Filosofia
No último dia 1º de abril, completaram-se 60 anos do golpe militar de 1964. Além de sua natureza autocrática, devido à censura política e cultural, à restrição e à cassação de direitos políticos dos opositores, à proibição de livre associação social, política e sindical etc., o regime político nascido do golpe cometeu diversos crimes contra os direitos humanos, com a prática de sequestros, torturas, assassinatos e desaparecimentos. Sobre os direitos humanos, é correto afirmar que se fundamentam filosoficamente
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Q3248357 Filosofia
O Padre Manuel da Nóbrega (1517-1570) escreveu Diálogo sobre a conversão do gentio (1556). Nele, há um diálogo entre dois membros da Companhia de Jesus sobre os nativos da terra. Observe a seguinte passagem desse diálogo:
Mateus Nogueira – Estou eu imaginando todas as almas dos homens serem umas e todas de uma mesma matéria, feitas à imagem e semelhança de Deus, e todas capazes da glória e criadas para ela. Diante de Deus, têm a mesma natureza a alma do papa e a alma de um indígena da capitania do Espírito Santo.
Gonçalo Álvares – Os indígenas têm alma como nós?
Mateus Nogueira – É claro! Afinal, a alma tem três potências: entendimento, vontade e memória, que todos têm. [...] Você teve tão ruim entendimento para entender o que eu queria lhe dizer como os nativos para entender as coisas de nossa fé. [...]

NÓBREGA, M. Obra completa. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio; São Paulo: Loyola, 2017, p. 213-214. – Adaptado.

A discussão sobre a existência da alma possuindo entendimento e vontade, sendo independente do corpo e suas sensações, e comum a todos os homens, foi depois tema central em uma corrente da filosofia europeia moderna, qual seja:
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Q3248356 Filosofia
“A primeira descrição de nosso indígena foi, sem dúvida, a contida na carta de Pero Vaz de Caminha. [...] A comparação que ele faz dos indígenas com os europeus se resume na ideia de que os homens que vivem conforme a lei da natureza são sempre mais perfeitos do que os homens deformados pela civilização. É a velha teoria da bondade natural que se expressa sob esta forma. Outro documento, contemporâneo da epístola de Pero Vaz, é a célebre Carta do piloto anônimo [...]. No meio do clima doce, os indígenas viveriam em pleno estado natural.”
FRANCO, A. A. M. O índio brasileiro e a revolução francesa: As origens brasileiras da teoria da bondade natural. – 2ª ed. Rio de Janeiro: J. Olympio; Brasília: INL, 1976, p. 19-20. – Adaptado.

Segundo Afonso Arinos de Melo Franco, as descrições dos habitantes originários do litoral brasileiro dos séculos XVI e XVII, nos relatos de viagem de europeus ao Brasil, influenciaram a elaboração, na Europa, das modernas teorias do Estado como resultado de uma saída do estado de natureza através de um contrato (ou pacto) social. Segundo a citação acima, esses relatos ajudaram os filósofos europeus a pensar sobre
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Q3247963 Filosofia
Leia com atenção o trecho a seguir:

“A democracia que conhecemos instituiu-se por vias selvagens, sob o efeito de reivindicações que se mostraram indomesticáveis. E todo aquele que tenha os olhos voltados para a luta de classes, [...], deveria convir que ela foi uma luta pela conquista de direitos — exatamente aqueles que se mostram hoje constitutivos da democracia [...]. Poderoso agente da revolução democrática, o movimento operário talvez tenha, por seu turno, se atolado na lama das burocracias, nascidas da necessidade de sua organização. Acontece, no entanto, para além dos choques de interesses particulares nos quais a democracia corre o risco de se deteriorar, que os conflitos que atravessam a sociedade em todos os níveis sempre deixam visível uma oposição geral, que é sua mola-mestra, entre dominação e servidão”.

LEFORT, Claude. A invenção democrática: os limites do totalitarismo. São Paulo: Brasiliense, 1983. p. 26. 

Tomando por base o trecho acima apresentado, é correto afirmar que 
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Q3247959 Filosofia
“Onde se afirma que a filosofia só se faz em alemão, Lélia [González (1935-1994)] afirma o pretuguês e o complexo não de Édipo, mas do alemão, como modo de subverter e rir, por que não, do que a norma culta cultua, pretensamente erudita, porque eurodita. Nessa ‘chamada América Latina que, na verdade, é muito mais ameríndia e amefricana do que outra coisa’ (Gonzalez, 1988), como saca Lélia, negrita-se o necessário compromisso de aproximar-se de outros referenciais para forjar uma filosofia capaz de pensar as questões que nos afetam desde as experiências situadas de reexistência da práxis negro-indígena, historicamente anuladas e deslegitimadas.”

REIS, Diego dos Santos. Lélia Gonzalez, Por uma Filosofia Amefricana. Anais do IV Congresso de Pesquisadores/as Negros/as, 2023.

Segundo Diego dos Santos Reis, para a filósofa Lélia González,
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Q3247957 Filosofia
“Tudo é Deus pensando. Assim, Farias Brito conclui com sua ‘concepção fundamental’ – ‘o mundo é uma atividade intelectual, pois é Deus pensando, e nós, homens, como elementos que somos do mecanismo do mundo, fazemos também parte do pensamento de Deus, e somos, por conseguinte, no mais rigoroso sentido da palavra, ideias divinas.”

NOGUEIRA, Francisco Alcântara. Farias Brito e a Filosofia do Espírito. Rio de Janeiro: Livraria Freitas Bastos S/A, 1962., p. 45.

Com base na apresentação de Alcântara Nogueira, é correto afirmar que a compreensão de Farias Brito sobre Deus é uma espécie de
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Q3247956 Filosofia
Assinale a opção que corresponde a um exemplo de silogismo válido aplicado ao contexto da pandemia de COVID-19.
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Respostas
21: D
22: C
23: B
24: A
25: E
26: A
27: E
28: D
29: C
30: B
31: B
32: C
33: D
34: C
35: A
36: B
37: B
38: B
39: A
40: D