Questões de Vestibular
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[...] Estou convencida de que as eleições de 2018 — especialmente a de Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL), para a Presidência da República — são um acontecimento a ser assinalado de maneira bem específica na história política do Brasil recente. Elas são um marco no curso da história de nosso atual regime democrático, iniciado com a promulgação da Constituição de 1988. O presidente eleito — pela retórica de seu discurso como candidato, pelas ideias e crenças que propaga para seu governo e pela forma como realizou sua propaganda — produziu uma inflexão nos valores e práticas da chamada Nova República, ao atingir ao menos dois de seus pilares fundamentais: a convivência com a pluralidade política e o respeito à diversidade social.
GOMES, A. C. A política brasileira em tempos de cólera. In: ABRANCHES, S. et al. Democracia em risco? 22 ensaios sobre o Brasil hoje. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 140.
Sobre a Nova República, citada no trecho acima, considere as afirmações abaixo.
I - A Nova República é resultado das disputas a favor da uniformidade dos grupos que compõem a nação, entre os quais grupos quilombolas, indígenas e mulheres, como asseverado na eleição de 2018.
II - A Nova República tem como marco a ampliação dos direitos fundamentais, entre os quais se incluem o direito à saúde pública, universal e gratuita, bem como o respeito à pluralidade de culturas, elemento tensionado na eleição de 2018.
III- A Nova República, especialmente após a promulgação da Constituição de 1988, abriu caminho para assegurar direitos da criança e do adolescente, assim como proteção à mulher e aos direitos humanos de uma forma geral, assunto bastante debatido na eleição de 2018.
Quais estão corretas?
Disponível em: https://operamundi.uol.com.br/. Acesso em: 24 ago. 2025.
As palavras acima foram retiradas do Manifesto aos trabalhadores, agricultores e intelectuais coloniais, divulgado em Londres, em 1935.
Seu conteúdo evoca as seguintes concepções políticas:
Leia o fragmento de discurso político da Georgia Meloni, primeira ministra da Itália.
“Ou você diz ‘sim’ ou diz ‘não’. ‘Sim’ à família natural, ‘não’ aos lobistas LGBT. ‘Sim’ à identidade sexual, ‘não’ à ideologia de gênero”.
‘Sim’ à cultura da vida, ‘não’ ao abismo da morte, ‘sim’ à universalidade da cruz, ‘não’ à violência islâmica”.
‘Sim’ à segurança das fronteiras, ‘não’ à imigração em massa. ‘Sim’ ao trabalho de nossos cidadãos, ‘não’ às grandes finanças internacionais. ‘Sim’ à soberania dos povos, ‘não’ aos burocratas de Bruxelas. E ‘sim’ à nossa civilização e ‘não’ aos que querem destruí-la”.
Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/mussolini-foi-umbom-politico-e-outras-situacoes-polemicas-de-giorgia-meloni/ Acesso em: 21 jun. 2024.
Podemos identificar nas frases de Giorgia Meloni, primeira ministra da Itália, que elas se referem a:
O texto abaixo descreve relatos apresentados pelo diretor da Feteerj, Antônio Rodrigues, sobre perseguição, demissões e censura de professores perseguidos pelo regime civil-militar que se instalou após o golpe de 1964.
“Ah, isso aqui foi seu pai que escreveu”. E cortava o texto. Ela não gostava de temas políticos. Até que os alunos, entre eles (Carlos) Minc e (Alfredo) Sirkis, por exemplo, zangaram-se tanto que um dia publicaram uma edição do jornal em branco, só com uma faixa preta na transversal com a palavra “Censurientação”.
“Não precisava de ditadura lá fora; ela já estava dentro da escola. (...)”
“Acharam que Regina era da luta armada. Não era ligada a nada! O Dops foi ao colégio, e ela não estava. Liguei para ela e disse para me ver no dia seguinte, mas não falar comigo. Eu andaria atrás dela contando tudo, e a Regina Célia só ouviria. Ela foi se esconder e queimou outros desenhos que poderiam gerar suspeita, como um de crianças da África”.
Disponível em: https://www.sinprominas.org.br/contee-na-redeperseguicao-a-professores-na-ditadura-incluiu-escutas-em-sala/. Acesso em 21 jun. 2024.
Após a leitura dos trechos da reportagem sobre as características políticas da ditadura civil-militar, marque a alternativa CORRETA:
SARTI, Ingrid; Braga, M.S.; CODATO, A.. A lei de ferro de Michels e o pluralismo: a democracia na Guerra Fria. Dossiê O centenário de Sociologia dos partidos políticos, de Robert Michels. Revista de Sociologia e Política, Curitiba, UFPR, v. 20, p. 80, 2013.
A partir da leitura do texto acima, é correto inferir que a competição eleitoral em sistemas democráticos
"Não vamos desistir de nossos cartuns", disse o presidente francês, Emanuel Macron, durante uma homenagem a Samuel Paty, o professor francês que foi decapitado por mostrar desenhos do profeta Maomé em um debate sobre liberdade de expressão na sala de aula. [...] O assassinato de Paty ocorreu duas semanas depois que o presidente francês descreveu o Islã como uma religião "em crise" e anunciou novas medidas na França para lidar com o que chamou de "separatismo islâmico". E então, em uma cerimônia em homenagem ao professor decapitado, Macron elogiou Paty e prometeu "continuar essa luta pela liberdade, essa luta pela defesa da República da qual ele se tornou o rosto". As representações do profeta Maomé são consideradas tabu no Islã e são ofensivas para muitos muçulmanos. Mas o secularismo do Estado é fundamental para a identidade nacional da França. E, de acordo com o Estado francês, restringir a liberdade de expressão para proteger os sentimentos de uma comunidade em particular prejudica a unidade.
Adaptado de: Macron, o demônio de Paris: por que há tanta revolta contra presidente francês no mundo islâmico. BBC. 30/10/2020. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/internacional-54732021>. Acesso em: 08 out. 2022.
Os conflitos e tensões políticas noticiados na reportagem da BBC estão diretamente relacionados com a forma de concepção do estado francês, que diz respeito
A respeito da história da democracia no Ocidente, assinale a opção que descreve corretamente uma experiência histórica que contribuiu para sua formação.
Marx viveu no século XIX, uma época de intensas transformações na Europa, com a eclosão e a expansão de diversas revoluções burguesas. Ele acompanhou pessoalmente essas revoluções, contribuindo sociologicamente para a sua compreensão. Ao mesmo tempo, ele considerava a situação da classe trabalhadora como injusta e que era necessário modificá-la radicalmente. Assim, a partir de sua análise sobre a sociedade capitalista de sua época, Marx propõe que a classe explorada, ou a grande maioria dos indivíduos, que eram trabalhadores assalariados que não possuíam os meios de produção (fábricas, terras etc.), se organizasse em associações, sindicatos e partidos políticos. Primeiramente, o objetivo seria a formação política e tomada da sua consciência de classe, enquanto classe trabalhadora; depois, em uma etapa posterior da sua organização, para transformarem a sua realidade de exploração e construírem uma nova sociedade, sem a participação dos proprietários privados dos meios de produção (ou seja, industriais, comerciantes, banqueiros), mas cuja riqueza fosse apropriada coletivamente por todos os trabalhadores.
(OLIVEIRA, L. F.; COSTA, R. C. R. Sociologia para jovens do Século XXI: manual do professor. Rio de Janeiro: Imperial Novo Milênio, 2016. p.25.)
Sobre o pensamento social de Karl Marx (1818-1883), relacione o conceito , na coluna da esquerda, com a sua definição, na coluna da direita.
(I) Estado.
(II) Salário.
(III) Mais-valia.
(IV) Ditadura do Proletariado.
(V) Luta de Classes.
(A) Força motriz que leva a transformações sociais e pode, eventualmente, levar à derrubada do sistema capitalista.
(B) Fase de transição política que se seguiria à revolução proletária, na qual a classe trabalhadora toma o controle do Estado para garantir a transição do sistema capitalista para o comunismo. Seriam abolidas as classes sociais e as desigualdades do sistema capitalista.
(C) Parte do valor criado pelo trabalhador através de seu trabalho. É resultado da venda de sua força de trabalho ao proprietário dos meios de produção.
(D) Parcela da riqueza criada pelo trabalho dos trabalhadores que é apropriada pelos proprietários dos meios de produção, ou seja, pelos capitalistas. É obtido pela diferença entre o valor total produzido pelos trabalhadores e o valor pago a eles como salários.
(E) Ferramenta de dominação da classe dominante sobre a classe trabalhadora e uma expressão dos interesses econômicos e políticos da classe dominante.
Assinale a alternativa que contém a associação correta.
Identifique a opção que se refere corretamente à trajetória política da única presidente mulher brasileira.
Disponível em: https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2022/ Marco/tuitaco-para-incentivar-os-jovens-a-tirar-o-titulomovimenta-a-internet-e-alcanca-mais-de-88-milhoesde-pessoas. Acesso em: 27 jun. 2022 (adaptado).
Considerando o texto apresentado, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. O TSE utilizou-se do marketing para planejar, implementar e controlar programas de comunicação com um importante público-alvo, de modo a atingir os objetivos de promoção da cidadania.
PORQUE
II. Ao promover o engajamento dos jovens, o TSE evidenciou a importância de sua participação no processo democrático.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
FILGUEIRAS, F. Além da transparência: accountability e política da publicidade. Lua Nova. São Paulo, n. 84, p. 65 - 94, 2011 (adaptado).
Considerando o contexto apresentado, avalie as afirmações a seguir.
I. Uma ordem política democrática se consolida e se legitima mediante a responsabilização dos agentes públicos diante dos cidadãos, o que caracteriza um dos pressupostos da accountability.
II. A accountability demanda a redução da assimetria de informação, pela via da transparência.
III. A transparência é suficiente para produzir responsabilização do gestor público, pois possibilita o real entendimento acerca dos dados disponibilizados para o efetivo exercício do controle social.
É correto o que se afirma em
VERNANT, Jean-Pierre. As Origens do Pensamento Grego. Rio de Janeiro: Difel, 2002.
Sobre a noção de pólis expressa no texto, é correto afirmar que ela pressupõe
Esse tipo de Estado caracteriza-se por
Hobbes, mesmo que profundamente interessado na história, tendo traduzido para o inglês a História da guerra do Peloponeso, de Tulcídides, e tendo escrito uma história da guerra civil inglesa no Behemoth, não pensa que se possa retirar dela o conhecimento da política, muito menos que a política tenha uma natureza histórica. Ele pretende fazer da política uma ciência racional e do corpo político um construto da razão, o que quer dizer que tanto o conhecimento quanto a ação política dependem da percepção de certas relações necessárias e universais entre as ideias, pois é nisso o que consiste a razão, segundo o modelo matemático a partir do qual foi pensada nos quadros do racionalismo cartesiano, com o qual a filosofia de Hobbes manteve estreitas relações. A história não oferece senão relações contingentes e particulares. Dela se podem retirar apenas conjecturas, não uma ciência, que vem a ser um discurso em que se encadeiam proposições segundo relações necessárias.
LIMONGI, M.I. “Os contratualistas”. Em: FRATESCHI, Y; MELO, R; RAMOS, F.C (Orgs.). Manual de Filosofia Política. São Paulo: Saraiva, 2012.
Thomas Hobbes (1588-1679) foi o pensador fundador da ciência política moderna porque rompeu com a tradição greco-romana clássica.
Considerando seus conhecimentos sobre o tema e o texto base, conclui-se que:
Os movimentos sociais revelam ações presentes nas sociedades democráticas e são expressão da organização e luta da sociedade civil. Atuam coletivamente na afirmação de direitos e na resistência à exclusão social.
Considerando a afirmação acima, é correto dizer que os movimentos sociais