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Questões de Vestibular Sobre artes visuais

Questões Discursivas

Foram encontradas 83 questões

Ano: 2025 Banca: COMVEST - UNICAMP Órgão: UNICAMP Prova: COMVEST - UNICAMP - 2025 - UNICAMP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4207494 Artes Visuais
Em um vídeo publicado no canal do Youtube do The New York Times, o diretor de “Ainda Estou Aqui” descreve cenas do filme. Apresenta-se, a seguir, a transcrição da fala do diretor.
30 minutes into the film, before any of these scenes, everything in the movie conveys a sense of normalcy. From this point onward, though, this frame revolves around subtraction: of light, as the drapes are shut, of sounds from the outside, of music. In this other one, we see the last intimacy moment between the couple, framed by the military officers, emphasizing a sense of suffocation in what was once a safe place: the family house. Then, we see the first of the only two close-ups in the entire film. We saved it for Eunice’s last glance at Rubens. From here on, we are with her. “I'm Still Here” becomes her film.

Observe três quadros extraídos do filme.
53.png (296×445)
(Imagens e texto adaptados de https://www.youtube.com/watch?v=mtXCWXkgCFg. Acesso em 01/05/2025.)

Assinale a alternativa que apresenta os quadros na ordem em que foram descritos no texto.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: COMVEST - UNICAMP Órgão: UNICAMP Prova: COMVEST - UNICAMP - 2025 - UNICAMP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4207459 Artes Visuais
Leia os textos 1 e 2.

Texto 1
    O image macro é o mais velho, o mais simples e o mais difundido tipo de meme, provavelmente pela facilidade de criação e difusão, além do inegável apelo visual que permite uma rápida apreensão do seu conteúdo. Ele corresponde a uma estrutura imagético-textual em frame¹ único que carrega uma qualidade icônica.
    Podemos caracterizar o image macro como um texto em caixa alta e em fonte branca, superposto a uma imagem – quase sempre para fins de humor. Esse jogo memético consiste tanto em adicionar o mesmo texto a várias imagens quanto em “remixar” uma mesma imagem com diferentes textos. Os image macros têm seus templates², bem como suas referências intertextuais extraídas de diversas fontes, como videoclipes, fotografias, desenhos, filmes, seriados, videogames, comerciais, notícias etc.
    Usando essa estrutura híbrida, os image macros tornam-se uma espécie de imagens-texto em que o imbricamento desses dois elementos ocorre sem subordinação da experiência visual nem da verbal – o pictório complementa o discursivo em um processo de afetação recíproca.
1 Frame: quadro, moldura; imagem estática que, quando reproduzida em sequência com outras, resultam no efeito de movimento.
2 Template: modelo.
(Adaptado de OLIVERA NETA, J. P. Por uma tipologia dos memes da internet. Entremeios, 13(2), 2017. Disponível em https://entremeios.com.puc-rio.br/media/Juracy%20Oliveira. pdf. Acesso em 02/06/2025.)
Texto 2
18.png (431×280)
(Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Nazar%C3%A9_Confusa. Acesso em 02/06/2025.)

Considerando as informações do texto 1, o texto 2 pode ser caracterizado como 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946296 Artes Visuais

Imagem associada para resolução da questão




Paul Cézanne. A montanha de Sainte-Victoire, 1904.

Assim também o gênio de Cézanne consiste em fazer com que as deformações de perspectiva, pela disposição de conjunto do quadro, deixem de ser visíveis por si mesmas na visão global e contribuam apenas, como ocorre na visão natural, para dar impressão de uma ordem nascente, de um objeto que surge a se aglomerar sob o olhar. (...) O desenho deve então resultar da cor, se se quer que o mundo seja restituído em sua espessura, pois é uma massa sem lacunas, um organismo de cores, através das quais a fuga da perspectiva, os contornos, as retas, as curvas instalam-se como linhas de força, pois é vibrando que a órbita do espaço se constitui.
Merleau-Ponty. A dúvida de Cézanne.

Merleau-Ponty, filósofo francês do século XX, dedicou um espaço importante em sua filosofia à reflexão sobre a pintura e, em particular, à obra de Paul Cézanne.
Com base na proposição do filósofo e na observação da tela do artista, é correto afirmar que cabe à expressão por meio da pintura 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946295 Artes Visuais
Imagem associada para resolução da questão




Imagem ilustrativa da exposição imersiva de Van Gogh.


Nos últimos anos, exposições imersivas têm atraído um público amplo ao proporcionar experiências sensoriais e visuais baseadas em obras de artistas consagrados, muitas delas com trilha sonora, narração de cartas e projeções em altíssima definição. Contudo, parte da crítica especializada tem problematizado essa tendência de oferecer vivências multissensoriais que buscam envolver o visitante por completo. As críticas apontam implicações relacionadas à natureza da experiência estética, à espetacularização da arte, ao patrocínio corporativo e ao sucesso de público mediado pelas redes sociais. A crítica de arte Sheila Leirner, por exemplo, comenta:
Fica como se O Jardim das Delícias, A Tentação de Santo Antônio (telas de Hieronymus Bosch) e outras preciosidades como as frutas de Giuseppe Arcimboldo ou as festas campestres de Brueghel fossem ilustrações ou decorações para a grandiloquência artificial e sensacionalista de um show de cabaré. Certo, pode ser muito bonito, mas será que estas maravilhas pictóricas (em si) precisam de “efeitos especiais” para que cheguemos a elas? Até mesmo uma pequena reprodução em cartão postal pode ser mais fiel à nossa percepção...
Disponível em https://sheilaleirnerblog.wordpress.com/.


Com base nas informações e discussões apresentadas, assinale a alternativa que expressa a análise crítica mais fundamentada sobre o fenômeno das exposições imersivas:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946271 Artes Visuais

Observe e analise a obra artística de Cildo Meireles:


Imagem associada para resolução da questão



Anverso e reverso de Zero Cruzeiro, de Cildo Meireles. Acervo Fundação

Cultural Banco Itaú.


Em Zero Cruzeiro, obra criada em 1978,

Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946262 Artes Visuais
Imagem associada para resolução da questão



Capoeira, Maria Auxiliadora da Silva, técnica mista sobre tela, 69,5 x 75 x 1,5 cm, 1970. Acervo MASP.

“Maria Auxiliadora nasceu em 24 de maio de 1935, em Campo Belo, MG, numa família de 18 irmãos, gerados por Dona Maria, uma humilde bordadora, que acumulava ainda as funções de dona-de-casa, escultora e pintora. (...) Auxiliadora, ainda criança, mostra uma inclinação natural para tingir os fios que a mãe borda para fora e, com 11 anos, já desenhava, com carvão, figuras nos muros. Absorta nessa atividade, esquecia muitas vezes de olhar as panelas no fogo, e a comida da família queimava. (...) Sem conhecer perspectiva ou claroescuro, bem dentro dos princípios dos artistas autodidatas, Auxiliadora foi aprimorando sua arte. No fim dos anos 1960, juntou-se, com outros integrantes da família, como o escultor Vicente de Paula e o pintor João Cândido, ao grupo que girava em torno do músico, teatrólogo e poeta negro Solano Trindade, no Embu das Artes, SP, onde se formara um centro de artesanato, principalmente de cultura e arte de origem africana.”

D'AMBROZIO, Oscar. Maria Auxiliadora. Um cometa das artes. Adaptado.

A trajetória da artista autodidata Maria Auxiliadora da Silva desafia as estruturas convencionais do sistema de artes visuais no Brasil ao articular, em sua obra e atuação, experiências de pertencimento, identidade e resistência. Em crítica publicada no livro “Pensando a Arte”, Mário Schenberg descreve sua produção como marcada pela "vivência autêntica da vida popular", "senso mágico afro-brasileiro" e uma "imaginação construtora de arquiteturas cromáticas e lineares". Considerando a obra “Capoeira”, os comentários de Schenberg, o texto de Oscar D’Ambrozio e os debates contemporâneos sobre arte e decolonialidade, é correto afirmar:
Alternativas
Q3857493 Artes Visuais
Analise a tela “Primeira missa no Brasil”, pintada por Victor Meirelles em 1860.
Imagem associada para resolução da questão
Ao representar, no século XIX, a primeira missa realizada no Brasil, a tela
Alternativas
Q3857474 Artes Visuais
Para responder à questão, leia o início do ensaio “Bom dia, senhor Courbet!” do crítico de arte Jorge Coli (1947- ).



Gustave Courbet (1819-1877) e sua obra revelam uma relação intrincada entre aquilo que é subjetivo e aquilo que é coletivo; entre aquilo que é biografia individual e aquilo que é pintura propriamente dita. Não se trata de uma obra, à primeira vista, sedutora. Ao contrário, ela elimina o fascínio mais imediato — o fascínio das belas cores, por exemplo; o fascínio dos temas, torturados ou felizes. Contraditória com o modo de ser do artista — que era truculento, tagarela, escandaloso, barulhento —, essa obra é grave e silenciosa. Ela exige recolhimento, meditação, ela exige a frequentação persistente, ela exige o olhar prolongado. Os quadros de Courbet dão a impressão de conterem elementos destinados a afugentar o olhar superficial e mesmo, algumas vezes, a horrorizá-lo.

Mas essa obra e seu autor, de modo cúmplice, promoveram o desgarramento dos vínculos que submetiam os artistas a valores que estavam constituídos fora deles. Até Courbet, os artistas dependiam de um universo ético que estavam encarregados de veicular — por exemplo, Jacques-Louis David (1748-1825) celebra a Revolução Francesa, ou celebra o Império napoleônico; Eugène Delacroix (1798-1863) tratará de temas que envolvem a liberdade política. O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.

O artista marginal é aquele que não deve mais nada nem ao mundo, nem a ninguém — a não ser a si próprio. Ao mesmo tempo independente e consciente da elevação de sua tarefa artística, é obrigado, para manter-se à altura de si mesmo, a estabelecer os seus próprios valores. Isto é, ele é obrigado a construir uma ética para si.


(https://artepensamento.ims.com.br, 1992. Adaptado.)



Considerando as informações contidas no ensaio, constitui uma obra de Gustave Courbet aquela que está representada em:
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Ano: 2025 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2025 - UEG - Vestibular (2º Semestre 2025) |
Q3510584 Artes Visuais

Leia o excerto a seguir e observe a imagem ao lado para responder à questão.


“Heroicização da vida cotidiana”, segundo a expressão de Baudelaire, a atitude moderna se dedica assim àquilo que advém no presente. Trata-se de se harmonizar com as novas condições de vida produzidas pela Revolução Industrial, de inventar novos modos de pensamento e estilos de vida. Essa atitude, que se caracteriza pela busca de uma existência correta em relação às circunstâncias, requer uma ética cujas bases Baudelaire estabeleceu com notável lucidez: a modernidade, explica ele, é uma paixão pela época, uma moral da moda que implica princípios de ação e uma filosofia geral.


BOURRIAUD, Nicolas. Formas de vida. Arte Moderna e a invenção de si. In: ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução à Filosofia. 5. ed. São Paulo: Moderna, 2013. p. 355.



Henri Cartier-Bresson, Place de l’Europe, 1932. Fotografia. Disponível em: https://uploads2.wikiart.org/images/henri-cartier-bresson/place-de-l-europegare-saint-lazare-paris-1932.jpg. Acesso em: 15 abr. 2025. 

A obra de Henri Cartier-Bresson (1908-2004), à luz do excerto de Nicolas Bourriaud, revela uma das possibilidades que o advento das tecnologias industriais aplicadas às artes pode produzir, especialmente no que se refere à transformação do tema e modo de registro. A fotografia ocupa lugar central nessa transformação, especialmente durante o século XX, por exigir do fotógrafo o ato moderno de 
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Ano: 2025 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2025 - UEG - Vestibular (2º Semestre 2025) |
Q3510583 Artes Visuais

Leia o excerto a seguir e observe a imagem ao lado para responder à questão.


“Heroicização da vida cotidiana”, segundo a expressão de Baudelaire, a atitude moderna se dedica assim àquilo que advém no presente. Trata-se de se harmonizar com as novas condições de vida produzidas pela Revolução Industrial, de inventar novos modos de pensamento e estilos de vida. Essa atitude, que se caracteriza pela busca de uma existência correta em relação às circunstâncias, requer uma ética cujas bases Baudelaire estabeleceu com notável lucidez: a modernidade, explica ele, é uma paixão pela época, uma moral da moda que implica princípios de ação e uma filosofia geral.


BOURRIAUD, Nicolas. Formas de vida. Arte Moderna e a invenção de si. In: ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução à Filosofia. 5. ed. São Paulo: Moderna, 2013. p. 355.



Henri Cartier-Bresson, Place de l’Europe, 1932. Fotografia. Disponível em: https://uploads2.wikiart.org/images/henri-cartier-bresson/place-de-l-europegare-saint-lazare-paris-1932.jpg. Acesso em: 15 abr. 2025. 

Henri Cartier-Bresson (1908-2004), fotógrafo francês, desenvolveu, no início do século XX, o conceito de “momento decisivo” ao registrar suas fotografias. As obras Place de l’Europe (1932) e Boulevard Diderot (1969) – registro de um casal se beijando em um café – revelam esses “momentos decisivos”, que são, pela composição,
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Q3508202 Artes Visuais
Leia a chamada a seguir para responder à questão.

A arte naturalista e telúrica de Sanatan retrata as fitofisionomias do bioma Cerrado Arte Cerrado: atendo-se à realidade, tão fielmente retratada em sua pintura, Sanatan, mais que um paisagista, é um ‘naturalista’
Disponível em: https://encurtador.com.br/B3gJh. Acesso em: 06 maio 2025.

Sobre a arte naturalista e telúrica de Sanatan, verifica-se o seguinte:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2024 - USP - Vestibular - Conhecimentos Gerais V1 |
Q4211578 Artes Visuais
Texto 1
“Afinal, depois de ver todas as coisas daquele museu, acabei me perguntando se os brancos já não teriam começado a adquirir também tantas de nossas coisas só porque nós, Yanomami, já estamos começando também a desaparecer. Por que ficam nos pedindo nossos cestos, nossos arcos e nossos adornos de penas, enquanto garimpeiros e fazendeiros invadem nossa terra?”

KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. Queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p.429. 

Texto 2
“Em seu trabalho, Glicéria debruça-se sobre a artesania do manto tupinambá, símbolo das tradições ancestrais de seu povo. A artista chama de cosmo-técnica a feitura do manto, e hoje busca compreender qual era sua função cultural e social em sua comunidade. Recentemente, a artista esteve na Europa e encontrou mantos datados do século XVII, que foram levados do Brasil ao longo da colonização, na Dinamarca. Segundo Glicéria, ‘hoje, as pessoas entendem o manto como arte, arte contemporânea, mas eu vejo muito além. É um ancestral nosso’.”
Instituto Pipa. Ocupação dos artistas premiados do Pipa 2023: Glicéria Tupinambá. Disponível em: https://www.premiopipa.com/2023/10/ (Adaptado) 

A reflexão de Davi Kopenawa sobre a apropriação de objetos indígenas por museus e a pesquisa de Glicéria Tupinambá sobre o manto tupinambá em contextos europeus permitem explorar diversas dimensões da arte indígena.  



Imagem associada para resolução da questão



Com base nos textos e na imagem, assinale a alternativa que relaciona corretamente as reflexões apresentadas à importância da arte e dos artefatos culturais na discussão sobre questões indígenas no Brasil.  
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPESE - UFJF Órgão: UFJF Prova: COPESE - UFJF - 2024 - UFJF - Vestibular - Módulo 3 - Humanas - Dia 1 |
Q3746717 Artes Visuais

Veja a Figura para responder a Questão.


texto.jpg (271×209)


Fonte: Antônio de Pereda - Alegoria da Vaidade (1634) Oleo sobre tela. Disponível em: https://www.meisterdrucke.pt/impressoesartisticas-sofisticadas/Antonio-Pereda-y-Salgado/36286/Vaidade,- c.1634.html. Acesso em: 09/07/2024.


Por volta de 1650 difundiu-se na Europa ocidental um gênero de representação pictórica bastante popular na era barroca. A historiografia da arte o denominou de Vanitas, interpretado como “vaidade”. Nesse sentido, considerando a Figura I, é possível afirmar que:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular (2º Semestre 2024) |
Q3510109 Artes Visuais
O concretismo ou a arte concreta ganhou maior adesão no Brasil quando da visita do artista suíço Max Bill (1908-1994), em 1951, momento em que participou e foi premiado na I Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo. A concepção de arte concreta, para Max Bill, deveria ser empregada a uma expressão artística construída com objetividade e ligada à matemática. No Brasil, Lygia Clark (1920-1988) produziu obras que podemos identificar como arte concreta, por sua nítida aderência às características estipuladas por Max Bill. Na pintura, ela o faz com base em atitudes radicais diante do espaço da tela, a exemplo da obra Planos em superfície modulada n. 5, na figura abaixo, que podem ser identificadas como 


Q10.png (265×301) CLARK, Lygia. Planos em superfície modulada n. 5. Tinta industrial sobre madeira. Dimensões: 80 cm x 70 cm. 1957. Disponível em: https://portal.lygiaclark.org.br/acervo/74/planos-em-superficiemodulada. Acesso em: 15 abr. 2024.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2024 - UNESP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q3352094 Artes Visuais
    O que chamamos arte não mais nos demanda contemplação, mas sim reflexão sobre o sentido da palavra “arte”. Ou seja, o valor “arte” deserta o objeto para se ancorar no discurso de um indivíduo que se declara artista e que declara algo, uma ação, uma instrução, um ritual — não importa — como “arte”. Nesse momento, importam menos as qualidades intrínsecas (linhas, planos, luminosidade, textura etc.) desse objeto do que reconstituir um questionamento que nos convida à reflexão. [...] o artista não pode mais ser reconhecido por suas habilidades técnicas, mas sim porque se instala no centro de uma rede de discursos, ele mesmo assumindo o discurso sobre sua obra/fazer.
(Luzia Gontijo Rodrigues. “A arte para além da estética: arte contemporânea e o discurso dos artistas”. Artefilosofia, 2008.)

Considerando o objeto referido no excerto, a mudança na concepção de arte, mencionada pela autora, corresponde
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2024 - UNESP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q3352066 Artes Visuais
Analise o afresco que representa a vida de São Francisco de Assis, pintado por Giotto, a partir de 1288, na igreja superior de Assis (Itália).


Imagem associada para resolução da questão
(In: Georges Duby e Michel Laclotte (orgs.). História artística da Europa: A Idade Média II, 1998.)

A representação expõe
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2024 - UNESP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q3352049 Artes Visuais
Para responder à questão, leia um trecho do artigo “Quantos jovens sabem que o adjetivo ‘surreal’ deriva de um movimento centenário?”, do escritor e jornalista Sérgio Augusto, publicado em 25.02.2024.


    Quantos de nossos jovens saberão que o adjetivo “surreal”, por eles usado a torto e a direito para qualificar qualquer coisa que lhes pareça absurda, deriva de um dos movimentos de vanguarda mais controversos e influentes do século passado? Tão do século passado, que está fazendo 100 anos. O surrealismo, fruto de uma época quase tão conturbada quanto a nossa e também assolada por uma pandemia (a gripe espanhola), nasceu oficialmente em 1924, impulsionado pelo manifesto de André Breton.

   Nesse manifesto, Breton detonava o equilíbrio, o realismo (“hostil a todo impulso de liberação intelectual e moral” e refúgio dos medíocres), proclamava a prevalência absoluta do sonho, do inconsciente, do instinto e do desejo, pregava a renovação de todos os valores filosóficos, morais, políticos e científicos, preconizando uma nova maneira radical de ver as artes, o mundo – e a vida.

   “Não é o medo da loucura que nos vai obrigar a hastear a meio pau a bandeira da imaginação”, ameaçava Breton numa das melhores imprecações do manifesto, visceralmente antimilitarista (a Grande Guerra terminara seis anos antes) e anticlerical. Porém, esperançoso. Augurou que um dia a poesia decretasse o fim do dinheiro, utopia que a poesia não logrou, nem o Pix deverá consumar.


(www.estadao.com.br. Adaptado.)
Uma obra representativa do movimento explorado no artigo está reproduzida em: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2024 - EINSTEIN - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q3350927 Artes Visuais
Examine a tela pintada por Pedro Paulo Bruno em 1919 e intitulada A pátria.

Captura_de tela 2025-05-16 160417.png (364×256)
(https://museudarepublica.museus.gov.br)

A tela simboliza
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2024 - UFGD - Vestibular |
Q3249971 Artes Visuais

A obra Mestiço (óleo sobre tela, 81 cm x 65 cm), de Cândido Portinari, foi a primeira obra do artista adquirida por uma instituição pública, a Pinacoteca em São Paulo. Portinari nasceu no interior de São Paulo, em uma fazenda de Café, em dezembro de 1903, e faleceu em 1962 por intoxicação causada por metais das suas tintas. Foi uma figura chave do movimento modernista brasileiro, e teve suas obras expostas nos Estados Unidos e na Europa. Para o artista, tanto cor quanto forma têm igual importância, e o ser humano é o principal elemento de suas obras, que retrataram especialmente a realidade do povo brasileiro.



Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: https://www.portinari.org.br/acervo/obras/17929/mestico. Acesso em: 06 jul. 2024. 



Com base nessa obra e na vida de Cândido Portinari, leia os fragmentos que seguem e assinale V (para verdadeiro) ou F (para falso).


( ) A obra faz parte da série Retirantes, uma das séries de pinturas mais famosas e importantes do pintor, que tem como temática o Brasil e suas injustiças sociais.


( ) A obra retrata um trabalhador de uma lavoura de café, mostrando sua força e dignidade, representando a formação da identidade nacional e a mistura e miscigenação como força do povo brasileiro, enaltecendo a classe trabalhadora rural da época.


( ) Apesar de suas obras terem características nacionalistas e o pintor ter como traço marcante de suas obras a temática social e os problemas concretos do Brasil, Portinari nunca se envolveu com questões políticas ou causas sociais do país.


( ) Suas obras misturam as técnicas da pintura acadêmica com a influência das vanguardas modernistas, como o cubismo, o surrealismo e o muralismo mexicano, mas têm como temática o Brasil.


( ) Na década de 1930, ao retornar ao Brasil, Portinari passa a retratar o país em suas obras, entre elas o Mestiço, O Lavrador de Café, Os Despejados e Café, que destacam tanto a beleza e alegria do Brasil quanto as aflições e os problemas do povo brasileiro.



Assinale a alternativa que apresenta, de cima para baixo, a sequência correta.

Alternativas
Ano: 2023 Banca: UNICENTRO Órgão: UNICENTRO Prova: UNICENTRO - 2023 - UNICENTRO - Vestibular |
Q3910187 Artes Visuais

Leia o texto a seguir.


24.jpg (177×94)


O que a Fotografia reproduz ao infinito só ocorreu uma vez: ela repete mecanicamente o que nunca mais poderá repetir-se existencialmente.[...] A Fotografia pode revelar (no sentido químico do termo) mais do que ela revela.


(BARTHES, Roland. A câmara clara. Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro. 1984. p.13;154.)


Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, os elementos estruturantes que compõem a linguagem fotográfica. 

Alternativas
Respostas
1: B
2: D
3: C
4: A
5: C
6: D
7: A
8: E
9: D
10: A
11: D
12: E
13: D
14: A
15: E
16: C
17: C
18: B
19: C
20: E