Questões de Vestibular Sobre artes visuais
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30 minutes into the film, before any of these scenes, everything in the movie conveys a sense of normalcy. From this point onward, though, this frame revolves around subtraction: of light, as the drapes are shut, of sounds from the outside, of music. In this other one, we see the last intimacy moment between the couple, framed by the military officers, emphasizing a sense of suffocation in what was once a safe place: the family house. Then, we see the first of the only two close-ups in the entire film. We saved it for Eunice’s last glance at Rubens. From here on, we are with her. “I'm Still Here” becomes her film.
Observe três quadros extraídos do filme.
(Imagens e texto adaptados de https://www.youtube.com/watch?v=mtXCWXkgCFg. Acesso em 01/05/2025.)
Assinale a alternativa que apresenta os quadros na ordem em que foram descritos no texto.
Texto 1
O image macro é o mais velho, o mais simples e o mais difundido tipo de meme, provavelmente pela facilidade de criação e difusão, além do inegável apelo visual que permite uma rápida apreensão do seu conteúdo. Ele corresponde a uma estrutura imagético-textual em frame¹ único que carrega uma qualidade icônica.
Podemos caracterizar o image macro como um texto em caixa alta e em fonte branca, superposto a uma imagem – quase sempre para fins de humor. Esse jogo memético consiste tanto em adicionar o mesmo texto a várias imagens quanto em “remixar” uma mesma imagem com diferentes textos. Os image macros têm seus templates², bem como suas referências intertextuais extraídas de diversas fontes, como videoclipes, fotografias, desenhos, filmes, seriados, videogames, comerciais, notícias etc.
Usando essa estrutura híbrida, os image macros tornam-se uma espécie de imagens-texto em que o imbricamento desses dois elementos ocorre sem subordinação da experiência visual nem da verbal – o pictório complementa o discursivo em um processo de afetação recíproca.
1 Frame: quadro, moldura; imagem estática que, quando reproduzida em sequência com outras, resultam no efeito de movimento.
2 Template: modelo.
(Adaptado de OLIVERA NETA, J. P. Por uma tipologia dos memes da internet. Entremeios, 13(2), 2017. Disponível em https://entremeios.com.puc-rio.br/media/Juracy%20Oliveira. pdf. Acesso em 02/06/2025.)
Texto 2
(Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Nazar%C3%A9_Confusa. Acesso em 02/06/2025.)
Considerando as informações do texto 1, o texto 2 pode ser caracterizado como
Paul Cézanne. A montanha de Sainte-Victoire, 1904.
Assim também o gênio de Cézanne consiste em fazer com que as deformações de perspectiva, pela disposição de conjunto do quadro, deixem de ser visíveis por si mesmas na visão global e contribuam apenas, como ocorre na visão natural, para dar impressão de uma ordem nascente, de um objeto que surge a se aglomerar sob o olhar. (...) O desenho deve então resultar da cor, se se quer que o mundo seja restituído em sua espessura, pois é uma massa sem lacunas, um organismo de cores, através das quais a fuga da perspectiva, os contornos, as retas, as curvas instalam-se como linhas de força, pois é vibrando que a órbita do espaço se constitui.
Merleau-Ponty. A dúvida de Cézanne.
Merleau-Ponty, filósofo francês do século XX, dedicou um espaço importante em sua filosofia à reflexão sobre a pintura e, em particular, à obra de Paul Cézanne.
Com base na proposição do filósofo e na observação da tela do artista, é correto afirmar que cabe à expressão por meio da pintura
Imagem ilustrativa da exposição imersiva de Van Gogh.
Nos últimos anos, exposições imersivas têm atraído um público amplo ao proporcionar experiências sensoriais e visuais baseadas em obras de artistas consagrados, muitas delas com trilha sonora, narração de cartas e projeções em altíssima definição. Contudo, parte da crítica especializada tem problematizado essa tendência de oferecer vivências multissensoriais que buscam envolver o visitante por completo. As críticas apontam implicações relacionadas à natureza da experiência estética, à espetacularização da arte, ao patrocínio corporativo e ao sucesso de público mediado pelas redes sociais. A crítica de arte Sheila Leirner, por exemplo, comenta:
Fica como se O Jardim das Delícias, A Tentação de Santo Antônio (telas de Hieronymus Bosch) e outras preciosidades como as frutas de Giuseppe Arcimboldo ou as festas campestres de Brueghel fossem ilustrações ou decorações para a grandiloquência artificial e sensacionalista de um show de cabaré. Certo, pode ser muito bonito, mas será que estas maravilhas pictóricas (em si) precisam de “efeitos especiais” para que cheguemos a elas? Até mesmo uma pequena reprodução em cartão postal pode ser mais fiel à nossa percepção...
Disponível em https://sheilaleirnerblog.wordpress.com/.
Com base nas informações e discussões apresentadas, assinale a alternativa que expressa a análise crítica mais fundamentada sobre o fenômeno das exposições imersivas:
Observe e analise a obra artística de Cildo Meireles:

Anverso e reverso de Zero Cruzeiro, de Cildo Meireles. Acervo Fundação
Cultural Banco Itaú.
Em Zero Cruzeiro, obra criada em 1978,
Capoeira, Maria Auxiliadora da Silva, técnica mista sobre tela, 69,5 x 75 x 1,5 cm, 1970. Acervo MASP.
“Maria Auxiliadora nasceu em 24 de maio de 1935, em Campo Belo, MG, numa família de 18 irmãos, gerados por Dona Maria, uma humilde bordadora, que acumulava ainda as funções de dona-de-casa, escultora e pintora. (...) Auxiliadora, ainda criança, mostra uma inclinação natural para tingir os fios que a mãe borda para fora e, com 11 anos, já desenhava, com carvão, figuras nos muros. Absorta nessa atividade, esquecia muitas vezes de olhar as panelas no fogo, e a comida da família queimava. (...) Sem conhecer perspectiva ou claroescuro, bem dentro dos princípios dos artistas autodidatas, Auxiliadora foi aprimorando sua arte. No fim dos anos 1960, juntou-se, com outros integrantes da família, como o escultor Vicente de Paula e o pintor João Cândido, ao grupo que girava em torno do músico, teatrólogo e poeta negro Solano Trindade, no Embu das Artes, SP, onde se formara um centro de artesanato, principalmente de cultura e arte de origem africana.”
D'AMBROZIO, Oscar. Maria Auxiliadora. Um cometa das artes. Adaptado.
A trajetória da artista autodidata Maria Auxiliadora da Silva desafia as estruturas convencionais do sistema de artes visuais no Brasil ao articular, em sua obra e atuação, experiências de pertencimento, identidade e resistência. Em crítica publicada no livro “Pensando a Arte”, Mário Schenberg descreve sua produção como marcada pela "vivência autêntica da vida popular", "senso mágico afro-brasileiro" e uma "imaginação construtora de arquiteturas cromáticas e lineares". Considerando a obra “Capoeira”, os comentários de Schenberg, o texto de Oscar D’Ambrozio e os debates contemporâneos sobre arte e decolonialidade, é correto afirmar:
Ao representar, no século XIX, a primeira missa realizada no Brasil, a tela
Leia o excerto a seguir e observe a imagem ao lado para responder à questão.
“Heroicização da vida cotidiana”, segundo a expressão de Baudelaire, a atitude moderna se dedica assim àquilo que advém no presente. Trata-se de se harmonizar com as novas condições de vida produzidas pela Revolução Industrial, de inventar novos modos de pensamento e estilos de vida. Essa atitude, que se caracteriza pela busca de uma existência correta em relação às circunstâncias, requer uma ética cujas bases Baudelaire estabeleceu com notável lucidez: a modernidade, explica ele, é uma paixão pela época, uma moral da moda que implica princípios de ação e uma filosofia geral.
BOURRIAUD, Nicolas. Formas de vida. Arte Moderna e a invenção de si. In: ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução à Filosofia. 5. ed. São Paulo: Moderna, 2013. p. 355.

Henri Cartier-Bresson, Place de l’Europe, 1932. Fotografia. Disponível em: https://uploads2.wikiart.org/images/henri-cartier-bresson/place-de-l-europegare-saint-lazare-paris-1932.jpg. Acesso em: 15 abr. 2025.
Leia o excerto a seguir e observe a imagem ao lado para responder à questão.
“Heroicização da vida cotidiana”, segundo a expressão de Baudelaire, a atitude moderna se dedica assim àquilo que advém no presente. Trata-se de se harmonizar com as novas condições de vida produzidas pela Revolução Industrial, de inventar novos modos de pensamento e estilos de vida. Essa atitude, que se caracteriza pela busca de uma existência correta em relação às circunstâncias, requer uma ética cujas bases Baudelaire estabeleceu com notável lucidez: a modernidade, explica ele, é uma paixão pela época, uma moral da moda que implica princípios de ação e uma filosofia geral.
BOURRIAUD, Nicolas. Formas de vida. Arte Moderna e a invenção de si. In: ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução à Filosofia. 5. ed. São Paulo: Moderna, 2013. p. 355.

Henri Cartier-Bresson, Place de l’Europe, 1932. Fotografia. Disponível em: https://uploads2.wikiart.org/images/henri-cartier-bresson/place-de-l-europegare-saint-lazare-paris-1932.jpg. Acesso em: 15 abr. 2025.
A arte naturalista e telúrica de Sanatan retrata as fitofisionomias do bioma Cerrado Arte Cerrado: atendo-se à realidade, tão fielmente retratada em sua pintura, Sanatan, mais que um paisagista, é um ‘naturalista’
Disponível em: https://encurtador.com.br/B3gJh. Acesso em: 06 maio 2025.
Sobre a arte naturalista e telúrica de Sanatan, verifica-se o seguinte:
“Afinal, depois de ver todas as coisas daquele museu, acabei me perguntando se os brancos já não teriam começado a adquirir também tantas de nossas coisas só porque nós, Yanomami, já estamos começando também a desaparecer. Por que ficam nos pedindo nossos cestos, nossos arcos e nossos adornos de penas, enquanto garimpeiros e fazendeiros invadem nossa terra?”
KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. Queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p.429.
Texto 2
“Em seu trabalho, Glicéria debruça-se sobre a artesania do manto tupinambá, símbolo das tradições ancestrais de seu povo. A artista chama de cosmo-técnica a feitura do manto, e hoje busca compreender qual era sua função cultural e social em sua comunidade. Recentemente, a artista esteve na Europa e encontrou mantos datados do século XVII, que foram levados do Brasil ao longo da colonização, na Dinamarca. Segundo Glicéria, ‘hoje, as pessoas entendem o manto como arte, arte contemporânea, mas eu vejo muito além. É um ancestral nosso’.”
Instituto Pipa. Ocupação dos artistas premiados do Pipa 2023: Glicéria Tupinambá. Disponível em: https://www.premiopipa.com/2023/10/ (Adaptado)
A reflexão de Davi Kopenawa sobre a apropriação de objetos indígenas por museus e a pesquisa de Glicéria Tupinambá sobre o manto tupinambá em contextos europeus permitem explorar diversas dimensões da arte indígena.
Com base nos textos e na imagem, assinale a alternativa que relaciona corretamente as reflexões apresentadas à importância da arte e dos artefatos culturais na discussão sobre questões indígenas no Brasil.
Veja a Figura para responder a Questão.

Fonte: Antônio de Pereda - Alegoria da Vaidade (1634) Oleo sobre tela. Disponível em: https://www.meisterdrucke.pt/impressoesartisticas-sofisticadas/Antonio-Pereda-y-Salgado/36286/Vaidade,- c.1634.html. Acesso em: 09/07/2024.
Por volta de 1650 difundiu-se na Europa ocidental um gênero de representação pictórica bastante popular na era barroca. A historiografia da arte o denominou de Vanitas, interpretado como “vaidade”. Nesse sentido, considerando a Figura I, é possível afirmar que:
CLARK, Lygia. Planos em superfície modulada n. 5. Tinta industrial
sobre madeira. Dimensões: 80 cm x 70 cm. 1957. Disponível em:
https://portal.lygiaclark.org.br/acervo/74/planos-em-superficiemodulada. Acesso em: 15 abr. 2024. (Luzia Gontijo Rodrigues. “A arte para além da estética: arte contemporânea e o discurso dos artistas”. Artefilosofia, 2008.)
Considerando o objeto referido no excerto, a mudança na concepção de arte, mencionada pela autora, corresponde
(In: Georges Duby e Michel Laclotte (orgs.). História artística da Europa: A Idade Média II, 1998.)
A representação expõe
(https://museudarepublica.museus.gov.br)
A tela simboliza
A obra Mestiço (óleo sobre tela, 81 cm x 65 cm), de Cândido Portinari, foi a primeira obra do artista adquirida por uma instituição pública, a Pinacoteca em São Paulo. Portinari nasceu no interior de São Paulo, em uma fazenda de Café, em dezembro de 1903, e faleceu em 1962 por intoxicação causada por metais das suas tintas. Foi uma figura chave do movimento modernista brasileiro, e teve suas obras expostas nos Estados Unidos e na Europa. Para o artista, tanto cor quanto forma têm igual importância, e o ser humano é o principal elemento de suas obras, que retrataram especialmente a realidade do povo brasileiro.

Disponível em: https://www.portinari.org.br/acervo/obras/17929/mestico. Acesso em: 06 jul. 2024.
Com base nessa obra e na vida de Cândido Portinari, leia os fragmentos que seguem e assinale V (para verdadeiro) ou F (para falso).
( ) A obra faz parte da série Retirantes, uma das séries de pinturas mais famosas e importantes do pintor, que tem como temática o Brasil e suas injustiças sociais.
( ) A obra retrata um trabalhador de uma lavoura de café, mostrando sua força e dignidade, representando a formação da identidade nacional e a mistura e miscigenação como força do povo brasileiro, enaltecendo a classe trabalhadora rural da época.
( ) Apesar de suas obras terem características nacionalistas e o pintor ter como traço marcante de suas obras a temática social e os problemas concretos do Brasil, Portinari nunca se envolveu com questões políticas ou causas sociais do país.
( ) Suas obras misturam as técnicas da pintura acadêmica com a influência das vanguardas modernistas, como o cubismo, o surrealismo e o muralismo mexicano, mas têm como temática o Brasil.
( ) Na década de 1930, ao retornar ao Brasil, Portinari passa a retratar o país em suas obras, entre elas o Mestiço, O Lavrador de Café, Os Despejados e Café, que destacam tanto a beleza e alegria do Brasil quanto as aflições e os problemas do povo brasileiro.
Assinale a alternativa que apresenta, de cima para baixo, a sequência correta.
Leia o texto a seguir.

O que a Fotografia reproduz ao infinito só ocorreu uma vez: ela repete mecanicamente o que nunca mais poderá repetir-se existencialmente.[...] A Fotografia pode revelar (no sentido químico do termo) mais do que ela revela.
(BARTHES, Roland. A câmara clara. Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro. 1984. p.13;154.)
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, os elementos estruturantes que compõem a linguagem fotográfica.