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    60 questões encontradas
    Ano: 2004
    Banca: ESAF
    Órgão: CGU
    Leia o texto para responder às questões 01 e 02.

    O que leva um compositor popular consagrado,
    uma glória da MPB, a escrever romances?
    Para responder a essa pergunta, convém
    lembrarmos algumas características da personalidade
    de Chico Buarque de Holanda. Primeiro,
    a forte presença de um pai que, além
    de ser um historiador notável, era um fino crítico
    literário. Depois, o fato de Chico ter se
    dado conta de que sua genial produção musical
    não bastava para dizer tudo que ele tinha a
    nos dizer.
    Não se pode dizer que o que o Chico nos
    diz nos romances não tem nada a ver com o
    que ele passa aos seus ouvintes através das
    suas canções. No recém-lançado Budapeste,
    por exemplo, eu, pessoalmente, vejo um clima
    de bem-humorada resignação do personagem
    com suas limitações, um clima que me parece
    que encontrei, em alguns momentos, na sua
    obra musical. Uma coisa, porém, são as imagens
    sugestivas das canções; outra é a complexa
    construção de um romance. A distância
    entre ambas talvez pudesse ser comparada
    àquela que vai das delicadas e rústicas capelas
    românicas às imponentes catedrais góticas.
    Chico Buarque percorreu esse caminho
    com toda a humildade de quem queria aprender
    a fazer melhor, mas também com a autoconfiança
    de quem sabia que podia se tornar
    um mestre romancista.
    Valeu a pena. A autodisciplina lhe permitiu
    mergulhar mais fundo na confusão da nossa
    realidade, nas ambigüidades do nosso tempo.
    A ficção, às vezes, possibilita uma percepção
    mais aguda das questões em que estamos
    todos tropeçando. No caso deste romance
    mais recente de Chico Buarque, temos um rico
    material para repensarmos, sorrindo, o problema
    da nossa identidade: quem somos nós,
    afinal?

    (Leandro Konder, Jornal do Brasil, 18/10/2003)
    Em relação às idéias do texto, assinale a opção que apresenta inferência incorreta.

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    Ano: 2004
    Banca: ESAF
    Órgão: CGU
    Leia o texto para responder às questões 01 e 02.

    O que leva um compositor popular consagrado,
    uma glória da MPB, a escrever romances?
    Para responder a essa pergunta, convém
    lembrarmos algumas características da personalidade
    de Chico Buarque de Holanda. Primeiro,
    a forte presença de um pai que, além
    de ser um historiador notável, era um fino crítico
    literário. Depois, o fato de Chico ter se
    dado conta de que sua genial produção musical
    não bastava para dizer tudo que ele tinha a
    nos dizer.
    Não se pode dizer que o que o Chico nos
    diz nos romances não tem nada a ver com o
    que ele passa aos seus ouvintes através das
    suas canções. No recém-lançado Budapeste,
    por exemplo, eu, pessoalmente, vejo um clima
    de bem-humorada resignação do personagem
    com suas limitações, um clima que me parece
    que encontrei, em alguns momentos, na sua
    obra musical. Uma coisa, porém, são as imagens
    sugestivas das canções; outra é a complexa
    construção de um romance. A distância
    entre ambas talvez pudesse ser comparada
    àquela que vai das delicadas e rústicas capelas
    românicas às imponentes catedrais góticas.
    Chico Buarque percorreu esse caminho
    com toda a humildade de quem queria aprender
    a fazer melhor, mas também com a autoconfiança
    de quem sabia que podia se tornar
    um mestre romancista.
    Valeu a pena. A autodisciplina lhe permitiu
    mergulhar mais fundo na confusão da nossa
    realidade, nas ambigüidades do nosso tempo.
    A ficção, às vezes, possibilita uma percepção
    mais aguda das questões em que estamos
    todos tropeçando. No caso deste romance
    mais recente de Chico Buarque, temos um rico
    material para repensarmos, sorrindo, o problema
    da nossa identidade: quem somos nós,
    afinal?

    (Leandro Konder, Jornal do Brasil, 18/10/2003)
    Em relação ao texto, assinale a opção correta.

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    Ano: 2004
    Banca: ESAF
    Órgão: CGU
    Leia o texto para responder às questões 03 e 04.

    Livro tem começo, meio e fim. Como a
    vida
    . As grandes narrativas favorecem a nossa
    visão histórica e criam o caldo de cultura no
    qual brotam as utopias. Sem utopia não há
    ideal - sem ideal não há valores nem projetos.
    A vida reduz-se a um joguete nas oscilações
    do mercado.
    A literatura é a arte da palavra. E, como
    toda arte, recria a realidade, subvertendo-a,
    transfigurando-a, revelando o seu avesso. Por
    isso, todo artista é um clone de Deus, já que
    imprime ao real um caráter ético e um sabor
    estético, superando a linguagem usual e refletindo,
    de modo surpreendente, a imaginação
    criadora.
    Sem literatura, corremos o risco de resvalarmos
    para a mesquinhez dos jargões burocráticos,
    a farsa do "economês", que tudo explica
    e quase nada justifica
    , a palilalia estéril
    da linguagem televisiva, a logorréia dos discursos
    políticos, condenando-nos à visão estreita
    e à pobreza de espírito despida de qualquer
    bem-aventurança. Salvemos a literatura
    para que possamos salvar a humanidade.

    (Adaptado de Frei Betto)
    Assinale a opção em que a substituição proposta para o trecho sublinhado prejudica a correção gramatical do texto.

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    Ano: 2004
    Banca: ESAF
    Órgão: CGU
    Leia o texto para responder às questões 03 e 04.

    Livro tem começo, meio e fim. Como a
    vida
    . As grandes narrativas favorecem a nossa
    visão histórica e criam o caldo de cultura no
    qual brotam as utopias. Sem utopia não há
    ideal - sem ideal não há valores nem projetos.
    A vida reduz-se a um joguete nas oscilações
    do mercado.
    A literatura é a arte da palavra. E, como
    toda arte, recria a realidade, subvertendo-a,
    transfigurando-a, revelando o seu avesso. Por
    isso, todo artista é um clone de Deus, já que
    imprime ao real um caráter ético e um sabor
    estético, superando a linguagem usual e refletindo,
    de modo surpreendente, a imaginação
    criadora.
    Sem literatura, corremos o risco de resvalarmos
    para a mesquinhez dos jargões burocráticos,
    a farsa do "economês", que tudo explica
    e quase nada justifica
    , a palilalia estéril
    da linguagem televisiva, a logorréia dos discursos
    políticos, condenando-nos à visão estreita
    e à pobreza de espírito despida de qualquer
    bem-aventurança. Salvemos a literatura
    para que possamos salvar a humanidade.

    (Adaptado de Frei Betto)
    Em relação ao texto, assinale a opção correta.

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    Ano: 2004
    Banca: ESAF
    Órgão: CGU

    Assinale a opção que constitui continuação coesa e coerente para o texto abaixo:

    Não há dúvida de que a grande mudança ocorreu no início da década de 60, com a política externa independente inaugurada pelo governo Jânio Quadros, responsável pelas novas relações do Brasil com América Latina, Ásia e África, mas também com o mundo socialista e com o Movimento dos Países Não-Alinhados. Consolidou-se uma estratégia mais autônoma em relação aos Estados Unidos, mais aberta aos países do mundo e mais combativa no plano das negociações comerciais e financeiras do país, como ficou claro no apoio à criação da Alalc e na participação brasileira na Unctat e no Grupo dos 77, nas décadas de 60 e 70.
     

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