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Q1835121 Português

Leia o texto para responder a questão.


Especialista esclarece mitos e verdades sobre

a alimentação saudável

Da Redação, com Melhor da Tarde

Levar uma vida saudável é o dilema para muitos brasileiros.

Uma alimentação saudável ajuda na melhora do sistema imunológico,

na qualidade do sono, humor, na perda de peso e até na capacidade de concentração.


    Por estes motivos, o Melhor Da Tarde entrevistou nesta quinta-feira, 3, o especialista Cláudio Mutti, nutrólogo que esclareceu dúvidas, mitos e verdades sobre os alimentos que são bons e aqueles que são uma verdadeira bomba-relógio para o nosso corpo. Veja a seguir:

     Tomar leite faz bem para a saúde?

    Mito. Segundo Mutti, o leite faz bem para saúde do bezerro. O leite para o ser humano é inflamatório e não faz bem pois ele é a secreção da vaca. Ele esclarece que o leite tem a caseína, que chega a ser pior que a lactose. O nutrólogo recomenda dar leite a criança até os 8 anos, após isso não mais. Ele recomenda os derivados que também são ruins, mas não tanto quanto o leite.

    O adoçante é melhor que o açúcar?

    Mito. Ambos são ruins, porém o adoçante é péssimo pois cada vez que consumimos o adoçante aumentamos a insulina do nosso corpo, a insulina é o hormônio mais inflamatório que temos e doenças como infarto, derrame, Alzheimer e Parkinson são causadas por inflamação. Então, ambos são ruins para a saúde. O aconselhável é diminuir a quantidade até o corpo se acostumar a ficar sem.

       O ovo é o vilão do colesterol alto?

    Mito, pois o próprio corpo produz o próprio colesterol. Mutti deixa claro que obviamente tudo que consumimos em grande quantidade é muito ruim. Quando se tem um aumento do colesterol no corpo, significa que seus hormônios não estão funcionando bem. Segundo o nutrólogo, o colesterol não é o vilão da história e o ovo também não. O ovo é considerado o segundo melhor alimento do mundo e o consumo dele sem exageros é aceitável.

    Consumir ou não consumir legumes por causa dos agrotóxicos?

    Segundo o nutrólogo, se você tiver condições de consumir os legumes orgânicos, consuma, mas caso não seja possível é melhor consumir legumes que usam agrotóxicos do que consumir alimentos industrializados. Ele aconselha a fazer “mais feira” e “menos mercado”.

    Suco de fruta faz bem?

    Segundo ele, suco é ruim. As frutas tem de ser consumidas com a casca para obtermos as fibras. O suco natural de laranja irá se transformar em frutose e depois irá se tornar gordura, então o suco nunca é bom. Caso tenha que beber, escolha o natural. Ao invés de mandar suco de caixinha para escola com seu filho substitua por água de coco.

    Melhor gordura de porco ou óleo de soja?

    Óleo de soja jamais, utilize óleo de coco. A gordura de porco é boa, mas é preciso saber a procedência dessa gordura e desse porco. A gordura boa é daquele porco que é criado sem o consumo de hormônios, então por via das dúvidas utilize o óleo de coco.

    Alimentos integrais são realmente mais nutritivos que os considerados “normais”? 

    Os integrais são bem melhores, pois têm mais fibras e ajudam o nosso intestino. Os produtos com poucas fibras são mais inflamatórios.

    Manteiga ou margarina? Qual melhor opção?

    A margarina, segundo o nutrólogo, é um veneno para o nosso corpo e aumenta chances de desenvolver doenças. A manteiga é boa para flora intestinal, então ela é a melhor opção.

    Leite de soja gera disfunção sexual nos homens?

    Isso é uma verdade. Segundo Mutti, o leite de soja não deve ser consumido por homens, principalmente os meninos. O leite diminui a velocidade do desenvolvimento dos homens e para as meninas também podem ter uma menstruação precoce. A soja não é boa pois é um alimento transgênico, mudou a genética da soja então foi contra a natureza. Para o nutrólogo, o alimento é péssimo.


Disponível em https://www.band.uol.com.br/entretenimento/especialista-esclarece-mitos-e-verdades-sobre-a-alimentacao-saudavel-16318002 

Analise: “Para o nutrólogo, o alimento é péssimo.” E assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1834817 Português

No que se refere à frase “juro que teria te contado antes se tivesse certeza que você não iria ouvir” (linhas 29 e 30), julgue os itens a seguir.


I Há um desvio da norma-padrão da língua portuguesa quanto à regência nominal do substantivo “certeza”.

II Há concordância verbal entre o sujeito oculto e o verbo “juro”.

III Há um equívoco na relação de tempos verbais em “teria”, futuro do pretérito, e “se tivesse”, pretérito imperfeito do subjuntivo.


Assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q1834718 Português

Para uma companheira inseparável


    Em Gramado, o Festival de Cinema; em Passo Fundo, a Jornada de Literatura: uma semana de festas no Rio Grande do Sul. Não para mim, que não fui convidado para nenhuma das duas (talvez pensem que já morri?), e mesmo que fosse, quase certamente não poderia ir. É que, embora continue vivo, arrumei uma inimiga poderosa. A Tosse, eu a chamo, assim mesmo, com maiúsculas merecidas, pois já dura uns quatro meses e não tem nada, absolutamente nada, que a cure.

    Começou, que eu me lembre, lá por maio. Foi logo depois de uma gripe e tão generalizada que tinha também um pouco de sinusite, rinite, otite e se outros ites existem no aparelho respiratório, essa gripe certamente também tinha. Tudo foi passando aos poucos. Ela, a Tosse, não.

    Traiçoeira, inadequada, vem principalmente à noite. Tarde da noite, como entidade do mal que é, lá pelas quatro, cinco da manhã, quando faz tanto frio que seria suicídio sair da cama. E não passa.

    Meu médico diz que a causa é uma só – chama-se Porto Alegre, talvez uma das cidades com um dos piores climas do país. Principalmente em agosto, quando as paredes vertem água de tanta umidade, não há sol, o mofo se infiltra e as casas geladas transformam-se numa espécie de Disneyworld de ácaros. Trata-se, portanto, de atravessar agosto. Falta pouco. Prometo ser forte.

(Caio Fernando de Abreu. Pequenas epifanias, 2014. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o enunciado está em conformidade com o sentido do texto e com a norma-padrão, dando correta sequência ao trecho:


Não fui convidado para nenhuma das duas festas, e mesmo que fosse, quase certamente...

Alternativas
Q1833490 Português

Quanto ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item. 


O emprego do acento indicativo de crase em “às cidades” (linha 26) justifica-se pela regência da forma verbal “dê” (linha 25) e pela anteposição de artigo definido ao substantivo “cidades”.

Alternativas
Q1832938 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão. 

Como lidar com a fadiga de notícias ruins?
Por Stéphanie Habrich

(Disponível em: https://claudia.abril.com.br/blog/stephanie-habrich/fadiga-noticias-ruins/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Na linha 05, a forma verbal “anda”, considerando sua transitividade, poderia ser classificada como:
Alternativas
Q1831850 Português
Considerando a norma-padrão e as questões gramaticais que envolvem o texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q1831768 Português

Pacto com a verdade


O termo fake news (notícias falsas) foi eleito a “palavra do ano” em 2017 e, desde então, nos assombra diariamente, sobretudo nos aplicativos de mensagens e redes sociais. O alerta sobre o termo ganhou vulto porque textos inverídicos sobre fatos e declarações que nunca aconteceram foram – e ainda são – usados com motivação política, sobretudo em ambientes polarizados. A lógica seria dizer que o adversário fez ou disse algo vexatório, por exemplo, e, com isso, fazer com que as pessoas acreditem em algo que nunca ocorreu. Prática condenável, antiética e perigosa, diante do vulto das consequências que pode causar.


Mas imagine um cenário em que as fake news são tão comuns que fazem com que as pessoas passem a duvidar dos fatos reais. Um ambiente tão impregnado de notícias falsas que leve as pessoas a ignorar, por exemplo, ameaças iminentes. E reais. Foi o que aconteceu, na quinta-feira, em Raposos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde alertas sobre o transbordamento do Rio das Velhas foram considerados “fake news” e ignorados. No dia seguinte, um sexto dos moradores do município estava desalojado por alagamento.


Entre mentiras e boatos disseminados ao longo dos tempos, sempre atendendo aos mais variados interesses, as fake news se destacam pelo grande feito de aniquilar a própria realidade, estabelecendo uma nova, e fluida, em seu lugar. Não por acaso, estudo da Universidade Oxford aponta que as campanhas de desinformação já chegaram a 70 países em 2019, muito comumente associadas ao discurso de líderes autoritários. Afinal de contas, quando a realidade é falseada, quem não precisa de proteção?


Por definição, chamamos de notícia (news, em inglês) informação a respeito de acontecimento novo, de mudanças recentes em alguma situação, ou do estado em que se encontra algo. Jornalisticamente falando, a notícia exige apuração minuciosa junto a fontes fidedignas, além do relato dos fatos presenciados pelo repórter e complementos advindos de pesquisas históricas ou científicas capazes de aprofundar ou contextualizar o fato. Mentira é outra coisa.


Alguns especialistas em checagem de fatos já rechaçam o uso do termo fake news. Em primeiro lugar, porque foi cunhado pelo presidente norte-americano Donald Trump para desqualificar o trabalho da imprensa. Em segundo lugar, pela própria acepção do termo, que reúne palavras contraditórias. Afinal, se são falsas, não são notícias. Trata-se de mentiras ou boatos.


Em Minas, na última sexta-feira, a dificuldade em distinguir mentira e verdade colocou vidas em risco. Nas redes sociais, notícias com alertas antecipados de órgãos reconhecidamente sérios como a Defesa Civil e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) eram ironizados horas antes da tempestade que deixou pelo menos 44 mortos no estado. As manchetes de sábado e de domingo mostraram que, em tempos de verdades “fluidas”, apoiar o jornalismo é, acima de tudo, fortalecer o compromisso com a informação de credibilidade. Estabelecer um pacto com os que têm a verdade como missão.


Disponível em:<https://www.em.com.br/app/noticia/opiniao/2020/01/27/ interna_opiniao,1117194/pacto-com-a-verdade.shtml>

Acesso em: 29 jan. 2020

Leia o trecho a seguir observando a palavra em destaque.


“Foi o que aconteceu, na quinta-feira, em Raposos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde alertas sobre o transbordamento do Rio das Velhas foram considerados “fake news” e ignorados.”


Assinale a alternativa que apresenta a mesma ideia da palavra em destaque nesse trecho.

Alternativas
Q1831069 Português

Leia o texto para responder a questão.


Google lança página para defender suas iniciativas contra a desinformação

Empresa tenta responder a cinco "mitos" relacionados com as fake news nas buscas on-line e anúncios digitais.

Por G1


    O Google colocou no ar nesta quinta-feira (7) uma página sobre como sua plataforma de buscas e anúncios digitais lidam com a desinformação. O material é parecido com uma iniciativa do YouTube, publicada em outubro passado.

    O site possui "5 mitos e fatos" e tenta responder a questões como "o algoritmo da busca favorece sites que disseminam fake news" ou "as plataformas do Google não são transparentes".

    A empresa defende que os resultados da busca são determinados por uma série de algoritmos que analisam fatores como os termos da pesquisa, relevância e usabilidade das páginas, localização, entre outros. 

    Ao fim de cada "mito", a página tem um link para um "saiba mais", que amplia a resposta e leva os leitores a mais links sobre suas políticas. 

Identificação de conteúdo falso

    O primeiro deles responde a uma questão que diz que "o Google pode identificar e remover toda a desinformação da internet". 

    A empresa diz que "a desinformação é um desafio complexo para o qual não existe uma resposta simples e única". Na versão estendida, a companhia afirma que "não está em posição de avaliar, de modo objetivo e em grande escala, a veracidade de um conteúdo ou a intenção dos criadores". 

    Há ainda trechos que dizem que a companhia toma "outras medidas para aprimorar a qualidade dos nossos resultados para contextos e tópicos" e que fornece aos usuários "ferramentas para acessar o contexto e a diversidade de perspectivas de que precisam para formar as próprias opiniões", sem detalhar nos tópicos quais medidas e ferramentas são essas. Publicidade digital

    Outro "mito", segundo o Google, seria que a "publicidade digital financia disseminadores de desinformação".

    A defesa da empresa é que existem políticas que "estabelecem regras claras para limitar o conteúdo permitido nos anúncios em nossas plataformas ou nos sites que recebem publicidade por meio delas".

    A empresa diz ainda que em 2019 encerrou 1,2 milhão de contas, removeu anúncios de mais de 21 milhões de páginas da web por violar essas políticas e que os anunciantes podem escolher barrar determinados sites ou tópicos.

Relação com veículos jornalísticos

    O Google também se defende da crítica que diz que suas plataformas usam o conteúdo de veículos jornalísticos sem que eles ganhem algo com isso.

    A empresa diz que são direcionados 24 bilhões de cliques por mês para sites de notícia em todo o mundo e que muitos deles utilizam suas ferramentas de publicidade digital para arrecadar receita. 

    O fato de o Google direcionar tráfego para sites que utilizam suas próprias ferramentas de publicidade digital faz parte das acusações de condutas anticompetitivas em processos nos Estados Unidos. 

    Na ação liderada pelo procurador-geral do Texas, Ken Paxton, a atuação da empresa é comparada à de todos os jogadores de uma partida de beisebol. Segundo o procurador, o Google faz uso de informações privilegiadas para negociar anúncios porque atua em todas as posições, arremessando e recebendo a bola, por exemplo.

    A relação entre a companhia e os veículos jornalísticos é alvo de discussão regulatória em alguns países como França e Austrália.

    Em outubro passado, a Justiça francesa ordenou que o Google negociasse com editoras o pagamento pelo uso do conteúdo em seus produtos – um mês depois, a empresa assinou acordos de direitos autorais com seis jornais e revistas do país.

    A Austrália anunciou em julho que empresas como Google e Facebook terão que pagar aos meios de comunicação pelo uso de seu conteúdo, mas o buscador se colocou contra a medida. 


Disponível em https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2021/01/07/google-lanca-pagina-para-defender-suas-iniciativas-contra-a-desinformacao.ghtml

Ainda a respeito da oração: “O primeiro deles responde a uma questão...” assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q1830852 Português
O que é o QA e por que ele pode ser mais
importante que o QI no mercado de trabalho
Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/vert-cap-50429043>.
Acesso em: 9 jul. 2021. (Adaptado)
A frase em que o verbo apresenta a mesma predicação que o verbo ocorrer em “Isso ocorre porque um algoritmo pode executar essas tarefas” (parágrafo 5) é:
Alternativas
Q1830207 Português

Internet: <https://www.bbc.com> (com adaptações).

Com  relação  à  correção  gramatical  e  à  coerência  das  substituições propostas para vocábulos e trechos destacados  do texto, julgue o item. 


“em que” (linha 3) por cujos

Alternativas
Q1830090 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto do empresário e filantropo Elle Horn e responda à questão.


Doar como missão


Na vida, para tudo há uma causa original: Deus. E pode-se traçar uma sequência lógica a partir disso. Se o homem tem uma missão, qual é ela? Descobri que é fazer o bem. Eu era uma pessoa completamente avessa à exposição. Não gostava de conceder entrevistas, fosse para falar sobre minha empresa, fosse para falar sobre filantropia. Diziam-me que estava sendo egoísta. Afinal, não há sentimento melhor que fazer o bem. Comprometi-me a doar 60% de tudo o que tenho em vida, e assim procedo ano a ano. Agora, um dos próximos passos é construir uma cultura de doação.

    Hoje faço parte do grupo The Giving Pledge, entidade filantrópica criada por Bill Gates e Warren Buffett. Nem de longe sou o maior filantropo deste país. Temos personalidades reconhecidas e outras que fazem muito, até mais do que eu fiz, seja por esforço, seja por volume financeiro, e nem são tão conhecidas. Entendi que ficar calado sobre isso não me levará a lugar algum. Porque não é suficiente apenas dar. Podemos doar quanto quisermos, mas estaremos fazendo um único bem. Se conseguirmos convencer outra pessoa, esse bem se multiplica por dois. E, se esse novo doador conquista o coração de outros, essa multiplicação se torna algo de crescimento exponencial. Quando encontramos pessoas com condições de fazer diferença, sempre percebemos que elas têm sentimentos bons. Contudo, há uma corrupção social muito grande causada pelo egoísmo. É preciso uma campanha sobre o altruísmo.

    [...]

(HORN, Elle. Revista Veja, ed. 2673.)

Na frase Não gostava de conceder entrevistas, fosse para falar sobre minha empresa, fosse para falar sobre filantropia., o verbo falar significa dizer algo, informar, expor e foi usado com a preposição sobre. Em outras situações linguísticas, pode apresentar outros sentidos e outras regências com ou sem preposição. Sobre o uso desse verbo, sentido e regência, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q1830043 Português
Texto para a questão.

“Com a noite polar, o mar congelava dois metros”. Há 200
anos a Antártida era avistada pela primeira vez

Internet: <https://brasil.elpais.com> (com adaptações).
Com relação ao trecho “De Punta Arenas, no Chile, há cerca de 1.000 quilômetros para se chegar às primeiras ilhas antárticas” (linhas 9 e 10), julgue os itens a seguir.
I O verbo “chegar”, nesse contexto, é intransitivo.
II A crase ocorre por causa da junção entre o adjunto preposicionado do verbo “chegar” e o artigo feminino que precede a palavra “ilhas”.
III O acento indicativo de crase está inadequado, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, visto que está diante de um numeral.
Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q1829993 Português
Olhos d’água (Fragmento)
Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo, busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência. Sempre ao lado de minha mãe aprendi conhecê-la. Decifrava o seu silêncio nas horas de dificuldades, como também sabia reconhecer em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias. Naquele momento, entretanto, me descobria cheia de culpa, por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela. Da unha encravada do dedo mindinho do pé esquerdo... Da verruga que se perdia no meio da cabeleira crespa e bela... Um dia, brincando de pentear boneca, alegria que a mãe nos dava quando, deixando por uns momentos o lava-lava, o passa-passa das roupagens alheias, se tornava uma grande boneca negra para as filhas, descobrimos uma bolinha escondida bem no couro cabeludo ela. Pensamos que fosse carrapato. A mãe cochilava e uma de minhas irmãs aflita, querendo livrar a boneca-mãe daquele padecer, puxou rápido o bichinho. A mãe e nós rimos e rimos e rimos de nosso engano. A mãe riu tanto das lágrimas escorrerem. Mas, de que cor eram os olhos dela?
Eu me lembrava também de algumas histórias da infância de minha mãe. Ela havia nascido em um lugar perdido no interior de Minas. Ali, as crianças andavam nuas até bem grandinhas. As meninas, assim que os seios começavam a brotar, ganhavam roupas antes dos meninos. Às vezes, as histórias da infância de minha mãe confundiam-se com as de minha própria infância. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida. E era justamente nos dias de parco ou nenhum alimento que ela mais brincava com as filhas. Nessas ocasiões a brincadeira preferida era aquela em que a mãe era a Senhora, a Rainha. Ela se assentava em seu trono, um pequeno banquinho de madeira. Felizes colhíamos flores cultivadas em um pequeno pedaço de terra que circundava o nosso barraco. Aquelas flores eram depois solenemente distribuídas por seus cabelos, braços e colo. E diante dela fazíamos reverências à Senhora. Postávamos deitadas no chão e batíamos cabeça para a Rainha. Nós, princesas, em volta dela, cantávamos, dançávamos, sorríamos. A mãe só ria, de uma maneira triste e com um sorriso molhado... Mas de que cor eram os olhos de minha mãe? Eu sabia, desde aquela época, que a mãe inventava esse e outros jogos para distrair a nossa fome. E a nossa fome se distraía.
Conceição Evaristo (Olhos d’água, p. 15-19)
Quanto ao verbo lembrar e sua regência, pode-se afirmar que na oração, abaixo, não está correta a alternativa: Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum.
Alternativas
Q1829779 Português


VERSIGNASSI, A. A palavra salário vem mesmo de “sal”?

VC S/A, São Paulo: Abril, p. 67, Jun. 2021. Adaptado.

O período em que a palavra ou a expressão em destaque NÃO está empregada de acordo com a norma-padrão é:
Alternativas
Q1829560 Português

A questão diz respeito à reportagem. Leia-a atentamente antes de respondê-la.


(Reportagem)




(Fonte adaptada: https://g1.globo.com>Acesso em 26 de julho de 2021)

Assinale a alternativa correta com base no acento grave indicador de crase no título da reportagem:
Alternativas
Q1829228 Português

Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.


Em “do que estávamos para enfrentar o vírus” (linha 7), o emprego da preposição “para” deve-se à regência da forma verbal “estávamos”.

Alternativas
Q1829021 Português
A questão diz respeito à reportagem. Leia-a atentamente antes de respondê-la.

(Reportagem)



(Fonte adaptada: https://g1.globo.com>Acesso em 26 de julho de 2021)

Analise:


“[...] faz 10 anos: [...]” 


Com base na concordância do título da reportagem, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q1828969 Português
No que concerne à regência verbal, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1828965 Português

Sobre a regência nominal, analisar os itens abaixo:


I. Apiedou-se de sua caótica situação.

II. Seu sorriso era inerente a sua felicidade.

II. Comportava-se de modo afável com todos.


Está(ão) CORRETO(S):

Alternativas
Q1828795 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Em etapa de captação de recursos, obras da Estátua do Laçador voltam a ficar sem prazo 

(Disponível em: https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/geral/ https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/almanaque/noticia/2017/03/conheca-a-historia-daestatua-do-lacador-9753722.html - texto adaptado especialmente para esta prova.)
Assinale a alternativa INCORRETA quanto às possibilidades de alterações nos verbos do seguinte trecho do texto:  Outro tema que envolve a estátua do Laçador trata da localização do monumento. Uma mudança chegou a ser discutida em 2019, mas, segundo Manuela, “por enquanto a mudança está mais no campo de especulação”.
Alternativas
Respostas
1801: A
1802: C
1803: B
1804: C
1805: A
1806: A
1807: C
1808: C
1809: A
1810: E
1811: B
1812: C
1813: C
1814: C
1815: A
1816: E
1817: B
1818: D
1819: E
1820: D