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Q4186271 Português

A saga do print: quando a conversa vira prova 

O primeiro print nasce inocente. Ele aparece como quem diz: "Só vou registrar, por garantia." O segundo print já nasce com intenção. O terceiro é praticamente um documento. E, quando você vê, a conversa virou processo.

Tudo começou com uma mensagem no grupo do setor, num fim de tarde que já cheirava a cansaço:

— Pode enviar hoje?

Três palavras. Nenhum complemento. Pode enviar o quê? Para quem? Hoje, que horas? Mas a mensagem tinha um detalhe perigoso: o ponto de interrogação. Ponto de interrogação, em ambiente de trabalho, não pergunta só. Ele cobra.

Eu respondi:

— Consigo até 18h. Aí veio outra mensagem:

— Ok.

Sem emoji, sem ponto, sem nada. Um "ok" que podia significar concordância, alívio ou julgamento. O "ok" é o camaleão do escritório.

Às 18h02, eu enviei o arquivo e escrevi:

— Enviado.

Cinco minutos depois, uma colega me chamou no privado:

— Você viu o que ele mandou no grupo?

Abri o grupo e vi um print. Um print meu. Um recorte da conversa, com o meu "Consigo até 18h" e o "ok" dele. Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo. Nem aparecia a hora. Nem aparecia a pergunta anterior. O print era perfeito do jeito que uma meia-verdade sabe ser: pequeno, limpo e convincente.

A legenda do print dizia: "Mais uma vez prometeu e não entregou."

Eu li e senti meu estômago virar arquivo compactado.

O problema do print é que ele parece prova absoluta. Ele não grita, não xinga, não se contradiz. Ele só mostra. E mostrar, sem contexto, é um tipo de poder.

Eu fiz o que todo assistente administrativo aprende cedo: fui atrás do histórico. Apontei data, hora e sequência. Peguei meu próprio print, agora completo, com a pergunta anterior, o meu compromisso, o envio do arquivo e o "Enviado". Coloquei tudo numa linha do tempo mental, porque o escritório ama linhas do tempo.

Enviei para a colega:

— Olha a sequência completa.

Ela respondeu:

— Entendi. Mas já espalharam.

Espalhar. A palavra que transforma um mal-entendido em reputação.

No dia seguinte, na reunião, o coordenador abriu com aquela frase que tenta parecer neutra:

— Precisamos falar sobre alinhamento de entregas.

Eu ouvi "alinhamento" e soube que alguém tinha promovido meu print a pauta.

Ele projetou o print na tela. O recorte. O pedaço. O meu "Consigo até 18h" preso no aquário do "ok".

— Isso aqui não pode acontecer.

Eu respirei e fiz o que ninguém gosta de fazer em reunião: pedi a palavra com calma.

— Posso mostrar a conversa completa?

Houve um silêncio pequeno. Não era silêncio de permissão. Era silêncio de resistência. Porque contexto dá trabalho. Recorte é mais rápido.

Projetei meu print completo. E a sala viu, pela primeira vez, o que o print recortado escondia: a pergunta anterior e o envio às 18h02. 

O coordenador pigarreou e disse a frase mais humana do mundo corporativo:

— Ah. Certo.

O "Ah. Certo." é a forma elegante de pedir desculpa sem pedir desculpa.

A reunião seguiu. O assunto mudou. Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder.

No fim do dia, eu organizei minha pasta de trabalho e criei uma subpasta chamada "Evidências". Não por paranoia.

Por aprendizado. Porque, no escritório, às vezes você não precisa fazer mais. Você precisa registrar melhor. E, principalmente, precisa lembrar que comunicação não é só o que foi dito. É o que ficou fácil de provar.

Fonte: Banca Examinadora

Assinale a alternativa correta quanto à regência e ao emprego da crase: 
Alternativas
Q4186270 Português

A saga do print: quando a conversa vira prova 

O primeiro print nasce inocente. Ele aparece como quem diz: "Só vou registrar, por garantia." O segundo print já nasce com intenção. O terceiro é praticamente um documento. E, quando você vê, a conversa virou processo.

Tudo começou com uma mensagem no grupo do setor, num fim de tarde que já cheirava a cansaço:

— Pode enviar hoje?

Três palavras. Nenhum complemento. Pode enviar o quê? Para quem? Hoje, que horas? Mas a mensagem tinha um detalhe perigoso: o ponto de interrogação. Ponto de interrogação, em ambiente de trabalho, não pergunta só. Ele cobra.

Eu respondi:

— Consigo até 18h. Aí veio outra mensagem:

— Ok.

Sem emoji, sem ponto, sem nada. Um "ok" que podia significar concordância, alívio ou julgamento. O "ok" é o camaleão do escritório.

Às 18h02, eu enviei o arquivo e escrevi:

— Enviado.

Cinco minutos depois, uma colega me chamou no privado:

— Você viu o que ele mandou no grupo?

Abri o grupo e vi um print. Um print meu. Um recorte da conversa, com o meu "Consigo até 18h" e o "ok" dele. Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo. Nem aparecia a hora. Nem aparecia a pergunta anterior. O print era perfeito do jeito que uma meia-verdade sabe ser: pequeno, limpo e convincente.

A legenda do print dizia: "Mais uma vez prometeu e não entregou."

Eu li e senti meu estômago virar arquivo compactado.

O problema do print é que ele parece prova absoluta. Ele não grita, não xinga, não se contradiz. Ele só mostra. E mostrar, sem contexto, é um tipo de poder.

Eu fiz o que todo assistente administrativo aprende cedo: fui atrás do histórico. Apontei data, hora e sequência. Peguei meu próprio print, agora completo, com a pergunta anterior, o meu compromisso, o envio do arquivo e o "Enviado". Coloquei tudo numa linha do tempo mental, porque o escritório ama linhas do tempo.

Enviei para a colega:

— Olha a sequência completa.

Ela respondeu:

— Entendi. Mas já espalharam.

Espalhar. A palavra que transforma um mal-entendido em reputação.

No dia seguinte, na reunião, o coordenador abriu com aquela frase que tenta parecer neutra:

— Precisamos falar sobre alinhamento de entregas.

Eu ouvi "alinhamento" e soube que alguém tinha promovido meu print a pauta.

Ele projetou o print na tela. O recorte. O pedaço. O meu "Consigo até 18h" preso no aquário do "ok".

— Isso aqui não pode acontecer.

Eu respirei e fiz o que ninguém gosta de fazer em reunião: pedi a palavra com calma.

— Posso mostrar a conversa completa?

Houve um silêncio pequeno. Não era silêncio de permissão. Era silêncio de resistência. Porque contexto dá trabalho. Recorte é mais rápido.

Projetei meu print completo. E a sala viu, pela primeira vez, o que o print recortado escondia: a pergunta anterior e o envio às 18h02. 

O coordenador pigarreou e disse a frase mais humana do mundo corporativo:

— Ah. Certo.

O "Ah. Certo." é a forma elegante de pedir desculpa sem pedir desculpa.

A reunião seguiu. O assunto mudou. Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder.

No fim do dia, eu organizei minha pasta de trabalho e criei uma subpasta chamada "Evidências". Não por paranoia.

Por aprendizado. Porque, no escritório, às vezes você não precisa fazer mais. Você precisa registrar melhor. E, principalmente, precisa lembrar que comunicação não é só o que foi dito. É o que ficou fácil de provar.

Fonte: Banca Examinadora

No período "Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira.", os dois-pontos introduzem:
Alternativas
Q4186269 Português

A saga do print: quando a conversa vira prova 

O primeiro print nasce inocente. Ele aparece como quem diz: "Só vou registrar, por garantia." O segundo print já nasce com intenção. O terceiro é praticamente um documento. E, quando você vê, a conversa virou processo.

Tudo começou com uma mensagem no grupo do setor, num fim de tarde que já cheirava a cansaço:

— Pode enviar hoje?

Três palavras. Nenhum complemento. Pode enviar o quê? Para quem? Hoje, que horas? Mas a mensagem tinha um detalhe perigoso: o ponto de interrogação. Ponto de interrogação, em ambiente de trabalho, não pergunta só. Ele cobra.

Eu respondi:

— Consigo até 18h. Aí veio outra mensagem:

— Ok.

Sem emoji, sem ponto, sem nada. Um "ok" que podia significar concordância, alívio ou julgamento. O "ok" é o camaleão do escritório.

Às 18h02, eu enviei o arquivo e escrevi:

— Enviado.

Cinco minutos depois, uma colega me chamou no privado:

— Você viu o que ele mandou no grupo?

Abri o grupo e vi um print. Um print meu. Um recorte da conversa, com o meu "Consigo até 18h" e o "ok" dele. Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo. Nem aparecia a hora. Nem aparecia a pergunta anterior. O print era perfeito do jeito que uma meia-verdade sabe ser: pequeno, limpo e convincente.

A legenda do print dizia: "Mais uma vez prometeu e não entregou."

Eu li e senti meu estômago virar arquivo compactado.

O problema do print é que ele parece prova absoluta. Ele não grita, não xinga, não se contradiz. Ele só mostra. E mostrar, sem contexto, é um tipo de poder.

Eu fiz o que todo assistente administrativo aprende cedo: fui atrás do histórico. Apontei data, hora e sequência. Peguei meu próprio print, agora completo, com a pergunta anterior, o meu compromisso, o envio do arquivo e o "Enviado". Coloquei tudo numa linha do tempo mental, porque o escritório ama linhas do tempo.

Enviei para a colega:

— Olha a sequência completa.

Ela respondeu:

— Entendi. Mas já espalharam.

Espalhar. A palavra que transforma um mal-entendido em reputação.

No dia seguinte, na reunião, o coordenador abriu com aquela frase que tenta parecer neutra:

— Precisamos falar sobre alinhamento de entregas.

Eu ouvi "alinhamento" e soube que alguém tinha promovido meu print a pauta.

Ele projetou o print na tela. O recorte. O pedaço. O meu "Consigo até 18h" preso no aquário do "ok".

— Isso aqui não pode acontecer.

Eu respirei e fiz o que ninguém gosta de fazer em reunião: pedi a palavra com calma.

— Posso mostrar a conversa completa?

Houve um silêncio pequeno. Não era silêncio de permissão. Era silêncio de resistência. Porque contexto dá trabalho. Recorte é mais rápido.

Projetei meu print completo. E a sala viu, pela primeira vez, o que o print recortado escondia: a pergunta anterior e o envio às 18h02. 

O coordenador pigarreou e disse a frase mais humana do mundo corporativo:

— Ah. Certo.

O "Ah. Certo." é a forma elegante de pedir desculpa sem pedir desculpa.

A reunião seguiu. O assunto mudou. Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder.

No fim do dia, eu organizei minha pasta de trabalho e criei uma subpasta chamada "Evidências". Não por paranoia.

Por aprendizado. Porque, no escritório, às vezes você não precisa fazer mais. Você precisa registrar melhor. E, principalmente, precisa lembrar que comunicação não é só o que foi dito. É o que ficou fácil de provar.

Fonte: Banca Examinadora

Segundo a gramática normativa tradicional, em "pasta de trabalho", o termo "de trabalho" funciona como:
Alternativas
Q4186268 Português

A saga do print: quando a conversa vira prova 

O primeiro print nasce inocente. Ele aparece como quem diz: "Só vou registrar, por garantia." O segundo print já nasce com intenção. O terceiro é praticamente um documento. E, quando você vê, a conversa virou processo.

Tudo começou com uma mensagem no grupo do setor, num fim de tarde que já cheirava a cansaço:

— Pode enviar hoje?

Três palavras. Nenhum complemento. Pode enviar o quê? Para quem? Hoje, que horas? Mas a mensagem tinha um detalhe perigoso: o ponto de interrogação. Ponto de interrogação, em ambiente de trabalho, não pergunta só. Ele cobra.

Eu respondi:

— Consigo até 18h. Aí veio outra mensagem:

— Ok.

Sem emoji, sem ponto, sem nada. Um "ok" que podia significar concordância, alívio ou julgamento. O "ok" é o camaleão do escritório.

Às 18h02, eu enviei o arquivo e escrevi:

— Enviado.

Cinco minutos depois, uma colega me chamou no privado:

— Você viu o que ele mandou no grupo?

Abri o grupo e vi um print. Um print meu. Um recorte da conversa, com o meu "Consigo até 18h" e o "ok" dele. Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo. Nem aparecia a hora. Nem aparecia a pergunta anterior. O print era perfeito do jeito que uma meia-verdade sabe ser: pequeno, limpo e convincente.

A legenda do print dizia: "Mais uma vez prometeu e não entregou."

Eu li e senti meu estômago virar arquivo compactado.

O problema do print é que ele parece prova absoluta. Ele não grita, não xinga, não se contradiz. Ele só mostra. E mostrar, sem contexto, é um tipo de poder.

Eu fiz o que todo assistente administrativo aprende cedo: fui atrás do histórico. Apontei data, hora e sequência. Peguei meu próprio print, agora completo, com a pergunta anterior, o meu compromisso, o envio do arquivo e o "Enviado". Coloquei tudo numa linha do tempo mental, porque o escritório ama linhas do tempo.

Enviei para a colega:

— Olha a sequência completa.

Ela respondeu:

— Entendi. Mas já espalharam.

Espalhar. A palavra que transforma um mal-entendido em reputação.

No dia seguinte, na reunião, o coordenador abriu com aquela frase que tenta parecer neutra:

— Precisamos falar sobre alinhamento de entregas.

Eu ouvi "alinhamento" e soube que alguém tinha promovido meu print a pauta.

Ele projetou o print na tela. O recorte. O pedaço. O meu "Consigo até 18h" preso no aquário do "ok".

— Isso aqui não pode acontecer.

Eu respirei e fiz o que ninguém gosta de fazer em reunião: pedi a palavra com calma.

— Posso mostrar a conversa completa?

Houve um silêncio pequeno. Não era silêncio de permissão. Era silêncio de resistência. Porque contexto dá trabalho. Recorte é mais rápido.

Projetei meu print completo. E a sala viu, pela primeira vez, o que o print recortado escondia: a pergunta anterior e o envio às 18h02. 

O coordenador pigarreou e disse a frase mais humana do mundo corporativo:

— Ah. Certo.

O "Ah. Certo." é a forma elegante de pedir desculpa sem pedir desculpa.

A reunião seguiu. O assunto mudou. Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder.

No fim do dia, eu organizei minha pasta de trabalho e criei uma subpasta chamada "Evidências". Não por paranoia.

Por aprendizado. Porque, no escritório, às vezes você não precisa fazer mais. Você precisa registrar melhor. E, principalmente, precisa lembrar que comunicação não é só o que foi dito. É o que ficou fácil de provar.

Fonte: Banca Examinadora

Em "minha pasta de trabalho", a palavra "minha" classificase como: 
Alternativas
Q4186267 Português

A saga do print: quando a conversa vira prova 

O primeiro print nasce inocente. Ele aparece como quem diz: "Só vou registrar, por garantia." O segundo print já nasce com intenção. O terceiro é praticamente um documento. E, quando você vê, a conversa virou processo.

Tudo começou com uma mensagem no grupo do setor, num fim de tarde que já cheirava a cansaço:

— Pode enviar hoje?

Três palavras. Nenhum complemento. Pode enviar o quê? Para quem? Hoje, que horas? Mas a mensagem tinha um detalhe perigoso: o ponto de interrogação. Ponto de interrogação, em ambiente de trabalho, não pergunta só. Ele cobra.

Eu respondi:

— Consigo até 18h. Aí veio outra mensagem:

— Ok.

Sem emoji, sem ponto, sem nada. Um "ok" que podia significar concordância, alívio ou julgamento. O "ok" é o camaleão do escritório.

Às 18h02, eu enviei o arquivo e escrevi:

— Enviado.

Cinco minutos depois, uma colega me chamou no privado:

— Você viu o que ele mandou no grupo?

Abri o grupo e vi um print. Um print meu. Um recorte da conversa, com o meu "Consigo até 18h" e o "ok" dele. Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo. Nem aparecia a hora. Nem aparecia a pergunta anterior. O print era perfeito do jeito que uma meia-verdade sabe ser: pequeno, limpo e convincente.

A legenda do print dizia: "Mais uma vez prometeu e não entregou."

Eu li e senti meu estômago virar arquivo compactado.

O problema do print é que ele parece prova absoluta. Ele não grita, não xinga, não se contradiz. Ele só mostra. E mostrar, sem contexto, é um tipo de poder.

Eu fiz o que todo assistente administrativo aprende cedo: fui atrás do histórico. Apontei data, hora e sequência. Peguei meu próprio print, agora completo, com a pergunta anterior, o meu compromisso, o envio do arquivo e o "Enviado". Coloquei tudo numa linha do tempo mental, porque o escritório ama linhas do tempo.

Enviei para a colega:

— Olha a sequência completa.

Ela respondeu:

— Entendi. Mas já espalharam.

Espalhar. A palavra que transforma um mal-entendido em reputação.

No dia seguinte, na reunião, o coordenador abriu com aquela frase que tenta parecer neutra:

— Precisamos falar sobre alinhamento de entregas.

Eu ouvi "alinhamento" e soube que alguém tinha promovido meu print a pauta.

Ele projetou o print na tela. O recorte. O pedaço. O meu "Consigo até 18h" preso no aquário do "ok".

— Isso aqui não pode acontecer.

Eu respirei e fiz o que ninguém gosta de fazer em reunião: pedi a palavra com calma.

— Posso mostrar a conversa completa?

Houve um silêncio pequeno. Não era silêncio de permissão. Era silêncio de resistência. Porque contexto dá trabalho. Recorte é mais rápido.

Projetei meu print completo. E a sala viu, pela primeira vez, o que o print recortado escondia: a pergunta anterior e o envio às 18h02. 

O coordenador pigarreou e disse a frase mais humana do mundo corporativo:

— Ah. Certo.

O "Ah. Certo." é a forma elegante de pedir desculpa sem pedir desculpa.

A reunião seguiu. O assunto mudou. Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder.

No fim do dia, eu organizei minha pasta de trabalho e criei uma subpasta chamada "Evidências". Não por paranoia.

Por aprendizado. Porque, no escritório, às vezes você não precisa fazer mais. Você precisa registrar melhor. E, principalmente, precisa lembrar que comunicação não é só o que foi dito. É o que ficou fácil de provar.

Fonte: Banca Examinadora

No enunciado "Precisamos falar sobre alinhamento de entregas", "alinhamento" significa: 
Alternativas
Q4186266 Português

A saga do print: quando a conversa vira prova 

O primeiro print nasce inocente. Ele aparece como quem diz: "Só vou registrar, por garantia." O segundo print já nasce com intenção. O terceiro é praticamente um documento. E, quando você vê, a conversa virou processo.

Tudo começou com uma mensagem no grupo do setor, num fim de tarde que já cheirava a cansaço:

— Pode enviar hoje?

Três palavras. Nenhum complemento. Pode enviar o quê? Para quem? Hoje, que horas? Mas a mensagem tinha um detalhe perigoso: o ponto de interrogação. Ponto de interrogação, em ambiente de trabalho, não pergunta só. Ele cobra.

Eu respondi:

— Consigo até 18h. Aí veio outra mensagem:

— Ok.

Sem emoji, sem ponto, sem nada. Um "ok" que podia significar concordância, alívio ou julgamento. O "ok" é o camaleão do escritório.

Às 18h02, eu enviei o arquivo e escrevi:

— Enviado.

Cinco minutos depois, uma colega me chamou no privado:

— Você viu o que ele mandou no grupo?

Abri o grupo e vi um print. Um print meu. Um recorte da conversa, com o meu "Consigo até 18h" e o "ok" dele. Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo. Nem aparecia a hora. Nem aparecia a pergunta anterior. O print era perfeito do jeito que uma meia-verdade sabe ser: pequeno, limpo e convincente.

A legenda do print dizia: "Mais uma vez prometeu e não entregou."

Eu li e senti meu estômago virar arquivo compactado.

O problema do print é que ele parece prova absoluta. Ele não grita, não xinga, não se contradiz. Ele só mostra. E mostrar, sem contexto, é um tipo de poder.

Eu fiz o que todo assistente administrativo aprende cedo: fui atrás do histórico. Apontei data, hora e sequência. Peguei meu próprio print, agora completo, com a pergunta anterior, o meu compromisso, o envio do arquivo e o "Enviado". Coloquei tudo numa linha do tempo mental, porque o escritório ama linhas do tempo.

Enviei para a colega:

— Olha a sequência completa.

Ela respondeu:

— Entendi. Mas já espalharam.

Espalhar. A palavra que transforma um mal-entendido em reputação.

No dia seguinte, na reunião, o coordenador abriu com aquela frase que tenta parecer neutra:

— Precisamos falar sobre alinhamento de entregas.

Eu ouvi "alinhamento" e soube que alguém tinha promovido meu print a pauta.

Ele projetou o print na tela. O recorte. O pedaço. O meu "Consigo até 18h" preso no aquário do "ok".

— Isso aqui não pode acontecer.

Eu respirei e fiz o que ninguém gosta de fazer em reunião: pedi a palavra com calma.

— Posso mostrar a conversa completa?

Houve um silêncio pequeno. Não era silêncio de permissão. Era silêncio de resistência. Porque contexto dá trabalho. Recorte é mais rápido.

Projetei meu print completo. E a sala viu, pela primeira vez, o que o print recortado escondia: a pergunta anterior e o envio às 18h02. 

O coordenador pigarreou e disse a frase mais humana do mundo corporativo:

— Ah. Certo.

O "Ah. Certo." é a forma elegante de pedir desculpa sem pedir desculpa.

A reunião seguiu. O assunto mudou. Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder.

No fim do dia, eu organizei minha pasta de trabalho e criei uma subpasta chamada "Evidências". Não por paranoia.

Por aprendizado. Porque, no escritório, às vezes você não precisa fazer mais. Você precisa registrar melhor. E, principalmente, precisa lembrar que comunicação não é só o que foi dito. É o que ficou fácil de provar.

Fonte: Banca Examinadora

A expressão "meu estômago virou arquivo compactado" exemplifica principalmente: 
Alternativas
Q4186265 Português

A saga do print: quando a conversa vira prova 

O primeiro print nasce inocente. Ele aparece como quem diz: "Só vou registrar, por garantia." O segundo print já nasce com intenção. O terceiro é praticamente um documento. E, quando você vê, a conversa virou processo.

Tudo começou com uma mensagem no grupo do setor, num fim de tarde que já cheirava a cansaço:

— Pode enviar hoje?

Três palavras. Nenhum complemento. Pode enviar o quê? Para quem? Hoje, que horas? Mas a mensagem tinha um detalhe perigoso: o ponto de interrogação. Ponto de interrogação, em ambiente de trabalho, não pergunta só. Ele cobra.

Eu respondi:

— Consigo até 18h. Aí veio outra mensagem:

— Ok.

Sem emoji, sem ponto, sem nada. Um "ok" que podia significar concordância, alívio ou julgamento. O "ok" é o camaleão do escritório.

Às 18h02, eu enviei o arquivo e escrevi:

— Enviado.

Cinco minutos depois, uma colega me chamou no privado:

— Você viu o que ele mandou no grupo?

Abri o grupo e vi um print. Um print meu. Um recorte da conversa, com o meu "Consigo até 18h" e o "ok" dele. Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo. Nem aparecia a hora. Nem aparecia a pergunta anterior. O print era perfeito do jeito que uma meia-verdade sabe ser: pequeno, limpo e convincente.

A legenda do print dizia: "Mais uma vez prometeu e não entregou."

Eu li e senti meu estômago virar arquivo compactado.

O problema do print é que ele parece prova absoluta. Ele não grita, não xinga, não se contradiz. Ele só mostra. E mostrar, sem contexto, é um tipo de poder.

Eu fiz o que todo assistente administrativo aprende cedo: fui atrás do histórico. Apontei data, hora e sequência. Peguei meu próprio print, agora completo, com a pergunta anterior, o meu compromisso, o envio do arquivo e o "Enviado". Coloquei tudo numa linha do tempo mental, porque o escritório ama linhas do tempo.

Enviei para a colega:

— Olha a sequência completa.

Ela respondeu:

— Entendi. Mas já espalharam.

Espalhar. A palavra que transforma um mal-entendido em reputação.

No dia seguinte, na reunião, o coordenador abriu com aquela frase que tenta parecer neutra:

— Precisamos falar sobre alinhamento de entregas.

Eu ouvi "alinhamento" e soube que alguém tinha promovido meu print a pauta.

Ele projetou o print na tela. O recorte. O pedaço. O meu "Consigo até 18h" preso no aquário do "ok".

— Isso aqui não pode acontecer.

Eu respirei e fiz o que ninguém gosta de fazer em reunião: pedi a palavra com calma.

— Posso mostrar a conversa completa?

Houve um silêncio pequeno. Não era silêncio de permissão. Era silêncio de resistência. Porque contexto dá trabalho. Recorte é mais rápido.

Projetei meu print completo. E a sala viu, pela primeira vez, o que o print recortado escondia: a pergunta anterior e o envio às 18h02. 

O coordenador pigarreou e disse a frase mais humana do mundo corporativo:

— Ah. Certo.

O "Ah. Certo." é a forma elegante de pedir desculpa sem pedir desculpa.

A reunião seguiu. O assunto mudou. Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder.

No fim do dia, eu organizei minha pasta de trabalho e criei uma subpasta chamada "Evidências". Não por paranoia.

Por aprendizado. Porque, no escritório, às vezes você não precisa fazer mais. Você precisa registrar melhor. E, principalmente, precisa lembrar que comunicação não é só o que foi dito. É o que ficou fácil de provar.

Fonte: Banca Examinadora

Em "Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo...", a expressão "no print" contribui para: 
Alternativas
Q4186264 Português

A saga do print: quando a conversa vira prova 

O primeiro print nasce inocente. Ele aparece como quem diz: "Só vou registrar, por garantia." O segundo print já nasce com intenção. O terceiro é praticamente um documento. E, quando você vê, a conversa virou processo.

Tudo começou com uma mensagem no grupo do setor, num fim de tarde que já cheirava a cansaço:

— Pode enviar hoje?

Três palavras. Nenhum complemento. Pode enviar o quê? Para quem? Hoje, que horas? Mas a mensagem tinha um detalhe perigoso: o ponto de interrogação. Ponto de interrogação, em ambiente de trabalho, não pergunta só. Ele cobra.

Eu respondi:

— Consigo até 18h. Aí veio outra mensagem:

— Ok.

Sem emoji, sem ponto, sem nada. Um "ok" que podia significar concordância, alívio ou julgamento. O "ok" é o camaleão do escritório.

Às 18h02, eu enviei o arquivo e escrevi:

— Enviado.

Cinco minutos depois, uma colega me chamou no privado:

— Você viu o que ele mandou no grupo?

Abri o grupo e vi um print. Um print meu. Um recorte da conversa, com o meu "Consigo até 18h" e o "ok" dele. Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo. Nem aparecia a hora. Nem aparecia a pergunta anterior. O print era perfeito do jeito que uma meia-verdade sabe ser: pequeno, limpo e convincente.

A legenda do print dizia: "Mais uma vez prometeu e não entregou."

Eu li e senti meu estômago virar arquivo compactado.

O problema do print é que ele parece prova absoluta. Ele não grita, não xinga, não se contradiz. Ele só mostra. E mostrar, sem contexto, é um tipo de poder.

Eu fiz o que todo assistente administrativo aprende cedo: fui atrás do histórico. Apontei data, hora e sequência. Peguei meu próprio print, agora completo, com a pergunta anterior, o meu compromisso, o envio do arquivo e o "Enviado". Coloquei tudo numa linha do tempo mental, porque o escritório ama linhas do tempo.

Enviei para a colega:

— Olha a sequência completa.

Ela respondeu:

— Entendi. Mas já espalharam.

Espalhar. A palavra que transforma um mal-entendido em reputação.

No dia seguinte, na reunião, o coordenador abriu com aquela frase que tenta parecer neutra:

— Precisamos falar sobre alinhamento de entregas.

Eu ouvi "alinhamento" e soube que alguém tinha promovido meu print a pauta.

Ele projetou o print na tela. O recorte. O pedaço. O meu "Consigo até 18h" preso no aquário do "ok".

— Isso aqui não pode acontecer.

Eu respirei e fiz o que ninguém gosta de fazer em reunião: pedi a palavra com calma.

— Posso mostrar a conversa completa?

Houve um silêncio pequeno. Não era silêncio de permissão. Era silêncio de resistência. Porque contexto dá trabalho. Recorte é mais rápido.

Projetei meu print completo. E a sala viu, pela primeira vez, o que o print recortado escondia: a pergunta anterior e o envio às 18h02. 

O coordenador pigarreou e disse a frase mais humana do mundo corporativo:

— Ah. Certo.

O "Ah. Certo." é a forma elegante de pedir desculpa sem pedir desculpa.

A reunião seguiu. O assunto mudou. Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder.

No fim do dia, eu organizei minha pasta de trabalho e criei uma subpasta chamada "Evidências". Não por paranoia.

Por aprendizado. Porque, no escritório, às vezes você não precisa fazer mais. Você precisa registrar melhor. E, principalmente, precisa lembrar que comunicação não é só o que foi dito. É o que ficou fácil de provar.

Fonte: Banca Examinadora

O texto se caracteriza predominantemente como: 
Alternativas
Q4186263 Português

A saga do print: quando a conversa vira prova 

O primeiro print nasce inocente. Ele aparece como quem diz: "Só vou registrar, por garantia." O segundo print já nasce com intenção. O terceiro é praticamente um documento. E, quando você vê, a conversa virou processo.

Tudo começou com uma mensagem no grupo do setor, num fim de tarde que já cheirava a cansaço:

— Pode enviar hoje?

Três palavras. Nenhum complemento. Pode enviar o quê? Para quem? Hoje, que horas? Mas a mensagem tinha um detalhe perigoso: o ponto de interrogação. Ponto de interrogação, em ambiente de trabalho, não pergunta só. Ele cobra.

Eu respondi:

— Consigo até 18h. Aí veio outra mensagem:

— Ok.

Sem emoji, sem ponto, sem nada. Um "ok" que podia significar concordância, alívio ou julgamento. O "ok" é o camaleão do escritório.

Às 18h02, eu enviei o arquivo e escrevi:

— Enviado.

Cinco minutos depois, uma colega me chamou no privado:

— Você viu o que ele mandou no grupo?

Abri o grupo e vi um print. Um print meu. Um recorte da conversa, com o meu "Consigo até 18h" e o "ok" dele. Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo. Nem aparecia a hora. Nem aparecia a pergunta anterior. O print era perfeito do jeito que uma meia-verdade sabe ser: pequeno, limpo e convincente.

A legenda do print dizia: "Mais uma vez prometeu e não entregou."

Eu li e senti meu estômago virar arquivo compactado.

O problema do print é que ele parece prova absoluta. Ele não grita, não xinga, não se contradiz. Ele só mostra. E mostrar, sem contexto, é um tipo de poder.

Eu fiz o que todo assistente administrativo aprende cedo: fui atrás do histórico. Apontei data, hora e sequência. Peguei meu próprio print, agora completo, com a pergunta anterior, o meu compromisso, o envio do arquivo e o "Enviado". Coloquei tudo numa linha do tempo mental, porque o escritório ama linhas do tempo.

Enviei para a colega:

— Olha a sequência completa.

Ela respondeu:

— Entendi. Mas já espalharam.

Espalhar. A palavra que transforma um mal-entendido em reputação.

No dia seguinte, na reunião, o coordenador abriu com aquela frase que tenta parecer neutra:

— Precisamos falar sobre alinhamento de entregas.

Eu ouvi "alinhamento" e soube que alguém tinha promovido meu print a pauta.

Ele projetou o print na tela. O recorte. O pedaço. O meu "Consigo até 18h" preso no aquário do "ok".

— Isso aqui não pode acontecer.

Eu respirei e fiz o que ninguém gosta de fazer em reunião: pedi a palavra com calma.

— Posso mostrar a conversa completa?

Houve um silêncio pequeno. Não era silêncio de permissão. Era silêncio de resistência. Porque contexto dá trabalho. Recorte é mais rápido.

Projetei meu print completo. E a sala viu, pela primeira vez, o que o print recortado escondia: a pergunta anterior e o envio às 18h02. 

O coordenador pigarreou e disse a frase mais humana do mundo corporativo:

— Ah. Certo.

O "Ah. Certo." é a forma elegante de pedir desculpa sem pedir desculpa.

A reunião seguiu. O assunto mudou. Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder.

No fim do dia, eu organizei minha pasta de trabalho e criei uma subpasta chamada "Evidências". Não por paranoia.

Por aprendizado. Porque, no escritório, às vezes você não precisa fazer mais. Você precisa registrar melhor. E, principalmente, precisa lembrar que comunicação não é só o que foi dito. É o que ficou fácil de provar.

Fonte: Banca Examinadora

Ao afirmar "print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder", o narrador sugere que:
Alternativas
Q4186262 Português

A saga do print: quando a conversa vira prova 

O primeiro print nasce inocente. Ele aparece como quem diz: "Só vou registrar, por garantia." O segundo print já nasce com intenção. O terceiro é praticamente um documento. E, quando você vê, a conversa virou processo.

Tudo começou com uma mensagem no grupo do setor, num fim de tarde que já cheirava a cansaço:

— Pode enviar hoje?

Três palavras. Nenhum complemento. Pode enviar o quê? Para quem? Hoje, que horas? Mas a mensagem tinha um detalhe perigoso: o ponto de interrogação. Ponto de interrogação, em ambiente de trabalho, não pergunta só. Ele cobra.

Eu respondi:

— Consigo até 18h. Aí veio outra mensagem:

— Ok.

Sem emoji, sem ponto, sem nada. Um "ok" que podia significar concordância, alívio ou julgamento. O "ok" é o camaleão do escritório.

Às 18h02, eu enviei o arquivo e escrevi:

— Enviado.

Cinco minutos depois, uma colega me chamou no privado:

— Você viu o que ele mandou no grupo?

Abri o grupo e vi um print. Um print meu. Um recorte da conversa, com o meu "Consigo até 18h" e o "ok" dele. Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo. Nem aparecia a hora. Nem aparecia a pergunta anterior. O print era perfeito do jeito que uma meia-verdade sabe ser: pequeno, limpo e convincente.

A legenda do print dizia: "Mais uma vez prometeu e não entregou."

Eu li e senti meu estômago virar arquivo compactado.

O problema do print é que ele parece prova absoluta. Ele não grita, não xinga, não se contradiz. Ele só mostra. E mostrar, sem contexto, é um tipo de poder.

Eu fiz o que todo assistente administrativo aprende cedo: fui atrás do histórico. Apontei data, hora e sequência. Peguei meu próprio print, agora completo, com a pergunta anterior, o meu compromisso, o envio do arquivo e o "Enviado". Coloquei tudo numa linha do tempo mental, porque o escritório ama linhas do tempo.

Enviei para a colega:

— Olha a sequência completa.

Ela respondeu:

— Entendi. Mas já espalharam.

Espalhar. A palavra que transforma um mal-entendido em reputação.

No dia seguinte, na reunião, o coordenador abriu com aquela frase que tenta parecer neutra:

— Precisamos falar sobre alinhamento de entregas.

Eu ouvi "alinhamento" e soube que alguém tinha promovido meu print a pauta.

Ele projetou o print na tela. O recorte. O pedaço. O meu "Consigo até 18h" preso no aquário do "ok".

— Isso aqui não pode acontecer.

Eu respirei e fiz o que ninguém gosta de fazer em reunião: pedi a palavra com calma.

— Posso mostrar a conversa completa?

Houve um silêncio pequeno. Não era silêncio de permissão. Era silêncio de resistência. Porque contexto dá trabalho. Recorte é mais rápido.

Projetei meu print completo. E a sala viu, pela primeira vez, o que o print recortado escondia: a pergunta anterior e o envio às 18h02. 

O coordenador pigarreou e disse a frase mais humana do mundo corporativo:

— Ah. Certo.

O "Ah. Certo." é a forma elegante de pedir desculpa sem pedir desculpa.

A reunião seguiu. O assunto mudou. Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder.

No fim do dia, eu organizei minha pasta de trabalho e criei uma subpasta chamada "Evidências". Não por paranoia.

Por aprendizado. Porque, no escritório, às vezes você não precisa fazer mais. Você precisa registrar melhor. E, principalmente, precisa lembrar que comunicação não é só o que foi dito. É o que ficou fácil de provar.

Fonte: Banca Examinadora

A ideia central do texto é que: 
Alternativas
Q4186191 Segurança e Saúde no Trabalho
Uma equipe técnica audiovisual foi designada para atuar em três atividades consecutivas durante a montagem de um evento:

I. manutenção e substituição de componentes elétricos em painéis de iluminação cênica de alta potência;
II. fixação e alinhamento de refletores pesados instalados em uma estrutura de grid (treliça) elevada acima do palco;
III. carga, descarga e transporte manual de caixas acústicas e praticáveis de grande peso.

Considerando as normas de segurança do trabalho e a correta especificação dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para cada risco, assinale a alternativa que apresenta a sequência mais adequada de proteção.
Alternativas
Q4186190 Áudio e Vídeo
Analise as afirmativas a seguir.

I. No sistema de edição linear, o acesso ao material audiovisual ocorre de maneira sequencial.
II. A edição não linear permite localizar trechos específicos do material audiovisual com maior rapidez.
III. A seleção e a ordenação de planos fazem parte do processo técnico de edição de vídeo.
IV. Os sistemas de edição linear e não linear diferenciam-se prioritariamente pela resolução final do vídeo exportado.

Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4186189 Áudio e Vídeo
Leia o trecho a seguir:

“Os sistemas de edição de vídeo podem ser lineares e não lineares. A designação linear advém, por um lado, da forma como se tem acesso ao material audiovisual em bruto e, por outro, do modo como este vai ser ordenado na versão final. Tal como foi referido no ponto anterior, o processo técnico da edição de vídeo passa pela seleção e ordenação de planos. Dessa forma, o editor de vídeo tem a necessidade de visionar o material audiovisual em bruto para poder definir quais planos vai utilizar, bem como a ordem que estes terão no produto final. Esse aspecto, o do acesso ao material audiovisual em bruto, é uma das grandes diferenças entre os dois sistemas de edição. Enquanto, na edição linear de vídeo, para se visionar o plano C, é necessário passar, primeiramente, pelos planos A e B, no caso da edição não linear de vídeo, se o profissional da edição de vídeo tiver conhecimento da localização do plano C, consegue localizá-lo de forma quase instantânea, sem a necessidade de passar pelos planos que o antecedem. Ora, na grande parte das situações, a edição em sistema de edição não linear de vídeo é muito mais rápida do que se a edição fosse realizada num sistema de edição linear de vídeo.” (CANELAS, Carlos. Os Sistemas de Edição de Vídeo: linear versus não linear. 2010. p. 4)

Com base no texto e nos princípios da edição não linear para produção audiovisual, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4186188 Áudio e Vídeo
Enquanto ocorria a realização de um recital musical no teatro universitário, a equipe técnica percebeu que a voz da cantora principal estava pouco inteligível, com excesso de sons graves e dificuldade de destaque em relação aos instrumentos musicais. O técnico de áudio decidiu realizar ajustes na mesa de som para melhorar a clareza vocal sem aumentar excessivamente o volume geral do sistema.

Considerando noções básicas de mixagem de som, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4186187 Segurança e Saúde no Trabalho
Em relação às normas de segurança, ao uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e à gestão de riscos em atividades técnicas audiovisuais, analise as afirmativas a seguir:

I. A especificação e a exigência do uso de EPIs no ambiente audiovisual devem estar vinculadas ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), contemplando riscos mecânicos em montagens de estruturas de grid, riscos elétricos em sistemas de distribuição de energia e atividades realizadas em altura.
II. A organização, identificação e proteção de cabos de sinal e potência em áreas técnicas e de circulação configuram medidas de proteção coletiva voltadas à prevenção de acidentes operacionais e quedas em mesmo nível.
III. Montagens temporárias destinadas a eventos, transmissões externas e estruturas audiovisuais móveis também devem observar as normas regulamentadoras aplicáveis às atividades elétricas, ao trabalho em altura e à segurança estrutural.
IV. A análise prévia de risco e a verificação das condições dos equipamentos de proteção integram os procedimentos de segurança exigidos em operações técnicas audiovisuais.

Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4186186 Segurança e Saúde no Trabalho
Para a montagem de iluminação e equipamentos audiovisuais em um espaço destinado a apresentações públicas, a equipe técnica precisou instalar refletores em estruturas elevadas, realizar conexões elétricas provisórias e organizar a distribuição de energia para sistemas de som e projeção. Durante o planejamento da atividade, foram consideradas normas relacionadas ao trabalho em altura e à segurança das instalações elétricas em locais com presença de público.

Considerando princípios de segurança do trabalho e normas aplicáveis à atividade audiovisual, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4186185 Áudio e Vídeo
Um técnico de áudio recebeu três materiais sonoros para edição e restauração:

1. gravação de entrevista realizada em ambiente externo com forte ruído de vento;
2. registro musical antigo com chiados e perda parcial de definição sonora;
3. podcast com diferenças acentuadas de volume entre os participantes.

Considerando técnicas básicas de edição e restauração de áudio, assinale a alternativa que apresenta a sequência mais adequada de procedimentos para cada situação apresentada.
Alternativas
Q4186184 Áudio e Vídeo
Em uma gravação realizada em ambiente parcialmente iluminado, o operador de câmera percebeu que o entrevistado permanecia em foco, mas os elementos posicionados ao fundo da cena apareciam excessivamente nítidos, reduzindo o destaque visual da composição. Ao acessar as configurações da câmera, foram realizados ajustes relacionados à lente, à íris e à distância focal para modificar a profundidade de campo da imagem.

Considerando princípios de operação de câmeras e configuração de imagem, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4186183 Áudio e Vídeo
Durante a produção de um documentário, a equipe audiovisual utilizou diferentes tipos de câmeras para gravações em estúdio e em ambientes externos com iluminação variável. Em alguns momentos, as imagens apresentaram excesso de ruído digital e perda de definição em áreas com pouca luz, exigindo ajustes técnicos relacionados ao equipamento utilizado e às configurações de captação.

Considerando princípios de operação de câmeras e captação de imagem, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4186182 Áudio e Vídeo
Em um evento híbrido, o técnico de áudio percebeu que o som estava sendo reproduzido corretamente nas caixas acústicas do auditório, porém o computador responsável pela transmissão online não recebia sinal de áudio da mesa de som. Ao verificar o equipamento, observou-se que os microfones estavam ativos nos canais e os níveis de entrada apresentavam funcionamento normal.

Considerando as funções das conexões e controles de uma mesa de som, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
9821: B
9822: A
9823: B
9824: A
9825: B
9826: B
9827: B
9828: C
9829: B
9830: C
9831: C
9832: C
9833: B
9834: A
9835: E
9836: A
9837: C
9838: C
9839: B
9840: C