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Abelhas sem ferrão se revelam tesouro do Brasil para gastronomia, cosméticos e remédios
Funcionário público de 66 anos cria abelhas mandaguari e defende seu potencial ainda pouco conhecido, mas que começa a despertar mais interesse no país.
Luiz Lustosa retira a tampa de uma caixa de madeira, e a reação é quase imediata: de dentro de pequenas crateras de cera, brotam milhares de abelhas mandaguari, que voam, formando uma nuvem que o envolve. “Que maravilha!”, exclama o funcionário público, de 66 anos, que dedica seu tempo livre à reprodução de abelhas nativas, atividade que desperta cada vez mais interesse no Brasil por seu potencial na alta gastronomia e uso muito incipiente na indústria de cosméticos e no desenvolvimento de remédios. Lustosa veste apenas uma camiseta branca de manga comprida, jeans e um chapéu com uma rede que cobre seu rosto. A pouca proteção contra o enxame não é um descuido: as abelhas nativas, sem ferrão, convivem de forma harmônica com o homem e têm um potencial enorme na preservação ambiental.
Presidente do Instituto Abelha Nativa em Brasília, Lustosa se animou a trabalhar na reprodução de seis espécies quando percebeu, com outros pesquisadores, que elas estavam em extinção: “Mas não eram apenas as abelhas, e sim a natureza” em retrocesso. “Explicamos às crianças que as abelhas não picam. Elas são necessárias para o meio ambiente e a natureza e estão aqui para nos ajudar”, diz Lustosa no instituto, onde ministra oficinas de criação e de reprodução, além de vender favos e mel de abelhas nativas.
Potencial pouco explorado
As abelhas nativas se popularizam para além dos territórios indígenas e quilombos, onde seus benefícios foram aproveitados historicamente. Embora o interesse tenha crescido durante a pandemia, com mais adeptos da criação caseira como hobby, ou para contribuir com a preservação, as abelhas nativas são um tesouro pouco conhecido no país. “As abelhas possibilitam negócios com impacto positivo na sociedade, no meio ambiente e na agricultura”, resume Cristiano Menezes, especialista em meliponicultura da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Jataí, uruçu, mandaçaia, mandaguari... das 550 espécies sem ferrão identificadas em países tropicais e subtropicais, cerca de 250 foram encontradas no Brasil, diz Menezes. Nas fazendas, muitos apostam em favos de abelhas nativas para polinizar e aumentar a produção em cultivos de frutas vermelhas, peras e abacates, entre outros. Mas também começou a ser explorado o uso do seu mel - considerado mais saudável, devido à menor quantidade de açúcar e menor índice glicêmico - na cosmética e gastronomia. Com sabor e acidez diferente, dependendo da espécie, o mel dessas abelhas é mais cobiçado que o das abelhas com ferrão, que produzem até 30 vezes mais. [...]
Um mundo 'rico como o vinho'
As abelhas nativas foram, em boa parte, esquecidas na colonização das Américas. Atribui-se aos jesuítas a introdução de abelhas com ferrão procedentes da África. Elas eram apreciadas no começo do século XIX por produzirem uma cera mais espessa, necessária para a fabricação de velas. Diferentemente das africanas, que, muitas vezes, buscam alimento em restos de comida, ou em qualquer lugar onde encontrem açúcar, as nativas se alimentam apenas de frutos e de flores de árvores nativas. Por isso, para os criadores, plantar árvores é tão importante quanto reproduzir insetos. “Dependem de que a floresta esteja de pé. Por isso, os criadores de abelhas são agentes de preservação, têm esse interesse”, explica à AFP Jerônimo Villas-Bôas, ecologista e criador de abelhas nativas em São Paulo. Villas-Bôas ajuda comunidades tradicionais a melhorarem a cadeia produtiva do mel, para que esta se torne um negócio. [...]
G1. Olha que legal. Disponível em <https://g1.globo.com/olha-que-legal/noticia/2022/07/23/abelhas-sem-ferrao-se-revelam-tesouro-do-brasil-para-gastronomia-cosmeticos-e-remedios.ghtml>
Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:
I. “Funcionário público de 66 anos cria abelhas mandaguari”
II. “as abelhas nativas são um tesouro pouco conhecido no país.”
Em relação à regência, os verbos “criar” e “ser”, nas sentenças dadas, são, respectivamente:
“Doença do Chapeleiro Maluco”: conheça a condição que inspirou o personagem
Os sintomas envolvem ansiedade, apatia e mudanças de personalidade. Curiosamente, a doença afetava principalmente fabricantes de chapéus do século 18 e 19. Entenda por quê.
A expressão “louco como um chapeleiro” (em inglês, mad as a hatter) já existia bem antes de Lewis Carroll inventar o personagem Chapeleiro Maluco no livro Alice no País das Maravilhas. O ditado começa a surgir na Inglaterra na década de 1820, quarenta anos antes da publicação do romance que consagrou Carroll. O que o autor fez, então, foi personificá-lo no homem que convida Alice para tomar chá.
Mas de onde veio a associação entre loucura e fabricantes de chapéus? Uma hipótese diz que a palavra hatter não significava “chapeleiro”, mas seria uma derivação do verbo to hatter, que pode ser entendido como “perturbar”. Outras teorias buscam a etimologia da palavra em diferentes idiomas e expressões antigas. No entanto, é bem possível que o ditado faça referência aos chapeleiros ingleses do século 18 e 19 – que, não raro, apresentavam comportamentos estranhos.
Na Época, esses fabricantes utilizavam nitrato de mercúrio para juntar e tratar os pelos de animais que iriam no chapéu. Nesse processo, a pelagem era extraída de animais pequenos (principalmente coelhos) e agrupada para formar uma espécie de feltro. Uma substância laranja que continha nitrato de mercúrio era usada para deixar o produto mais macio. Depois, esse feltro era mergulhado em água quente e secado. A técnica ficou conhecida como carroting (derivado de “cenoura”), graças à cor do composto. Geralmente trabalhando em locais fechados, os fabricantes inalavam o vapor de mercúrio liberado no processo. E, com o tempo, o metal se acumulava no corpo dos chapeleiros.
Intoxicação por mercúrio
O uso do nitrato de mercúrio na indústria de chapéus começou na França do século 17, e depois foi adotado pelos ingleses. Mesmo que os riscos de contaminação por mercúrio já·fossem conhecidos, os fabricantes atuavam sem equipamentos de proteção. Não raro os chapeleiros apresentavam tremores, timidez, irritabilidade, fala arrastada, depressão, alucinações e mudanças comportamentais. Hoje sabemos que esses são sintomas de eretismo, síndrome neurológica causada pela intoxicação por mercúrio. Pela associação com os fabricantes de chapéus, a condição ficou conhecida como “doença do chapeleiro maluco”. [...]
Inspiração de Carroll
[...] Os primeiros diagnósticos de intoxicação por mercúrio em fabricantes de chapéus surgiram em 1860 – mesma década em que Alice no País das Maravilhas foi publicado. No entanto, não sabemos se o autor teve contato com essas informações. É possÌvel que Carroll até tenha conhecido um chapeleiro com sintomas de intoxicação, mas pesquisadores concordam que o personagem literário, em si, foi inspirado em um vendedor de móveis excêntrico chamado Theophilus Carter. [...] Ele tinha ideias e invenções bizarras, tal qual o personagem fictício. Num misto de inspirações e coincidências, nasceu o chapeleiro mais famoso da literatura.
“Doença do Chapeleiro Maluco”: conheça a condição que inspirou o personagem (adaptado). Revista Superinteressante. Disponível em: <https://super.abril.com.br/cultura/doenca-do-chapeleiro-maluco-conheca-a-condicao-que-inspirou-o-personagem>
Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:
I. “Os sintomas envolvem ansiedade, apatia e mudanças de personalidade.”
II. “Ele tinha ideias e invenções bizarras, tal qual o personagem fictício.”
Nas sentenças dadas, os verbos “envolver” e “ter” apresentam, respectivamente, as regências:
Arqueólogos encontram cemitério de civilização anterior ao Império Inca
As descobertas pertencem à civilização Wari, que viveu na região onde hoje é o Peru por volta do ano 500 até 1.000 d.C.
As culturas mesoamericanas e andinas costumam trazer um misto de fascinação e curiosidade. Elas não só tinham uma complexa organização social, mas também tecnologias que precedem a chegada dos europeus, como a escrita e sistemas de distribuição de água. Apesar dos Maias, Incas e Astecas serem as três civilizações pré-hispânicas mais famosas, eles não foram as únicas. Uma nova escavação no Peru, por exemplo, descobriu um cemitério de uma civilização ainda mais antiga do que os próprios Incas.
Localizado na região de Cajamarca, ao norte do país, uma equipe de arqueólogos peruanos e japoneses encontraram um sítio com restos humanos, câmaras funerárias, e outros objetos de cerâmica que datam de 800 até 1.000 anos d.C. Os Incas, por exemplo, foram surgir tempo depois, tendo vivido entre 1438 até 1533.
O lugar do sítio arqueológico encontrado nada mais é do que um cemitério pertencente ao povo Wari (ou Huari), uma antiga civilização andina. Pesquisas anteriores já mostraram, inclusive, que os Wari utilizavam estratégias de poder que fariam Maquiavel ficar com inveja: eles usavam a cerveja e outros alucinógenos para o controle político de povos vizinhos. Essa artimanha, entretanto, não era invencível. Sua influência foi significativa até por volta do ano 1.100 d.C, quando foram conquistados pelo florescente império Inca.
Coordenado pelo Projeto de Investigação Arqueológica (PIA) Terlen-La Bomba, a pesquisa revelou que o complexo funerário consiste em câmaras em dois níveis diferentes.
Em ambas, é possível encontrar objetos de oferendas pendurados nas paredes, como fragmentos de cerâmica e conchas de moluscos. No sítio, os pesquisadores também encontraram vasos cerimoniais e ornamentais, além de alguns instrumentos de sopro.
Para o arqueólogo da Universidade de Nanzan, no Japão, Shinya Watanabe, o centro cerimonial era multicultural, com pessoas de diversas origens vivendo por ali: “É uma grande descoberta porque os arqueólogos procuravam evidências da cultura Wari”, disse à Agência France-Presse. Para os pesquisadores, descobertas como essa são fundamentais para compreender a complexa relação entre os diferentes povos que habitavam a região. O próprio termo “povo” ou “civilização” Inca não é exatamente correto, já que o Império Inca era formado por uma mistura de vários outros povos da região.
Arqueólogos encontram cemitério de civilização anterior ao Império Inca (adaptado). Revista Superinteressante. Disponível em:
<https://super.abril.com.br/ciencia/arqueologosencontram-cemiterio-de-civilizacao-anterior- ao-imperio-inca>
Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:
I. “o complexo funerário consiste em câmaras em dois níveis diferentes.”
II. “eles usavam a cerveja e outros alucinógenos para o controle político de povos vizinhos.”
Nas sentenças dadas, os verbos “consistir” e “usar” apresentam, respectivamente, as regências:
Identifique a alternativa que apresenta o uso correto da regência verbal e nominal:
Margaret Crane: a designer que criou o teste caseiro de gravidez
Crane recebeu apenas um dólar pela criação – mas revolucionou a autonomia das mulheres sobre o próprio corpo.
A gonadotrofina coriônica humana pode ser assustadora. Não só pelo nome bizarro, mas porque esse é o hormônio que interrompe a menstruação e prepara o útero para receber o embrião. Em outras palavras, ele anuncia que a mulher está grávida. Mais conhecido como hCG, ele surge em altas concentrações no sangue da gestante, e vai parar no xixi. A detecção desse hormônio é a base dos testes de gravidez atuais – tanto o de sangue, em laboratório, quanto o de xixi, em casa. Esse último só surgiu nos anos 1970, graças a uma publicitária e designer sem qualquer formação científica. Aos 26 anos, Margaret Crane trabalhava na empresa Organon Pharmaceuticals. Ela foi contratada em 1967 para desenhar uma linha de cosméticos, mas se interessou por outro tema ao visitar o laboratório da farmacêutica. Crane notou uma grande fila de provetas apoiadas sob um espelho, e perguntou do que se tratava. Um cientista disse que aqueles eram testes de gravidez, e explicou como funcionavam.
Processo demorado
A mulher com suspeita de gravidez deveria ir a um consultório médico para coletar urina, que seria enviada a um laboratório especializado. O xixi era colocado em uma proveta com reagentes químicos que interagem com o hCG, formando um círculo roxo no fundo do recipiente. Os pesquisadores usavam espelhos para refletir e observar o fundo do tubo. Se o círculo estivesse ali, significava que havia hormônio e a mulher estava grávida. Caso contrário, nada de gestação. Só então o resultado era enviado de volta ao médico, que informava o status da paciente. Todo o processo demorava até duas semanas – um período desnecessariamente grande de espera pela informação que mudaria a vida da mulher. Além disso, o processo exigia que ela passasse por um médico, sem privacidade ao receber uma notícia sensível. Crane pensou em maneiras de tornar o método mais acessível – e caseiro. Seu desafio como designer era juntar o tubo e o espelho em um único recipiente. A solução foi usar uma caixinha transparente com um espelho no fundo e um tubo acoplado em cima. O reagente seria aplicado com um conta-gotas e a caixa permitiria ver o resultado no espelho, que sairia em poucos minutos. [...]
Predictor
Crane apresentou o protótipo aos seus chefes na farmacêutica, mas eles não gostaram da ideia. Achavam que o teste caseiro acabaria com os negócios da empresa e não seria bem recebido pelos médicos. Mas a proposta foi bem aceita na sede da Organon Pharmaceuticals, na Holanda. A Europa já tinha outros produtos de venda direta ao consumidor, e os executivos acreditaram que esse também funcionaria. Duas patentes do teste Predictor, como ficou chamado, foram registradas no nome de Margaret Crane em 1969. Só que o custo do pedido de patente era muito caro, e a jovem não conseguiria arcar sozinha. Então, ela renunciou os direitos de sua invenção por um dólar, para que a empresa pagasse o registro. E esse dólar foi tudo que ela recebeu. Crane já disse em entrevistas que não se arrepende da decisão, pois o projeto não sairia do papel sem a grana. Mas que ela não faria a negociação de novo sem um advogado ou representante.
Reconhecimento veio tarde
A partir dali os testes caseiros de gravidez só se modernizaram, até chegarem nas fitinhas e visores usados hoje. Só que a contribuição de Crane ficou apagada por muito tempo. Com exceção de alguns amigos e familiares próximos, ninguém sabia que ela havia sido a inventora do teste de gravidez. Foi só em 2012, quando o teste completou 35 anos, que Margaret se apresentou como inventora. O Instituto Smithsonian, o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos e o FDA (Food and Drug Administration) estavam em busca do primeiro protótipo do teste caseiro, para registrá-lo em seus arquivos. Por sorte, Crane ainda guardava o protótipo e um dos primeiros testes comercializados, junto com suas instruções em francês e inglês. Desde então, a inventora é reconhecida por sua criação. [...]
Revista Superinteressante. (Adaptado).
Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/margaret-
crane-a-designer-que-criou-o-teste-caseiro-de-gravidez
Considere o excerto: “Esse último só surgiu nos anos 1970, graças a uma publicitária e designer sem qualquer formação científica.” Neste contexto, a palavra “graças” apresenta regência preposicionada. Seu(s) termo(s) regido(s) é (são):
Margaret Crane: a designer que criou o teste caseiro de gravidez
Crane recebeu apenas um dólar pela criação – mas revolucionou a autonomia das mulheres sobre o próprio corpo.
A gonadotrofina coriônica humana pode ser assustadora. Não só pelo nome bizarro, mas porque esse é o hormônio que interrompe a menstruação e prepara o útero para receber o embrião. Em outras palavras, ele anuncia que a mulher está grávida. Mais conhecido como hCG, ele surge em altas concentrações no sangue da gestante, e vai parar no xixi. A detecção desse hormônio é a base dos testes de gravidez atuais – tanto o de sangue, em laboratório, quanto o de xixi, em casa. Esse último só surgiu nos anos 1970, graças a uma publicitária e designer sem qualquer formação científica. Aos 26 anos, Margaret Crane trabalhava na empresa Organon Pharmaceuticals. Ela foi contratada em 1967 para desenhar uma linha de cosméticos, mas se interessou por outro tema ao visitar o laboratório da farmacêutica. Crane notou uma grande fila de provetas apoiadas sob um espelho, e perguntou do que se tratava. Um cientista disse que aqueles eram testes de gravidez, e explicou como funcionavam.
Processo demorado
A mulher com suspeita de gravidez deveria ir a um consultório médico para coletar urina, que seria enviada a um laboratório especializado. O xixi era colocado em uma proveta com reagentes químicos que interagem com o hCG, formando um círculo roxo no fundo do recipiente. Os pesquisadores usavam espelhos para refletir e observar o fundo do tubo. Se o círculo estivesse ali, significava que havia hormônio e a mulher estava grávida. Caso contrário, nada de gestação. Só então o resultado era enviado de volta ao médico, que informava o status da paciente. Todo o processo demorava até duas semanas – um período desnecessariamente grande de espera pela informação que mudaria a vida da mulher. Além disso, o processo exigia que ela passasse por um médico, sem privacidade ao receber uma notícia sensível. Crane pensou em maneiras de tornar o método mais acessível – e caseiro. Seu desafio como designer era juntar o tubo e o espelho em um único recipiente. A solução foi usar uma caixinha transparente com um espelho no fundo e um tubo acoplado em cima. O reagente seria aplicado com um conta-gotas e a caixa permitiria ver o resultado no espelho, que sairia em poucos minutos. [...]
Predictor
Crane apresentou o protótipo aos seus chefes na farmacêutica, mas eles não gostaram da ideia. Achavam que o teste caseiro acabaria com os negócios da empresa e não seria bem recebido pelos médicos. Mas a proposta foi bem aceita na sede da Organon Pharmaceuticals, na Holanda. A Europa já tinha outros produtos de venda direta ao consumidor, e os executivos acreditaram que esse também funcionaria. Duas patentes do teste Predictor, como ficou chamado, foram registradas no nome de Margaret Crane em 1969. Só que o custo do pedido de patente era muito caro, e a jovem não conseguiria arcar sozinha. Então, ela renunciou os direitos de sua invenção por um dólar, para que a empresa pagasse o registro. E esse dólar foi tudo que ela recebeu. Crane já disse em entrevistas que não se arrepende da decisão, pois o projeto não sairia do papel sem a grana. Mas que ela não faria a negociação de novo sem um advogado ou representante.
Reconhecimento veio tarde
A partir dali os testes caseiros de gravidez só se modernizaram, até chegarem nas fitinhas e visores usados hoje. Só que a contribuição de Crane ficou apagada por muito tempo. Com exceção de alguns amigos e familiares próximos, ninguém sabia que ela havia sido a inventora do teste de gravidez. Foi só em 2012, quando o teste completou 35 anos, que Margaret se apresentou como inventora. O Instituto Smithsonian, o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos e o FDA (Food and Drug Administration) estavam em busca do primeiro protótipo do teste caseiro, para registrá-lo em seus arquivos. Por sorte, Crane ainda guardava o protótipo e um dos primeiros testes comercializados, junto com suas instruções em francês e inglês. Desde então, a inventora é reconhecida por sua criação. [...]
Revista Superinteressante. (Adaptado).
Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/margaret-
crane-a-designer-que-criou-o-teste-caseiro-de-gravidez
Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:
I. “Achavam que o teste caseiro acabaria com os negócios da empresa”
II. “Crane ainda guardava o protótipo e um dos primeiros testes comercializados” Em relação à regência verbal, nas sentenças dadas, os verbos “acabaria” e “guardava” são, respectivamente:
Leia com atenção o texto abaixo:
Ao caminhar pelas trilhas da floresta, percebi o quão essencial para nossa alma é o contato com a natureza. Cada árvore, cada flor, parecia sussurrar segredos milenares, despertando em mim um sentimento de paz profunda. Esse momento de introspecção era essencial para manter o equilíbrio em meio ao caos cotidiano.
Curioso de novas experiências, decidi adentrar uma caverna que se estendia na encosta da montanha. A escuridão era densa, mas a vontade de explorar era mais forte. A luz da lanterna revelava formações rochosas impressionantes, criadas ao longo de eras. Era um espetáculo natural que alimentava minha curiosidade insaciável.
Caminhar pelas trilhas da vida exige determinação e habilidade. Cada desafio que enfrentamos nos torna mais capazes para superar os obstáculos seguintes. Assim como na floresta, onde a vegetação densa nos exige atenção e cuidado, na jornada diária, cada passo bem dado nos leva mais perto de nossos objetivos.
O contato com a natureza oferece um benefício a saúde mental e física. Respirar o ar puro, ouvir o canto dos pássaros e sentir a brisa no rosto são pequenos prazeres que nos renovam. Assim, a cada trilha percorrida, a cada caverna explorada, sinto-me mais conectado com o universo que nos cerca, apreciando os benefícios que a vida nos oferece.
Há um trecho no texto que possui erro na regência nominal. Assinale a alternativa que aponte o trecho em equívoco:
Texto 02 - Era uma vez um professor...
Era uma vez um professor
Era uma vez um guerreiro,
esperançoso, sonhador,
transformador, conselheiro.
Era uma vez uma luz
que ilumina e conduz
a caminhada da vida.
Com livros e giz na mão
nos ensina a direção
na estrada a ser seguida.
...
Era uma vez um professor
que nasceu dessa mistura,
de terra, gente, suor
educação e cultura.
Era uma vez um país
que será bem mais feliz
e muito mais promissor
quando seu povo pensar
E enfim valorizar
e em valorizar
a luta do professor.
Autor: Bráulio Bessa (Adaptado) Acessado em 09 de mai 2023 em: http://www.ubuntunoticiasce.com.br/2019/10/cordel-de-braulio-bessa-era-uma-vez-um.html
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Texto 3
.
15/10/2019. (Amarildo) https://www.agazeta.com.br/charge/na-charge-do-amarildo-o-professor-no-medico-1019
Analise as afirmativas a seguir:
I. Do excerto: "Com livros e giz na mão nos ensina a direção na estrada a ser seguida”, é correto afirmar que os termos destacados "Com livros e giz na mão" e "na estrada” exercem a função sintática de complemento nominal e adjunto adverbial, respectivamente.
Il. Do excerto: “Com livros e giz na mão nos ensina a direção na estrada a ser seguida", é correto afirmar que os termos destacados "nos" e “a direção” exercem as funções sintáticas de complemento indireto e complemento direto, respectivamente, cujo verbo apresenta bitransitividade.
Marque a alternativa CORRETA:
Julgue o item subsequente.
A sentença “Esses são os profissionais que ele tem
desprezo” está adequada conforme as normas de
concordância e regência.
Julgue o item que se segue.
A sentença “Esses são os profissionais que ele tem
desprezo” está adequada conforme as normas de
concordância e regência.
Julgue o item a seguir.
Julgue o item subsequente.
Nas sentenças “Tais questões implicam em problemas a
serem sanados” e “Nós só visamos o bem comum”, há
erro quanto à regência dos verbos destacados, devido,
respectivamente, à presença de uma preposição em um
verbo transitivo direto e à ausência da preposição do
verbo transitivo indireto.
Julgue o item a seguir.
Nas sentenças “Tais questões implicam em problemas a
serem sanados” e “Nós só visamos o bem comum”, há
erro quanto à regência dos verbos destacados, devido,
respectivamente, à presença de uma preposição em um
verbo transitivo direto e à ausência da preposição do
verbo transitivo indireto.
(Pepetela. Crónicas Maldispostas, 2015. Adaptado)
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
Leia a tira a seguir.

(Bob Thaves, Frank & Ernest. Disponível em: https://www.estadao.com.br/
cultura/quadrinhos, 28.07.2023. Adaptado)
De acordo com a norma-padrão, a lacuna da tira deve ser preenchida com a frase:

Julgue o item, considerando a correção gramatical dos trechos apresentados e a adequação da linguagem à correspondência oficial.
Esclarecendo a propósito, que a capacitação dos servidores será feita a distância, via Internet, fora do horário de
trabalho, e os módulos de aprendizagem e avaliação estarão disponíveis no ambiente virtual.

Julgue o item, considerando a correção gramatical dos trechos apresentados e a adequação da linguagem à correspondência oficial.
Informamos que cumprido as formalidades necessárias, o processo será encaminhado a apreciação da Comissão
Técnica, a qual cabe a emissão de parecer.