Questões de Concurso Sobre uso da vírgula em português

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Q460673 Português
      A educação é uma função tão natural e universal da comunidade humana que, pela própria evidência, leva muito tempo a atingir a plena consciência aqueles que a recebem e praticam, sendo, por isso, relativamente tardio o seu primeiro vestígio na tradição literária. O seu conteúdo, aproximadamente o mesmo em todos os povos, é ao mesmo tempo moral e prático. Também entre os Gregos foi assim. Reveste, em parte, a forma de mandamentos, como honrar os deuses, honrar pai e mãe, respeitar os estrangeiros; consiste, por outro lado, numa série de preceitos sobre a moralidade externa e em regras de prudência para a vida, transmitidas oralmente pelos séculos afora; e apresenta-se ainda como comunicação de conhecimentos e aptidões profissionais a cujo conjunto, na medida em que é transmissível, os Gregos deram o nome de techné. Os preceitos elementares do procedimento correto para com os deuses, os pais e os estranhos foram mais tarde incorporados à lei escrita dos Estados. E o rico tesouro da sabedoria popular, mesclado de regras primitivas de conduta e preceitos de prudência enraizados em superstições populares, chegava pela primeira vez à luz do dia, através de uma antiqüíssima tradição oral, na poesia rural gnômica de Hesíodo. As regras das artes e ofícios resistiam naturalmente, em virtude da sua própria natureza, à exposição escrita dos seus segredos, como esclarece, no que se refere à profissão médica, a coleção dos escritos hipocráticos.
      Da educação, neste sentido, distingue-se a formação do Homem por meio da criação de um tipo ideal intimamente coerente e claramente definido. Essa formação não é possível sem se oferecer ao espírito uma imagem do homem tal como ele deve ser. A utilidade lhe é indiferente ou, pelo menos, não essencial. O que é fundamental nela é o kalón, isto é, a beleza, no sentido normativo da imagem desejada, do ideal. A formação manifesta-se na forma integral do Homem, na sua conduta e comportamento exterior e na sua atitude interior. Nem uma nem outra nasceram do acaso, mas são antes produtos de uma disciplina consciente. Já Platão a comparou ao adestramento de cães de raça. A princípio, esse adestramento limitava-se a uma reduzida classe social, a nobreza.

Obs: gnômico = sentencioso

(Adaptado de Werner Jaeger, Paidéia: a formação do homem grego. Trad. Artur M. Parreira, 4.ed., São Paulo: Martins Fontes,2001, p. 23-24)

A afirmativa correta é:
Alternativas
Q385281 Português
            A pior explicação [para o resultado do referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo realizado recentemente no país] me parece ser a que divide o “não” e o “sim” entre bandidos e mocinhos. O “não” é o partido da bala, o “sim” é o partido da paz; o “não” defende o direito de matar, o “sim” é pela vida; o “não” é a opção pela barbárie, o “sim” é a escolha da civilização e coisas do gênero.
            A explicação é maniqueísta na medida em que divide o mundo em bons e maus. É presunçosa quando coloca seu defensor do lado dos bons. É elitista e arrogante quando desrespeita a opinião de 60 milhões de brasileiros, reduzindo-os a partidários do mal ou, no mínimo, a idiotas enganados e manipulados por um grupo maquiavélico de fabricantes e comerciantes de armas.
            Creio haver certa concordância entre analistas sobre o fato de que a força da campanha do “não” consistiu em enfatizar dois pontos, o direito individual à legítima defesa e a crítica ao fracasso das políticas públicas de segurança, isto é, ao não-cumprimento pelo Estado do dever de proteger os cidadãos.
            Sem entrar na discussão substantiva do tema, eu diria que a surpresa do resultado do referendo provém exatamente do fato de que tais argumento tenham encontrado recepção tão positiva. Houve seguramente fatores tópicos que afetaram os resultados, como a tradição gaúcha de uso de armas, as necessidades de defesa das populações de fronteira. Mas eles não explicam a vitória generalizada do “não”.
            A surpresa vem, sobretudo, do eco encontrado pela defesa de um direito civil clássico, a proteção da própria vida. Pesquisa de opinião pública na região metropolitana do Rio de Janeiro, em 1997, revelou muito baixa consciência de direitos, sobretudo políticos e civis. Do total de entrevistados, 57% não conseguiram mencionar nem um direito sequer. Apenas 2% mencionaram direitos políticos e 12% direitos civis. A situação só melhorava um pouco em relação aos direitos sociais, reconhecidos por 26% dos entrevistados.
            O referendo veio mostrar que, colocados diante de um problema concreto de direitos, os eleitores identificaram com clareza um direito civil clássico. É sintomático também que, na pesquisa, a consciência de direitos variava na proporção direta da escolaridade. O “não” predominou exatamente entre os mais educados.
            Pode-se alegar que se trata propriamente de um direito clássico, isto é, de um liberalismo do século 19. Mas, em nossa tradição estatista e patrimonial, desenvolver a consciência de direitos individuais, mesmo com um século de atraso, é, sem dúvida, uma novidade e mesmo um progresso
            O progresso do outro argumento não foi surpresa. Nossa tradição sempre atribuiu ao Estado a tarefa de resolver tudo, inclusive o problema da segurança (nesse ponto, aliás, ela não diverge da tradição do Estado gendarme). É o óbvio ululante que nossos governos, nos três níveis de administração, com ou sem contingenciamento de verbas, têm falhado miseravelmente em proteger o cidadão. Impedir que o cidadão decida se vai ou não comprar uma arma quando o governo não consegue defendê-lo, restringir um direito ao mesmo tempo que não se cumpre um dever - eis a combinação explosiva que me parece ter levado 60 milhões a votar pelo “não”, concorde-se ou não com a decisão.
            Não por acaso, em Diadema, onde a prefeitura executa há cinco anos, antes do Estatuto do Desarmamento, uma política eficiente de segurança, o “sim” venceu, embora por pequena margem.


(CARVALHO, José Murilo de. Folha de São Paulo: 30 / 10 / 2005.)


No quinto parágrafo, a mudança de pontuação inaceitável, do ponto de vista das normas vigentes, é:
Alternativas
Q381631 Português
Com relação a aspectos gramaticais do texto, assinale a opção correta.
Alternativas
Ano: 2006 Banca: ESAF Órgão: SUSEP Prova: ESAF - 2006 - SUSEP - Agente Executivo |
Q362161 Português
Assinale a opção em que a justi? cativa para o emprego da vírgula correspondente está incorreta.

A Justiça é,(1) antes de tudo,(1) uma preocupação antropológica e ?losó?ca do homem. Resulta da consciência de sua dignidade e da dimensão ontológica do ser humano. Por sua dimensão ética,(2) o homem tem a noção do bem e do mal,(3) da verdade e do erro. É livre, tem livre arbítrio,(4) pois sabe quando está agindo com correção ou com erro. A Justiça nasce, subjetivamente, da verdade humana mais intrínseca,(5) de seu sentimento e de sua re?exão sobre o bem e sobre a verdade na sua relação com os outros homens.
Alternativas
Ano: 2006 Banca: ESAF Órgão: SUSEP Prova: ESAF - 2006 - SUSEP - Agente Executivo |
Q362150 Português
Em relação ao texto, assinale a afirmativa incorreta.

Na compreensão marxista de Estado, esse é um mecanismo controlador dos cidadãos comuns, das relações de propriedade, do regime de alternância dos seus poderes políticos. É a concepção ideológica e econômica do Estado que determina a concentração de riqueza material e espiritual nas mãos de poucos e condena a maioria da população à pobreza material e a sobreviver sem escolas, sem instrução que lhes possibilite ascensão social e sem educação que lhes permita sair da dependência da elite dominadora. Esse conceito tem caráter trágico e escatológico, pois prega o fim do Estado como único modo de se construir uma sociedade materialmente justa.
Alternativas
Ano: 2006 Banca: ESAF Órgão: SUSEP Prova: ESAF - 2006 - SUSEP - Agente Executivo |
Q362149 Português
Em relação ao texto, assinale a opção incorreta.

A concepção moderna de Estado tem raízes no pensamento ético de Kant e de Hegel e o apresenta como uma realização da idéia moral, para o primeiro, ou como a substância ética consciente de si mesma, para o segundo. Para esses pensadores, o Estado seria o apogeu do desenvolvimento moral, substituiria a família, e com o direito produzido, racional, imparcial e justo, substituiria a consciência ética dos indivíduos, que, embora reti? cadora da ação humana, se revelaria, na prática, inviável, por ser incoercível.
Alternativas
Q288104 Português
No Texto I, as vírgulas que aparecem em “Tem as mesmas origens a produção, na base mesma da vida social, de uma violência estrutural” (linhas 17 a 19) foram usadas pela mesma razão das que estão presentes no fragmento

Alternativas
Q254534 Português
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Com referência ao texto acima, julgue os itens a seguir.

O emprego da vírgula após “desenvolvimento” (L.13) justifica-se para marcar a anteposição de oração subordinada reduzida de particípio.

Alternativas
Q254530 Português
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Em relação às idéias e estruturas do texto acima, julgue os itens que se seguem.

A vírgula logo após a palavra “expressão” (L.4) justifica-se por isolar aposto explicativo.
Alternativas
Q170146 Português
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Com relação à compreensão e à interpretação do texto acima bem
como a aspectos morfossintáticos, julgue os próximos itens.

Sem prejuízo para o sentido e para a correção gramatical do texto, a oração “que fazem todo o sentido na comunicação entre especialistas” (L.8-9) poderia ocupar, desde que precedida de vírgula, a posição após a expressão “termos técnicos” (L.6-7).
Alternativas
Q170095 Português
Assinale a opção em que o fragmento apresenta erro de pontuação.

Alternativas
Q169707 Português
Julgue os itens a seguir quanto aos sentidos e às estruturas lingüísticas do texto acima.

As vírgulas após “profissão” (l.15) e após “trabalho” (l.16) justificam-se por isolar aposto explicativo.
Alternativas
Q122585 Português
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Considerando os princípios de tipologia textual e de redação
oficial, julgue os itens subseqüentes, relativos ao texto.

Com base nas estruturas lingüísticas do texto, julgue os itens a
seguir.
Na linha 11, apenas a primeira vírgula não pode ser suprimida do texto, pois está separando termos da mesma função sintática.
Alternativas
Ano: 2006 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: IPAJM-ES Prova: CESPE - 2006 - IPAJM - Advogado |
Q118847 Português
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Com base no texto acima, julgue os itens que se seguem.

O emprego de vírgulas após “PETI” (L.1) e após “(MDS)” (L.2) justifica-se por isolar oração reduzida de particípio intercalada na principal.

Alternativas
Ano: 2006 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: IPAJM-ES Prova: CESPE - 2006 - IPAJM - Advogado |
Q118844 Português
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Em relação ao texto acima, julgue os itens de 11 a 15.

A inserção de uma vírgula imediatamente antes do termo “que” (L.8) mantém as relações sintáticas originais e não altera o significado da informação.
Alternativas
Q118840 Português
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Com referência às idéias e às estruturas do texto acima, julgue os
seguintes itens.

O sinal de dois-pontos (L.16) pode, sem prejuízo para a correção gramatical do período, ser substituído pela expressão tais como, antecedida de vírgula.
Alternativas
Ano: 2006 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: IPAJM-ES Prova: CESPE - 2006 - IPAJM - Advogado |
Q118839 Português
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Com referência às idéias e às estruturas do texto acima, julgue os
seguintes itens.

As vírgulas logo após “empreendimentos” (L.12) e “artesanato” (L.13) podem, sem prejuízo para a correção gramatical do período, ser substituídas por parênteses.
Alternativas
Q118833 Português
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Em relação às estruturas do texto ao lado, que trata do SUAS,
julgue os itens que se seguem.

O emprego da vírgula após “(SUAS)” (L.5) justifica-se por isolar oração subordinada adjetiva explicativa.
Alternativas
Q117632 Português
Analise o texto abaixo e considere as seis propostas de alteração. Faça, a seguir, o que se pede.

 Imagem associada para resolução da questão

Propostas de alteração da pontuação:
I) Eliminar a vírgula que está depois da palavra “Ceará” (l.2) II) Manter apenas a inicial maiúscula da sigla(l.2). Assim: Sefaz-Ceará III) Colocar uma vírgula antes e outra depois da expressão: de 26 de setembro de 1836 (l.4) IV) Substituir o duplo travessão das linhas 5 e 6 por parênteses V) Colocar vírgula depois da palavra “Estado”(l.9) VI) Excluir as aspas da linha 11
Assinale a opção que contém apenas e tão-somente as propostas que deverão ser implementadas para tornar o texto correto.
Alternativas
Q117630 Português
Foram introduzidos erros morfossintáticos, de pontuação e/ou de falta de paralelismo em artigos do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado do Ceará. Assinale o único artigo inteiramente correto.
Alternativas
Respostas
7261: A
7262: D
7263: E
7264: B
7265: E
7266: C
7267: E
7268: E
7269: E
7270: C
7271: D
7272: E
7273: C
7274: C
7275: E
7276: C
7277: E
7278: C
7279: A
7280: E